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É greve porque a coisa é grave! Mais ataques no plano de saúde

O SINTECT-GO convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras para participarem da Assembleia Geral e das Assembleias Regionais para avaliarem a proposta feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o plano de saúde da categoria. Na ocasião, os trabalhadores poderão decidir pelo indicativo de greve nacional, por tempo indeterminado, a partir das 00h do dia 12 de março. As assembleias serão realizadas no dia 02 de março, conforme quadro abaixo.

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TST dá o prazo de 10 dias para que a categoria responda sobre a proposta do plano de saúde

 

A partir da próxima segunda-feira (26), a categoria tem o prazo de 10 dias para decidir se aprova ou não a proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST), anunciada, hoje (22), na audiência de conciliação pelo plano de saúde dos trabalhadores dos Correios. Porém, não avançamos na tentativa de consenso. O tribunal manteve o que foi proposto pelo ministro Emmanoel Pereira, em 2017: a empresa arca com 75% do plano, os trabalhadores com 25% e serão retirados pais e mães do plano de saúde. Além disso, o ministro relator Aloysio Silva propôs que haja regras de transição, com base na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), até que todos os pais estejam fora do benefício, e um plano alternativo, com valores de mercado para esses.

A resposta das assembleias vai garantir o futuro que a categoria quer para a saúde dos seus dependentes e dos próprios trabalhadores. Até o dia 6 de março, a FENTECT deverá informar o TST da decisão. A ação será julgada, então, no dia 12 de março.

O presidente dos Correios, Guilherme Campos, mais uma vez, tentou iludir com o discurso de que o plano de saúde piora ainda mais a situação da empresa, representando 10% das despesas. No entanto, conforme relembrou o secretário-geral da federação, José Rivaldo da Silva, essa sempre foi a média apresentada nos Correios. “O custo percentual não aumentou. Há 10 anos atrás os Correios gastavam o mesmo com o plano de saúde”, contou. Rivaldo ainda relembrou que esse sempre foi o ponto chave das negociações coletivas. “Sempre houve processo de negociação em torno do plano e, muitas vezes, esquecem todo o histórico dos trabalhadores. Ao longo da nossa vida laboral, nós ajudamos a construir um benefício que é o nosso maior bem”, reforçou.

A respeito da gestão do plano de saúde, o ministro sugeriu que haja um membro da diretoria executiva indicado pelos trabalhadores e que a vigência da cláusula, se aprovada, perdure por dois anos, passando a valer após a assinatura do acordo. Nesse caso, os representantes dos trabalhadores também deixaram claro a falta de imparcialidade nas decisões sobre o benefício, tendo em vista que a empresa é sempre responsável pela palavra final. Na contramão, o presidente Guilherme Campos tratou as indicações políticas na estatal como parte do processo histórico, desde a criação dos Correios no Brasil, e acrescentou que, “acabar com as indicações políticas na empresa é privatizar”. O que, segundo ele, não é nenhum problema.

Todas essas mudanças no plano de saúde tem como objetivo que os trabalhadores paguem as contas dos erros dessa gestão da empresa, que insiste em um déficit contraditório. Porém, os dados reais da situação, tanto dos Correios quanto da Postal Saúde, continuam inviáveis para a categoria. Já durante o trabalho da Comissão Paritária de Saúde, instituída em outubro de 2016, foram apresentadas propostas de melhorias para o plano, mas a estatal não deu encaminhamento a nenhuma delas, preferindo recorrer ao TST e colocar em prática a retirada de direitos.

A categoria entende que a conciliação no TST é fundamental para encontrar uma saída que seja boa não somente para a estatal, mas principalmente para as mais de 390 mil vidas assistidas pelo plano de saúde. “Nosso papel é negociar e não julgar. Se há espaço para construir uma negociação, então, nós estamos dispostos a negociar”, garantiu o secretário-geral da FENTECT. Mas, conforme afirmou o próprio ministro relator, é preciso “desarmar para construir”, o que a ECT não parece disposta. Também foi o ministro Aloysio que alertou que “é muito difícil existir um plano de saúde sem prestação de contas”.

