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Campanha Salarial (175)

Trabalhadores dos Correios estão em greve

 
Daniela Martins

Trabalhadores decidem pela manutenção da greve


O primeiro dia de greve dos trabalhadores dos Correios em Goiás foi marcado por uma certeza: a de que a categoria está disposta a lutar e não vai permitir que a ECT retire benefícios do plano de saúde, o Correios Saúde. “O eixo central desta campanha é a assistência médica”, ressaltou um dos trabalhadores presentes à Assembleia, realizada na tarde desta quarta-feira, 19.

O fato é que a Empresa, além de oferecer propostas rebaixadas, ainda pretende alterar a cláusula 11 do acordo coletivo, que trata do plano, sem deixar claro quais são as mudanças que almeja implantar. “O que está em jogo é nosso plano de saúde”, alertou Uéber Barboza, que completou: “Direito não se retira, direito se amplia”.

A Assembleia de hoje decidiu pela continuação da greve, que teve início pela manhã, após ser deflagrada pela Assembleia realizada na noite de ontem, dia 18. Agora é hora de ampliar a mobilização, os trabalhadores que já estão participando da greve devem conscientizar os colegas nas suas unidades, chamá-los para a luta. “Vamos convocar quem ainda não está na greve”, anunciou um dos participantes da Assembleia.

Adesão
Estima-se que mais de 25% da categoria no Estado já tenha aderido ao movimento, que deve ser ampliado ao longo da semana. Pelo interior, a participação é intensa. Em Rio Verde, por exemplo, 19 dos 44 carteiros estão em greve; em Quirinópolis, oito dos dez carteiros também paralisaram suas atividades. “Os companheiros do interior entenderam a necessidade de fazer a luta”, avaliou o secretário-geral do Sintect-GO, Elizeu Pereira da Silva

No panorama nacional, 23 dos 35 sindicatos estão em greve e outros sete farão suas Assembleias de deflagração do movimento paredista hoje.

Amanhã, a mobilização dos trabalhadores em Goiás continua em frente à Agência Central dos Correios, na Praça Cívica.

TST
Nesta quarta-feira também ocorreu uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho entre a ECT e a Fentect. Não houve acordo, e a vice-presidente do Tribunal, ministra Cristina Peduzzi, designou a ministra Kátia Arruda como relatora do dissídio coletivo dos Correios, que deve ir a julgamento na próxima semana.

 
Fonte/Autoria: Daniela Martins • Assessora de Comunicação Sintect-GO
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ECT rejeita proposta do TST

 




Não houve acordo na audiência de conciliação e instrução do dissídio coletivo realizada hoje (19) no Tribunal Superior do Trabalho entre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), com mediação da vice-presidente do TST, ministra Cristina Peduzzi. O dissídio coletivo deve ir agora a julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST, e a relatora designada é a ministra Kátia Arruda.

Apesar de constatar a existência de "um abismo" entre as pretensões da categoria (os trabalhadores pedem reajuste salarial de 43,7%) e o que a empresa oferece (5,2%), a ministra chegou a formular uma proposta visando a uma composição: reajuste salarial de 5,2%, equivalente aproximadamente à inflação entre julho de 2011 e 2012, reajuste nos vales alimentação e refeição de 8,84%, correspondente ao IPCA do período, aumento dos demais benefícios (reembolso creche/babá e auxílio para dependentes de cuidados especiais) de 5,2%, aumento linear de R$ 80 e a manutenção das demais cláusulas sociais atualmente em vigor, além da compensação dos dias de paralisação. Propôs, ainda, que se instalassem mesas temáticas para discutir tópicos como condições de trabalho, saúde do trabalhador, questões raciais e de gênero e relativas à anistia, e que fosse mantidas as condições atuais relativas a assistência médica-odontológica.

Os representantes da ECT rejeitaram a proposta, afirmando que o impacto do aumento linear representaria R$ 40,5 milhões por ano e comprometeria a sustentabilidade econômica da empresa, e pediram que o dissídio fosse julgado imediatamente. Os trabalhadores afirmaram que ainda pretendiam insistir na negociação e manifestaram preocupação, principalmente, com a cláusula relativa ao plano de saúde.

Diante da rejeição da proposta pela empresa, a ministra decidiu encerrar a fase de conciliação e designar a relatora, que examinará o processo e o levará a julgamento pela SDC.

