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Após assembleia, funcionários dos Correios entram em greve em Goiás

 Os trabalhadores dos Correios em Goiás entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (18). Eles reivindicam ajuste salarial e melhores condições de trabalho.  A estatal afirma que vai aplicar medidas de emergência para garantir a entrega de cartas, encomendas e o atendimento nas agências.

A decisão pela greve foi tomada em assembleia geral, na noite de terça-feira (17), pois os trabalhadores não aceitaram a proposta da empresa. No entanto, o  Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Goiás (Sintect-GO) não calculou o número de pessoas que aderiram ao movimento.

 O sindicato quer aumento relativo à inflação de 7,13%  mais aumento real de 15%. A contrapartida da empresa, de 8%, segundo eles, não contempla às reivindicações, pois o reajuste real seria de menos de 1%.

Em nota, a estatal afirmou que se esforçou para que as negociações não chegassem a esse ponto. Os Correios afirmam que o reajuste de 8% nos salários repõe integralmente a inflação do período, de 6,27%, e garante ganho real de 1,7%, além de benefícios extras.

Os trabalhadores também querem melhores condições de trabalho. “Falta manutenção das motocicletas, das bicicletas e dos carros. Muitos prédios não comportam a demanda e estão sucateados”, afirma o secretário do sindicato, Eliseu Pereira. Em contrapartida, a regional afirma que está investindo mais de R$ 2,8 milhões em equipamentos, reforma e ampliação das unidades goianas.

Durante a greve, os Correios informaram que vão aplicar medidas estabelecidas no Plano de Continuidade de Negócios para garantir o atendimento ao público. Entre as ações estão a realização de horas extras de funcionários, deslocamento de empregados entre as unidades e mutirões para entrega nos fins de semana.
 
Fonte/Autoria: Portal G1 Goiás

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Trabalhadores em Goiás aprovam, por unanimidade, estado de greve

Daniela Martins

Aprovado estado de greve


Em Assembleia Geral realizada na noite desta quarta-feira, 11, em Goiânia, os trabalhadores dos Correios aprovaram, por unanimidade, o estado de greve e o indicativo de greve para o próximo dia 18. A categoria rejeitou a proposta de 5,27% apresentada pela direção a ECT.

A presidente da CUT-GO, Bia de Lima, compareceu à Assembleia e declarou apoio à mobilização da categoria. Ela aproveitou a oportunidade para falar da luta travada pela Central contra a PL 4330, do deputado Sandro Mabel, que trata da terceirização e prejudica os direitos trabalhistas.

Assim como a Assembleia da Capital, os trabalhadores do interior também aprovaram o estado de greve e o indicativo para o dia 18. Agora, na próxima terça-feira, 17, Goiânia e interior realizam novas assembleias para a deflagração do movimento grevista.

Na noite desta quinta-feira, 12, a direção da Empresa apresentou nova proposta vergonhosa ao Comando de Negociação da Fentect, confira:

REAJUSTE LINEAR = 8%

REAJUSTE DE BENEFÍCIOS = 6,27%

  DE PARA
Vale I (alimentação/refeição) R$ 26,62 R$ 28,29
Vale alimentação II (cesta) R$ 149,15 R$ 158,53
Reembolso Creche/Babá R$ 409,97 R$ 435,68
Aux. p/ Dependentes de Cuidados Especiais R$ 651,00 R$ 691,82


 
Fonte/Autoria: Daniela Martins
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Correios oferecem reajuste de 5,27% e trabalhadores ameaçam greve para dia 18





Trabalhadores dos Correios ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 18. Em assembleias realizadas pelos sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os funcionários rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 5,27%, apresentada pela empresa na última quinta-feira (5).

O reajuste oferecido pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não cobre a inflação do período, medida em 7,13%, de agosto de 2012 a julho de 2013. Uma nova reunião entre os representantes da Fentect e da empresa ocorre amanhã (10).

“Já realizamos assembleias em 25 sindicatos filiados à nossa federação e a resposta foi unânime. Vamos apresentar a rejeição da proposta amanhã e, se a empresa não melhorar a contraproposta, vamos entrar em greve por tempo indeterminado”, afirma o secretário de Imprensa e Comunicação da Fentect, James Magalhães.