Portanto, agora, cabe à categoria analisar as condições atuais e pensar as futuras, e chegar a uma resposta para a empresa e o TST. A FENTECT conta com a mobilização de todos os sindicatos e dos trabalhadores para que haja uma decisão acertada sobre o futuro da saúde de cada empregado e dependente do plano de saúde da categoria ecetista.

 Ata da Audiência de Conciliação TST 22/02/2018

Assista aqui a audiência

Reprodução: FENTECT

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Plano de saúde: Criação de plano alternativo para pais e mães é proposto durante audiência de conciliação

Está ocorrendo, neste momento, no Tribunal Superior do Trabalho (TST) a audiência de conciliação do plano de saúde da categoria entre ECT e representantes dos trabalhadores dos Correios. A todo momento o presidente da ECT, Guilherme Campos, afirma não ter condições de custear pais e mães no plano e que o alto valor gasto com o plano vai quebrar a Empresa.

O ministro propôs que os trabalhadores ocupem o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal, bem como a presidência do Conselho Fiscal. Em relação ao custeio do plano de saúde, o ministro propôs que a ECT custeasse 75% do plano de saúde dos Correios e os trabalhadores 25%. Em relação aos dependentes pai e mãe, os que estão em tratamento médico continuarão no plano sem sofrer alterações, e que fosse criado um plano alternativo para os pais e mães que não estão em tratamento/atendimento, onde a Empresa custearia 50% e o trabalhador 50%. Entretanto, Guilherme Campos disse não ter margem para custear isso.

No mês de abril de 2017, a ECT pediu ao TST que mediasse às negociações com a categoria relativas ao custeio do plano de saúde antes do ajuizamento do dissídio. Contudo, em novembro, a Empresa solicitou o encerramento da mediação. Logo em seguida, os sindicatos e federações representantes dos trabalhadores ajuizaram o dissídio, para que o TST decidisse a questão.

Desse modo, o novo ministro relator, Aloysio Corrêa da Veiga, decidiu realizar mais uma audiência para discutir a questão entre as partes, antes de levar o processo à Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.

 

Até o término dessa nota, 16h54, a audiência de conciliação não havia sido finalizada.

Assista audiência de conciliação ao vivo aqui


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Enquanto direitos dos trabalhadores são ameaçados, os três Poderes mantêm regalias

O plano de saúde dos trabalhadores dos Correios, mesmo representando apenas 8% a 9% da receita bruta da estatal, está em jogo com o discurso da ECT de culpa pela falência da administração da empresa. Dia 22 de fevereiro, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) vai reunir as partes, às 10 horas, para uma nova tentativa de conciliação. Já o julgamento que estava marcado para o dia 19 deste mês foi cancelado graças à atividade intensa da defesa da FENTECT em provar que o processo ainda não tem parecer suficiente para ser julgado. Assim, a categoria ganha tempo, mas deve se unir para lutar contra as mensalidades ou mesmo a retirada dos dependentes do benefício.

A ameaça da ECT é também ameaça de um governo que insiste em dar golpes na sociedade brasileira. Michel Temer entrou na presidência com o propósito de arrancar direitos dos cidadãos e colocar sobre o bolso dos trabalhadores do país a culpa por diversas fraudes, frutos da corrupção e da política de privilégios que corre solta pela “casa do povo”.

O presidente golpista alterou as regras no sistema de saúde dos servidores públicos federais e, dessa maneira, pode deixar milhares de empregados do Brasil desempregados da saúde. A desculpa é a mesma da ECT, também sem argumentos bem fundamentados, de cortar gastos às custas da categoria que banca o país. Para ter acesso à assistência à saúde, o trabalhador terá de arcar com 50% do plano de saúde.

