Tenha uma boa noite! Hoje é Terça, dia 15 de Outubro de 2019. Agora são 21:41:51 hs

Mais de 50 entidades participam da Plenária para construir o enfrentamento frente aos ataques aos direito

Foto: Reprodução FENTECT

 

Ecetistas, petroleiros, professores, servidores públicos, jornalistas, além de representantes de movimentos sociais, participaram neste sábado, dia 02, da Plenária Nacional Intercategorias promovida pela FENTECT. A Plenária, realizada na UnB em Brasília/DF, foi marcada pela unidade das categorias e reuniu 54 entidades para construir e organizar o enfrentamento aos ataques aos direitos trabalhistas.

As pessoas presentes discutiram, principalmente, sobre a reforma trabalhista e a reforma da previdência, após análise de conjuntura realizada por representantes das centrais sindicais. Sarah Campos, membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, explicou as consequências da reforma trabalhista, citando como exemplo a limitação das indenizações no crime ambiental de Brumadinho/MG; e as diferenças nos projetos da previdência.

A Plenária foi marcada pela unidade das categorias. Na parte da tarde, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), relator da CPI das Mineradoras, falou sobre a necessidade da luta pela regulamentação e controle da exploração dos recursos no país.

Um calendário com datas e eventos para ações conjuntas deve ser apresentado nos próximos dias pela FENTECT. 

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Campanha Salarial: Congresso para definição de pautas e reivindicações começa nesta quinta-feira

Na próxima quinta-feira, 31, tem inicio, em Brasília, o XIII CONTECT, que é realizado ordinariamente de três em três anos para que a categoria possa debater e buscar soluções para os problemas enfrentados nos Correios. Esta edição, que acontece até o dia 03 de junho, foi adiantada para que a negociação coletiva se iniciasse o mais breve possível, chegando a julho com acordo coletivo fechado.

Esta é a primeira campanha salarial da categoria após a aprovação da reforma trabalhista, que retirou direitos históricos da classe trabalhadora, conquistados com muito suor e muita luta desde o final da década de 80. Além disso, a Súmula 277, que garantia a ultratividade do acordo coletivo, foi extinta. Com esta súmula o acordo coletivo vigente prevalecia até que se fechasse um novo. Contudo, com sua extinção, ao final do período de vigência do ACT 2017/2018 em 31 de julho, a categoria poderá ficar sem acordo coletivo, possibilitando que a Empresa suspenda todas as conquistas de negociações coletivas passadas.

É bom lembrar que, na campanha salarial passada, a Empresa ameaçou, por diversas vezes, suspender o acordo coletivo a partir de 1º de agosto, porém ela não tinha as garantias legais para proceder com esta ação. Agora o cenário é outro, e a Empresa poderá suspender o acordo coletivo, uma vez que a reforma trabalhista, que entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2017, fornece as garantias legais para tal ação.

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Cerca de 80 trabalhadoras discutem a situação da mulher nos Correios e na sociedade

Trabalhadoras de Goiás

Com o objetivo de discutir a situação das mulheres dentro e fora dos Correios teve inicio nesta terça-feira, 29 de maio, o XXI Encontro de Mulheres da FENTECT, em Brasília, com o tema “Quem cala não consente”. Cerca de 80 trabalhadoras estão participando do evento, que discutirá  “Feminicídio”, “Relacionamento abusivo e autoestima”, “Práticas antissindicais da ECT”, “Processo administrativo e demissão motivada” e a “Reforma Trabalhista e Acordo Coletivo de Trabalho”, entre outros assuntos. O Encontro vai até o dia 31.

Ao final do evento, a partir das discussões, uma pauta que contemple as reivindicações das trabalhadoras deverá ser construída e levada ao CONTECT, que acontece entre os dias 31 de maio e 03 de junho.

As ecetistas Dirlene Martins, Rosimeire Teles, Daniele Viera, Larina Varelo e Suely Silva estão representando as trabalhadoras de Goiás no XXI Encontro de Mulheres.

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“Fechamento de agências e demissões são parte de projeto para privatizar os Correios”, diz dirigente da Fentect

 

A notícia de que os Correios pretendem fechar 513 agências, o que provocará a demissão de 5.300 trabalhadores, mobilizou a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares). Na avaliação de José Rivaldo da Silva, secretário-geral da entidade, essa decisão faz parte de um projeto maior, que visa privatizar grande parte das atividades da estatal.

“Se isso, de fato, ocorrer vai causar um impacto violento, tanto na qualidade dos serviços quanto na precarização do trabalho. Desde 2012 há falta de efetivo. Para se ter uma ideia, em 2011 contávamos com 128 mil trabalhadores e havia um estudo da própria empresa que apontava a necessidade de contratar mais 20 mil. Hoje, com seguidos planos de demissão, chegamos a 105 mil, ou seja, houve a perda de 23 mil vagas”, revela o dirigente.

José Rivaldo da Silva diz que essa política dos Correios de apostar no fechamento de agências e em demissões para sair da crise é equivocada. “O que precisa ser feito é melhorar a qualidade dos serviços, inclusive aumentando as atividades. Falta uma gestão que tenha capacidade de criar alternativas para isso. Por exemplo, as agências, principalmente nas cidades menores, poderiam servir como uma espécie de Poupatempo, oferecendo um local para a população retirar documentos”.

