Tenha uma boa tarde! Hoje é Domingo, dia 21 de Abril de 2019. Agora são 12:08:55 hs

'Dia do Basta': centrais e frentes populares protestam contra o desemprego

Manifestação será nesta sexta-feira (10) e concentração em Goiânia será em frente ao Palácio da Indústria, às 16 horas

Contra o desemprego e pelo respeito aos direitos conquistados em décadas de mobilização, centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo promovem nesta sexta-feira (10) o "Dia do Basta!".

Em Goiânia (GO) a concentração será em frente ao Palácio da Indústria, na esquina das Avenidas Anhanguera e Tocantins, às 16 horas. De lá deve sair uma passeata até a Praça Universitária, onde acontecerá, por volta das 18 horas, uma ação cultural promovida pela União Estadual dos Estudantes (UEE-GO).

Em junho, as centrais aprovaram uma "agenda prioritária da classe trabalhadora", com propostas para o próximo governo. O documento já foi entregue a candidatos e líderes partidários. Os trabalhadores protestam contra a política de preços da Petrobras e o aumento do gás de cozinha, os cortes pelo governo Michel Temer (MDB) nas políticas sociais, entre outras pautas.

As entidades querem ainda a revogação da Lei 13.467, de "reforma" trabalhista, e da Emenda Constitucional 95, que congela gastos públicos por 20 anos.

Reprodução: CUT Goiás

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Economia de Temer privilegia bancos em detrimento do emprego

Bancos lucram 33% a mais enquanto 28 milhões de pessoas não têm emprego

Enquanto quase 28 milhões de brasileiros estão desempregados devido à economia em frangalhos, para os bancos está tudo azul, muito em função dos juros estratosféricos do cheque especial e do cartão de crédito e por terem restringido absurdamente o crédito.

A economista Leila Brito, coordenadora técnica do Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Socioeconômicos (Dieese) em Goiás falou sobre os lucros astronômicos das instituições financeiras no programa Antena Ligada desta sexta-feira (18), na Rádio Trabalhador.

“No ano de 2017, os cinco maiores bancos brasileiros em ativos apresentaram lucros expressivos e rentabilidades em alta, a despeito do cenário econômico adverso que o País tem atravessado. Mas isso não se refletiu em aumento de postos de trabalho. Pelo contrário. De 2016 para 2017 foram cortados 14 mil empregos no setor”, aponta Leila.

Conforme o Dieese, essa situação foi agravada pela implementação de planos de aposentadoria incentivada e desligamento voluntário pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco.

Lucros e rentabilidade

O lucro líquido dos cinco maiores bancos somou R$ 77,4 bilhões, montante 33,5% superior ao registrado em 2016. “O setor produtivo está num momento de retração. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 1% em 2017. Isso mostra para onde está indo nossa economia. Não são gerados empregos. A vida está fácil somente para os rentistas", analisa a economista.

Leila disse que o dinheiro oriundo das taxas e serviços bancários dá para pagar todos os gastos com pessoal e ainda sobra. “A automatização provocou o fechamento de agências e a extinção de postos de trabalho. O usuário está fazendo o serviço que antes era o bancário que fazia”.

O consultor previdenciário Jesus Divino Barbosa de Souza foi outro entrevistado pela RT. Ele alertou que a previdência complementar é alternativa para poucas pessoas. No mais, o mais comum é o trabalhador receber menos do que investiu, devido às inúmeras taxas que tem de pagar na hora da retirada.

 

Reprodução: CUT Goiás

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"Espinha dorsal do processo contra Lula ruiu"

Diretor do Sintect-GO e bispo da Igreja Católica Anglicana analisam conjuntura atual em programa da Rádio Trabalhador

 

O programa Antena Ligada, da Rádio Trabalhador - www.radiotrabalhador.com.br - entrevistou na manhã desta terça-feira (16), o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e suas Concessionárias, Permissionárias,  Franqueadas,  Coligadas  e  Subsidiárias  no Estado de Goiás (Sintect-GO), Ueber Barboza; e Dom Orvandil, professor universitário, bispo da Igreja Católica Anglicana e titular do blog Cartas Proféticas.

