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Audiência publica sobre Correios será realizada em Hidrolândia

A fim de discutir a prestação do serviço dos Correios em Hidrolândia, a Câmara Municipal da cidade, com o apoio do SINTECT-GO, realizará uma Audiência Pública, no dia 19 de setembro, às 19h, no Plenário da Casa. Na ocasião, serão debatidos "Reendereçamento dos bairros e sua implementação em Hidrolândia", "Entrega de correspondências nos bairros não atendidos" e "Posto de Entrega em Oloana".

Além da população, também foram convidados os representantes do Poder Executivo Municipal e dos Correios. 

Audiência Pública - Sobre o Serviço dos Correios em Hidrolândia

Local: Plenário da Câmara Municipal de Hidrolândia

Data: 19/09/2018

Horário: 19h

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Triplica prejuízo dos Correios com pagamento de indenizações, aponta relatório da CGU

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Em 2011, Correios gastaram R$ 60 milhões com o pagamento de indenizações a clientes por atrasos, extravios, avarias e roubos de correspondências. Valor aumentou para R$ 201,7 milhões em 2016.

 

O prejuízo dos Correios com o pagamento de indenizações a clientes – por atrasos, extravios, avarias e roubos de correspondências e encomendas – triplicou entre 2011 e 2016, informa relatório produzido pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Em 2011, os Correios, cuja privatização é estudada pelo governo, gastaram R$ 60 milhões com indenizações e, em 2016, R$ 201,75 milhões, diz o relatório. Esses valores se referem 954 mil indenizações em 2011 e a 10,06 milhões de indenizações em 2016 (nove vezes mais).

Parte das informações do relatório, consideradas estratégicas pelos Correios, foram colocadas em sigilo pela CGU, a pedido da empresa, depois de o documento ter se tornado público neste mês. Nesse intervalo de tempo, o G1 teve acesso às informações sigilosas do relatório.

 

 

A CGU qualificou a alta no pagamento de indenizações como "vertiginosa" e apontou o problema como um dos "fatores que impactam a atual situação econômica financeira" da empresa.

Em nota, a assessoria da estatal disse que os gastos são "extremamente impactantes para a empresa".

"Para diminuir os eventos que geram indenizações por motivo de extravio, os Correios têm adotado diversas medidas internas. Entretanto, no que se refere aos roubos, essa é uma questão que foge ao controle da empresa, uma vez que trata-se de um problema de segurança pública", informou a estatal.

Sobre o pedido para que os dados fossem colocados em sigilo, a assessoria da empresa disse que as informações são "relativas à atuação no âmbito comercial e concorrencial dos Correios", o que permite por lei que a informação seja de acesso restrito.

De acordo com os Correios, a exposição das informações poderia prejudicar a competitividade dos Correios e gerar riscos ou ameaças à empresa.

A Controladoria-Geral da União informou, em nota, que pedidos para que informações sejam colocadas em sigilo são rotineiros e que as informações foram tornadas restritas provisoriamente, enquanto avalia se devem ou não permanecer em segredo.

Gastos com pessoal

Outro ponto da administração dos Correios considerado preocupante pela CGU foi o aumento da despesa com pessoal.

De acordo com o relatório, o número de funcionários dos Correios subiu apenas 0,43% entre 2011 e 2016, mas o custo total com os empregados cresceu 62,61% no mesmo período.

Já os gastos com os chamados benefícios pós-emprego, que incluem a previdência complementar e o plano de saúde dos empregados, mais que triplicaram no mesmo período, crescendo de R$ 118,6 milhões em 2011 para R$ 410,36 milhões em 2016.

Sobre os gastos com pessoal, a estatal informou por meio da assessoria estar realizando um Programa de Demissão Incentivada (PDI) que já diminuiu o quadro de pessoal em mais de 6 mil pessoas, e que os gastos com o plano de saúde dos funcionários estão sendo debatidos no Tribunal Superior do Trabalho, após fracassarem as negociações com o sindicato da categoria.

