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Lutas da Categoria (54)

Presidente dos Correios 'explica' fechamento de agências

Questionado sobre o fechamento de diversas agências, ele atribuiu a medida a um projeto de restruturação do Governo, o qual visa melhorar a qualidade de atendimento do cliente

Em entrevista à radio CBN nesta manhã, 15, Carlos Fortner, presidente dos Correios, deu explicações sobre a situação atual da estatal. “Hoje, 55% do nosso faturamento vem do concorrencial, ou seja, e-commerce e entregas. O restante (45%) é proveniente das cartas, e isso vai continuar. Porém, temos ciência de que com o tempo essa proporção mudará para o concorrencial”.

Segundo Fortner, a ideia é investir no serviço online para otimizar o atendimento. “Essa administração tem feito um grande serviço para melhorar a experiência do cliente. Não podemos mais tratar as pessoas como usuárias de nossos serviços, mas sim como clientes, pois estão pagando por isso. Com as otimizações e o investimento em tecnologia, esperamos passar de 12 mil para 14 mil pontos de atendimentos até 2022”, enfatizou.

Questionado sobre o fechamento de diversas agências, ele atribuiu a medida a um projeto de restruturação do Governo, o qual visa melhorar a qualidade de atendimento do cliente. “Não justifica ter agências físicas, repletas de custos fixos, com 20 atendimentos diários no balcão. Um outro modelo mais enxuto pode ser mais eficiente e mais benéfico tanto para a empresa como para o cliente. Mas essa migração de um modelo para o outro só ocorrerá após a conclusão dos estudos”. (Blog Correios do Brasil Funcionários)

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Subcomissão apresenta primeira versão do Estatuto do Trabalho

A Subcomissão Temporária do Estatuto do Trabalho (CDHET) apresentou nesta quinta-feira (10) o relatório que formaliza a proposta da nova lei. O texto é uma sugestão legislativa, que será relatada pelo senador Paulo Paim (PT-RS). A SUG 12/2018 regulamenta assuntos relativos à inclusão social, autorregulação sindical, modernização do trabalho, salário mínimo mensal e jornada de trabalho de 40h semanais.

CONFIRA O TEXTO INICIAL DO ESTATUTO DO TRABALHADOR

Paim informou que a primeira versão do anteprojeto da Reforma Trabalhista conta com mais de 700 artigos.

- Hoje, apresentamos a nova CLT. Foram nove meses de trabalho juntamente com a Associação Latino Americana dos Juízes do Trabalho, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho e as centrais sindicais.

Essas associações são autoras da sugestão legislativa protocolada nesta quinta-feira no Senado.

Segundo o procurador regional do Trabalho, Alessandro Miranda, existem milhões de trabalhadores que sequer sabem que estão trabalhando em condições de escravidão.

- É uma satisfação que possamos apresentar um documento social que visa combater toda a precarização do trabalho na semana em que completamos 130 anos da abolição dos escravos no Brasil – disse.

Para o senador Paulo Rocha (PT-PA), a proposta do Estatuto é uma forma de reagir em favor da proteção social do trabalho.

- É fundamental que além da tarefa de reagir contra os direitos rasgados pela Reforma Trabalhista, resgatemos a democracia do nosso país. Sem democracia não existem direitos e igualdade. É preciso peitar a elite brasileira e defender os direitos do povo. Saúdo esse momento histórico - comemorou.

Estatuto
A assistente técnica da Comissão de Diretos Humanos (CDH), Tânia Andrade, apresentou a estruturação da proposta do Estatuto do Trabalho. O texto está dividido em duas partes, sendo a primeira sobre o direito do trabalho e a segunda sobre o direito processual.

Entre os vários capítulos, a primeira parte dispõe sobre assuntos relativos à vedação de práticas análogas à escravidão e à proteção a mulheres, pessoas com deficiência, crianças, adolescentes, idosos e contra a discriminação étnico-racial. Além de regulamentar o tempo de trabalho, o direito ao descanso, o emprego rural e autônomo.

