Tenha uma boa noite! Hoje é Quinta, dia 26 de Novembro de 2020. Agora são 23:56:18 hs

Parabéns a todas e todos pela luta!

Travamos uma luta árdua e intensa contra o Governo, Judiciário e Mídia nesta batalha! Lutamos bravamente pela defesa de nossos direitos e escrevemos um novo capítulo na história dessa categoria!

Travamos a maior greve da história dos Correios! Enfrentamos de cabeça erguida e com a certeza de que estávamos certos de que é preciso lutar! Ficou forte para nós a lição de que teremos cada vez mais que nos unir, que só a nossa unidade vai mudar todo esse estado de coisas!

Tivemos uma derrota momentânea e já temos que nos preparar para os próximos dias, recuamos para nos restabelecermos e tirarmos novas estratégias!

Nossa luta está só começando, é luta pra vida inteira! Momentos difíceis para nossa categoria e toda a classe trabalhadora, mas com a nossa unidade e companheirismo voltaremos a sonhar!

Agradecemos imensamente a todos pela confiança na condução desta greve! É uma honra lutar com vocês e representar estes bravos e bravas guerreiras!

Somos gratos, pois temos muitos companheiros e companheiras que podemos contar na luta!

 

A luta continua, nossa luta só começou! 

 

Diretoria Colegiada

SINTECT-GO

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Carta aberta à Sociedade

O SINTECT-GO apresenta os motivos que obrigaram os trabalhadores (as) dos Correios em Goiás e, em todo o Brasil, a aderirem à greve em 2020:

  • Em 2019, ficou determinado que o Acordo Coletivo negociado entre a ECT e os trabalhadores (as) valeria por dois anos, até Julho de 2021;
  • Os trabalhadores (as) dos Correios não estavam preparados para negociação coletiva neste ano, sobretudo diante da pandemia da Covid-19;
  • A partir de uma liminar concedida pelo STF, a direção dos Correios desrespeitou a decisão do TST de 2019, que definiu os direitos constantes no Acordo Coletivo e ainda aproveitou para reduzir benefícios e a remuneração dos trabalhadores em plena pandemia;
  • A direção da empresa, juntamente com o governo, provocam uma greve de propósito, sem nenhum respeito com os trabalhadores e toda a população que necessita dos serviços dos Correios;
  • No primeiro semestre, tiveram o lucro de R$614 milhões, com isso não faltam recursos para a empresa, nem para o governo;
  • A greve não é culpa do Carteiro, do Atendente, do Operador de triagem, do Motorista ou Motociclista. Eles já ganham os menores salários entre os trabalhadores de todas as estatais brasileiras. E estão tendo a remuneração reduzida por meio do corte de direitos;
  • Não existe respeito algum com os trabalhadores (as) e seus familiares! Ninguém pode se calar diante de tantos ataques que todos os trabalhadores vem sofrendo e ainda mais com a forte ameaça de acabarem com nossos empregos diante de uma já planejada privatização;
  • Não estamos pedindo aumento salarial, apenas a manutenção dos direitos adquiridos. 

 

Os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios contam com o seu apoio e sua compreensão!

 

Diretoria Colegiada
SINTECT-GO

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Greve é ato legítimo de todos os trabalhadores (as)

Prezados Companheiros e Companheiras

O objetivo deste texto é fazer alguns esclarecimentos sobre algumas mentiras que foram divulgadas, na semana passada, por gestores da empresa ou por puxa-sacos que estão tentando desmobilizar o nosso movimento.

PRIMEIRO: Foi divulgado em Rio Verde e em algumas cidades da região, que a greve em Goiânia está fraquíssima e que só 40 pessoas estavam participando. Isso não é verdade, nós estamos com uma greve forte e consistente em Goiânia, com alguns atos, já que não podemos fazer aglomeração, fazemos alguns atos estratégicos no sentido de fortalecer mais e mais o movimento. Acontece que, como não se pode fazer aglomeração nesse momento, quando a Diretoria do Sindicato está na praça, o trabalhador só chega, assina o livro de presença e vai embora para não ficar aglomerando e, muitos também que estão na greve em Goiânia, com medo de contaminação, não vão à Praça. Mas divulgaram essa notícia, naquela região, para desmobilizar e desmotivar os grevistas, porque em Rio Verde a greve está fortíssima, com cerca de 35 trabalhadores participando. Em Jataí, da mesma forma, então na tentativa de desmoralizar, inventaram essa mentira.