Liminar

Ao fim da audiência, a vice-presidente do TST deferiu parcialmente a liminar pleiteada pela ECT na semana passada, no ajuizamento do dissídio, e determinou que a Fentect mantenha em atividade o contingente mínimo de 40% dos trabalhadores em cada setor/unidade, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.

A decisão levou em conta a informação, prestada hoje durante a audiência, de que 23 dos 35 sindicatos de trabalhadores aderiram à greve. "Embora reconheça que a greve é um instrumento legítimo de pressão dos trabalhadores, cabe ao Poder Público, na forma do artigo 12 da Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989), assegurar a prestação dos serviços indispensáveis à população", afirmou. A ministra explicou que há precedentes da SDC no sentido de que o serviço de correios é essencial "e de notada importância social, sobretudo para a população mais desamparada e que reside em regiões longínquas do país".

 
Fonte/Autoria: TST
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Hoje, às 18h30, tem Assembleia de deflagração da greve

 
Os trabalhadores dos Correios devem paralisar suas atividades a partir da zero hora desta quarta-feira, 19 de setembro. A decisão será tomada em assembleia geral da categoria, que será realizada pelo Sintect-GO, nesta terça-feira, 18, em frente à Agência Central dos Correios, na Praça Cívica, a partir das 18h30. Haverá também assembleias regionais pelo interior do Estado.

A mobilização dos ecetistas em Goiás faz parte de uma paralisação nacional da categoria, que reivindica reajuste de 10% mais a reposição de perdas salariais, além de melhores condições de trabalho e a transferência do horário de entrega de correspondências domiciliares para o turno matutino.

Até o momento a ECT apresentou duas propostas, a primeira previa um reajuste de 3% e a segunda de 5,2%, o que nem de longe repõe as perdas salariais dos ecetistas, que já beiram os 34% (período de 1994 a 2012).

Em 2011, a greve dos trabalhadores dos Correios durou 28 dias, tendo a adesão de mais de 50% do pessoal da área operacional da ECT em Goiás. O movimento grevista terminou com julgamento do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
 
Fonte/Autoria: Daniela Martins • Assessora de Comunicação Sintect-GO
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ECT entra com dissídio e confirma discurso da Fentect

 




A ECT protocolou na tarde desta quinta feira (13) o pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), confirmando o que a Fentect sempre afirmou durante as negociações do Acordo Coletivo: que os Correios nunca tiveram intenção de negociar e nem de discutir as reivindicações dos trabalhadores.

Desde o início de julho, a ECT vem tentando convencer os trabalhadores, com “atas de reuniões” antes mesmo de ter acesso à pauta de reivindicações, que estava "tentando negociar" com a categoria.

Os gestores da ECT sabiam muito bem que para começar a negociar, a pauta teria que ser sistematizada e aprovada em assembleias e que, com o novo Comando da Fentect sendo composto por 1(um) integrante de cada sindicato, eleito também em assembleia, demandaria tempo. Se aproveitando disso, começou um plano de desmobilização nas bases, utilizando a Justiça para impedir que a categoria lute pelos seus direitos.

Percebendo isso, no início de agosto, a Fentect pediu a intermediação do Ministério Público do Trabalho, no sentido de continuar as negociações. E nesse mesmo dia, mais uma vez, a ECT divulgou em seu blog uma inverdade de que a "Fentect estaria dando um passo para a judicialização das negociações coletivas". Ora, então o que dizer desta atitude de hoje da ECT? A própria deu não só um passo, mas uma caminhada inteira contra os trabalhadores.

Mais contradições se percebem na ação dos Correios: divulgaram nota, no começo da semana, dizendo que apesar da greve nos Estados de Minas e Pará, a situação estava "normalizada". E na nota de hoje à imprensa, a empresa justifica a entrada no dissídio para garantir a "normalidade do atendimento a população", o que é um contrasenso.

Ainda argumentou, em seu pedido no TST, que pede a garantia de no mínimo 80% do contingente em atividade, quando ela mesma afirmou em nota anterior que "98% estava trabalhando normalmente".

É preciso dizer que o Comando de Negociação continua reunido em Brasília, em conjunto com a Assessoria Jurídica da Fentect, e que os trabalhadores do país inteiro continuam mobilizados e dispostos a lutar por melhores condições de trabalho para atender melhor a sociedade.