Ao jornalista Roberto Nunes, os entrevistados fizeram uma ampla análise de conjuntura, onde a principal preocupação foi o julgamento do ex-presidente Lula, marcado para o próximo dia 24. Para Dom Orvandil, a espinha dorsal do processo contra ele ruiu diante da decisão da juíza Luciana Corrêa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal. "Ela se contrapõe à investigação da Lava Jato sobre o triplex do Guarujá", observa o bispo.

O processo atende uma empresa que solicita o pagamento de dívidas em desfavor da OAS Empreendimentos. A juíza acatou e determinou ao Banco Central o bloqueio nas contas da empresa, encontrando apenas R$ 10 mil reais. A credora fez busca nos cartórios e achou num mesmo CNPJ quatro imóveis no Guarujá em nome da OAS. Um deles é o apartamento atribuído a Lula. Em Brasília, a juíza entende que cabe penhora do triplex por se tratar de dívidas contraídas pela OAS — que seria, de fato e de direito, proprietária do imóvel.

Ueber acredita que o ex-presidente está sendo vítima de uma perseguição, que é resultado do acirramento da luta de classes. "Pois Lula representa uma esperança para os trabalhadores, não só do Brasil, mas de toda a América Latina". O sindicalista lamentou a pronta adesão de parte da juventude ao discurso fácil da direita fascista, ao que Dom Orvandil emendou: "Os maiores disseminadores da ideologia fascista no País é a Rede Globo e as igrejas, aquelas que difundem o discurso: 'se eu não concordo, não pode existir'.

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Reprodução: CUT Goiás

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Audiência pública debaterá o desmonte do Estado

 

A Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT Goiás), através do mandato da deputada estadual Adriana Accorsi (PT-GO), vai realizar no dia 9 de outubro, às 8h30, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), uma Audiência Pública seguida de debate, sobre o desmonte do Estado a que estamos assistindo com Michel Temer (PMDB) no comando da nação.

Há muitos exemplos na esfera federal

Estamos assistindo a esse desmonte progressivo em vários serviços essenciais, a exemplo dos previdenciários de reabilitação profissional e do Serviço Social no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O Ministério do Trabalho ameaça com o fechamento de mais de 300 locais de trabalho em todo o País. Essa política afetará profundamente a classe trabalhadora quanto ao acesso aos serviços prestados pelo órgão, que é responsável pela emissão de Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS), atendimento do seguro-desemprego, homologações, concessão de registro profissional, fiscalização do trabalho, mediação em negociação coletiva, fiscalização de segurança e medicina do trabalho, dentre outras atividades.

Mesmo após o Programa de Demissão Incentivada (PDI) que demitiu 5,5 mil funcionários e o fechamento de 250 agências no País, os Correios devem continuar com a sangria. A empresa estuda, junto ao seu departamento jurídico, a possibilidade de "demissões motivadas" que podem chegar a 25 mil trabalhadores.

Como se vê, o cenário é muito preocupante. Daí a importância de entendermos a fundo esse processo para que possamos nos posicionar frente a tais ameaças.

 

Reprodução: CUT GO

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Entidades nacionais lançam Frente Ampla pelas Diretas Já

Foto: Reprodução CUT/ Paulino Menezes

Instituições se reuniram para adotar estratégia de enfrentamento ao governo Temer

O agravamento da crise política e econômica deteriorou mais o quadro de crise institucional no Brasil. As delações de um influente empresário, revelando a promíscua relação entre os interesses do mercado e o golpe de Estado, motivou a criação de uma frente nacional de resistência, composta por centrais sindicais, frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, movimentos sociais, partidos e organizações da sociedade civil.

O principal objetivo desse encontro histórico é unificar uma agenda e organizar uma campanha para conclamar Diretas Já a partir da derrocada de Temer.

Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, um dos proponentes da frente ampla, a mobilização da sociedade civil brasileira é fundamental para forçar a retomada da democracia no país. "A alternativa de trocar Temer por eleições indiretas é mais ilegítima ainda e não podemos deixar essa anomalia acontecer", destacou o dirigente. Para Freitas o alto índice de desemprego e a divulgação dos últimos números econômicos não deixam dúvidas que só a volta da democracia por eleições diretas, com o povo votando, pode fazer o país voltar a crescer, "não só a economia e o emprego precisam ser retomados, mas a esperança de todo o povo brasileiro", avaliou.

Para o secretário executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB, Carlos Moura, não se pode tentar mudar o estatuto jurídico de um país sem que a população seja ouvida, "Diretas Já significa combater o neoliberalismo em um só palanque onde todas as forças e instituições progressistas lutarão pela democracia e por garantias de mais direitos aos povos originários, superação ao racismo e preconceitos", avaliou. E concluiu: "a CNBB comparece a esse plenário para se solidarizar e prestar apoio a essa reivindicação que é de todo o povo brasileiro e aqui estamos selando um compromisso que as ideias São compiladas que possamos derrubar o ilegítimo que comanda o Executivo Federal."

Recém-eleita presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) lembrou que foi decidido no 6 congresso do partido que nenhum parlamentar deverá participar de um colégio eleitoral para votação indireta, caso seja dado esse desfecho no Congresso Nacional. "O que vier de eleição indireta com certeza será no sentido de ser a favor dessas reformas e contra a classe trabalhadora". Ela reforçou, ainda, que a bancada de oposição no Senado fará o possível para não votar a reforma trabalhista prevista para acontecer na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (06). "Os governistas pretendem romper com o combinado e adiantar os trâmites dentro das comissões para levar a matéria a plenário antes do previsto", criticou a senadora.

Guilherme Boulos, coordenador da Frente Povo sem Medo e líder do MTST avalia que a unificação de um campo democrático para além das esquerdas e das Frentes pode dar outro rumo ao atual cenário. "Dentro desse espírito chamamos essa ampla composição da sociedade civil no intuito de construir uma unidade para a saída da crise".


Vagner Freitas encerrou a reunião apresentado a nova pesquisa CUT-Vox Populli, divulgada hoje (05), que aponta que 89% querem escolher um novo presidente e 85% dos brasileiros querem que o TSE casse Temer.

Veja a seguir a íntegra da nota divulgada pelas organizações:

NOTA
Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já

O Brasil atravessa uma grave crise política, econômica, social e institucional. Michel Temer não reúne as condições nem a legitimidade para seguir na presidência da República. A saída desta crise depende fundamentalmente da participação do povo nas ruas e nas urnas. Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político.

A manutenção de Temer ou sua substituição sem o voto popular significa a continuidade da crise e dos ataques aos direitos, hoje materializados na tentativa de acabar com a aposentadoria, os direitos trabalhistas e as políticas públicas, além de outras medidas que atentam contra a soberania nacional.

As diversas manifestações envolvendo movimentos sociais, artistas, intelectuais, juristas, estudantes e jovens, religiosos, partidos, centrais sindicais, mulheres, população negra e LGBTs demonstram a vontade do povo em definir o rumo do país.

Por isso, conclamamos toda a sociedade brasileira a se mobilizar, tomar as ruas e as praças para gritar bem alto e forte: Fora temer! Diretas já! E Nenhum direito a menos! O que está em jogo não é apenas o fim de um governo ilegítimo, mas sim a construção de um Brasil livre, soberano, justo e democrático.