A categoria com data-base em 1º de agosto reivindica 15% de aumento real, reposição de perdas salariais no período de 1994-2002, calculadas em 20%, além de segurança nas agências, manutenção no plano de saúde (Correios Saúde), implementação de Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), contratação de 10 mil funcionários, redução de jornada de trabalho dos atendentes para 6 horas, entre outros.

Já ocorreram nove rodadas de negociação entre os diretores da Fentect e representantes do Correios e essa é a primeira contraproposta apresentada pela empresa. Os trabalhadores realizam uma assembleia da categoria esta marcada para o dia 17 para deflagrar a greve por tempo indeterminado.
 
Fonte/Autoria: Rede Brasil Atual
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Conselho Deliberativo do Sintect-GO traça estratégias para a Campanha Salarial

Daniela Martins

Conselho Deliberativo traça estratégias para a Campanha Salarial


Estamos em plena Campanha Salarial. É hora de união e luta! Cientes de seu papel, membros da Diretoria Colegiada e delegados sindicais, que integram o Conselho Deliberativo do Sintect-GO, reuniram-se no último sábado, 7, para avaliarem e decidir sobre as ações e estratégias para mobilizar a categoria.

Nesta semana, o Sindicato promove assembleias regionais no interior (amanhã, dia 10) e em Goiânia, na quarta-feira, dia 11, para deliberar sobre o estado e indicativo de greve para dia 18. É fundamental a participação de todos os trabalhadores!

 
Fonte/Autoria: Daniela Martins • Assessora Sintect-GO
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Proposta financeira da ECT não cobre inflação





Na Reunião de negociações da Campanha Salarial 2013 realizada nesta terça-feira (03) na Universidade dos Correios (UniCo), a Empresa finalmente apresentou a proposta econômica. A ECT propõe o reajuste de apenas 5,27% aplicado sobre os salários e benefícios conforme abaixo:

Vale I (Alimentação/Refeição) de R$26,62 para R$28,02;
Vale Alimentação II (Cesta) de R$149,15 para 157,01;
Reembolso Creche/Babá de R$409,97 para R$431,58;
Auxílio para dependentes de Cuidados Especiais de R$651,00 para R$685,31;
Crédito Extra de 23 vales em dezembro de 2013 para os admitidos até 31/07/2013 de R$644,46;

Propõe, ainda, manutenção da assistência médica/hospitalar/odontológica nos termos da cláusula 11, constante no Acórdão Vigente. Com a proposta em mãos ficam suspensas as negociações entre a Empresa e o comando da Fentect, para dar prazo para que as propostas sejam discutidas nas assembleias com as bases. A retomada das negociações ficou agendada para a próxima terça-feira (10).
 
Fonte/Autoria: Fentect
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Trabalhadores se reúnem na 35ª Plenária da Fentect





Representantes de vários estados estão reunidos em Brasília neste sábado (31) para a 35ª Plenária Nacional da Fentect. Na Pauta do evento estão a Campanha Salarial e Anistia. No início do evento foi aprovado o Regimento Interno, que deu direito de fala aos observadores, para que a discussão seja ampla e que tenham voz também os trabalhadores de base presentes na
Assembleia.

O evento, aprovado no XXXI Conrep, tem como objetivos reforçar a mobilização e organizar a preparação para a greve a ser aprovada nas próximas assembleias, conforme o Calendário de Lutas (assembleia de estado de greve e assembleia final de decretação da greve, dia 17/09). Na manhã do evento, todas as falas dos companheiros destacaram a importância do Ato Nacional realizado ontem (30), em frente ao edifício Sede dos Correios em Brasília,onde foi ocupado o espaço interno da ECT, exigindo que a Empresa negocie de verdade.

Segundo Anaí Caproni, Secretária Geral da Fentect, o ato foi um sucesso, pois demonstrou para a Empresa que a Federação não irá amolecer nas negociações. “Além disso, a ação foi eficaz para unificar e reforçar os sindicatos, a fim de que todos estejam alinhados nas ações e juntos para a luta pela nossa Campanha Salarial”, declarou Anaí.