SEGUNDO: Outra mentira que começaram a disseminar por aí é a de que o trabalhador desfiliado não pode participar da greve. Veja bem, a Lei de Greve não fala que quem pode participar de Greve em Campanha Salarial é só quem seja filiado. A legislação, por enquanto, não faz diferenciação entre quem está filiado e quem não está, então, quando o SINTECT/GO publica edital, publica para contemplar quem é trabalhador dos Correios. Se você é filiado ou não, sendo trabalhador dos Correios o edital está valendo para você.

TERCEIRO: Estão disseminando que gerentes de agências em geral e trabalhador de agência unipessoal não pode participar da greve e isso também não é verdade. A única orientação que é feita para esses é que, antes de aderir à greve comuniquem aos seus superiores e que se a gestão quiser enviar outra pessoa para abrir a agência, que a chave estará à disposição.

OBSERVAÇÃO: Aproveitamos para pedir a todos vocês das unidades do interior, que tirem fotos da participação na greve em frente às agências e mandem para nós, para montarmos um vídeo motivacional para nós intensificarmos essa greve.

No mais é fortalecermos o movimento e vamos à luta. Nós estamos muito contentes com a adesão, apesar de que entendemos que não é uma adesão unânime de todas as Unidades, pois o momento é grave e exige posições radicais.
Quem não participou na semana passada tinha como justificativa a esperança depositada no julgamento do STF. Com o STF unânime contra nós, agora deveríamos sermos unânimes no movimento em defesa dos nossos direitos e empregos.

Vamos à LUTA ATÉ A VITÓRIA!

DIRETORIA COLEGIADA
SINTECT/GO

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Assembleia Geral Extraordinária: Greve Nacional para o dia 04 de Agosto

O SINTECT-GO convoca todos os trabalhadores (as) e filiados (as) para a Assembleia Geral Extraordinária, por meio de videoconferência, que será realizada na próxima terça-feira,04 de Agosto, a partir das 18h30. Na pauta da Assembleia estão os seguintes pontos: avaliação da Campanha Salarial e aprovação (ou não) de Greve a partir das 22 horas do mesmo dia (04/08). Essa Assembleia é resultado da decisão de mais de 200 trabalhadores (as) que recusaram a proposta da ECT, que apresenta a retirada de 70 cláusulas do atual Acordo Coletivo e aprovaram o estado e o indicativo de greve.

Após tantos ataques contra os Ecetistas, retirando direitos conquistados historicamente, negligenciando cuidados básicos de segurança e proteção aos trabalhadores (as) em tempos de grave pandemia da Covid-19 e ainda o desmonte explícito dos Correios com o pretexto de privatização, precisamos nos unir porque a luta será ainda mais dura. O Sindicato conta com a união e a mobilização de todos para vencermos mais essa batalha.

A Greve é fruto da intransigência da empresa e do Governo Federal em querer rasgar o Acordo Coletivo dos trabalhadores (as) em pleno período de pandemia!
O Governo  quer massacrar os trabalhadores dos Correios neste difícil momento para a sociedade brasileira e o mundo, mexendo em uma decisão que já estava pacificada com a sentença normativa que valia por dois anos!

Não aceitaremos e lutaremos pelos nossos direitos conquistados historicamente a duras penas! Por nenhum direito a menos, agora é greve!

 

#Vai ter luta!

#Agora é greve!

#Contra a retirada de direitos!

#Diga não à privatização!

#Pela vida!

#SINTECT-GO na luta sempre!