Assinam:

Frente Brasil Popular – FBP
Frente Povo Sem Medo – FPSM
Centra Única dos Trabalhadores – CUT
Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG
Associação das Mulheres Brasileira - AMB
Associação Latino-americana de Juízes do Trabalho - ALTJ
Associação Nacional de Pós Graduandos - ANPG
Brigadas Populares
Central dos Movimentos Populares - CMP
Central dos Sindicatos Brasileiros - CSB
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
Central Pública
Centro de Atendimento Multiprofissional - CAMP
Coletivo Quem Luta Educa/MG
Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB - CBJP
Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio - CNTC
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – CONTEE
Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos - CNTM
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG
Conferência dos Religiosos do Brasil - CRB
Conselho Federal de Economia - CONFECON
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC
FASE Nacional
Fora do Eixo / Mídia Ninja
Fórum de Lutas 29 de abril/PR
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
Frente de Juristas pela Democracia
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Central Intersindical - INTERSINDICAL
Juntos
Koinonia
Levante Popular da Juventude
Marcha Mundial das Mulheres - MMM
Movimento Camponês Popular - MCP
Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - MTST
Movimento Humanos Direitos - MHUD
Movimento Nacional contra a Corrupção e pela Democracia - MNCCD
Movimento pela Soberania Popular na Mineração - MAM
Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista – MAIS
Partido Comunista do Brasil – PC do B
Partido dos Trabalhadores – PT
Partido Socialismo e Liberdade – PSOL
Partido Socialista Brasileiro – PSB
Pastoral Popular Luterana
Rede Ecumênica da Juventude - REJU
Rua Juventude Anticapitalista - RUA
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
União Brasileira de Mulheres - UBM
União da Juventude Socialista – UJS
União Geral dos Trabalhadores – UGT
União Nacional dos Estudantes - UNE

Reprodução: CUT

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Dia Nacional de Greve é conclamado pelas Centrais Sindicais

 

As Centrais Sindicais e a Frente Brasil Popular convoca todos os trabalhadores para  o Dia Nacional de Greve, que será realizado no dia 11 de novembro em todo o país. Trata-se de uma ampla mobilização como resposta da classe trabalhadora frente aos ataques do Governo.

A Reforma da Previdência, a PEC 241, MP do Ensino Médio, entre outros, só demonstram os objetivos do Governo: Privatizar empresas e serviços públicos, retirar direitos da classe trabalhadora, arrochar salários, entregar as riquezas à exploração das multinacionais, diminuir drasticamente os investimentos em serviços públicos essenciais, como educação e saúde, entre outros.

Desse modo, toda a classe trabalhadora está convocada para se unir no Dia Nacional de Greve, em defesa da Petrobrás, do Pré-Sal e da soberania nacional;  lutar contra à PEC 241 e ao PL 257, contra à Reforma da Previdência, contra à MP do Ensino Médio e contra à terceirização, à prevalência do negociado sobre o legislado e à flexibilização do contrato de trabalho.

*Com informações da CUT

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PEC 241: 10 razões para você entender porque é um desastre

Professora de economia destaca motivos pelos quais todo brasileiro deve lutar contra a proposta defendida por Temer

 

Professora do Departamento de Economia da FEA-USP e doutora pela New School for Social Research (NYC) Laura Carvalho critica a PEC 241 (Proposta de Emenda à Constituição) desde quando surgiu como proposta do ex-ministro Nelson Barbosa.

À época, a proposta era menos nociva, não tinha validade de 20 anos, não alterava a Constituição e tinha como referência para o ajuste o crescimento do PIB. Na gestão do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), o que era ruim, ficou pior.

Laura lista 10 questões que a PEC não resolve, justamente aquelas que a proposta promete solucionar, e ressalta que a degradação dos sistemas de saúde e educação será inevitável caso seja aprovada.

1. A PEC serve para estabilizar a dívida pública?

Não. A crise fiscal brasileira é sobretudo uma crise de arrecadação. As despesas primárias, que estão sujeitas ao teto, cresceram menos no governo Dilma do que nos dois governos Lula e no segundo mandato de FHC. O problema é que as receitas também cresceram muito menos -- 2,2% no primeiro mandato de Dilma, 6,5% no segundo mandato de FHC, já descontada a inflação. No ano passado, as despesas caíram mais de 2% em termos reais, mas a arrecadação caiu 6%. Esse ano, a previsão é que as despesas subam 2% e a arrecadação caia mais 4,8%.

