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28 Abr

Sindicato realizará seminário para esclarecer dúvidas sobre o Postalis

Visando auxiliar e facilitar a tomada de decisão de todos os trabalhadores, o SINTECT-GO promove no dia 30 de abril, o Seminário “Postalis”. O evento será realizado a partir das 8h30 na sede da CUT/GO, localizada na R. 70, 661, Qd.127 Lt. 71, Setor Central, Goiânia – GO. O evento é aberto a todos os trabalhadores interessados.

O Seminário contará com a presença da presidente da ANAPAR, Cláudia Ricaldoni, além de técnicos da Associação, e da advogada do Sindicato, Gizeli Costa, que responderão os diversos questionamentos relativos ao Postalis.

Durante o seminário, o trabalhador saberá como calcular o valor do seu benefício, e terá as informações necessárias para decidir se fica ou se desliga do Fundo, em função da cobrança da nova contribuição extraordinária de 17,92% sobre o benefício proporcional saldado.

 

Autoria: Laryssa Machado - Assessoria de Comunicação SINTECT-GO

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11 Abr

CPI dos Fundos de Pensão vai começar a analisar o relatório final

Parecer começa a ser analisado nesta segunda (11) e deve reforçar que houve fraude e má gestão no fundo dos funcionários do Correios.

 

Nesta segunda-feira (11), a CPI dos Fundos de Pensão começa a analisar o relatório final. O parecer deve reforçar que houve fraude e má gestão no fundo que administra os recursos dos funcionários dos Correios. Só nesse caso o prejuízo ultrapassa os R$ 100 milhões.

É o fundo Postalis, que está entre os 15 maiores do Brasil em volume de recursos. A Polícia Federal já indiciou o ex-presidente, um ex-diretor do fundo e mais cinco pessoas por gestão fraudulenta, apropriação indébita no sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

A definição é do próprio Postalis: o fundo de pensão existe para contribuir com "uma melhor qualidade de vida e um futuro mais tranquilo para os funcionários dos Correios". Mas a Polícia Federal concluiu que o fundo tem administrado mal o dinheiro desses trabalhadores. Os investimentos errados - e caros - geraram prejuízo milionário. 

Entre 2006 a 2008, o Postalis investiu mais de R$ 371 milhões em dois fundos. Uma corretora americana comprava títulos de investimento, revendia por valor maior para empresas dos investigados e os dois fundos onde o Postalis investiu compravam os títulos mais caros. Ou seja, o Postalis pagou um preço 60% maior que o de mercado.

O Bom Dia Brasil teve acesso ao relatório da Polícia Federal que concluiu que o excedente cobrado foi de US$ 16 milhões nas operações, E ainda houve pagamentos, sem justificativa, de taxas de corretagem de US$ 12 milhões.

A Polícia Federal indiciou dois ex-dirigentes do Postalis: o ex-presidente Alexej Predtechensky e o ex-diretor Florêncio da Costa. Considerou que eles tinham o dever de fiscalizar as operações do fundo, o que não fizeram. E mais cinco pessoas ligadas aos gestores dos fundos. Os crimes são: gestão fraudulenta, apropriação indébita no sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

Em dezembro do ano passado, a Polícia Federal pediu a prisão de Fabrizio Neves, dono da empresa que geriu os fundos que geraram o prejuízo ao Postalis. Segundo a PF, ele estava na Espanha e teve o nome incluído na lista vermelha de procurados internacionais da Interpol. Semanas depois, o pedido de prisão foi revogado pela Justiça.

Nesta segunda (11), a CPI dos Fundos de Pensão, que também investiga o caso, começa a analisar o relatório final. O parecer deve reforçar a dimensão da fraude e a má gestão dos ex-dirigentes do Postalis, fundo que está entre os maiores do Brasil em volume de recursos.

O advogado de Alexej Predtechensky disse que as acusações não possuem embasamento. A defesa também negou que Predtechensky tenha praticado irregularidades enquanto esteve na presidência do fundo Postalis e afirmou que vai contestar o relatório da Polícia Federal.

O Bom Dia Brasil não conseguiu contato com o ex-diretor Florêncio da Costa e com o empresário Fabrizio Neves.

 

Assista a reportagem do Bom Dia Brasil aqui.

Reprodução: Bom Dia Brasil

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