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Perseguições e assédio moral no pós-greve

Inúmeras tem sido as denúncias para a diretoria do SINTECT-GO sobre a forma abusiva e arrogante com que alguns gestores tem lidado com os ativistas neste pós-greve. Está havendo um tratamento diferenciado para os companheiros e companheiras que aderiram a greve, o que tem ocorrido tanto na capital quanto no interior do Estado.
Vários trabalhadores que fizeram a greve estão procurando o Sindicato para denunciar a postura assediadora de alguns gestores que querem impor aos ativistas da greve uma jornada de trabalho diferenciada, convocando-os para o trabalho aos sábados para cumprir quatro horas sem o direito de serem lançadas como compensação das horas paradas da greve, dando a opção a estes de trabalharem duas horas a mais, sendo apenas estas lançadas como compensação de greve. Os gestores ainda ameaçam os trabalhadores de abrirem processos administrativos caso eles se recusem a ir.
Há casos de gestores fazendo convocações e criando documentos por conta própria (caso grotesco de uma unidade do interior) para pressionar os trabalhadores a irem trabalhar aos sábados. A reclamação dos trabalhadores é que somente os grevistas estão sendo convocados para essas quatro horas semanais a mais como se a empresa pudesse ressuscitar o contrato semanal de 44 horas que fora alterado tacitamente para 40 horas há décadas. Ora, se já seria irregular a empresa convocar todos indistintamente (operacional e administrativo) para jornada de 44 horas semanais uma vez que houve inegável alteração tácita da jornada para 40 horas, é questão mais indecorosa ainda a empresa convocar somente os grevistas. O que é essa postura se não visível ato de perseguição e assédio? Uma vergonha!
Na ânsia de oprimir e subjugar o trabalhador que já está tão massacrado devido a tantas perdas que o governo impôs para a categoria nesta campanha salarial, se esquecem de que existe uma tutela de urgência (DCG 1001203-57.2020.5.00.0000) e um despacho (DCG 1001203-57-2020-5-00-0000) deferidos, respectivamente, nos dias 30 de Setembro e 01 de Outubro, que estabelecem os parâmetros para compensação das horas paradas na greve que, inclusive conforme esta liminar, o trabalhador tem a prerrogativa de não realizar a compensação de horas paradas sem ser penalizado por processo administrativo e, inclusive, se esquecem que o trabalhador tem 180 dias para fazer a tal compensação.
É preciso que o trabalhador se posicione também diante dessas intransigências que os gestores da SE/GO tem feito a bel prazer, descumprindo liminar, assediando moralmente e ferindo os princípios constitucionais de isonomia. O Sindicato e a Federação já tem buscado respostas para inúmeras questões que não ficaram bem esclarecidas neste pós-greve, como a quantidade de dias a ser descontados e compensados, entre outras. Denuncie!
É importante manter a unidade que foi forte durante a greve, unidade que, mesmo diante de tanta truculência e ataques por parte do governo e da empresa, os trabalhadores e trabalhadoras não recuaram e ficaram firmes na defesa de seus direitos na maior greve da história da categoria! Mantenhamos unidos porque muitos ainda teremos que lutar na defesa de nossos empregos contra a privatização! Participem da videoconferência no dia 28/10/2020!

 

Orientação apresentada na setorial sobre a compensação:

1) O trabalhador que não possa compensar em determinado dia deve: assinar que tomou ciente da convocação e colocar a seguinte RESSALVA: "não tenho interesse de compensar a greve no dia específico acima indicado, baseado nos parâmetros estabelecidos pelo TST, processo n°1001203-57.2020.5.00.0000 (item 8), em despacho de Tutela de urgência"

 

Clique aqui e confira a tutela de urgência - Greve 2020

Clique aqui e confira o despacho - TST 

 

Diretoria Colegiada
SINTECT-GO

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Trabalhadores (as) dos Correios sofrem pressão e assédio moral após o término da greve

A FENTECT protocolou um pedido de Tutela de Urgência contra toda a perseguição política e assédio moral que os trabalhadores (as) dos Correios vem sofrendo após o término da greve. A direção da ECT já divulgou várias regras diferentes para a compensação dos dias de greve, criando uma grande confusão na categoria.

Além disso, os trabalhadores (as) vem sendo pressionados a cumprirem os critérios de compensação, com ameaças de punição caso não sigam. O pedido de Tutela de Urgência é para que as compensações tenham parâmetros fixados e também para evitar esse assédio nos locais de trabalho.

O que apresenta o pedido de Tutela:

1- Que seja respeitado o repouso semanal (não aconteça aos domingos);

2 - Que a compensação aconteça somente no local de trabalho e na mesma função;

3 - Que o pagamento dos 50% e a compensação dos outros 50% seja sobre os dias que efetivamente haveria trabalho (não contando sábado, domingo e feriado como a ECT já fez por conta própria);

4 - Que seja observado o princípio da dignidade da pessoa humana (CF/1988, art. 1º, III), (alimentação) considerando a natureza alimentar inerente à remuneração do empregado, requer seja levada a ensejo a aplicação analógica dos artigos 82 da CLT e 7º, IV, da CF, de modo a assegurar ao empregado o recebimento de 30% (trinta) por cento de sua contraprestação mensal ou, no mínimo, o valor atinente ao salário mínimo;

5 – Que os trabalhadores tenham o detalhamento do que efetivamente (discriminar todas as verbas no holerite) foi descontado no mês de agosto e setembro;

6 – Que as convocações sejam feitas com um mínimo de antecedência de 48 horas.

Pedimos que os trabalhadores (as) procurem o SINTECT-GO para esclarecer dúvidas e que mantenham a calma para continuarmos lutando juntos contra todos os abusos praticados pela direção da ECT.

 

 

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Ecetistas em Jataí cruzam os braços contra assédio da gestão

 

Os trabalhadores dos Correios em Jataí paralisaram suas atividades nesta segunda-feira, 19 de novembro, como protesto aos abusos da gestão. Dos 30 carteiros, 21 aderiram ao movimento, que reivindica uma posição da ECT em relação aos assédios e pressões praticados pelo gerente da unidade. A paralização será de 24h.

A deliberação do movimento ocorreu nesta manhã durante Assembleia, mas os trabalhadores já estavam em estado de greve desde o dia 05 de novembro.

 

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Carteiros de Aparecida denunciam assédio moral e prática antissindical ao MPT

Alex San



Carteiros do CDD de Aparecida de Goiânia registraram no Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO), na última sexta-feira, dia 6, denúncias por assédio moral e prática antissindical promovidos pela Diretoria Regional dos Correios contra dois delegados sindicais. O fato ocorreu após a mobilização da categoria no dia 22 de agosto.

Naquela data, os trabalhadores de Aparecida paralisaram suas atividades por 24 horas como forma de protesto contra as precárias condições de trabalho, o déficit de pessoal que leva à sobrecarga, o sucateamento das bicicletas e motos utilizadas, além do fato de serem obrigados a realizar entregas no período vespertino, quando o sol é mais forte, prejudicando a saúde dos carteiros. Durante a mobilização foi entregue uma Carta Aberta à População, produzida pelo Sintect-GO.

Dias depois da mobilização em Aparecida de Goiânia, a DR/GO notificou dois dos três delegados sindicais a “prestarem informações” sobre a paralisação e entrega da Carta Aberta. Tal fato configura assédio moral. Na denúncia apresentada ao MPT, um dos carteiros explicou que ficou constrangido e  amedrontado.

Com a denúncia apresentada ao MPT, o Sintect-GO solicita providência da Procuradoria Regional do Trabalho da 18ª Região.

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