Segundo Tânia Andrade, a segunda parte da proposta não está consolidada. Ela informou que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) fará outras proposições acerca da Justiça do Trabalho e do processo em geral.

Sugestão legislativa
A Sugestão Legislativa (SUG) é uma ideia legislativa que se origina da sociedade e que pode ter como ponto de partida debates relacionados ao assunto. Como qualquer SUG, a proposta do Estatuto do Trabalho será discutida na CDH para aprimoramento após ouvir setores da sociedade. A sugestão depois será votada pela CDH e se aprovada passará a tramitar como projeto de lei, que terá que ser votado por outras comissões permanentes do Senado. (Agência Senado)

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MPT alerta: nem todo acordo é bom para você

Pelo segundo ano consecutivo, o Ministério Público do Trabalho promove o Maio Lilás, movimento que visa conscientizar a sociedade da importância da promoção da liberdade sindical. Um seminário que abordou os desafios das entidades sindicais no cenário pós-reforma trabalhista, ocorrido na Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília, dia 7 de maio, marcou o lançamento da campanha.

Na oportunidade, foi distribuída a revista MPT Em Quadrinhos nº 34, com o título “Sindicatos”, e foi lançado o site www.reformadaclt.com.br, que traz esclarecimentos acerca das mudanças profundas provocadas pela reforma. Também foram exibidos dois vídeos virais que alertam: "Seus direitos têm valor. Nem todo acordo é bom para você". A página possui ainda um canal interativo, o “Pergunte aqui”. A campanha de mídia contará com spots para rádio.

Além de compor o site, o material será veiculado nas redes sociais, a exemplo do Instagram @mptrabalho, que também teve sua estreia durante o evento. “É toda uma campanha que se desenvolverá ao longo do ano, com o objetivo de buscar a aplicação da lei conforme interpretação da Constituição, de modo a evitar retrocesso social e para garantir os direitos trabalhistas conquistados ao longo de décadas”, explica a vice-coordenadora nacional da Conafret, do MPT, Vanessa Patriota.

Site da reforma

A proposta do site www.reformadaclt.com.br é informar a sociedade sobre os reais impactos da reforma trabalhista nas relações de trabalho e o cotidiano dos trabalhadores brasileiros, bem como demonstrar quais direitos não foram alterados, alertando os empregadores para que mantenham as relações e o ambiente de trabalho saudáveis e produtivos.

Maio Lilás

A cor lilás é uma homenagem às 129 mulheres trabalhadoras, que foram trancadas e queimadas vivas em um incêndio criminoso numa fábrica de tecidos, em Nova Iorque (EUA), em 8 de março de 1857, por reivindicarem um salário justo e redução da jornada de trabalho. No momento do incêndio, era confeccionado um tecido de cor lilás.

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PRIVATIZAÇÃO - Correios vão fechar 513 agências e demitir 5,3 mil

Notícia publicada no Estadão e repercutida em vários sites de notícias durante o final de semana.

Os Correios decidiram fechar nos próximos meses 513 agências próprias e demitir os funcionários que trabalham nelas, o que deve atingir 5.300 pessoas. A medida foi aprovada em reunião da diretoria em fevereiro e é mantida em sigilo pela empresa. Quem participou dela teve de assinar um termo de confidencialidade, o que não é usual. Na lista há agências com alto faturamento. Em Minas, das 20 mais rentáveis, 14 deixarão de funcionar. Os clientes serão atendidos por agências franqueadas que funcionam nas proximidades das que serão fechadas.

Fim de linha. Em São Paulo, serão fechadas 167 agências – 90 na capital e 77 no interior. A decisão causa polêmica dentro dos Correios. O assunto foi tratado como extrapauta na reunião da diretoria sem o anexo da relação de agências. A desconfiança é de que a medida foi tomada para beneficiar os franqueados.