Diretoria Colegiada

SINTECT-GO

 

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Mais trabalhadores dos Correios em Goiás infectados com a Covid-19

   Os trabalhadores(as) dos Correios em Goiás não aguentam mais tamanho descaso e negligência por parte da SE/GO. A empresa insiste em afirmar que está cumprindo o protocolo de profilaxia, mas os casos de Covid -19 nas Unidades dos Correios em Goiás só vem se alastrando. Isso só mostra que o tal protocolo que ela afirma cumprir e as medidas de distanciamento social não tem sido, de fato, praticados de forma efetiva.
   Nas últimas semanas, novos casos também surgiram nos CEE’s, CTCE, CDD’s Trindade, Guanabara, Catalão, Marechal Rondon, Pedro Ludovico e, agora, dois novos casos foram confirmados, mais uma vez, no CDD Goiânia. Esses são os que chegaram ao conhecimento do Sindicato, pois a empresa omite e esconde os casos e tem orientado os trabalhadores a não falar.
   No fim do mês passado saiu liminar da Justiça do Trabalho para o CDD Goiânia determinando a testagem e o afastamento de todos os trabalhadores da Unidade em razão de outros casos ocorridos no local. A SE/GO não cumpriu com a determinação e entrou com mandado de segurança contra a liminar. Enquanto isso, os trabalhadores permanecem realizando atividades em um ambiente sem uma limpeza efetiva e ainda compartilhando inúmeros equipamentos de trabalho como bicicletas, motos, carrinhos, mesas, escaninhos e computadores. A empresa, quando cumpre o protocolo profilático, cumpre realizando uma limpeza de forma inadequada. O risco não é apenas para os trabalhadores(as), mas para toda a sociedade, pois esses profissionais acabam tornando-se também transmissores da doença.
   O SINTECT-GO vem há meses denunciando os inúmeros trabalhadores(as) que estão se contaminando com o novo Coronavírus nos Correios em Goiás e as dificuldades enfrentadas para garantir o mínimo de segurança e proteção na realização das atividades. O Sindicato continuará na luta e conta com o apoio de todos os trabalhadores e trabalhadoras para que denunciem a omissão da empresa diante da suspeita e confirmação de casos de Covid-19 nas Unidades.
   Para que a vida, a integridade física e o não contágio ao novo Coronavírus possam ser garantidos aos trabalhadores (as) dos Correios, estes terão que partir para a Greve Ambiental, que é o direito em se recusar a exercer atividades em um local que apresenta condições inadequadas de trabalho, oferecendo, assim, risco à saúde e à vida de cada trabalhador e trabalhadora.

Greve Ambiental já!
Pela Vida! Não à morte!

Diretoria Colegiada
SINTECT-GO

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Carteiro de Catalão testa positivo para a Covid-19

Um carteiro de Catalão, a 262 km de Goiânia, confirmou nesta semana ter contraído o Covid-19. De acordo com informações de colegas de trabalho, o profissional está de quarentena em casa, mas teve contato com outros carteiros e, inclusive, realizou a entrega de inúmeras cartas e encomendas após ter contraído o vírus. O CDD de Catalão só foi limpado e desinfectado no final da tarde de ontem, 21.

Desde o conhecimento do caso, o Sintect-GO está cobrando da ECT/SE-GO as providências necessárias para garantir a segurança dos trabalhadores (as) deste CDD em Catalão, para a realização da limpeza imediata do local, a desinfecção e a testagem de todos os funcionários da Unidade como medida profilática sem compartilhamento do plano de saúde, a liberação dos profissionais para trabalho remoto e o fechamento da Unidade.

O Sindicato vem trabalhando incansavelmente para garantir a proteção e segurança dos trabalhadores (as) dos Correios possibilitando o acesso aos itens de proteção (como máscara e álcool em gel), que foram garantidos de maneira legal após liminar expedida pela justiça e também luta para assegurar que os funcionários que façam parte do grupo de risco (lactantes, grávidas, portadores de doenças crônicas, hipertensos, idosos) e com filhos em idade escolar ou inferior e os que coabitam com estes, permaneçam em trabalho remoto.

O Sintect-GO também procura, frequentemente, conscientizar esses trabalhadores (as) para os perigos da contaminação com o Coronavírus e da importância da utilização dos materiais que garantem a proteção e a segurança durante a realização das atividades e também vem seguindo todos os protocolos divulgados pela ECT no informativo “Primeira Hora”.

Os procedimentos que foram divulgados pela empresa seguem indicando que, em caso de contaminação de um empregado, a liberação para a quarentena recairá para os empregados que trabalharem próximo a ele nos seguintes casos: nas Unidades administrativas ficarão afastados os empregados que trabalham no mesmo ambiente físico da Unidade. Nas agências, CDD’s e CEE’s ficará afastado todo o efetivo. Já nas Unidades que funcionam com mais de um turno, ficará afastado todo o efetivo daquele turno onde o empregado estiver infectado.