Transferências para a União

A CGU também destacou o fato de os Correios terem repassado para a União entre 2011 e 2013 mais recursos do que o mínimo exigido por lei, o que reduziu a capacidade de investimento da empresa.

De acordo com a CGU, as transferências chegaram a R$ 2,96 bilhões. Na resposta encaminhada aos auditores, os Correios argumentaram que essas transferências fizeram com que o prejuízo da empresa entre 2014 e 2016 fosse 35% maior do que o que teria ocorrido se o dinheiro tivesse ficado nos Correios.

O órgão de fiscalização alertou para a necessidade de mudanças na gestão da empresa. "Se medidas efetivas não forem tomadas, no curto prazo, para ampliação da receita e redução dos custos, principalmente em relação aos benefícios pós-emprego, constata-se que a empresa irá se tornar gradativamente dependente de recursos transferidos pela União para o seu custeio, transformando-se, portanto, em uma empresa dependente", diz o documento.

A empresa disse que o repasse de dividendos para o Tesouro Nacional entre 2011 e 2013 foi determinado pela União, e que pediu ao governo um aporte do dinheiro recolhido à época.

De acordo com a assessoria dos Correios, a intenção é alterar o estatuto para impedir que isso seja feito novamente.

Reprodução: G1

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Audiência Pública é realizada no Senado diante da ameaça de demissão de trabalhadores dos Correios

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Nesta terça-feira, dia 06, uma audiência pública será realizada na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo diante da possibilidade da ECT demitir funcionários e reduzir sua rede de atendimento e serviços em todo o país. A audiência pública, iniciativa do senador Paulo Rocha (PT-PA), terá início às 14h30 no Plenário 13 da Ala Alexandre Costa.

Foram convidados para participar da audiência pública o presidente da ECT, Guilherme Campos Júnior, o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, entre outros representantes de Associações e Federações.

Para o senador Paulo Rocha, a Empresa é uma das instituições com maior credibilidade no país, com missão social definida na Constituição e com uma capilaridade de grande relevância para a integração nacional e o desenvolvimento regional. Entretanto, o governo federal ainda quer privatizar a Empresa e quebrar o monopólio postal com o argumento de equilibrar as contas.

Com informações da Agência Senado

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Nota de Repúdio contra a suspensão das férias

O SINTECT-GO vem através deste repudiar está política de terrorismo que o Senhor Guilherme Campos, então Presidente da ECT, tem adotado contra os ecetistas. No Primeira Hora do dia 21 de março foi oficializado a informação sobre a suspensão das férias dos trabalhadores a partir de maio deste ano até abril de 2018.

Não é justo que a categoria pague pelos prejuízos que tem sido anunciado. O déficit milionário até o momento não foi confirmado, mas tem sido usado para justificar o terrorismo e a privatização da Empresa. Além disso, ela acabou de bancar viagem de vice-presidentes e técnicos a Europa, continua realizando patrocínios milionários, entre outros. O passo a passo para a privatização agora está mais acelerado: não realiza concurso público, apresenta PDIs, reestruturação financeira e produtiva, acaba com o Plano de Saúde, sucateia a Empresa ao máximo, fala que está quebrando e usa isso como justificativa para retirar direitos e benefícios, e vende.

Diante de todos estes ataques que estão vindo de todos os lados, a classe trabalhadora e os ecetistas, a Diretoria Colegiada do SINTECT-GO estará participando do XVIII Conselho de Representantes dos Sindicatos (CONSIN), dia 28 de março, a partir das 9 horas, em Brasília, para organizar este enfrentamento contra os ataques aos nossos direitos. Durante o CONSIN, vamos tirar encaminhamentos para organizar a categoria para uma grande greve nacional contra mais esse ataque.

Portanto, estejam todos os trabalhadores e trabalhadoras atentos, pois “Vai ter Luta!”. Não vamos aceitar calados as afrontas e os ataques do Senhor Guilherme Campos, que veio para liquidar os Correios.