Confira o documento:

 

O ex-presidente dos Correios Guilherme Campos justificou que serão fechadas agências próprias que ficam muito próximas de outras operadas por agentes privados. Ele diz que o número de demissões pode ser até maior. Vai depender da capacidade financeira da empresa para indenizar os trabalhadores.

A decisão exigiu sigilo, segundo o ex-presidente, porque envolve a demissão de muitos funcionários da empresa. A economia anual com o fechamento das agências somada às demissões é calculada em R$ 190 milhões.

 

Nesta segunda, o jornal publicou entrevista com o presidente interino dos Correios. Confira a íntegra:

 

'Fechamento de agências será em fases', diz presidente interino

O presidente interino dos Correios, Carlos Fortner, afirmou que está mantida a decisão de fechar agências, mas que ainda analisa quais delas terão as atividades encerradas. No último sábado, a Coluna do Estadão revelou que a diretoria da empresa aprovou, em fevereiro, proposta de fechamento de 513 agências, com demissão de servidores. Fortner nega que o número esteja fechado.

Ele diz que o total pode aumentar ou diminuir, a depender do resultado de um estudo que deve ficar pronto nesta semana. O executivo quer analisar todas as agências que estão na lista de encerramentos. “A partir da lista, que ainda está sendo validada, nem sei se serão 500 (encerramentos), talvez termine com 400. Eu vou ainda avaliar uma por uma”, disse. Filiado ao PSD, partido do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, Fortner diz não saber quando será efetivado no cargo. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Estado: Em fevereiro, quando o sr. era vice-presidente, a diretoria dos Correios aprovou para maio o início do fechamento de agências e demissão de funcionários. Como isso vai ocorrer?

Carlos Fortner: Receberei nesta semana as fichas de cada uma dessas agências e avaliaremos todas. Tudo isso será repassado ao Ministério das Comunicações e ao Planejamento. Terá uma apresentação ao TCU. Esse prazo de maio que está indicado é um cronograma (inicial). É algo que ficará para a partir do segundo semestre.

Quantas agências vão ser fechadas?

Quando foi apresentada a primeira tabela aprovou-se um número de 513 – originalmente eram 752. Pedi um aprofundamento para a área responsável. Quero que me convençam de uma a uma. Hoje, estamos revisando todo o estudo para chegarmos a uma planilha conclusiva.

Quem fará esse novo estudo?

A área técnica. É um ato discricionário meu e foi informado aos vice-presidentes. As agências que tivermos dúvidas quanto à rentabilidade ou o impacto que o fechamento pode causar na região sairão da lista.

O senhor vai revogar a decisão que foi tomada?

Não. O que eu vou fazer é analisar agência por agência.

O documento já aprovado indica as agências num anexo, define cronograma a partir de maio para iniciar o fechamento delas e fala em demissões.

Sem dúvida. A diretoria da área fechou o estudo das 513 agências. Nós validamos o estudo e, a partir dali, eu entendi que era necessário conhecer agência por agência.

Qual será o critério para fechar as agências?

Tem agência a 50 metros uma da outra. Copacabana, no Rio de Janeiro, tem agências a um quarteirão da outra. Isso não é cabível numa empresa que quer ser modernizada, que quer estar saudável. A partir da lista, que ainda está sendo validada, nem sei se serão mesmo 500 (encerramentos), talvez termine com 400. Eu vou ainda avaliar uma por uma.

Haverá etapas?

Pedi para separar em fases. A primeira é agência própria que sombreia (está próxima de) outra agência própria que funciona em imóvel alugado. Devolvo o imóvel e corto custo. Não tem demissão nenhuma nessa etapa, absorvo essas pessoas em outra agência. Nos lugares em que tenho agências de pouco movimento e que tenha outra próxima, não tem porque manter (as duas abertas).

No documento de fevereiro falava-se que, para ser rentável, os Correios precisavam demitir.