Veja abaixo o documento protocolado pela ECT no TST:

Dissídio coletivo de greve revisional e jurídico

 
Fonte/Autoria: Fentect
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Bancos e Correios devem parar nesta semana

 
Duas categorias importantes devem entrar em greve nesta semana. Numa assembleia agendada para hoje, às 19h, os bancários provavelmente vão reiterar a paralisação já definida na semana passada. No entanto, ainda é possível que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresente, no decorrer desta segunda-feira, uma contraproposta. Neste caso, a categoria avaliará a oferta. Amanhã, será a vez dos funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos decidirem se também cruzarão os braços. Se sim, não trabalham a partir da zero hora de quarta-feira.
 
Já os bancários param amanhã por tempo indeterminado, caso nenhuma proposta nova seja apresentada hoje. Se assim acontecer, a assembleia desta segunda-feira terá a incumbência de planejar o movimento. “Não tendo novidade, a greve fica mantida. Aí, vamos organizá-la. Pegaremos todos os ativistas, militantes, diretores da entidade e organizamos uma grande comissão de esclarecimento”, explica o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, Marcos Lenharo.
 
Na última quarta-feira, em assembleia realizada em Bauru, de forma unânime, bancários rejeitaram o reajuste de 6% proposto pela Fenaban. Na ocasião, aprovaram a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira. Reivindicam 23% de reajuste, o que corresponde à reposição da inflação registrada nos últimos 12 meses (5,25%) mais a recuperação das perdas salariais comuns a todos os bancos (17,75%) desde o lançamento do Plano Real, em 1994.
 
 
Correios
 
Já os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos rechaçaram na semana passada, mais uma vez, a proposta da empresa de aumento salarial de 5,2%. Também rejeitaram uma primeira oferta de reajuste, que não ultrapassava a casa dos 3%.
 
O Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Bauru e Região (Sindecteb) defende aumento de 5,2% a título de reposição da inflação dos últimos 12 meses e mais 5% de aumento real no salário dos funcionários, número que ainda não recupera as perdas acumuladas desde a década de 90.
 
Por conta da situação, amanhã a categoria se reúne em assembleia, quando a greve será deliberada. Neste caso, a paralisação começa a zero hora de quarta-feira, também por tempo indeterminado. No Pará e em Minas Gerais, a categoria já parou.
 
Para organizar a paralisação em Bauru, ontem, diretores e delegados do Sindecteb estiveram reunidos, informa o presidente da entidade, José Aparecido Gimenes Gândara.  “Recuperar a inflação deveria ter sido a oferta inicial, o que ainda é muito baixo. Os trabalhadores dos Correios são responsáveis por gerar a própria renda, não dependemos da União na nossa folha salarial. Buscamos o reajuste que condiz com a nossa realidade”, pontua.
 
Conforme o JC divulgou, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou na última sexta-feira pedido liminar dos Correios para suspender a greve nos Estados de Minas Gerais e do Pará iniciada na terça-feira. A vice-presidente do tribunal, Cristina Peduzzi, disse em sua decisão faltar informações para julgar o pedido.
 
Já a empresa enviou nota em que cita a ausência de uma contraproposta por parte dos representantes da categoria. Segundo a assessoria de comunicação da Diretoria Regional São Paulo-Interior dos Correios, se somente os itens econômicos reivindicados pelas entidades de classe fossem atendidos, haveria um acréscimo de até R$ 25 bilhões na folha de pagamento da ECT, que tem previsão de receita de R$ 15 bilhões para 2012.
 
Informa ainda que o índice proposto aos 120 mil empregados garante o poder de compra, uma vez que cobre a inflação do período. Nos últimos nove anos a maioria dos trabalhadores dos Correios teve até 138% de reajuste salarial, sendo 35% de aumento real, acrescenta a assessoria de imprensa. Ontem, ela foi novamente procurada, assim como a Fenaban, mas por ser domingo, a reportagem não encontrou quem pudesse comentar as paralisações.
 
Polícia Federal
 
A Polícia Federal também continua em greve. Conforme o JC veiculou, por conta da paralisação foram suspensas todas as investigações que estavam em andamento na delegacia de Bauru e, desde sexta-feira, também foram interrompidas as atividades de análise de inteligência de grandes operações deflagradas pela unidade, que abrange 43 municípios. Entre elas estão a Operação Terra Branca (de combate ao tráfico de drogas) e a Odontoma, que apura desvio de recursos públicos, superfaturamento e cobranças indevidas de serviços do departamento de bucomaxilo do Hospital de Base.
 
Continuam sendo realizadas apenas as prisões em flagrante e, parcialmente, os serviços de emissão de passaportes, com prioridade para as solicitações de emergência. Apenas 30% do efetivo continua trabalhando, sendo que o ritmo de emissão de passaportes foi reduzido para este percentual.
 