Ataque aos trabalhadores
A modalidade será apenas de reembolso, com a proibição de negociações coletivas sobre o plano de saúde e a contribuição do trabalhador deverá seguir a regra do Ministério do Planejamento pela paridade no plano, em até quatro anos, para servidores na ativa. Os aposentados ficarão sem plano de saúde, já que, segundo as novas regras, o benefício valerá apenas durante a vigência do contrato de trabalho, e aos novos contratados não será oferecido plano de saúde.

Ou seja, de acordo com a reforma trabalhista, o trabalhador ganha conforme a produção, sem a prerrogativa de contratação; segundo a reforma da previdência, trabalha até 65 anos de idade, com 25 anos de contribuição, e, ainda assim, não poderá adoecer, ou não terá como ser atendido, sem condições de arcar com plano de saúde.

Para os ecetistas, o alerta é dobrado. Os trabalhadores dos Correios têm os menores salários entre empresas públicas e estatais - cerca de 80% recebem menos de R$ 2 mil - e, se prevalecer a decisão da direção da empresa, para continuar com saúde para carregar a estatal nas costas, o empregado terá de pagar por cada dependente que for incluído como beneficiário, porém, já como parte das regras do governo federal, também com a exclusão dos pais como dependentes.

Já para os parlamentares, em abril de 2017, a mídia veiculou a notícia sobre a elevação da maioridade dos dependentes dos deputados federais para 33 anos, como limite de idade no Programa de Assistência à Saúde da Câmara dos Deputados (Pró-Saúde). Ainda, sem precisar comprovar estudo em andamento.

Para eles, (parlamentares) tudo - Enquanto a classe trabalhadora se desdobra nos cálculos para entender a matemática dos políticos, que parece somente subtrair para o lado mais fraco, no Congresso Nacional, várias são as regalias aos deputados e senadores. Grande leva de dinheiro que gira também no Executivo e no Judiciário.

Além disso, a lista de benefícios é extensa para os parlamentares, com atendimento médico ilimitado, passagens aéreas, carros alugados, combustível, auxílios para diversas modalidades, como o famoso “moradia”, e até contas de telefone. Para a assistência à saúde, os deputados podem solicitar reembolso de despesas médicas e hospitalares em qualquer local do país, com cirurgias, exames e tratamentos (onde o parlamentar preferir), tudo pago pela Câmara.

A FENTECT alerta os trabalhadores para que não se enganem. As reformas não são um mal necessário e o trabalhador não precisa pagar pelos erros do governo federal. É hora de todas as categorias se juntarem para a mesma luta: contra a retirada de direitos nas empresas públicas e estatais do país. Ou os ecetistas fazem uma grande mobilização agora, ou correm o risco de perder os benefícios históricos, conquistados em negociações intensas e vitórias importantes. É necessário cessar essa onda de enganos e golpes, para que a classe trabalhadora possa, enfim, trabalhar, aposentar e viver com dignidade.

O QUE PREVÊ A RESOLUÇÃO DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO
>> Servidores e empresas contribuem com 50% cada um para os planos de saúde
>> Estatal não pagará mais parte da despesa de servidor aposentado com plano
>> Planos de autogestão (geridos pela própria estatal) só para empresas com mais de 20 mil beneficiários
>> Estatais com menos de 20 mil adotam sistema de reembolso ou contratação de serviço empresarial
>> Editais de contratação de servidores para as estatais não deverão prever mais a oferta de assistência saúde

Reprodução: FENTECT

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Plano de saúde pode ser bode expiatório do governo para mascarar denúncias

Indicações políticas mandam e desmandam na estatal, que tem sido alvo de denúncias de corrupção e mandado a conta para os próprios empregados pagarem

A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT), junto aos seus 31 sindicatos filiados, tem constantemente rebatido a crise que os Correios apresentam à mídia. Pelos estudos constatados pela consultoria dos trabalhadores, o déficit alardeado pela direção da empresa tem como base os lançamentos contábeis relacionados aos planos de demissão incentivada, pós-emprego e depreciações. Além disso, o governo federal retirou valores altos do caixa da ECT, sem devolução, prejudicando a modernização do serviço postal.