A falta de receitas é explicada pela própria crise econômica e as desonerações fiscais sem contrapartida concedidas pelo governo e ampliadas pelo Congresso. Um teto que congele as despesas por 20 anos nega essa origem pois não garante receitas, e serve para afastar alternativas que estavam na mesa no ano passado, como o fim da isenção de 1995 sobre tributação de dividendos, o fim das desonerações e o combate à sonegação. A PEC garante apenas que a discussão seja somente sobre as despesas.

A PEC também desvia o foco do debate sobre a origem da nossa alta taxa de juros -- que explica uma parte muito maior do crescimento da dívida, já que refere-se apenas às despesas primárias federais. Uma elevação da taxa de juros pelo Banco Central tem efeito direto sobre o pagamento de juros sobre os títulos indexados à própria taxa SELIC, por exemplo -- uma jabuticaba brasileira.

A PEC é frouxa no curto prazo, pois reajusta o valor das despesas pela inflaçã o do ano anterior. Com a inflação em queda, pode haver crescimento real das despesas por alguns anos (não é o governo Temer que terá de fazer o ajuste). No longo prazo, quando a arrecadação e o PIB voltarem a crescer, a PEC passa a ser rígida demais e desnecessária para controlar a dívida.

2. A PEC é necessária no combate à inflação?

Também não. De acordo com o Banco Central, mais de 40% da inflação do ano passado foi causada pelo reajuste brusco dos preços administrados que estavam represados (combustíveis, energia elétrica...). Hoje, a inflação já está em queda e converge para a meta. Ainda mais com o desemprego aumentando e a indústria com cada vez mais capacidade ociosa, como apontam as atas do BC.

3. A PEC garante a retomada da confiança e do crescimento?

O que estamos vendo é que o corte de despesas de 2015 não gerou uma retomada. As empresas estão endividadas, têm capacidade ociosa crescente e não conseguem vender nem o que são capazes de produzir. Os indicadores de confiança da indústria, que aumentaram após o impeachment, não se converteram em melhora real. Os últimos dados de produção industrial apontam queda em mais de 20 setores. A massa de desempregados não contribui em nada para uma retomada do consumo. Que empresa irá investir nesse cenário?

Uma PEC que levará a uma estagnação ou queda dos investimentos públicos em infraestrutura física e social durante 20 anos em nada contribui para reverter esse quadro, podendo até agravá-lo.

4. A PEC garante maior eficiência na gestão do dinheiro público?

Para melhorar a eficiência é necessário vontade e capacidade. Não se define isso por uma lei que limite os gastos. A PEC apenas perpetua os conflitos atuais sobre um total de despesas já reduzido. Tais conflitos costumam ser vencidos pelos que têm maior poder econômico e político. Alguns setores podem conquistar reajustes acima da inflação, e outros pagarão o preço.

5. A PEC preserva gastos com saúde e educação?

Não, estas áreas tinham um mínimo de despesas dado como um percentual da arrecadação de impostos. Quando a arrecadação crescia, o mínimo crescia. Esse mínimo passa a ser reajustado apenas pela inflação do ano anterior. Claro que como o teto é para o total de despesas de cada Poder, o governo poderia potencialmente gastar acima do mínimo. No entanto, os benefícios previdenciários, por exemplo, continuarão crescendo acima da inflação por muitos anos, mesmo se aprovarem outra reforma da Previdência (mudanças demoram a ter impacto). Isso significa que o conjunto das outras despesas ficará cada vez mais comprimido.

O governo não terá espaço para gastar mais que o mínimo em saúde e educação (como faz hoje, aliás). Gastos congelados significam queda vertiginosa das despesas federais com educação por aluno e saúde por idoso, por exemplo, pois a população cresce.

Outras despesas importantes para o desenvolvimento, que sequer têm mínimo definido, podem cair em termos reais: cultura, ciência e tecnologia, assistência social, investimentos em infraestrutura, etc. Mesmo se o país crescer...

6. Essa regra obteve sucesso em outros países?

Nenhum país aplica uma regra assim, não por 20 anos. Alguns países têm regra para crescimento de despesas. Em geral, são estipuladas para alguns anos e a partir do crescimento do PIB, e combinadas a outros indicadores. Além disso, nenhum país tem uma regra para gastos em sua Constituição.

