Tenha uma boa madrugada! Hoje é Terça, dia 15 de Outubro de 2019. Agora são 04:33:44 hs

Reação ao fechamento de agências é tema do Informativo da Fentect

A luta contra o fechamento de agências, demissões e privatização dos Correios é tema do Informativo da Fentect de maio. O boletim faz um alerta à categoria e à população a respeito da necessidade de união contra o desmonte da Estatal e privatização.

"A luta é de todos! Para não pagar mais caro, para não ficar sem acesso e para não ser demitido, clientes e funcionários devem se unir contra o processo de privatização".

Confira o Informativo na íntegra, clique aqui.


Leia mais ...

Comissão fará audiência sobre fechamento de agências dos Correios e demissões

O fechamento de 513 agências dos Correios será debatido nesta quinta-feira (17) pela Comissão de Direitos Humanos. O senador Paulo Paim (PT-RS) requereu uma audiência pública sobre o assunto, após ser informado de que a reunião da diretoria dos Correios que tomou essa decisão foi realizada em caráter secreto, com cláusula de sigilo assinada por todos os participantes. A questão é muito séria, criticou Paim:

— Desde abril têm chegado notícias de fechamento de diversas agências lucrativas em todo o país, com diversas informações de demissões de até 5.300 funcionários. Estariam sendo fechadas as agências próprias, em favor das agências franqueadas.

O novo presidente dos Correios, Carlos Forner, admitiu que estaria havendo um “redesenho” da empresa. Mas para o senador, estão afundando as finanças da empresa para justificar uma privatização e gerar uma massa de desempregados.

Segundo informações citadas pelo senador, a decisão foi tomada no início de fevereiro. Em Minas Gerais, das 20 agências mais rentáveis, 14 deixarão de funcionar. Os clientes serão atendidos por agências franqueadas que funcionam nas proximidades das que serão fechadas. Em São Paulo o quadro é mais radical: serão fechadas 167 agências, 90 na capital e 77 no interior.

— Isso é o desmonte proposital de uma empresa pública que já foi referência de qualidade em todo o país —afirmou Paim.

Foram convidados para o debate representantes da direção dos Correios, dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e do Trabalho, dos sindicatos dos trabalhadores dos Correios e da CUT.

Você pode acompanhar:

Participe: http://bit.ly/audienciainterativa

Portal e-Cidadania: www.senado.gov.br/ecidadania

Confira o Informe 016 da Fentect sobre a audiência


(Agência Senado)

Leia mais ...

Presidente dos Correios 'explica' fechamento de agências

Questionado sobre o fechamento de diversas agências, ele atribuiu a medida a um projeto de restruturação do Governo, o qual visa melhorar a qualidade de atendimento do cliente

Em entrevista à radio CBN nesta manhã, 15, Carlos Fortner, presidente dos Correios, deu explicações sobre a situação atual da estatal. “Hoje, 55% do nosso faturamento vem do concorrencial, ou seja, e-commerce e entregas. O restante (45%) é proveniente das cartas, e isso vai continuar. Porém, temos ciência de que com o tempo essa proporção mudará para o concorrencial”.

Segundo Fortner, a ideia é investir no serviço online para otimizar o atendimento. “Essa administração tem feito um grande serviço para melhorar a experiência do cliente. Não podemos mais tratar as pessoas como usuárias de nossos serviços, mas sim como clientes, pois estão pagando por isso. Com as otimizações e o investimento em tecnologia, esperamos passar de 12 mil para 14 mil pontos de atendimentos até 2022”, enfatizou.

Questionado sobre o fechamento de diversas agências, ele atribuiu a medida a um projeto de restruturação do Governo, o qual visa melhorar a qualidade de atendimento do cliente. “Não justifica ter agências físicas, repletas de custos fixos, com 20 atendimentos diários no balcão. Um outro modelo mais enxuto pode ser mais eficiente e mais benéfico tanto para a empresa como para o cliente. Mas essa migração de um modelo para o outro só ocorrerá após a conclusão dos estudos”. (Blog Correios do Brasil Funcionários)

Leia mais ...

“Fechamento de agências e demissões são parte de projeto para privatizar os Correios”, diz dirigente da Fentect

 

A notícia de que os Correios pretendem fechar 513 agências, o que provocará a demissão de 5.300 trabalhadores, mobilizou a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares). Na avaliação de José Rivaldo da Silva, secretário-geral da entidade, essa decisão faz parte de um projeto maior, que visa privatizar grande parte das atividades da estatal.

