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Suspensão da Assembleia Geral Extraordinária

Companheiras e companheiros!

 

Devido ao avanço da pandemia do novo COVID-19 a nível mundial e do aumento de casos confirmados e suspeitos no Brasil e em Goiás, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Goiás informa que está suspensa a Assembleia Geral Extraordinária organizada para o dia 17 a partir das 18h30. 

Por se tratar de uma questão de saúde pública e para resguardar os trabalhadores de ficarem expostos à contaminação pelo COVID-19 o SINTECT-GO optou por suspender a Assembleia de deflagração de greve e participação nos atos e manifestações de rua com aglomeração de pessoas neste momento. 

Salientamos que os trabalhadores sigam as instruções das instituições médicas para a prevenção de contaminação com o vírus e que o SINTECT-GO e a Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FENTECT) já se posicionaram no sentido de notificar a ECT com relação aos possíveis riscos que seus trabalhadores(as) estão expostos, também oportunamente cobrando providências no sentido da prevenção conforme tem orientado as instituições de saúde. 

Repudiamos a atitude de descaso e indiferença com que a presidência da empresa tem tratado essa questão de saúde. Vale ressaltar também que as várias instituições que compõem os movimentos sociais e centrais sindicais já divulgaram nota orientando pela suspensão das manifestações de rua onde haveria grande concentração de pessoas. 

O SINTECT-GO esclarece que o recuo se faz necessário neste momento difícil visando o não agravamento da situação e o colapso no sistema de saúde, mas que é importante a mobilização de todos e todas nas redes sociais, denunciando os ataques aos serviços públicos, à democracia e às estatais. 

Que os trabalhadores dos Correios permaneçam vigilantes e mobilizados, pois no momento oportuno estarão sendo chamados novamente para fazer o enfrentamento pela defesa dos nossos direitos, dos nossos empregos, contra a precarização e o desmonte da empresa. 

 

SINTECT-GO na luta sempre!

 

Diretoria Colegiada

Gestão Unidade, Resistência e Luta 

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Ecetistas seguem orientação para Greve Geral no dia 17 de Março

As péssimas condições de trabalho, os ataques ao plano de saúde da categoria, o sucateamento da ECT, entre outros graves problemas levaram os trabalhadores dos Correios de Goiás, em Assembleia Geral Extraordinária no último dia 03, a deliberarem de acordo com a orientação dada pela Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FENTECT) que pede:

  • Manutenção do estado de greve;
  • Indicativo de Greve Geral a partir das 22 horas do dia 17/03/2020, com a realização de atos no dia 18/03, na parte da manhã, em frente às unidades sedes e agências do interior contra o desconto abusivo do plano de saúde, o DDA, o assédio moral, o desmonte da empresa e por mais contratações e melhores condições de trabalho;
  • Na parte da tarde, do dia 18/03, participar do ato unificado com todas as categorias e estudantes, movimentos sociais e centrais sindicais contra as privatizações na defesa da soberania nacional e em defesa da democracia.

Desde já, o Sintect-Go conclama a todas as trabalhadoras e trabalhadores que participem e lutem contra todos os ataques inferidos à categoria.

Juntos somos mais fortes!

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TRT de Campinas/SP rejeita liminar de sindicato patronal que era contra a Greve Geral e fixa multa de R$1 milhão para atos antissindicais

O Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região – Campinas/SP rejeitou pedido de liminar e estabeleceu multa à Sindicato patronal que era contra a paralização dos motoristas no dia da Greve Geral, 14 de junho, e que queriam que o sindicato dos trabalhadores garantisse 80% dos trabalhadores na ativa ao longo do dia.

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Interior do Estado de São Paulo ajuizou uma tutela cautelar para que fosse determinado que o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário e Anexos do Vale do Paraíba garantisse 80% dos trabalhadores ativos ao longo do dia nas empresas, além dos que desejassem trabalhar, de promover manifestação violenta e que fosse impedido de liberar apenas 30% dos serviços no dia. A solicitação foi feita sob diversos argumentos, entre eles de que o prazo de 72h para aviso de greve não foi cumprido e nem foi precedido por assembleia geral.

Na decisão do TRT da 15ª Região, o Desembargador Relator, Jorge Luiz Souto Maior, esclareceu que a decisão da paralisação aconteceu após decisão da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), da Federação Estadual dos Trabalhadores em Transportes e Trânsito no Estado de São Paulo (FESTTT), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de outras Centrais, e que, por isso, não houve qualquer ilícito em relação a decisão coletiva.

Para o Desembargador Jorge Luiz Souto Maior, o fato do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de São Paulo requerer que 80% dos trabalhadores fossem mantidos corresponde negar o livre exercício da greve. Ao querer que o Estado utilize seu poder para impedir a greve de seus empregados, ele ofende à ordem jurídica, uma vez que a greve é um direto dos trabalhadores e não compete ao empregador decidir pelo fim da greve. “Ao Estado, por sua vez, o que cumpre é garantir a efetividade dos direitos fundamentais e o direito de greve está consignado na Constituição como tal”, explicou o Desembargador.