Fonte/Autoria: JCNet
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TST marca audiência de conciliação dos Correios

 




Foi ajuizado nesta quinta-feira (13), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), dissídio coletivo de greve pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O processo foi encaminhado à vice-presidente do Tribunal, ministra Cristina Peduzzi, que já marcou audiência de conciliação e instrução para a próxima quarta-feira (19), às 10h30, na sede do TST.

Na ação, a empresa relata que as tentativas de negociação com a Federação Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) foram infrutíferas, pedindo que seja declarada a ilegalidade da greve deflagrada no último dia 11, e que seja determinado reajuste de 5,2% para a categoria.

A empresa afirma que se esgotaram as possibilidades das partes chegarem a um consenso. Assim, diante da frustração da negociação prévia, pela "incomensurável distância" entre as pretensões dos trabalhadores e a oferta da empresa, sustenta a ECT, não resta alternativa a não ser o ajuizamento da ação perante o poder judiciário, a fim de buscar dirimir o dissídio coletivo já instaurado.

Greve
Na ação, a ECT também alega considerar abusivo o movimento grevista, uma vez que a empresa presta serviços essenciais, e que sua eventual interrupção, ainda que de forma parcial, causa sérios embaraços à população beneficiária dos serviços postais, na medida em que é prestadora de serviço público obrigatório e de titularidade exclusiva do Estado. Além disso, a empresa afirma que não foi informada da paralisação com 72 horas de antecedência, conforme exige o artigo 13 da Lei de Greve (Lei 7.783/89).

Com esses argumentos, A ECT pede a concessão de liminar para determinar a suspensão do movimento paredista iniciado no último dia 11, até o julgamento final do dissídio, ou que a Fentect seja obrigada a manter em atividade contingente mínimo de 80% em cada uma das unidades operacionais da empresa.

No mérito, pede que o TST julgue abusiva a greve, autorizando os descontos dos dias parados, determine o retorno imediato dos trabalhadores aos seus postos de trabalho, e determine a aplicação do índice de 5,2% sobre salários e benefícios da categoria.
 
Fonte/Autoria: TST
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Correios: Ministra não reconhece greve, ainda, e mantém audiência na 4ª feira

 
A vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho ministra Maria Cristina Peduzzi, negou, na tarde desta sexta-feira, o pedido de liminar no dissídio coletivo ajuizado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), protocolado na última terça-feira. Com a decisão, a ministra mantém a audiência de conciliação e instrução marcada para o dia 19 de setembro, às 10h30, na sede do TST.

A ministra considerou "prematuro" acolher a liminar, "uma vez que não foi demonstrado pelo suscitante [Correios] o estado geral de greve". Segundo ela, apesar de a empresa ter anexado comunicados dando conta da existência de movimento grevista nos estados de Minas Gerais e Pará, "circula nos meios de comunicação a informação de que, até o presente momento, grande parte da categoria optou por ainda não deflagrar greve".

A ministra também questionou a falta de informações sobre a situação da greve nesses estados, quanto à taxa de adesão e eventuais prejuízos graves e concretos nas atividades da empresa. E, por fim, registrou seu desejo de que Correios e trabalhadores "não poupem esforços na busca da autocomposição do conflito, atuando com urbanidade e respeito - mediante concessões recíprocas".

O pedido

A ECT pretendia a concessão de liminar para a revisão dos termos do Dissídio Coletivo 2011 e a suspensão da greve "deflagrada", até o julgamento final do dissídio, autorizado o desconto dos dias parados. Alternativamente, solicitava a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores em cada uma de suas unidades operacionais. Também requeria o retorno imediato dos trabalhadores a seus postos de trabalho, a contar do julgamento do dissídio coletivo, sob pena de multa diária a ser fixada pelo Tribunal.
 
Fonte/Autoria: Jornal do Brasil
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Correios e trabalhadores terão audiência

 
O pedido de dissídio coletivo protocolado nesta quinta-feira pela ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) contra a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) terá uma primeira audiência de conciliação na próxima quarta-feira, às 10h30, na sede do TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília. O processo foi distribuído para a vice-presidente do TST, ministra Cristina Peduzzi.

Na petição, os Correios pedem que o tribunal declare abusiva a greve da categoria, iniciada na última terça-feira no Pará e em Minas Gerais. A empresa pede também a concessão de liminar para suspender de imediato a greve ou a determinação de que ao menos 80% dos trabalhadores continuem em seus postos em cada unidade operacional.