“Se isso, de fato, ocorrer vai causar um impacto violento, tanto na qualidade dos serviços quanto na precarização do trabalho. Desde 2012 há falta de efetivo. Para se ter uma ideia, em 2011 contávamos com 128 mil trabalhadores e havia um estudo da própria empresa que apontava a necessidade de contratar mais 20 mil. Hoje, com seguidos planos de demissão, chegamos a 105 mil, ou seja, houve a perda de 23 mil vagas”, revela o dirigente.

José Rivaldo da Silva diz que essa política dos Correios de apostar no fechamento de agências e em demissões para sair da crise é equivocada. “O que precisa ser feito é melhorar a qualidade dos serviços, inclusive aumentando as atividades. Falta uma gestão que tenha capacidade de criar alternativas para isso. Por exemplo, as agências, principalmente nas cidades menores, poderiam servir como uma espécie de Poupatempo, oferecendo um local para a população retirar documentos”.

O dirigente conta que a Fentect vem pedindo frequentemente uma reunião com o presidente interino dos Correios, Carlos Forther, mas ele não parece disposto a negociar. “Para nós, é evidente que essa decisão visa beneficiar interesses privados. Eles já acenaram em outras oportunidades que pretendem transferir parte dos serviços para a iniciativa privada. Enfim, toda essa situação provoca o sucateamento da empresa, atraso nas entregas, filas enormes. E, observando o cenário, eles esperam que a população tenha a perspectiva de que é melhor privatizar para melhorar o serviço. Mas isso não é verdade”.

Carlos Forther chegou a dizer que não seriam demissões, e, sim, “liberação do excedente de mão de obra”, conforme publicou o Brasil 247. “Isso é uma forma de escamotear, enganar os funcionários. Nós vamos insistir em uma reunião com o presidente interino para debater medidas de enfrentamento. Vamos fazer de tudo para evitar o fechamento das agências e, principalmente, as demissões”, completa Rivaldo. (Fonte Revista Forum)

Leia mais ...

PRIVATIZAÇÃO - Correios vão fechar 513 agências e demitir 5,3 mil

Notícia publicada no Estadão e repercutida em vários sites de notícias durante o final de semana.

Os Correios decidiram fechar nos próximos meses 513 agências próprias e demitir os funcionários que trabalham nelas, o que deve atingir 5.300 pessoas. A medida foi aprovada em reunião da diretoria em fevereiro e é mantida em sigilo pela empresa. Quem participou dela teve de assinar um termo de confidencialidade, o que não é usual. Na lista há agências com alto faturamento. Em Minas, das 20 mais rentáveis, 14 deixarão de funcionar. Os clientes serão atendidos por agências franqueadas que funcionam nas proximidades das que serão fechadas.

Fim de linha. Em São Paulo, serão fechadas 167 agências – 90 na capital e 77 no interior. A decisão causa polêmica dentro dos Correios. O assunto foi tratado como extrapauta na reunião da diretoria sem o anexo da relação de agências. A desconfiança é de que a medida foi tomada para beneficiar os franqueados.

Confira o documento:

 

O ex-presidente dos Correios Guilherme Campos justificou que serão fechadas agências próprias que ficam muito próximas de outras operadas por agentes privados. Ele diz que o número de demissões pode ser até maior. Vai depender da capacidade financeira da empresa para indenizar os trabalhadores.

A decisão exigiu sigilo, segundo o ex-presidente, porque envolve a demissão de muitos funcionários da empresa. A economia anual com o fechamento das agências somada às demissões é calculada em R$ 190 milhões.

 

Nesta segunda, o jornal publicou entrevista com o presidente interino dos Correios. Confira a íntegra:

 

'Fechamento de agências será em fases', diz presidente interino

O presidente interino dos Correios, Carlos Fortner, afirmou que está mantida a decisão de fechar agências, mas que ainda analisa quais delas terão as atividades encerradas. No último sábado, a Coluna do Estadão revelou que a diretoria da empresa aprovou, em fevereiro, proposta de fechamento de 513 agências, com demissão de servidores. Fortner nega que o número esteja fechado.