De fato, não consegue (ser rentável sem demitir). O fechamento de agências vai, inevitavelmente, significar a liberação de excedente de mão de obra. O número de 5 mil pessoas (a serem demitidas) seria para o caso de fechamento de 752 agências (primeiro corte proposto, que já foi descartado).

O estudo de fevereiro inclui o fechamento da agência central de Belo Horizonte.

Não tenho essa definição. Esse cronograma que está definido a partir de maio é um erro da área técnica. Vou dividir em fases. Vamos fazer por Estado.

O senhor tem um limitador da lei eleitoral e não pode fazer demissões depois de junho.

Se eu não conseguir fazer agora, vou respeitar a lei eleitoral. O que eu posso fazer? Não se trata de uma empresa privada. É um trabalho que estava sendo feito com todo cuidado.

A medida vai favorecer os franqueados?

Não há favorecimento aos franqueados. Em alguns casos pode até ser que a agência seja absorvida por uma dessas. As franqueadas prestam um bom serviço, fazem parte da rede de atendimento.

Então, por enquanto, não haverá demissões?

Tem uma série de etapas antes de chegar na demissão motivada, em que se oferece ao atendente a oportunidade de trabalhar em outras áreas. Na primeira etapa não tem demissão (significativa). Pelo estudo ainda preliminar, são umas 60.

No entanto, o documento que o sr. ajudou a aprovar fala em demissões, e não em transferências de função.

No limite é exatamente isso. Mas, se o pessoal se dispuser a trabalhar em outra área, a gente aproveita.

Fonte: Estadão, edição de 7 de maio de 2018

 

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Maio Lilás reforça a importância de sindicatos na defesa dos direitos trabalhistas

O Ministério Público do Trabalho (MPT) promove, neste mês de maio, diversas atividades no sentido de lembrar a importância de discutir a liberdade sindical e da participação dos trabalhadores e trabalhadoras na atuação dos sindicatos para a promoção da defesa dos seus direitos. A ações da campanha Maio Lilás incluem debates, exposições, iluminação de prédios públicos, entre outras atividades promovidas pela Procuradoria Geral do Trabalho (PGT) e pelas procuradorias regionais, nos estados. O lançamento oficial da campanha será no dia 7 de maio, na sede da PGT, em Brasília, em conjunto com a Procuradoria Regional do Trabalho no Distrito Federal e Tocantins (PRT 10) e contará com uma mesa-redonda sobre o tema “Liberdade sindical e reforma trabalhista”, bem como com o lançamento da revista em quadrinhos sobre “sindicatos” e do site "Reforma da CLT", que trará informações para trabalhadores e empregadores sobre a reforma trabalhista.

Para o procurador do MPT e coordenador nacional de Promoção da Liberdade Sindical, João Hilário Valentim, “a discussão da liberdade sindical e da participação dos trabalhadores nos seus sindicatos ganha relevância este ano, em especial em razão das mudanças promovidas nas relações de trabalho por força da Lei 13.467/2017, a lei da reforma trabalhista. A campanha Maio Lilás teve início no ano de 2017, como uma das ações da coordenadoria, e, neste ano, ganha relevo em especial por conta da reforma trabalhista”, esclarece. Participarão da mesa-redonda procuradores e representantes de entidades sindicais patronais e obreiras, como a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (FENACON) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Hilário explica que existem, atualmente, diversos obstáculos às atividades dos sindicatos – como a dificuldade de custeio – o que se agravou após a reforma, que tornou facultativa a contribuição sindical. “Um sindicato precisa de recursos para promover as ações de defesa dos interesses de seus representados e a crise no custeio afeta diretamente a ação sindical”, conclui o procurador. A mesa-redonda também abordará pontos caros à questão da liberdade sindical como práticas antissindicais, negociação coletiva, filiação de trabalhadores, entre outros.