Para todos esses casos a Unidade estará liberada para uma nova equipe ou novo turno apenas após a assepsia do ambiente. A recomendação final da área técnica de saúde é que, diante da velocidade de propagação do Coronavírus, a Empresa busque novas ações para a não disseminação do vírus.

O Sindicato continuará na luta tomando outras medidas judiciais e greve ambiental para que a empresa garanta um ambiente de trabalho seguro e sem riscos à integridade física dos trabalhadores e à vida.

                                                                                  Exigimos que a empresa cumpra minimamente o seu protocolo profilático!

Pela vida! Não à morte!

Sintect-GO na luta sempre!

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Projeto de Lei defende benefício emergencial aos trabalhadores (as) dos Correios

      Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei que institui benefício emergencial especial aos empregados dos Correios que sofrerem corte ou redução no pagamento dos adicionais pagos pelo exercício da atividade (AADC, AAG e AAT), de funções de atividade especial (motorizada, quebra de caixa e outras de igual natureza), adicionais de periculosidade, noturno e também por trabalho em final de semana, entre outros que possam ser excluídos da remuneração por ser considerado pela ECT como salário-condição durante a vigência do Estado de Calamidade Pública Nacional causado pela pandemia do Covid-19.

    O objetivo da PL 2453/2020, de autoria do Deputado Federal Rubens Otoni (PT/GO), é assegurar a renda dos trabalhadores dos Correios e os rendimentos dos brasileiros, utilizando mecanismos excepcionais garantidos pela União, contribuindo com o permanente funcionamento da economia.

    O Sintect-GO apoia esse projeto, pois o mesmo defende que a concessão do benefício emergencial aos empregados dos Correios não é importante somente a estes, mas também a todo o comércio dependente da renda das famílias e a todas as etapas do setor produtivo dependentes do consumidor final.

    Cabe a cada um de nós solicitar junto aos parlamentares para que o projeto entre em pauta e seja aprovado, fazendo justiça à nossa categoria!

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Deputado solicita que funcionários dos Correios trabalhem apenas nos serviços de combate ao Coronavírus

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) pede suspensão imediata dos serviços prestados pelos Correios para que os trabalhadores não sejam expostos ao Coronavírus. Na última terça-feira (24) foi enviado requerimento à presidência da Câmara solicitando ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações a suspensão dos serviços. O pedido é para que os funcionários sejam mantidos apenas nos serviços ligados diretamente à demanda de enfrentamento à doença como: distribuição de remédios, vacinas, materiais hospitalares e demais atividades.  

Os Ecetistas continuam exercendo suas funções sem a proteção devida, conforme as recomendações médicas, tornando-se também vetores de transmissão comunitária nos 5.570 municípios brasileiros. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o vírus sobrevive por tempo considerável em papelão e plástico, principais materiais transportados nas cartas e encomendas.

 

Clique aqui e leia o requerimento enviado pelo deputado 

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Audiência publica sobre Correios será realizada em Hidrolândia

A fim de discutir a prestação do serviço dos Correios em Hidrolândia, a Câmara Municipal da cidade, com o apoio do SINTECT-GO, realizará uma Audiência Pública, no dia 19 de setembro, às 19h, no Plenário da Casa. Na ocasião, serão debatidos "Reendereçamento dos bairros e sua implementação em Hidrolândia", "Entrega de correspondências nos bairros não atendidos" e "Posto de Entrega em Oloana".

Além da população, também foram convidados os representantes do Poder Executivo Municipal e dos Correios. 

Audiência Pública - Sobre o Serviço dos Correios em Hidrolândia

Local: Plenário da Câmara Municipal de Hidrolândia

Data: 19/09/2018

Horário: 19h

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Triplica prejuízo dos Correios com pagamento de indenizações, aponta relatório da CGU

  • Publicado em ECT

Em 2011, Correios gastaram R$ 60 milhões com o pagamento de indenizações a clientes por atrasos, extravios, avarias e roubos de correspondências. Valor aumentou para R$ 201,7 milhões em 2016.