7. Essa regra aumenta a transparência?

Um Staff Note do FMI de 2012 mostra que países com regras fiscais muito rígidas tendem a sofrer com manobras fiscais de seus governantes. Gastos realizados por fora da regra pelo uso de contabilidade criativa podem acabar ocorrendo com mais frequência.

O país já tem instrumentos de fiscalização, controle e planejamento do orçamento, além de metas fiscais anuais. Não basta baixar uma lei sobre teto de despesas, é preciso que haja o desejo por parte dos governos de fortalecer esses mecanismos e o realismo/transparência da política fiscal.

8. A regra protege os mais pobres?

Não mesmo! Não só comprime despesas essenciais e diminui a provisão de serviços públicos, como inclui sanções em caso de descumprimento que seriam pagas por todos os assalariados. Se o governo gastar mais que o teto, fica impedido de elevar suas despesas obrigatórias além da inflação. Como boa parte das despesas obrigatórias é indexada ao salário mínimo, a regra atropelaria a lei de reajuste do salário mínimo impedindo sua valorização real -- mesmo se a economia estiver crescendo.

O sistema político tende a privilegiar os que mais têm poder. Reajusta salários de magistrados no meio da recessão, mas corta programas sociais e investimentos. Se nem quando a economia crescer, há algum alívio nessa disputa (pois o bolo continua igual), é difícil imaginar que os mais vulneráveis fiquem com a fatia maior.

9. A PEC retira o orçamento da mão de políticos corruptos?

Não. Apesar de limitar o tamanho, são eles que vão definir as prioridades no orçamento. O Congresso pode continuar realizando emendas parlamentares clientelistas. No entanto, o Ministério da Fazenda e do Planejamento perdem a capacidade de determinar quando é possível ampliar investimentos e gastos como forma de combate à crise, por exemplo. Imagina se a PEC 241 valesse durante a crise de 2008 e 2009?

10. É a única alternativa?

Não. Há muitas outras, que passam pela elevação de impostos sobre os que hoje quase não pagam (os mais ricos têm mais de 60% de seus rendimentos isentos de tributação segundo dados da Receita Federal), o fim das desonerações fiscais que até hoje vigoram e a garantia de espaço para investimentos públicos em infraestrutura para dinamizar uma retomada do crescimento. Com o crescimento maior, a arrecadação volta a subir.

 

Reprodução: CUT Nacional

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Centrais sindicais vão parar o Brasil nesta quinta-feira (22)

 

 

Em Goiás, Saúde, Educação e a UFG já aderiram à Paralisação Nacional contra a perda de direitos trabalhistas e sociais e a favor da democracia

Para manter os direitos trabalhistas e a democracia, a classe trabalhadora vai parar em todo o Brasil nesta quinta-feira (22 de setembro). Em Goiás, a Saúde, a Educação e os professores e técnicos administrativos da Universidade Federal de Goiás (UFG) já aderiram à Paralisação Nacional e outras categorias devem se juntar ao ato que acontecerá em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), a partir das 8 horas. Às 8h30 haverá uma Coletiva de Imprensa com os presidentes das centrais sindicais envolvidas na manifestação: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e Central da Classe Trabalhadora (Intersindical). 

"O golpe está em marcha e colocou em xeque os direitos trabalhistas e sociais do nosso povo, além da própria soberania nacional. Temos feito grandes e expressivas mobilizações por todo o Brasil contra o golpe e contra o ataque à democracia. Nesta quinta-feira, 22 de setembro, faremos uma grande e decisiva paralisação nacional, em todo o País para elevar o patamar da luta e esquentar os tamborins para a Greve Geral", pontua o presidente da CUT Goiás, Mauro Rubem. Após a concentração na Alego acontecerá uma caminhada pelo Centro de Goiânia (GO).