Além da realização do debate, também serão lançados, na ocasião, o site e um vídeo sobre a reforma trabalhista, esclarecendo detalhes sobre as mudanças implementadas e explicando o que muda após a aprovação da nova legislação. As duas ferramentas foram idealizadas pela procuradora do MPT Vanessa Patriota da Fonseca, vice-coordenadora nacional de Combate às Fraudes Trabalhistas (Conafret). Será inaugurado, no mesmo evento, o Instagram do MPT e da Procuradoria Regional do Trabalho no Distrito Federal e Tocantins (PRT 10).

Campanha – Ao longo do mês de maio, o MPT promoverá, em todo o país, ações para dar visibilidade ao tema da liberdade sindical, promovendo o debate público sobre o assunto na sociedade civil. Cada procuradoria regional terá autonomia para criar uma programação local para o Maio Lilás. Entre as atividades previstas estão a iluminação das sedes da instituição, em todo o país, com a cor lilás, bem como a aplicação de laços e fitas nos edifícios públicos. Também serão enviados ofícios às autoridades locais solicitando que iluminem prédios públicos. Serão também distribuídos, para o público, exemplares da mais recente edição do “MPT Quadrinhos”, sobre sindicatos, bem como promovidos fóruns, debates e exposições sobre o tema.

A cor lilás é uma homenagem às 129 mulheres trabalhadoras, que foram trancadas e queimadas vivas em um incêndio criminoso numa fábrica de tecidos, em Nova Iorque (EUA), em 8 de março de 1857, por reivindicarem um salário justo e redução da jornada de trabalho. No momento do incêndio, era confeccionado um tecido de cor lilás.

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Dia do Trabalhador é fruto de mobilizações e simboliza a luta em todo o mundo

 

Em meio a tantas dificuldades impostas aos trabalhadores dos Correios e de outras categorias, a FENTECT aproveita esta terça-feira (1), Dia do Trabalhador, para relembrar a força da classe em todo o mundo. Vem daí os grandes exemplos de luta e esforço pela vida e o trabalho. Dia 1 de maio vai além de comemorações ou do próprio feriado, marca um processo de batalhas, a princípio, por reduções de jornada e pela emancipação dos trabalhadores, que ceifaram vidas e alcançaram vitórias, com a criação das organizações pela causa ao longo de mais de cem anos de história.

Com certeza, muitas experiências não estão contadas aqui, mas a história revela que a força da classe trabalhadora é que faz a diferença em um mundo onde o que importa é apenas o lucro. Por isso, esperar de braços cruzados pela mudança não é garantia de um futuro melhor. A FENTECT espera que a data seja de reflexão e de decisão, de uma vez por todas, pela participação na luta e na construção de uma sociedade igualitária e justa para todos os trabalhadores do país.


 

Construção histórica

Na Europa ou nos Estados Unidos, desde os anos de 1800, as ruas já eram tomadas por trabalhadores que reivindicavam, entre outros direitos, a redução da jornada de trabalho. Assim como em 1819, na Inglaterra, tendo como pauta 12 horas de trabalho para crianças de adolescentes de 9 a 16 de anos. Greves, manifestações, condenações e até assassinatos garantiram uma redução nessas horas para 9, em 1824.

Uma luta de quase 10 anos garantiu a redução para 10 horas de trabalho na cidade de Bordeaux, na França. Nesta mesma data representativa, 1 de maio de 1831, começava a batalha dos serradores franceses. Em 1847 foi a vez da Inglaterra fazer o mesmo.

Paris viu o fim da escravidão nas colônias, abolição da pena de morte para crimes políticos e o sufrágio masculino, além da diminuição da jornada de trabalho para 10 horas, em 1848. Nessa ocasião, três mil trabalhadores foram fuzilados e quatro mil deportados.

Em 28 de setembro de 1864, na primeira Associação Internacional dos Trabalhadores, em Londres, Karl Marx discursou: “a emancipação da classe operária deve ser feita por ela mesma”. Em 1871, nasce o governo proletário, a Comuna de Paris. Mas somente em novembro de 1884, a Federação Americana do Trabalho aprovou o dia 1 de maio como data para paralisação geral pelas 8 horas de trabalho diárias. Enquanto isso, a mídia corroborava com os patrões e apoiava o trabalho forçado e a prisão como soluções para questões sociais, e bala para os grevistas.