Ele diz que o total pode aumentar ou diminuir, a depender do resultado de um estudo que deve ficar pronto nesta semana. O executivo quer analisar todas as agências que estão na lista de encerramentos. “A partir da lista, que ainda está sendo validada, nem sei se serão 500 (encerramentos), talvez termine com 400. Eu vou ainda avaliar uma por uma”, disse. Filiado ao PSD, partido do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, Fortner diz não saber quando será efetivado no cargo. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Estado: Em fevereiro, quando o sr. era vice-presidente, a diretoria dos Correios aprovou para maio o início do fechamento de agências e demissão de funcionários. Como isso vai ocorrer?

Carlos Fortner: Receberei nesta semana as fichas de cada uma dessas agências e avaliaremos todas. Tudo isso será repassado ao Ministério das Comunicações e ao Planejamento. Terá uma apresentação ao TCU. Esse prazo de maio que está indicado é um cronograma (inicial). É algo que ficará para a partir do segundo semestre.

Quantas agências vão ser fechadas?

Quando foi apresentada a primeira tabela aprovou-se um número de 513 – originalmente eram 752. Pedi um aprofundamento para a área responsável. Quero que me convençam de uma a uma. Hoje, estamos revisando todo o estudo para chegarmos a uma planilha conclusiva.

Quem fará esse novo estudo?

A área técnica. É um ato discricionário meu e foi informado aos vice-presidentes. As agências que tivermos dúvidas quanto à rentabilidade ou o impacto que o fechamento pode causar na região sairão da lista.

O senhor vai revogar a decisão que foi tomada?

Não. O que eu vou fazer é analisar agência por agência.

O documento já aprovado indica as agências num anexo, define cronograma a partir de maio para iniciar o fechamento delas e fala em demissões.

Sem dúvida. A diretoria da área fechou o estudo das 513 agências. Nós validamos o estudo e, a partir dali, eu entendi que era necessário conhecer agência por agência.

Qual será o critério para fechar as agências?

Tem agência a 50 metros uma da outra. Copacabana, no Rio de Janeiro, tem agências a um quarteirão da outra. Isso não é cabível numa empresa que quer ser modernizada, que quer estar saudável. A partir da lista, que ainda está sendo validada, nem sei se serão mesmo 500 (encerramentos), talvez termine com 400. Eu vou ainda avaliar uma por uma.

Haverá etapas?

Pedi para separar em fases. A primeira é agência própria que sombreia (está próxima de) outra agência própria que funciona em imóvel alugado. Devolvo o imóvel e corto custo. Não tem demissão nenhuma nessa etapa, absorvo essas pessoas em outra agência. Nos lugares em que tenho agências de pouco movimento e que tenha outra próxima, não tem porque manter (as duas abertas).

No documento de fevereiro falava-se que, para ser rentável, os Correios precisavam demitir.

De fato, não consegue (ser rentável sem demitir). O fechamento de agências vai, inevitavelmente, significar a liberação de excedente de mão de obra. O número de 5 mil pessoas (a serem demitidas) seria para o caso de fechamento de 752 agências (primeiro corte proposto, que já foi descartado).

O estudo de fevereiro inclui o fechamento da agência central de Belo Horizonte.

Não tenho essa definição. Esse cronograma que está definido a partir de maio é um erro da área técnica. Vou dividir em fases. Vamos fazer por Estado.

O senhor tem um limitador da lei eleitoral e não pode fazer demissões depois de junho.

Se eu não conseguir fazer agora, vou respeitar a lei eleitoral. O que eu posso fazer? Não se trata de uma empresa privada. É um trabalho que estava sendo feito com todo cuidado.

A medida vai favorecer os franqueados?

Não há favorecimento aos franqueados. Em alguns casos pode até ser que a agência seja absorvida por uma dessas. As franqueadas prestam um bom serviço, fazem parte da rede de atendimento.

Então, por enquanto, não haverá demissões?

Tem uma série de etapas antes de chegar na demissão motivada, em que se oferece ao atendente a oportunidade de trabalhar em outras áreas. Na primeira etapa não tem demissão (significativa). Pelo estudo ainda preliminar, são umas 60.

No entanto, o documento que o sr. ajudou a aprovar fala em demissões, e não em transferências de função.

No limite é exatamente isso. Mas, se o pessoal se dispuser a trabalhar em outra área, a gente aproveita.

Fonte: Estadão, edição de 7 de maio de 2018

 

Leia mais ...
Assinar este feed RSS