É preocupante a falta de transparência, como no caso do plano de saúde da categoria, que está em processo de julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e, ainda hoje, as representações dos trabalhadores não tiveram acesso aos números reais da operadora.

Apesar das denúncias na mídia de corrupção dentro da estatal, que envolve o próprio ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, e o presidente dos Correios, Guilherme Campos, a ECT insiste em afirmar que a grande dificuldade da empresa está no plano de saúde dos empregados e que a solução é cobrar dos ecetistas, que são os que recebem menos entre as estatais. O que antes era uma compensação pelo baixo salário, agora, é mais um motivo para sucatear os Correios.

Para as representações dos trabalhadores, os gastos com a reestruturação da empresa - a segunda em menos de um ano -, sem licitação, já chegam a quase R$ 80 milhões e demonstram a contradição das alegações da direção da empresa sobre a situação deficitária.  Em contrapartida, os gestores dos Correios seguem divulgando o déficit e iludindo a sociedade.

Corre em sigilo, também, no Tribunal de Contas da União (TCU) o processo sobre um contrato milionário planejado pelo presidente Guilherme Campos, indicado político à presidência da empresa pelo ministro das Comunicações (e amigo há anos), que prevê a substituição dos empregados por serviços do meio eletrônico, com a empresa de tecnologia Nexxera, de Santa Catarina. No entanto, mais uma “parceria” sem licitação, no valor de R$ 80 milhões.

Conforme as denúncias, o próprio TCU admite que “a parceria não foi demandada pela área operacional, o que é de praxe, nem pela área de TI (...) Nasceu do nada na área financeira”. Além disso, esse valor milionário seria pago pelos Correios à Nexxera em 12 meses - 5% do faturamento total dos Correios, em 2016, em apenas um contrato.

O aumento das despesas com indenizações pagas pela estatal provam a falta de investimento e modernização, com ações da direção inviabilizam os serviços dos Correios e os colocam em descrédito. Agora, na tentativa de correr contra o tempo, nos últimos meses, apresentou novos serviços, como o de telefonia, mas sempre em detrimento dos próprios trabalhadores, que convivem em condições precárias nas unidades, com a falta de instrumentos, veículos e até mesmo uniformes adequados para trabalhar.

A FENTECT e todos os representantes dos trabalhadores defendem a lisura da gestão dos Correios. Nas audiências públicas no Congresso Nacional, para debater a realidade da estatal, durante o ano de 2017, ficou claro para a categoria e inclusive para os parlamentares que as indicações políticas ferem o desenvolvimento da empresa e a abertura de capital tem como objetivo apenas fugir do papel social dos Correios e colocar a empresa no hall da privatização, uma política que parece o foco do atual governo federal.

A empresa de Correios, patrimônio do Brasil há mais de três séculos, está sofrendo com problemas na má gestão, com apadrinhamentos políticos e altos cargos para pessoas desqualificadas para a função. A estatal tem papel fundamental para os cidadãos brasileiros, especialmente aqueles que moram nos locais mais longínquos.

Na busca pela devida transparência com os números da empresa, as representações continuarão na luta e para que não haja cortes nos direitos dos trabalhadores, que ganham pouco e têm nos benefícios uma saída para a sobrevivência.

Os Correios não precisam ser privatizados, mas sim ações de valorização, fidelização de serviços com o governo federal, concursos públicos, mais investimentos em modernização e no atendimento crucial e direto à sociedade, e na dignidade dos empregados, que levam a empresa adiante e, mesmo com todos os ataques, se esforçam para que os Correios estejam sempre entre as empresas mais conceituadas do Brasil.