#FORAGUILHERMECAMPOS!  #FORATEMER!

Diretoria Colegiada do SINTECT-GO

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Vice-presidente dos Correios exalta a gastança em viagem

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Num momento em que o governo ameaça o país com aumento de impostos para cobrir um rombo de R$ 58,2 bilhões nas contas federais e que os Correios suspendem férias de funcionários por acumular prejuízos superiores a R$ 4 bilhões em dois anos, seria de bom tom que funcionários do setor público dessem bons exemplos.

Mas, entre vice-presidentes dos Correios e técnicos da empresa, parece que a falta de dinheiro não é problema. Desde 17 de março, um grupo de executivos está viajando pela Europa, num tour bancado integralmente pela estatal. A viagem vai durar até o dia 26 e contemplará quatro países.

O mais entusiasmado da viagem é Eugenio Walter Pinchemel Montenegro Cerqueira, vice-presidente Corporativo dos Correios. Ele adicionou, no Facebook, nove fotos e um vídeo. Na mensagem, ressalta as belezas de Berlim, na Alemanha. Para comprovar o entusiasmo dele, veja a reprodução abaixo.

Não custa reproduzir o texto de Eugênio: “Berlim linda cidade, domingo não funciona shopping, restaurantes e atividades culturais e históricas. Hanôver o interior do hotel aconchegante boa acomodação e restaurante nota 10”.

Pela autorização de viagem publicada no Diário Oficial da União, apenas uma cidade na Alemanha está prevista no roteiro: Leipzig. Não há previsão de os executivos dos Correios irem para Berlim ou Hanôver. Certamente, como dinheiro ali não é problema, mesmo os Correios estando como rombo superior a R$ 4 bilhões, não havia porque deixar de dar uma esticadinha. Basta apresentar as notas, que a empresa pagará. Mesmo que isso signifique impor mais restrições à grande maioria dos empregados da estatal.

Alertado por amigos, Eugênio retirou todas as fotos de sua viagem do Facebook. Afinal, não haveria porque esfregar a gastança na cara de todos os funcionários dos Correios, que só poderão tirar férias um mês antes de completarem dois anos de trabalho ininterruptos. 

Não se estranha tudo o que está ocorrendo nos Correios, a empresa, assim como todas as estatais, vem sendo loteada por indicações políticas em troca de apoio no Congresso. Os prejuízos acumulados decorrem da má-gestão, de negócios fechados sem embasamento técnico e do despreparo dos gestores. Mas por que se importar com isso se o controlador dos Correios é o Tesouro Nacional, que, no frigir dos ovos, acabará cobrindo os buracos nas estatais?

Reprodução: Correios Braziliense

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Mais de 100 impressoras são apreendidas nos Correios

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Foram apreendidos, na manhã desta quinta-feira, dia 23, material de informática com notas inidôneas, entre eles mais de 140 impressoras com notas falsificadas, sendo comercializadas pelo site Mercado Livre e despachadas pelos Correios na unidade da Vila Brasília para consumidores de todo País. As irregularidades foram constatadas em fiscalização de rotina pela equipe da Delegacia Regional de Fiscalização (DRF) de Goiânia que trabalha nos Correios. Os equipamentos apreendidos foram avaliados em R$ 150 mil.

Os equipamentos estavam sendo comercializados e despachados por duas empresas do município de Campos Verdes. Com essas informações, auditores da delegacia de Goianésia realizaram diligências na sede dessas empresas e apreenderam o relatório de vendas do Mercado Livre.

“Uma das empresas vendeu mais de R$ 3 milhões referentes ao ano passado e início deste ano. Contabilizando tudo, estimamos mais de R$ 600 mil de ICMS sonegado”, explicou o delegado da DRF de Goiânia, Fernando Bittencourt. Ele ressaltou ainda que a fiscalização nos Correios das mercadorias vendidas pela internet será intensificada. Uma equipe da delegacia fiscal atua em caráter permanente nos Correios conferindo as notas fiscais das mercadorias despachadas.

