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09 Abr

A inércia do Serviço de Medicina do Trabalho dos Correios em Goiás Destaque

            Diversos trabalhadores dos Correios vem encontrando dificuldades quanto à necessidade na realização do atendimento com o Serviço de Medicina do Trabalho da ECT. Enquanto os carteiros, atendentes e OTT´s e até os terceirizados estão expostos em suas atividades sem a possibilidade do isolamento social, correndo o risco de serem vetores da doença e ainda serem contaminados com o Coronavírus e contaminarem seus familiares, alguns médicos do SESMT cumprem quarentena realizando o teletrabalho, apenas por meio de documentos no sistema e outros estão no ambulatório, mas sem realizarem atendimento. 

           Neste momento estes médicos poderiam realizar o acompanhamento dos carteiros, OTT´s e atendentes que estão em atividades, visitando os empregados em suas unidades, onde podem, por exemplo, realizar a medição da temperatura e em caso suspeito, liberar para o teletrabalho por atestado médico e ainda realizar na unidade mesmo o teste para o COVID -19 ajudando a prevenir mortes e a disseminação do vírus como estão fazendo seus colegas médicos nos hospitais em todo o país. É inacreditável que não estejam no fronte de batalha, onde hoje estão os carteiros, OTT´s e atendentes nesta guerra!

           É um fato dificultador também porque muitos trabalhadores necessitam da realização de atendimento com o SESMT dos Correios para o retorno ao INSS e são orientados a procurar médico assistente por conta própria, arcando com os custos deste e, neste momento, dificilmente encontrarão médicos disponíveis, pois até atendimentos particulares estão suspensos devido ao decreto do governador do Estado de Goiás e muitos também estão contribuindo com o acompanhamento de pacientes contaminados com o COVID-19 nos hospitais. 

          Portanto, a inércia da ECT é uma irresponsabilidade sendo que é obrigação da empresa avaliar esses trabalhadores, fornecendo-lhes ASO e facilitando o retorno às atividades destes que estão aptos ou ao reencaminhamento ao INSS, para os que se apresentarem inaptos. Nem mesmo o atendimento virtual foi disponibilizado, sendo que por meio dele o trabalhador poderia ter seu ASO emitido e não ficar na situação de limbo que a empresa o está colocando, sem salário e sem benefício, o que é um desrespeito e desumanidade da empregadora com seus trabalhadores. 

ORIENTAÇÕES 

          Diante disso, caso o empregado não consiga o ASO com os médicos do trabalho da ECT e também não consiga laudo do médico assistente definindo se está apto ou inapto ao retorno, a orientação é recorrer ao gestor para fazer um requerimento via SEI para retorno ao trabalho e este é que deverá solicitar ao SESMT dos Correios a avaliação.

ATENÇÃO:

         Estando apto ao trabalho e não conseguindo o ASO ou o atestado do médico assistente, volte ao seu posto de trabalho e entregue ao seu gestor o termo de compromisso abaixo, onde você assume a obrigação de fazer o ASO após a pandemia, quando convocado pelos Correios.

         Após retorno, estando ativo novamente na empresa, avalie com o seu gestor se você está no grupo de risco do COVID - 19 (idoso, gestante, lactante, crônico ou se tem filho em idade escolar) e requeira o teletrabalho. 

 

 

Termo de Compromisso para exame de retorno ao trabalho

 

Última modificação em Quinta, 09 Abril 2020 16:49
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