Chicago, nos Estados Unidos, em 1886, foi o ponto para a mobilização do primeiro de maio, que se estendeu pela semana. Operários foram baleados e mortos, 50 saíram feridos e mais de 100 trabalhadores foram presos. Dias depois, no dia 7, a guerra foi ainda maior, com um número indeterminado de mortos e corpos escondidos. Oito sindicalistas foram presos e tiveram uma sentença mentirosa. Cinco foram condenados à morte, dois à prisão perpétua e um a 15 anos de prisão. Somente seis anos depois a sentença foi anulada. A revolta daquele início de maio foi denominada a “revolta de Haymarket”.

Com a repercussão surpreendente da luta e o apelo internacional, em homenagem àqueles que morreram nos conflitos, o primeiro de maio se torna a data símbolo da luta dos trabalhadores em todo o mundo. Fica, então, a grande reflexão para os trabalhadores: o dia 1 de maio é dia de festa ou de luta?

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Evento internacional destaca a importância da organização dos trabalhadores em todo o mundo

Na última semana, durante o primeiro dia de debate da 5ª Conferência da UNI América L&P (logística e postal), realizada em Nova Orleans (EUA), dia 18, os participantes trataram das seguintes pautas: o balanço dos últimos dois anos; o Banco Postal, a organização das multinacionais de Correios e o impacto do comércio eletrônico, o ecommerce. O secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, apresentou a experiência do Brasil com o banco postal e falou sobre a realidade da categoria.

Rivaldo enfatizou que, com a política adotada pela direção dos Correios no Brasil, a lógica de captação de recursos no país não tem gerado muitos lucros à estatal e os problemas apenas aumentam. Explicou, inclusive, sobre os altos índices de violência contra os trabalhadores, o aumento da sobrecarga de trabalho e até mesmo o risco do fim desses serviços, já que o Banco do Brasil sinalizou que não há interesse em manter as atividades.

Enquanto isso, no Canadá, os sindicatos travam uma batalha no Congresso, para que uma lei seja aprovada e o banco postal finalmente implantado no país. Nos Estados Unidos, a luta é pela participação dos Correios nas eleições. Eles querem que cada cidadão norte americano receba um modelo de cédula para votar da própria residência e enviar a decisão pelos Correios, conquistando, dessa maneira, mais recursos para a empresa americana.

Organização e sindicalização da UNI Postal

Para a representação da UNI, com essas questões, é importante a organização dos trabalhadores mesmo das concorrentes multinacionais. Segundo a entidade, mais de um milhão de trabalhadores das américas podem se organizar junto aos sindicatos filiados à UNI. No Brasil e na Argentina, por exemplo, a categoria que trabalha para as alemãs DHL e a Dynamic Parcel Distribution (DPD) são representados pela Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (International Transport Workers’ Federation – ITF).

Globalização x Privatização

No ponto sobre ecommerce e o avanço global, os representantes da conferência ressaltaram o impacto desse segmento. Destaca-se que as concorrentes estão investindo para obter a fatia do comércio eletrônico em todo o mundo, como a DHL e a recente GeoPost têm feito no Brasil.

Essa visão mercadológica tem invadido a estatal brasileira, conforme denúncia da FENTECT, na ocasião, com o avanço das alterações da ECT; nas parcerias com empresas privadas, como a de aviação civil, a Azul, e com a extinção do cargo de Operador de Triagem e Transbordo (OTT), assim, colocando em risco o emprego de mais de 17 mil trabalhadores concursados. Além disso, querem implementar de vez a CorreiosPar, pela qual todo setor operacional dos Correios será terceirizado.