Reprodução: Site da Sefaz

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Empresa é condenada a pagar benefícios à OTT afastado por doença ocupacional

 

O TRT Goiano condenou os Correios pagar o Vale Alimentação e Cesta a um trabalhador afastado ao INSS, durante todo o gozo do beneficio, ainda que superior aos 90 dias.

Entenda o caso:

Em razão a exposição de riscos ocupacionais, em especial o carregamento de peso e posturas forçadas da coluna, o OTT Juliano de Souza desenvolveu lesão na coluna lombar( Hérnia/Protrusão discal lombar). Tal patologia consolidou-se de modo permanente, de modo que  a suscitar reabilitação profissional pelo INSS e de consequência necessidade de afastamento ao instituto para tratamento e devidas providencias.

 Contudo, como ocorre em muitos casos, a empresa não emitiu a CAT  e afastou o empregado ao INSS por motivo previdenciário e não por acidente do trabalho.

O Juliano procurou o Departamento Jurídico do SINTECT-GO que primeiramente, para corrigir a natureza do beneficio previdenciário  emitiu a CAT e após pedido de alteração, o INSS corrigiu o auxílio-doença previdenciário (B31) para Auxílio-Doença Por Acidente do Trabalho (B91).

O processo judicial

O Departamento Jurídico do SINTECT-GO interpôs Ação no TRT18º Região pleiteando o pagamento dos Vales Alimentação e Cesta e danos morais.

Como se sabe, a partir do ACT 2014/2015, vigência em 01/08/2014, todos os trabalhadores afastados por Acidente ou Doença do Trabalho devem receber o vale alimentação e cesta durante todo o período do afastamento, uma grande conquista para os trabalhadores.

Em razão da natureza alimentar da parcela, requereu-se tutela de urgência, deferida pelo  Juiz do Trabalho em 11/2016, que cotejou  que a farta documentação colacionada demonstrava tratar-se de doença ocupacional sendo devido em sede de tutela o imediato restabelecimento no pagamento do Vale Alimentação e Cesta ao empregado.

Ato contínuo, em 02/2017,  o magistrado trabalhista, convencido pela farta documentação colacionada nos autos, proferiu sentença transformando a tutela concedida em definitiva e condenando a  Empresa no pagamento dos Vales-Alimentação e Cesta do empregado durante todo o afastamento ao INSS por Acidente do Trabalho (B91), com arbitramento de danos morais.

“A decisão foi benéfica e rápida, pois achava que demoraria de três a quatro meses para sair alguma decisão, mas após 45 dias eu já estava recebendo os benefícios novamente por causa da tutela”, comemorou Juliano de Souza.

Confira aqui a sentença.

 

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Correios avalia venda de ativos não essenciais para ajudar fechar contas no azul em 2017, diz presidente

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SÃO PAULO, 6 Jan (Reuters) - A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) planeja se desfazer de ativos não essenciais para evitar fechar de novo com as contas no vermelho em 2017, após ter tido prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões no ano passado, disse o presidente da companhia, Guilherme Campos.

"Já há algumas medidas, como o PDI (Programa de Demissão Incentivada, o reajuste de algumas tarifas de serviços", disse Campos em entrevista à agência de notícias Reuters. "Mas virão outras."

Entre os ativos que estão sendo avaliados para venda estão diversos imóveis, incluindo o chamado terreno da universidade, em Brasília, e os edifícios-sede da companhia em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Essas medidas devem vir após o PDI, que deve ser oferecido a cerca de 14 mil dos 117,5 mil empregados da companhia. O programa deve ser aberto em até duas semanas. Com a adesão de cerca de 8.000 funcionários, os Correios devem economizar de R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão por ano, disse.