Jorge Luiz Souto Maior ainda faz um retrospecto histórico sobre a greve e alega que se instaurou no Brasil uma aversão cultural sobre a greve, fazendo com que de desrespeite o que está dito na Constituição. Ele ainda falou sobre o Brasil ter sido condenado várias vezes pelo Comitê de Liberdade Sindical da Organização Internacional do Trabalho (OIT) por práticas antissindicais. “Nesta mesma semana no mês de junho de 2019, o Brasil foi incluído na lista curta de 24 países que precisam ser investigados pelo desrespeito que promovem à Convenção 98 da OIT, que diz respeito, à liberdade da organização e atuação coletiva dos trabalhadores”, ressaltou.

Além de rejeitar a liminar do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de São Paulo, o TRT da 15ª Região fixou multa de R$1 milhão para cada ato antissindical que ele viesse a cometer, como: dar continuidade aos serviços sem negociar com o sindicato ou a comissão de greve; valer-se de qualquer força opressiva, inclusive policial, para reprimir ou inviabilizar atos pacíficos e falas dos trabalhadores em greve inclusive no local de trabalho ou próximo dele.

Leia decisão na íntegra aqui

Reforma Trabalhista: Brasil é listado como país suspeito de violar conveções de trabalho

O Brasil foi incluído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), no dia 11 de junho, em uma lista de 24 países que serão investigados com prioridade por suspeitas de violar as convenções internacionais de trabalho. A base da decisão é a análise realizada por peritos internacionais sobre os efeitos da Reforma Trabalhista.

A inclusão do país nesta lista apura o descumprimento a uma convenção da OIT que diz respeito à liberdade dos trabalhadores de participar de sindicatos e exercer atividades sindicais sem sofrer punição por parte das empresas, além de garantir a negociação coletiva. Para a Organização, a Reforma Trabalhista reduz ou retira direitos dos trabalhadores ao estabelecer o negociado sobre o legislado, ainda que o negociado seja prejudicial aos trabalhadores, reduzindo os direitos já garantidos em lei.

A investigação será realizada pela OIT após várias denúncias dos trabalhadores e dos sindicatos após a aprovação da Reforma Trabalhista. Representantes de centrais sindicais tem denunciado a perda de direitos no Brasil durante a 108ª Conferência da OIT, que ocorre do dia 10 ao dia 21 de junho em Genebra, na Suíça.

As intervenções internacionais têm sido necessárias no Brasil em diferentes áreas. A farmacêutica Maria da Penha precisou recorrer à Justiça Internacional após ser vítima de dupla tentativa de homicídio, em 1983, cometida pelo seu marido, Marco Antônio Herredia Viveiro, que apesar de ter sido condenado pela justiça brasileira, ficou 15 anos em liberdade.  Em 2001 a Organização dos Estados Americanos (OEA) responsabilizou o Brasil por omissão e negligência no que diz respeito à violência doméstica e aconselhou que o país tomasse medidas em prol da criação de políticas públicas que impedissem à violência doméstica contra as mulheres. Marco Antonio foi preso em 2003 e, por pressão internacional, surgiram Projetos de Lei que resultaram na elaboração da Lei nº 11.340 – Lei Maria da Penha.

Matéria redigida pela Jornalista Laryssa Machado

Reprodução autorizada mediante indicação da jornalista responsável e da fonte: Site do SINTECT-GO

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Greve Geral: Trabalhadores dos Correios em Goiás também paralisaram suas atividades

 

Imagem: Alex San

Os ecetistas de Goiás também foram às ruas na última sexta-feira, 14 de junho, dia da Greve Geral. Contra a Reforma da Previdência, a categoria também aderiu ao movimento diante à privatização dos Correios, fechamento de agências, demissão dos OTTs e atendentes e às péssimas condições de trabalho.

Em Goiânia, os manifestantes saíram da Praça Cívica e caminharam até a Praça do Trabalho, no Centro da cidade. Atos também foram realizados em Formosa, Itapuranga, Orizona, Itumbiara, Cidade de Goiás, Itapirapuã, Porangatu, Minaçu, Cidade de Goiás, Quirinópolis e Anápolis.

Confira mais fotos aqui

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Greve geral - assembleias de deflagração de greve serão realizadas no dia 13

Os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios em Goiás aprovaram, nesta segunda-feira, o indicativo de greve para às 22h do dia 13 de junho de 2019. Neste mesmo dia, será realizada Assembleia Geral e Assembleias Regionais para os ecetistas deliberarem sobre a decretação de greve.

Entre os diversos motivos para a greve, está a privatização da estatal, que inclusive já foi sinalizada pelo presidente Bolsonaro; o fechamento de várias agências pelo país; a extinção do cargo de OTT; a ameaça de demissão de funcionários em decorrência da privatização; e a extinção das Normas Regulamentares (NRs) do Ministério do Trabalho.

Durante o 35º Conselho de Representantes da FENTECT (Conrep), realizado nos dias 07 e 08 de junho em Brasília, os participantes discutiram sobre todos estes ataques aos ecetistas, e, no último dia, construíram a pauta de reivindicações e o calendário de lutas da Campanha Salarial deste ano.

Veja abaixo o quadro de assembleias


Confira aqui o Boletim do SINTECT-GO Nº16

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