Reprodução: Fentect

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TST convoca FENTECT para tentativa de conciliação do plano de saúde em fevereiro

 A FENTECT foi oficialmente convocada pelo ministro Aloysio Silva, nesta sexta-feira (9), para audiência de conciliação do plano de saúde, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), dia 22 de fevereiro. Conforme nota divulgada pela assessoria jurídica da federação, o julgamento do benefício havia sido marcado para o dia 19 deste mês devido a um equívoco no tribunal, que decidiu, então, adiar o processo. Com isso, o ministro optou pela reabertura e uma nova tentativa de conciliação.

A federação segue com os encaminhamentos do XXII CONSIN, realizado esta semana, no dia 7, e sugere a todos os trabalhadores que permaneçam atentos aos próximos desfechos da ação do plano de saúde e demais lutas da categoria. É imprescindível que os trabalhadores participem das mobilizações e, assim, juntos, vamos mostrar a força dos ecetistas.

   

Reprodução: FENTECT

 

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ANS ameaça intervir no Postal Saúde

A direção da ECT e o governo estão preparando mais um ataque ao plano de saúde dos trabalhadores dos Correios. Dessa vez, a Agência Nacional de Saúde (ANS) ameaçou intervir no plano de saúde da categoria, podendo inclusive liquidar o plano, alegando que a empresa não tem receita para pagar o fundo garantidor do plano, avaliado em 160 milhões.

A informação veio à tona após a categoria tomar conhecimento de um ofício enviado pela Postal Saúde ao presidente da ECT, Guilherme Campos, informando sobre as solicitações da ANS.  No documento, a Postal Saúde pede o apoio dos Correios para encaminhar o assunto às áreas competentes e informa que a ANS solicitou documentos da Postal Saúde, além do aporte financeiro de 320 milhões de reais.

Esse novo ataque ocorre ao mesmo tempo em que a investigação de uma fraude em um contrato milionário  entre a ECT e uma empresa de tecnologia, de R$850 milhões de reais, foi denunciada pela revista Carta Capital (Edição 982, 09/12/2017), que também levanta a possibilidade da fraude estar ligada à arrecadação de recursos para a campanha eleitoral de Guilherme Campos.

Por isso, mais do que nunca, é hora dos trabalhadores se mobilizarem para barrar mais este ataque ao plano de saúde da categoria.

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Federação se reúne com equipe técnica do TST para obter esclarecimento sobre a proposta do plano de saúde

Hoje (31), foi realizada reunião com a equipe técnica do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que formulou a proposta para o plano de saúde, com a FENTECT e a assessoria jurídica, no intuito de esclarecer alguns pontos que ainda geram dúvidas no texto do ministro Emmanoel Pereira. O TST apresentou no dia 13 de outubro alterações na questão da saúde, inclusive, com pagamentos de mensalidades por faixa salarial e por faixa etária, além da exclusão de dependentes, como pai e mãe.

A FENTECT havia solicitado o encontro dessa manhã, pois somente com a transparência e o detalhamento da proposta seria viável encaminhá-la às assembleias dos 31 sindicatos filiados para votação. A análise da categoria precisa ser minuciosa, porém, ainda existem dificuldades no caminho, já que os números não são apresentados na totalidade aos trabalhadores. As informações repassadas hoje não possuem caráter oficial.

Um novo pedido de esclarecimento será feito pela assessoria jurídica da federação ao tribunal. A FENTECT também vai se colocar à disposição para dar continuidade ao processo de mediação, inclusive com a construção de um calendário para que, de fato, o plano seja mediado.

Ainda nesta terça-feira, na parte da tarde, os advogados da federação se reuniram com os diretores para avaliar o desfecho da reunião da manhã. Apesar de cumprir o prazo estabelecido pelo TST para uma resposta sobre a proposta, apresentando os questionamentos pertinentes, o jurídico da FENTECT já solicitou uma reavaliação pelo ministro do prazo para avaliação da proposta.

Reprodução: FENTECT

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Empresa é condenada a pagar benefícios à OTT afastado por doença ocupacional

 

O TRT Goiano condenou os Correios pagar o Vale Alimentação e Cesta a um trabalhador afastado ao INSS, durante todo o gozo do beneficio, ainda que superior aos 90 dias.