De acordo com ela, é preciso que intensifique o trabalho nos estados, para evitar que a Empresa, mais uma vez, arme para decidir a campanha salarial no TST. Anaí Informou que os sindicatos dos bancários e dos Petroleiros estão propondo reuniões para trabalhar a questão da unificação dos movimentos, a fim de somar as forças das categorias nas reivindicações da campanha salarial.

Outro ponto importante de destaque foi a questão do Plano de Saúde, reforçando a exigência de melhorias no Correios Saúde e não ao golpe do Postal Saúde.

A Fentect, mais uma vez, demonstra ser uma entidade democrática, que realiza seus fóruns de forma representativa, onde vários companheiros de base têm o direito a voz.
 
Fonte/Autoria: Fentect
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Negociação segue com ECT não se comprometendo em quase nada

A reunião começou com a apresentação e discussão da proposta de cronograma de discussão em blocos. O primeiro assunto discutido foi a questão da mulher. A proposta da Empresa é de manter o que já existe hoje como garantia e estabelecer outro fórum de discussões exclusivo para debate das questões da mulher. A Federação disse que aceitaria fazer um fórum específico para discussão das questões da mulher, desde o mesmo seja realizado dentro do período de negociação da Campanha Salarial e de que a ECT se comprometa a avançar. A data da reunião ficou estabelecida para 02/09.

A próxima cláusula discutida foi 60, que trata dos cursos e reuniões obrigatórios. A ECT alega que a maioria dos pontos reivindicados na pauta da Fentect já são atendidos pelo regulamento da Empresa, como o respeito ao horário de trabalho e coerência entre temas dos cursos e funções desempenhadas, o que sabidamente não é a realidade. A Fentect reivindicou que os cursos e reuniões deverão ser realizados no horário de expediente. Ficou garantido que a convocação para estes eventos deverá ser feita com 72 horas de antecedência. A ECT ficou de apresentar quais seriam as exceções desses cursos e reuniões obrigatórias. 

Na sequência foi debatida a cláusula 61- Seguro e manutenção da frota operacional, multas de trânsito e qualificação do motorista/motorizado. A Federação questionou a falta de adequação da Empresa ao modelo de mercado, onde acidentes são considerados responsabilidade das empresas e não do trabalhador, uma vez que esse risco já é intrínseco à sua função. A Fentect não aceita que qualquer dano ou prejuízo causado aos veículos seja imputado ao trabalhador. Além disso, foi cobrado o compromisso da Empresa em fornecer e manter os veículos em boas condições de uso. Os representantes da Empresa se comprometeram a trazer o resultado de um estudo do assunto futuramente.
 
O ponto final discutido foi o 62, que fala sobre o transporte noturno que é muito inconstante e acaba prejudicando o trabalhador, que passa horas aguardando. Para este ponto a Empresa também ficou de dar um retorno. 
 
Fonte/Autoria: Fentect
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Pauta da campanha salarial começa a ser discutida





Nesta terça-feira (20), após jogar cortina de fumaça para confundir a categoria, a ECT finalmente se dispos a discutir pontos da pauta da campanha salarial 2013
 
Após muito embate e discussões, as negociações da pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2013 começaram a ser negociadas nesta terça-feira (20), da forma que deveria ser desde o princípio: com 11 representantes do comando de negociações à mesa e 30 observadores na plateia, vindos dos sindicatos de todo o País. Para que essa configuração, prevista em estatuto, fosse aceita, foram necessárias 5 reuniões e mais de 15 dias de enrolação da ECT, que insistia em querer interferir na forma de organização do movimento sindical.

Mas mesmo com esse avanço a Empresa não deixou de lado a postura ditatorial. Nesta reunião a Empresa começou discutindo o calendário de reuniões, quando se recusou a acatar os anseios da categoria de acelerar as negociações e realizar as negociações em dois turnos diários, pela manhã e pela tarde. Por fim ficou definido que às terças e quintas-feiras as reuniões serão pela manhã e tarde, e nas segundas e sextas-feiras ficarão a critério das comissões de acordo com as disponibilidades.