"Necessário se faz que o TST a declare [a greve] abusiva e autorize a suscitante [Correios] a proceder aos descontos dos dias parados nos contracheques dos empregados que participaram do movimento paredista e determine o retorno imediato dos trabalhadores aos seus postos de trabalho", diz trecho da ação movida pela empresa.

Enem

No documento, os Correios argumentam que a greve colocaria em risco a entrega, por dia, de 33,9 milhões de objetos simples, de 830,6 mil cartas registradas e de 835,2 mil encomendas. Os Correios alegam ainda que a paralisação "causaria transtorno" à entrega de livros didáticos e ao transporte das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e das urnas eletrônicas, que serão utilizadas nas eleições municipais do próximo dia 7 de outubro.

"Nossa assessoria jurídica ainda está fazendo uma análise dessa peça, mas as assembleias da próxima terça-feira irão acontecer e uma greve nacional não está descartada", disse James Magalhães de Azevedo, secretário de imprensa da Fentect, em entrevista à Agência Brasil. "A tendência é a de que todos os 35 sindicatos façam assembleia no mesmo dia. Se a empresa acha que esse recurso ao TST vai impedir a greve, os trabalhadores podem mostrar que ela está enganada."

O comando de negociação da Fentect reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, reivindicam 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100.

O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942. A direção dos Correios ofereceu 5,2% de reajuste, que seria aplicado aos salários e a benefícios como o vale-alimentação.
 
Fonte/Autoria: Band
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Vice-presidente do TST nega pedido de suspensão da greve dos Correios

 




A vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Cristina Peduzzi, negou, na tarde de hoje, o pedido de liminar que pretendia suspender a greve deflagrada pelos trabalhadores dos Correios nos estados de Minas Gerais e do Pará. "Considero prematuro apreciar o pedido liminar, uma vez que não foi demonstrado pelo suscitante (sindicato) o estado geral da greve", destacou a ministra.

Segundo Cristina Peduzzi, não existem nos autos informações sobre a situação da greve, como taxa de adesão e prejuízos graves e concretos às atividades da empresa. "A simples notícia genérica de deflagração parcial e limitada de greve não autoriza, ao menos no momento, a apreciação da liminar." Ela facultou às partes a juntada de documentos que esclareçam sobre a situação atual do movimento paredista.

A ministra alertou, no despacho, que o pedido de liminar pode voltar a ser apreciado, a qualquer tempo, por tratar de situação constantemente mutável. Ela manteve a audiência de conciliação e instrução marcada para a próxima quarta-feira (19), às 10h30, e concedeu prazo de três dias para que a Federação, querendo, manifeste-se sobre o pedido de liminar.

Dissídio coletivo de greve

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ajuizou nesta quinta-feira (13) dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho. Na ação, a empresa relata que as tentativas de negociação com a Federação Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) foram infrutíferas, e pediu que fosse declarada a ilegalidade da greve deflagrada no último dia 11, e determinado reajuste de 5,2% para a categoria.

A empresa afirma que se esgotaram as possibilidades das partes chegarem a um consenso. Assim, diante da frustração da negociação prévia, pela "incomensurável distância" entre as pretensões dos trabalhadores e a oferta da empresa, sustenta a ECT, não resta alternativa a não ser o ajuizamento da ação perante o poder judiciário, a fim de buscar dirimir o dissídio coletivo já instaurado.

A ECT também alega considerar abusivo o movimento grevista, uma vez que a empresa presta serviços essenciais, e que sua eventual interrupção, ainda que de forma parcial, causa sérios embaraços à população beneficiária dos serviços postais, na medida em que é prestadora de serviço público obrigatório e de titularidade exclusiva do Estado. Além disso, a empresa afirma que não foi informada da paralisação com 72 horas de antecedência, conforme exige o artigo 13 da Lei de Greve (Lei 7.783/89).

Com esses argumentos, A ECT pediu a concessão de liminar para determinar a suspensão do movimento paredista iniciado no último dia 11, até o julgamento final do dissídio, ou que a Fentect seja obrigada a manter em atividade contingente mínimo de 80% em cada uma das unidades operacionais da empresa.

No mérito, pediu que o TST julgue abusiva a greve, autorizando os descontos dos dias parados, determine o retorno imediato dos trabalhadores aos seus postos de trabalho, e determine a aplicação do índice de 5,2% sobre salários e benefícios da categoria.
 
Fonte/Autoria: Tribunal Superior do Trabalho
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