Após ter tido um prejuízo de R$ 2,1 bilhões em 2015, a companhia anunciou em março passado um plano para economizar pelo menos R$ 1,6 bilhão em 2016.

Para Campos, que assumiu em junho, agora mesmo as demissões incentivadas e a elevação de tarifas para envio de cartas e telegramas, que respondem por mais de metade do faturamento da empresa, não serão o bastante para reverter o quadro neste ano.

"São medidas necessárias, mas não suficientes", adicionou.

Além das vendas de ativos, a estatal também avalia medidas para ampliar suas receitas, como a expansão de sua rede de franquias e a oferta de mais serviços.

No ano passado, os Correios tiveram um faturamento de cerca de R$ 20 bilhões, disse o executivo, o que representa uma alta superior a 17% em relação a 2015.

Uma das iniciativas para reforçar as receitas, disse Campos, deve ser o envio de medicamentos pelo sistema público de saúde. O serviço, no entanto, ainda depende de um acerto final com o Ministério da Saúde.

Em outra frente, os Correios avaliam uma parceria com uma companhia aérea, especialmente para o serviço de entregas de encomendas expressas.

"Estamos procurando alternativas para o transporte aéreo, que está muito ruim", disse Campos.

No fim de 2016, a empresa virou alvo de críticas após ter chegado a anunciar que pretendia acabar com o e-Sedex, um serviço de encomendas expressas com preços menores, e que vinha enfrentando vários problemas operacionais.

Questionado, Campos negou que os Correios estejam planejando atualmente desativar qualquer serviço.

As declarações foram feitas depois que os Correios tentaram sem sucesso parceria de longo prazo para exploração de serviços do Banco Postal, que distribui serviços financeiros e tem sido uma fonte de receita adicional para a companhia nos últimos anos.

Os Correios esperavam licitar o serviço por mais uma década e receber R$ 1,2 bilhão. Em vez disso, a empresa fechou um contrato temporário com o Banco do Brasil, que explorou o serviço nos últimos cinco anos. O acordo prevê que o BB poderá ficar no serviço por mais 36 meses, pagando R$ 5 milhões por mês mais um adicional por desempenho.

Em 2011, o BB havia vencido o leilão para um contrato de 5 anos com os Correios, com oferta de R$ 2,3 bilhões.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

 

Reprodução: UOL Economia

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Correios farão PDV com 35% do salário por 10 anos

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A empresa estima que, bem-sucedido, o PDV trará economia de R$ 850 milhões a R$ 1 bilhão por ano para a estatal

Os Correios devem apresentar em breve um plano de demissão voluntária (PDV) aos funcionários . O Estadão apurou que a adesão poderá ser feita a partir de dezembro deste ano. O público-alvo são 13 mil funcionários e a empresa aceitará a adesão de até 8 mil deles.

Os Correios estimam que, bem-sucedido, o PDV trará economia de R$ 850 milhões a R$ 1 bilhão por ano para a estatal.

A estatal tem como foco funcionários com mais de 55 anos, aposentados ou com tempo de serviço para requerer a aposentaria. Segundo os dados da empresa, os funcionários nessa faixa etária representam pouco mais de 15% dos 117,4 mil empregados.

Para incentivar a adesão ao plano, a ideia é que a empresa ofereça uma espécie de "salário-demissão". Os funcionários que aderirem ao programa vão receber uma parcela do salário por dez anos. O porcentual ainda não está fechado, mas a expectativa é que fique em torno de 35% para a adesão dos funcionários mais velhos: com 58 anos. Aí o porcentual vai caindo.

Em nota, os Correios afirmaram que estão aguardando a aprovação do Ministério do Planejamento para apresentar o plano aos funcionários. O Estadão apurou que os Correios devem fechar este ano com prejuízo em torno de R$ 2 bilhões, número próximo ao de 2015.