Em seguida foi iniciada a discussão da Cláusula 16 da Pauta de Reivindicações – Não ao trabalho no fim de semana e feriado. Essa é uma questão fundamental para os trabalhadores, pois como se não bastasse a hora extra, que está se tornando comum em todos os setores, a empresa abusa nas convocações, inclusive através da imposição do banco de horas. A Empresa alegou que precisa de pessoas para trabalhar nos fins de semana e feriados, porém a Comissão dos trabalhadores foi firme em seus argumentos.

A Federação contrargumentou, afirmando que os trabalhadores também tem direito e necessidade de descanso, lazer e convívio família. A Secretária Geral da Fentect, Anaí Caproni, afirmou que trabalhar nos feriados e fim de semana, não é questão de dinheiro: "Essa situação seria resolvida facilmente se a Empresa contratasse a quantidade de trabalhadores suficiente para suprir a demanda da semana. A vida social do trabalhador tem que estar em primeiro lugar. A empresa se aproveita e tenta manter os funcionários reféns de suas convocações".

A Diretora da Fentect, Amanda Corsino, reafirmou: "Somos contra o trabalhador ter que trabalhar o fim de semana e feriados, além do que muitas vezes demora para que o trabalhador receba o valor extra de um domingo no qual trabalhou. Portanto, o descanso com a família não tem preço". Os negociadores da ECT se comprometeram a levar as considerações feitas pelo comando para consideração da área de operações da direção da ECT, apesar de terem dito anteriormente que a pauta já havia sido avaliada pela Empresa.

A discussão prosseguiu com o debate sobre a cláusula 17, que trata da Gratificação Isonômica de função. A Federação questionou o porquê da diferenciação entre estados, já que o trabalho é o mesmo. A Empresa se contradiz à mesa: um dos negociadores afirma que a diferenciação ocorre devido ao diferencial de mercado, enquanto outro afirma que é por conta do porte da DR. Nesse mesmo ponto os negociadores da ECT disseram que não vão definir nada por enquanto, e que também irão levar para consideração da diretoria da empresa.  
 
Fonte/Autoria: Fentect
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Após 5 reuniões ECT finalmente acata Estatuto da Fentect

Já na 5ª reunião sem discutir sequer um ponto da pauta de reivindicações ECT finalmente aceita a formação do Comando de Negociações da Fentect conforme o estatuto prevê: 11 na mesa e 30 ouvintes
 
A quinta reunião de negociação da Campanha Salarial 2013 realizada na última quinta-feira, 15, na Universidade dos Correios (UniCo) começou com sinais de que não haveriam avanços, novamente. A Empresa, em falso tom benevolente, afirmou que aceitaria os 11 negociadores da Fentect à mesa, desde que a Federação abrisse mão das filmagens e da presença dos 30 ouvintes. 

Mas a Fentect foi firme em sua contestação. “Não está sob jurisdição da Empresa a questão da organização do comando de negociação. A ECT não pode intervir nisso, e deve se ater a negociar outros pontos, referentes à pauta de reivindicação, pois a configuração do Comando não é negociável”, afirmou a Secretária-geral, Anaí Caproni. Anaí prosseguiu, afirmando que também não existe legislação nenhuma que obrigue o movimento sindical a se sujeitar aos desejos da empresa.

Foi declarado, ainda, que o jogo da ECT de tentar desmobilizar os trabalhadores não está funcionando, e só está servindo para deixá-los cada vez mais irritados com o atraso do início das negociações, o que poderá culminar em paralização e ocupação da Empresa. Com essas declarações os negociadores da ECT mudaram de postura e desistiu do retrocesso que de tentar retirar o direito ao comando amplo com as representações sindicais, mas insiste em não permitir as filmagens.
A Empresa sinalizou que irá começar a negociar com o Comando Amplo, mas ainda precisa definir sobre a liberação dos negociadores, que estão em Brasília, mas são trabalhadores da base sem liberação sindical.