Se não se mobilizar, a classe trabalhadora corre o risco de assistir a um retrocesso nunca visto em nossa história. São várias as ameaças. Para citar apenas algumas:

1 - Terceirização (PLC 30/2015): 

Esse projeto já passou na Câmara dos Deputados e está no Senado. O governo golpista de Michel Temer se comprometeu com os patrões para agilizar a votação. Se aprovado, vai permitir que uma empresa terceirize todos os seus serviços, sem exceção. Os bancos, por exemplo, vão poder terceirizar até mesmo os caixas e os gerentes. As escolas poderão terceirizar os professores e por aí vai. E todos sabem que os terceirizados recebem menos, trabalham mais e quase não têm direitos. Vai ser o inferno para os trabalhadores e o paraíso dos patrões. A terceirização escraviza, mutila e mata!

 2- Servidores  Públicos (PLP 257/2016): Trata do refinanciamento das dívidas dos Estados e municípios com a União e prevê, entre outras coisas, a suspensão da política de aumento real do Salário Mínimo, a redução em até 30% dos gastos com servidores públicos, a implementação de programas de desligamento voluntário e licença incentivada de servidores e empregados que representem redução de despesa e a não concessão de aumento de remuneração dos servidores a qualquer título.

 

3 - PEC 241/2016: Altera a Constituição para congelar os gastos públicos durante 20 anos, corrigindo-os apenas pela inflação, sem novos investimentos. Com isso os serviços públicos (Educação e Saúde, por exemplo) ficarão muito piores e o dinheiro economizado será usado para pagamento da dívida pública, ou seja, tiram do povo para entregar aos bancos. Querem que você pague o pato! Se a proposta valesse desde 2006, por exemplo, o País teria deixado de investir mais de R$ 500 bilhões em Saúde e Educação.

 4 - PL 948/2011 e PL 7549/2014: Impedem o empregado demitido de reclamar na Justiça do Trabalho.

 5 - PL 450/2015: Cria o Simples Trabalhista com o objetivo de flexibilizar os direitos trabalhistas dos empregados de pequenas e microempresas, reduzir os encargos e custos da contratação mediante acordo ou convenção coletiva específica ou, ainda, por negociação direta entre empregado e empregador, que terão prevalência sobre qualquer norma legal.

 Para a CUT e as demais centrais sindicais unidas nesta Paralisação Nacional, manter direitos trabalhistas é sustentar a democracia. O que estamos assistindo é a tentativa dos golpistas de retirar as conquistas obtidas pelas parcelas mais pobres da população. Com um verniz democrático, o golpe foi consolidado por meio de um impeachment sem crime de responsabilidade por parte da presidenta Dilma Rousseff. E, como era de se esperar, quem financiou a farsa agora cobra a conta.

Ministros de Michel Temer já defenderam jornada de 12 horas diárias, apoiam a terceirização sem limites, contratos de trabalho em que a negociação com o patrão, muitas vezes a parte mais forte, seja mais importante que a lei, além de mais tempo de trabalho para poder se aposentar.

 Um pacote de maldades que só poderá ser jogado no lixo com mobilização e unidade da classe trabalhadora. Por isso, em 22 de setembro, a CUT e as demais centrais sindicais promoverão um Dia Nacional de Mobilização, com paralisações, passeatas e marchas em todos os Estados.

 As manifestações serão um esquenta para a greve geral que a classe trabalhadora organiza em defesa dos direitos, conforme aponta o presidente da CUT Brasil, Vagner Freitas: “O golpe foi contra a democracia, referência de igualdade, justiça social e respeito aos direitos. Foi contra a classe trabalhadora e contra quem mais precisa de emprego decente e políticas públicas. Esse dia 22 será fundamental para acordamos quem ainda não entendeu que o golpe é contra o povo que avançou em direitos e conquistas na última década”, defende.