Entenda o caso:

Em razão a exposição de riscos ocupacionais, em especial o carregamento de peso e posturas forçadas da coluna, o OTT Juliano de Souza desenvolveu lesão na coluna lombar( Hérnia/Protrusão discal lombar). Tal patologia consolidou-se de modo permanente, de modo que  a suscitar reabilitação profissional pelo INSS e de consequência necessidade de afastamento ao instituto para tratamento e devidas providencias.

 Contudo, como ocorre em muitos casos, a empresa não emitiu a CAT  e afastou o empregado ao INSS por motivo previdenciário e não por acidente do trabalho.

O Juliano procurou o Departamento Jurídico do SINTECT-GO que primeiramente, para corrigir a natureza do beneficio previdenciário  emitiu a CAT e após pedido de alteração, o INSS corrigiu o auxílio-doença previdenciário (B31) para Auxílio-Doença Por Acidente do Trabalho (B91).

O processo judicial

O Departamento Jurídico do SINTECT-GO interpôs Ação no TRT18º Região pleiteando o pagamento dos Vales Alimentação e Cesta e danos morais.

Como se sabe, a partir do ACT 2014/2015, vigência em 01/08/2014, todos os trabalhadores afastados por Acidente ou Doença do Trabalho devem receber o vale alimentação e cesta durante todo o período do afastamento, uma grande conquista para os trabalhadores.

Em razão da natureza alimentar da parcela, requereu-se tutela de urgência, deferida pelo  Juiz do Trabalho em 11/2016, que cotejou  que a farta documentação colacionada demonstrava tratar-se de doença ocupacional sendo devido em sede de tutela o imediato restabelecimento no pagamento do Vale Alimentação e Cesta ao empregado.

Ato contínuo, em 02/2017,  o magistrado trabalhista, convencido pela farta documentação colacionada nos autos, proferiu sentença transformando a tutela concedida em definitiva e condenando a  Empresa no pagamento dos Vales-Alimentação e Cesta do empregado durante todo o afastamento ao INSS por Acidente do Trabalho (B91), com arbitramento de danos morais.

“A decisão foi benéfica e rápida, pois achava que demoraria de três a quatro meses para sair alguma decisão, mas após 45 dias eu já estava recebendo os benefícios novamente por causa da tutela”, comemorou Juliano de Souza.

Confira aqui a sentença.

 

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Comissão Paritária de Saúde encerra relatório de estudos e as decisões seguem, agora, para assembleias da categoria

No dia 30 de janeiro, foi concluído o relatório final dos estudos da Comissão Paritária de Saúde, estabelecido obrigatoriamente pelo Acordo Coletivo de Trabalho 2016/2017, Cláusula 28. Os membros da comissão paritária, nesse dia, apresentaram os resultados e a contraproposta aprovada pela 40ª Plenária Nacional da FENTECT, realizada nos dias 26 e 27 de janeiro, em Brasília, conforme abaixo:

1. Retorno do plano Correiossaúde para a gestão por RH da ECT;
2. Participação dos trabalhadores na governança do plano de saúde;
3. Retorno dos ambulatórios médicos;
4. Rejeição de qualquer alteração do Custeio ou Compartilhamento do Plano de Saúde diferente do que foi aprovado no ACT 2016 / 2017;
5. Relatório sucinto focado nas Melhorias ao Plano de Saúde;
6. Não participação da FENTECT na eleição da Postal Saúde,
7. Não prorrogação do prazo previsto no § 10º da Cláusula 28 do ACT 2016/2017.

Contra os ataques do informativo “Primeira hora” da ECT
A Comissão Paritária reforça que a contraproposta da FENTECT foi apresentada no dia 30, conforme acordado em data anterior, e após a realização da 40º plenária Nacional. Dessa maneira, os (as) representantes da federação repudiam o “Primeira Hora” dos Correios, do dia 31 de janeiro de 2017, que afirma o não lançamento da contraproposta. A alegação não tem fundamento, já que as deliberações foram apresentadas e registradas no relatório final.