Ficou acordado que por hora, as negociações irão acontecer sem transmissão ao vivo. A questão será levada para discussão com os trabalhadores em Plenária Nacional, que acontece no dia 31 de agosto. A partir daí a Federação irá elaborar um “protocolo” que será apresentado à Empresa, contemplando as questões de segurança institucional alegadas por eles.

A reunião foi encerrada com a ECT se comprometendo a começar a negociar na esta semana, terça-feira, dia 20/08.

Confira nos links abaixo a ata da reunião e o informe encaminhado à categoria:

Ata reunião dia 15-08-13
Informe 004
 
Fonte/Autoria: Fentect
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ECT mostra desinteresse em negociar Campanha Salarial


Empresa não demonstra interesse em negociar e mais uma vez a reunião de negociação é marcada por joguinhos, impasses e nenhuma discussão das pautas da Campanha Salarial em si


Mais uma vez a Empresa deixa claro que não está interessada em realizar uma negociação efetiva da Campanha Salarial. Na reunião realizada na manhã de da última quinta-feira (08) na Universidade dos Correios, logo de cara foi abordado o impasse do formato das negociações, que se prolongou por todo o encontro. A proposta da Empresa foi de que o número de representantes fosse flexibilizado “até o limite de 8 pessoas da Fentect”. E mais: permaneceu insistindo em manter os 5 integrantes da “Federação” Pirata à mesa de negociação e em não permitir a transmissão ao vivo.
 
A ECT alega que o número apresentado pela Fentect - que é estatutário, portanto, não negociável – de 11 pessoas na mesa de negociação mais 30 como plateia, não é viável. Ou seja, a ECT, que como uma empresa pública deveria respeitar a legislação, está tentando passar por cima das leis e impedir o processo de transparência durante as negociações, determinar quem deve ou não participar das negociações, e o pior: obrigar Federações distintas a negociarem em conjunto.
 
Segundo a Secretária-geral da Fentect, Anaí Caproni, a lei no Brasil não permite que o empregador escolha quem é o negociador. “O empregador também não tem amparo legal para colocar outras pessoas na mesa de negociação que não sejam da representação legal dos trabalhadores. Não existe isso do negociador exigir que duas Federações negociem juntas. Isso pode, inclusive, ser objeto de ação judicial. Me espanta o nível de arbitrariedade dessa exigência, que é claramente uma forma de desrespeitar os trabalhadores e atrasar as negociações”, afirma Anaí.
 
Na realidade, expõe Anaí, o que a ECT pretende ao colocar a “Federação” Pirata e a Fentect juntas na mesa de negociações é legalizar a situação dos piratas perante os trabalhadores. “Ninguém pode obrigar uma Federação à se reunir com pessoas consideradas inimigas, que estão atuando de forma ilegal contra a Federação e os trabalhadores, promovendo, inclusive, ataques pessoais contra os representantes da Fentect”, fundamentou Anaí.
 
Para ela, a insistência nesse ponto tem a intenção exclusiva de atrasar as negociações. “Não vamos sentar com o Findect, isso não vai acontecer. Hoje já seria a segunda reunião, mas nada foi discutido, pois há insistência em forçar essa situação humilhante e de ilegalidade. Poderíamos estar discutindo vários pontos de pauta, mas a Empresa insiste nesses entraves. Já estamos em agosto, e os trabalhadores tem urgência dessas decisões”, pondera a secretária-geral.
 
Mesmo após a fala de vários companheiros nesse sentido, os negociadores da empresa seguiam insistentemente batendo no ponto de que é impossível negociar com 41 pessoas, aparentemente ignorando a informação relembrada a todo momento de que apenas 11 participarão efetivamente da mesa de negociação.
Após horas de discussão em torno dos impasses foi dado um intervalo. Ao retornar os representantes da Empresa afirmaram que vão levar a sensibilidade apresentada pela Federação na reunião com relação aos pontos. Se comprometeram a pedir celeridade na questão da decisão em torno das filmagens e acataram que as negociações sejam feitas com 11 membros do Comando na mesa , além de discutir a questão dos 30 integrantes que compõe a plateia.

A nova reunião ficou agendada para esta segunda-feira (12) foi transferida para a próxima quarta-feira.
 
Fonte/Autoria: Fentect
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