 

O prejuízo dos Correios com o pagamento de indenizações a clientes – por atrasos, extravios, avarias e roubos de correspondências e encomendas – triplicou entre 2011 e 2016, informa relatório produzido pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Em 2011, os Correios, cuja privatização é estudada pelo governo, gastaram R$ 60 milhões com indenizações e, em 2016, R$ 201,75 milhões, diz o relatório. Esses valores se referem 954 mil indenizações em 2011 e a 10,06 milhões de indenizações em 2016 (nove vezes mais).

Parte das informações do relatório, consideradas estratégicas pelos Correios, foram colocadas em sigilo pela CGU, a pedido da empresa, depois de o documento ter se tornado público neste mês. Nesse intervalo de tempo, o G1 teve acesso às informações sigilosas do relatório.

 

 

A CGU qualificou a alta no pagamento de indenizações como "vertiginosa" e apontou o problema como um dos "fatores que impactam a atual situação econômica financeira" da empresa.

Em nota, a assessoria da estatal disse que os gastos são "extremamente impactantes para a empresa".

"Para diminuir os eventos que geram indenizações por motivo de extravio, os Correios têm adotado diversas medidas internas. Entretanto, no que se refere aos roubos, essa é uma questão que foge ao controle da empresa, uma vez que trata-se de um problema de segurança pública", informou a estatal.

Sobre o pedido para que os dados fossem colocados em sigilo, a assessoria da empresa disse que as informações são "relativas à atuação no âmbito comercial e concorrencial dos Correios", o que permite por lei que a informação seja de acesso restrito.

De acordo com os Correios, a exposição das informações poderia prejudicar a competitividade dos Correios e gerar riscos ou ameaças à empresa.

A Controladoria-Geral da União informou, em nota, que pedidos para que informações sejam colocadas em sigilo são rotineiros e que as informações foram tornadas restritas provisoriamente, enquanto avalia se devem ou não permanecer em segredo.

Gastos com pessoal

Outro ponto da administração dos Correios considerado preocupante pela CGU foi o aumento da despesa com pessoal.

De acordo com o relatório, o número de funcionários dos Correios subiu apenas 0,43% entre 2011 e 2016, mas o custo total com os empregados cresceu 62,61% no mesmo período.

Já os gastos com os chamados benefícios pós-emprego, que incluem a previdência complementar e o plano de saúde dos empregados, mais que triplicaram no mesmo período, crescendo de R$ 118,6 milhões em 2011 para R$ 410,36 milhões em 2016.

Sobre os gastos com pessoal, a estatal informou por meio da assessoria estar realizando um Programa de Demissão Incentivada (PDI) que já diminuiu o quadro de pessoal em mais de 6 mil pessoas, e que os gastos com o plano de saúde dos funcionários estão sendo debatidos no Tribunal Superior do Trabalho, após fracassarem as negociações com o sindicato da categoria.

Transferências para a União

A CGU também destacou o fato de os Correios terem repassado para a União entre 2011 e 2013 mais recursos do que o mínimo exigido por lei, o que reduziu a capacidade de investimento da empresa.

De acordo com a CGU, as transferências chegaram a R$ 2,96 bilhões. Na resposta encaminhada aos auditores, os Correios argumentaram que essas transferências fizeram com que o prejuízo da empresa entre 2014 e 2016 fosse 35% maior do que o que teria ocorrido se o dinheiro tivesse ficado nos Correios.

O órgão de fiscalização alertou para a necessidade de mudanças na gestão da empresa. "Se medidas efetivas não forem tomadas, no curto prazo, para ampliação da receita e redução dos custos, principalmente em relação aos benefícios pós-emprego, constata-se que a empresa irá se tornar gradativamente dependente de recursos transferidos pela União para o seu custeio, transformando-se, portanto, em uma empresa dependente", diz o documento.

A empresa disse que o repasse de dividendos para o Tesouro Nacional entre 2011 e 2013 foi determinado pela União, e que pediu ao governo um aporte do dinheiro recolhido à época.

De acordo com a assessoria dos Correios, a intenção é alterar o estatuto para impedir que isso seja feito novamente.

Reprodução: G1

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