No ano, até outubro, o resultado está negativo em R$ 1,5 bilhão. Se confirmado, será o quarto ano consecutivo de déficit no resultado. Mais de dez anos após ser o palco inaugural do escândalo do mensalão, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ainda sofre, segundo quem acompanha o dia a dia da companhia, as consequências do aparelhamento político-partidário a que foi submetida nos últimos anos.

Fatores

Para o representante dos trabalhadores no conselho de administração dos Correios, Marcos César Alves Silva, os Correios estão nessa situação por três fatores: o primeiro, o aparelhamento político; o segundo, o excessivo recolhimento de dividendos aos cofres do Tesouro nos anos em que o resultado era superavitário (ele estima em R$ 3,8 bilhões o valor que foi repassado ao governo, além do que os Correios eram obrigados); o terceiro, o represamento das tarifas no governo de Dilma Rousseff.

"Se o plano for feito dessa forma, garantindo os incentivos, será bastante atrativo", diz Inês Capelli, presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap).O último plano de desligamento incentivado para aposentados entrou em vigor em 2014 e foi até outubro deste ano. A empresa ofereceu como incentivo financeiro valor que variou de R$ 30 mil a R$ 150 mil, mas pagos de uma vez só.

Uma das preocupações de Inês é em relação à situação do Postalis (fundo de pensão dos funcionários dos Correios). "O Postalis tem dinheiro para sustentar esse aumento significativo no número de aposentadorias?", questiona. Para Silva, a atual situação do fundo é uma "nuvem negra" sobre a cabeça dos funcionários e pode incentivar a adesão ao plano para garantir renda fixa por dez anos, complementar à aposentadoria.

Desde junho deste ano, os funcionários e aposentados dos Correios começaram a pagar contribuição extra sobre os benefícios para o equacionamento do déficit de R$ 5,6 bilhões de 2014.

As contribuições extras foram determinadas aos quase 76 mil funcionários, aposentados e pensionistas, além dos Correios, para resolver o rombo. Pelas regras de equacionamento de déficit dos fundos de pensão, o desconto mensal ficou determinado em 17,92% do valor da aposentadoria, da pensão ou do valor previsto para o benefício por 25 anos e meio.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Reprodução: Época Negócios

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SINTECT-GO promove Audiência Pública, no dia 1º, para debater consequências da privatização dos Correios

 

 O Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e suas Concessionárias, Permissionárias, Franqueadas, Coligadas e Subsidiárias no Estado de Goiás (SINTECT-GO) realiza, no dia 1º de setembro, uma audiência pública para esclarecer a sociedade sobre as consequências da privatização dos Correios. A audiência, que faz parte de um conjunto de ações para barrar a privatização da estatal, ocorrerá no Auditório Costa Lima, da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, às 19h.

Com a desculpa de diminuir a presença do estado na economia, o governo interino está se preparando para privatizar diversas estatais, entre elas os Correios. No dia 22 de julho, o governo federal assentiu a privatização de seis distribuidores de energia da Eletrobrás que atendem o Acre, Alagoas, Amazonas, Rondônia, Roraima e Piauí, que deverão ser vendidas até dezembro de 2017.

Além de demissões em massa, mão de obra terceirizada, degradação das relações de trabalho, achatamento salarial, a privatização também traz diversas consequências para a sociedade. Ao privatizar determinado serviço e entregar o controle e o lucro ao capital privado, o Estado perde parte de sua soberania e se torna incapaz de proteger a sociedade contra o aumento de taxas, juros, entre outros. Além disso, os recursos brasileiros irão todos para o exterior, deixando o país ainda mais pobre, aumentando os índices de desigualdade social. Como a finalidade da empresa privada é o lucro, os valores dos serviços serão aumentados. Ainda sim, a empresa privada pode se negar a oferecer algum serviço em determinada localidade devido sua baixa viabilidade econômica, ou seja, muitas pessoas não terão mais acesso aos serviços prestados pelos Correios, que perderá a universalização do serviço postal.

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