Para a federação, a participação nesses debates mundiais transfere conhecimentos e compartilha experiências. Com isso, a discussão da conferência internacional precisa ser realizada também com toda a categoria no Brasil, para que a FENTECT e os sindicatos entendam a realidade em todo o mundo, sejam empáticos à causa e mantenham a defesa dos trabalhadores contra a privatização, a extinção de cargos e pela universalização dos Correios.

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Descaso com a categoria que está à mercê da violência e do sucateamento da estatal

Não é de hoje que vários vídeos estão circulando pela internet com imagens de carteiros sofrendo agressões nas ruas, vítimas da violência e da bandidagem. Os trabalhadores precisam lidar diariamente com o risco de assaltos, sequestros, roubos e até mesmo tiros, como aconteceu recentemente em Brasília. Insatisfeitos em apenas levar a carga, os bandidos agridem o trabalhador, que acaba desamparado e ainda precisa encarar a ECT para ter os direitos resguardados. A FENTECT repudia a insegurança colocada aos empregados dos Correios no Brasil e indaga a empresa até quando vai se preocupar mais com os patrocínios do que com a própria categoria de trabalhadores.

Para piorar a situação, um carteiro foi agredido, dia 16, por um morador, em Porto Velho (RO), enquanto cumpria com as obrigações da atividade. Ao tentar entregar carta em determinada região, o trabalhador foi ofendido e agredido a chutes e pontapés, ainda sob ameaça de levar um tiro do cidadão enfurecido. A violência, que começou e terminou sem sentido, foi interrompida pela população próxima e policiais militares.

Esse e outros tantos casos país afora demonstram, além da falta de segurança pública nas cidades, a ausência de investimentos por parte da gestão da estatal, para que as encomendas cheguem com segurança nas casas dos cidadãos e para os trabalhadores que realizam as entregas.

O sucateamento dos Correios, sem transporte adequado; com a sobrecarga de trabalho nos ombros dos carteiros, que estão cumprindo funções, em média, por até três trabalhadores, já que não há concursos e mais contratações; com a falta de estruturas também no próprio ambiente de trabalho e, para piorar, com acesso dificultado à assistência médica, demonstram o descaso com a categoria em pontos cruciais para o devido funcionamento da empresa que é de todos.

Além do problema da segurança, tudo isso é possível notar com as informações sobre unidades que estão sendo destruídas por incêndios, sem explicações, ou condições insalubres, também resultado de diversas denúncias dos trabalhadores e sindicatos, ignoradas pela empresa.

A FENTECT, junto aos 31 sindicatos filiados, continuará na defesa da categoria. As entidades representativas não vão se calar diante de todo desrespeito ao trabalhador e as retiradas de direitos que estão sendo promovidas, com interesse único e exclusivo de manchar a imagem dos Correios, para vender a ideia à sociedade de um caminho sem volta rumo à privatização.

Privatizar não é a solução, mas, sim, investir e valorizar, para que o serviço retorne ao patamar de qualidade, de uma das empresas mais elogiadas do Brasil. A única capaz de chegar aos mais de cinco mil municípios do país e manter o sigilo, o acesso e a integridade das informações.

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Diretor e delegado sindical se reúnem em Anápolis para evitar fechamento da AC Jaiara

O diretor sindical Tiago Henrique e o Delegado Sindical Eduardo Pereira, estiveram reunidos, em Anápolis, com o vereador Antônio Gomide (PT)  e com o Superintendente Regional Osmar Caldeira na manhã desta quarta-feira, dia 27 de dezembro, buscando uma solução para o não fechamento da AC Jaiara, previsto para ocorrer no próximo dia 02.

Na ocasião, o superintendente firmou um acordo que suspenderá o fechamento da Agência Jaiara por tempo indeterminado. Além disso, o vereador Antônio Gomide prometeu providenciar um outro imóvel na região da Vila Jaiara, já que o motivo alegado para o fechamento é falta de documentação do imóvel atual.