No ponto custeio, não foi atendido pela representação dos (as) trabalhadores (as) o pleito da empresa pela aprovação da proposta de mensalidade, aumento do compartilhamento e, ainda, a retirada dos pais (genitores) do plano, no prazo de 10 anos. Destaca-se que a proposta da ECT também traria mais problemas aos (as) aposentados (as), que atualmente pagam compartilhamento maior. A comissão paritária da FENTECT rejeitou qualquer alteração de modelo vigente, previsto no ACT 2016/2017, pois foi constatado que o prejuízo alegado pela empresa não é de responsabilidade do plano de saúde. Além disso, os estudos apontam outros fatores que impactaram na situação econômico-financeira da ECT.

Repúdio à proposta da empresa – A proposta de custeio apresentada pelos Correios é um absurdo e ataca os diretos dos (as) trabalhadores (as). Com os salários adotados pela ECT, em média, 80% dos (as) empregados (as) não suportariam a pretensa oneração. Os comparativos utilizados pela empresa para embasar a necessidade de alteração não podem servir para os Correios, pois há uma grande diferença salarial entre as categorias e a ECT possui o piso salarial mais baixo entre os (as) empregados (as) e servidores públicos.

Orientações pra votação do relatório – A Comissão Paritária da FENTECT aprofundou os estudos nos últimos três meses para defender os interesses dos (as) trabalhadores (as), pela busca do conhecimento, para enfrentar os embates travados com a empresa e a Postal Saúde.

O relatório está sendo encaminhado para os sindicatos, para a apreciação das assembleias e a orientação é que sejam votados tema por tema. É importante que, entre esses, sejam avaliados os pontos que foram consenso, para referendo ou não. E nos pontos em que não haja consenso, sejam votadas as propostas de ambas as partes, representação dos (as) trabalhadores (as) versus empresa.

Seminários regionais - Mobilização
Após a conclusão do estudo, a Comissão Paritária da FENTECT reforça a importância dos seminários regionais para esclarecimento dos (as) trabalhadores (as), em defesa do nosso plano de saúde (Correiossaúde).

Todo material utilizado pelo estudo da Comissão paritária, inclusive as apresentações da Comissão Paritária na 40ª Plenária Nacional, está disponível no site da
FENTECT, no link: www.fentect.org.br/noticia/comissao-paritaria-de-saude/

Estado de greve 
Destaca-se a importância do cumprimento do calendário da FENTECT, deliberado na plenária e da vigilância da categoria quanto ao cumprimento do Acordo Coletivo. Qualquer descumprimento deflagrará em uma greve nacional dos (as) ecetistas.

A data limite pelo Acordo Coletivo de Trabalho para apresentação dos resultados das assembleias é dia 30 de março. Após esse prazo, as deliberações serão encaminhada aos Correios.

Calendário de Lutas:
• Até 03/02: Confecção de materiais de mobilização com deliberações da 40ª Plenária Nacional da FENTECT;
• Dias 07/02 a 15/02: Assembleias de Avaliação do Relatório Final da Comissão Paritária de saúde e de aprovação do estado de greve, com indicativo de greve para 15/03, ou a qualquer momento, caso haja descumprimento e alteração do Acordo Coletivo de Trabalho 2016/2017, em relação ao Plano de Saúde;
•Dias 18 e 19/02: Seminário Nacional da FENTECT sobre plano de saúde;
•Dia 20/02: Ato nacional em Brasília/DF;
•Dias 01/03 a 12/03: Seminários regionais e agitação nas bases,
•Dia 15/03: Indicativo de greve geral, em adesão à greve geral a ser deliberada pelas centrais sindicais.

Confira aqui Relatório da Comissão Paritária de Saúde

Reprodução: FENTECT

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