Escrito por: Maisa Lima, assessora de Comunicação da CUT-GO e Luiz Carvalho (CUT Brasil)

Reprodução: CUT Goiás

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CUT e movimentos programam ato pró-democracia: 'Rosas contra o ódio dos golpistas'

CUT e movimentos programam atividade em Brasília para defesa da democracia

Na segunda-feira (29), quando a presidenta Dilma Rousseff fará pessoalmente sua defesa no Senado Federal contra o processo de impeachment, os movimentos sociais, CUT, Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo farão um conjunto de atividades em Brasília. “Este é o momento decisivo da luta que a CUT vem travando, junto com movimentos sociais parceiros, contra o golpe e em defesa da democracia e dos direitos”, diz a central sindical em nota.


As manifestações começam às 8h de segunda-feira, com recepção de Dilma , em frente ao Senado, pelas entidades. “Vamos levar rosas para enfrentar o ódio dos golpistas”, antecipa a CUT.

“O cenário que temos no Senado é diferente do cenário na Câmara. Em abril, a opinião pública apoiava o golpe. Hoje, há um entendimento de que o golpe aprofundou a crise política e econômica no Brasil”, diz Vagner Freitas, presidente da CUT. “Não vamos nos calar. Iremos tomar as ruas de Brasília dia 29 de agosto, exigindo que os senadores não votem pelo golpe”, acrescenta.

Na quarta-feira (23), em ato político na Casa de Portugal com a presidenta Dilma, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, avisou: “Estaremos lá, no dia 29, quando a presidenta for falar naquele covil, e estaremos fechando várias partes do país. Isso não passa e não passará”, disse.

“Temer e sua turma de golpistas dizem que, passando o julgamento do Senado, se o golpe for vitorioso, o país vai entrar num período de estabilidade, céu de brigadeiro, paz social. O que queremos dizer é que eles estão brincando com fogo. Se este golpe for vitorioso vai-se abrir a porteira de um longo período de instabilidade”, prometeu Boulos.

Programação do dia 29

8h - Recepção da presidenta Dilma Rousseff em frente ao Senado

10h às 16h - Programação político-cultural no Acampamento em Defesa da Democracia e dos Direitos, ao lado do Ginásio Nilson Nelson (endereço: SRPN – Trecho 1- Brasilia/DF)

18h - Ato político nacional em defesa da Democracia e dos Direitos em frente ao Senado Federal

Confira a programação nos estados:

Bahia

9h - Ato em Frente ao Iguatemi – Centro Econômico de Salvador

Ceará

9h - Ato público (local a confirmar)

Rio Grande do Norte

17h - Ato "Fora Temer" - Em frente ao IF-RN Central (Avenida Bernardo Vieira)

Santa Catarina

Tenda da Democracia no Calçadão de Floripa

Reprodução: CUT 

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Centrais sindicais se unem em defesa dos direitos da classe trabalhadora

Ato do Dia 16 terá a participação da CUT, CTB, Conlutas, Nova Central, Força Sindical e Intersindical

Ante a possibilidade concreta de retirada de direitos e conquistas históricas da classe trabalhadora, seis centrais sindicais - Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Sindical e Popular (CSP - Conlutas); Nova Central Sindical dos Trabalhadores; Força Sindical e Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora (Intersindical) - se uniram para fazer um grande ato na terça-feira (16), em Goiânia.

O Ato Unificado terá como tema central Nenhum Direito a Menos e vai se posicionar contra o saco de maldades do governo golpista, que mira diretamente a classe trabalhadora, como o projeto de lei da terceirização sem limites, o aumento do tempo de contribuição para aposentadoria e a criminalização dos movimentos sociais. Isso só para citar alguns, já que no Congresso Nacional tramitam neste momento nada menos que 70 projetos de lei que ferem os direitos duramente conquistados.

A concentração do Ato será na Praça Cívica, às 9 horas, de onde os manifestantes seguirão em passeata pela Avenida Goiás, passando pela Anhanguera e terminando na Avenida Tocantins, em frente ao Palácio da Indústria. Às 15 horas está marcada uma plenária das centrais sindicais na sede da CUT (Rua 70, nº 661, Centro), onde será construída a agenda que resultará na greve geral.

Nenhum Direito a Menos!

Reprodução: Assessoria de Comunicação – CUT Goiás

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