 

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No XXI CONSIN, representantes analisam 2017 e debatem organização contra ataques da ECT e do governo

A categoria de trabalhadores dos Correios passou por um ano de lutas intensas. Desde o mês de janeiro, os ecetistas travaram batalhas contra retiradas de direitos que culminaram em uma campanha salarial apertada, na reedição do Acordo Coletivo de Trabalho e em um dissídio do plano de saúde. Para analisar todos esses processos e traçar as próximas estratégias ainda para o fim deste ano e para 2018, representantes dos sindicatos filiados se reuniram, hoje (13), em Brasília, no XXI Conselho de Representantes Sindicais (Consin).

O planejamento do conselho foi iniciado já no mês de outubro, ao final do XX Consin, e teve continuidade nessa terça-feira (12), na reunião da colegiada. Os diretores das entidades, unidos, pensaram e deliberaram os temas mais importantes a serem destacados no evento desta quarta-feira, pensando a organização no debate.

“Este momento é oportuno não somente para analisar o ano, mas para planejar as ações futuras. Devemos entrar o clima natalino, neste mês de dezembro, mas sempre mantendo o espírito de luta pelos nossos direitos”, afirmou o secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, ao abrir o XXI Consin.

Em pauta
No período da manhã, cada representante pode dar os informes das respectivas regiões e o ponto de vista da conjuntura nacional e internacional. Entre os focos principais, as contrarreformas do governo golpista de Michel Temer. As reformas, prejudiciais a todos os brasileiros, na visão dos trabalhadores, surgem da expansão do capitalismo em todo o mundo, que carrega no bojo as privatizações e a entrega de empresas públicas e estatais à iniciativa privada.

Outro ponto levantado foi a respeito das eleições em 2018. Para os sindicalistas, é necessário estudar o momento e fazer um enfrentamento como luta de classes a todas essas mudanças políticas no País. A falta da renovação nesse campo prejudica substancialmente a classe trabalhadora. Ainda, no evento, reconheceram pontos positivos e negativos da atuação sindical e chegaram ao entendimento de que é preciso remodelar a organização dos sindicatos, a fim de resgatar a credibilidade junto às massas.

Saúde do trabalhador
Convidado da tarde, o assessor jurídico da FENTECT, advogado Alexandre Lindoso, falou sobre os prazos para o dissídio do plano de saúde da categoria, que podem ficar para o mês de fevereiro de 2018, já que o TST entrará em recesso já no próximo dia 19. “Temos tempo para fazer uma peça robusta, que dê uma resposta à altura ao dissídio. Precisamos tentar marcar uma reunião com o ministro responsável pelo caso até o dia 19”, alertou.

Sobre a “novidade” da possível intervenção da ANS no plano de saúde, Lindoso afirmou ser um elemento inédito e preocupante, principalmente por partir de uma agência reguladora, mas ações serão encaminhadas para preservar o benefício da categoria, recentemente garantido no Acordo Coletivo. Enquanto isso, as representações e os trabalhadores precisam ficar atentos às próximas informações e mobilizados.

No entanto, sobre futuras greves, o assessor jurídico da federação alertou que, enquanto não houver uma ameaça contundente, é preciso muito cuidado. O cenário demanda observação da categoria”, disse.

O XXI CONSIN reforça ainda mais a necessidade da união de todos. Demonstra o quanto as lutas, as greves do primeiro e do segundo semestre, e as conquistas perpassam pelas ações em conjunto da categoria. “Tudo aquilo que obtivemos como êxito tentaram retirar em um ano de governo golpista. É importante trazer a unidade naquilo que nos converge, porque o que nos diverge pode ser discutido em cada base. Devemos batalhar contra o enfraquecimento das mobilizações e conseguir levar os trabalhadores para as ruas”, ressaltou o secretário geral.

Ao final do evento, algumas deliberações e propostas sobre esses e demais assuntos foram apresentadas pelos representantes e serão compartilhadas pela FENTECT e os sindicatos filiados.

Reprodução: FENTECT

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