O dirigente conta que a Fentect vem pedindo frequentemente uma reunião com o presidente interino dos Correios, Carlos Forther, mas ele não parece disposto a negociar. “Para nós, é evidente que essa decisão visa beneficiar interesses privados. Eles já acenaram em outras oportunidades que pretendem transferir parte dos serviços para a iniciativa privada. Enfim, toda essa situação provoca o sucateamento da empresa, atraso nas entregas, filas enormes. E, observando o cenário, eles esperam que a população tenha a perspectiva de que é melhor privatizar para melhorar o serviço. Mas isso não é verdade”.

Carlos Forther chegou a dizer que não seriam demissões, e, sim, “liberação do excedente de mão de obra”, conforme publicou o Brasil 247. “Isso é uma forma de escamotear, enganar os funcionários. Nós vamos insistir em uma reunião com o presidente interino para debater medidas de enfrentamento. Vamos fazer de tudo para evitar o fechamento das agências e, principalmente, as demissões”, completa Rivaldo. (Fonte Revista Forum)

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Evento internacional destaca a importância da organização dos trabalhadores em todo o mundo

Na última semana, durante o primeiro dia de debate da 5ª Conferência da UNI América L&P (logística e postal), realizada em Nova Orleans (EUA), dia 18, os participantes trataram das seguintes pautas: o balanço dos últimos dois anos; o Banco Postal, a organização das multinacionais de Correios e o impacto do comércio eletrônico, o ecommerce. O secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, apresentou a experiência do Brasil com o banco postal e falou sobre a realidade da categoria.

Rivaldo enfatizou que, com a política adotada pela direção dos Correios no Brasil, a lógica de captação de recursos no país não tem gerado muitos lucros à estatal e os problemas apenas aumentam. Explicou, inclusive, sobre os altos índices de violência contra os trabalhadores, o aumento da sobrecarga de trabalho e até mesmo o risco do fim desses serviços, já que o Banco do Brasil sinalizou que não há interesse em manter as atividades.

Enquanto isso, no Canadá, os sindicatos travam uma batalha no Congresso, para que uma lei seja aprovada e o banco postal finalmente implantado no país. Nos Estados Unidos, a luta é pela participação dos Correios nas eleições. Eles querem que cada cidadão norte americano receba um modelo de cédula para votar da própria residência e enviar a decisão pelos Correios, conquistando, dessa maneira, mais recursos para a empresa americana.

Organização e sindicalização da UNI Postal

Para a representação da UNI, com essas questões, é importante a organização dos trabalhadores mesmo das concorrentes multinacionais. Segundo a entidade, mais de um milhão de trabalhadores das américas podem se organizar junto aos sindicatos filiados à UNI. No Brasil e na Argentina, por exemplo, a categoria que trabalha para as alemãs DHL e a Dynamic Parcel Distribution (DPD) são representados pela Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (International Transport Workers’ Federation – ITF).

Globalização x Privatização

No ponto sobre ecommerce e o avanço global, os representantes da conferência ressaltaram o impacto desse segmento. Destaca-se que as concorrentes estão investindo para obter a fatia do comércio eletrônico em todo o mundo, como a DHL e a recente GeoPost têm feito no Brasil.

Essa visão mercadológica tem invadido a estatal brasileira, conforme denúncia da FENTECT, na ocasião, com o avanço das alterações da ECT; nas parcerias com empresas privadas, como a de aviação civil, a Azul, e com a extinção do cargo de Operador de Triagem e Transbordo (OTT), assim, colocando em risco o emprego de mais de 17 mil trabalhadores concursados. Além disso, querem implementar de vez a CorreiosPar, pela qual todo setor operacional dos Correios será terceirizado.

Para a federação, a participação nesses debates mundiais transfere conhecimentos e compartilha experiências. Com isso, a discussão da conferência internacional precisa ser realizada também com toda a categoria no Brasil, para que a FENTECT e os sindicatos entendam a realidade em todo o mundo, sejam empáticos à causa e mantenham a defesa dos trabalhadores contra a privatização, a extinção de cargos e pela universalização dos Correios.

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Descaso com a categoria que está à mercê da violência e do sucateamento da estatal

Não é de hoje que vários vídeos estão circulando pela internet com imagens de carteiros sofrendo agressões nas ruas, vítimas da violência e da bandidagem. Os trabalhadores precisam lidar diariamente com o risco de assaltos, sequestros, roubos e até mesmo tiros, como aconteceu recentemente em Brasília. Insatisfeitos em apenas levar a carga, os bandidos agridem o trabalhador, que acaba desamparado e ainda precisa encarar a ECT para ter os direitos resguardados. A FENTECT repudia a insegurança colocada aos empregados dos Correios no Brasil e indaga a empresa até quando vai se preocupar mais com os patrocínios do que com a própria categoria de trabalhadores.

Para piorar a situação, um carteiro foi agredido, dia 16, por um morador, em Porto Velho (RO), enquanto cumpria com as obrigações da atividade. Ao tentar entregar carta em determinada região, o trabalhador foi ofendido e agredido a chutes e pontapés, ainda sob ameaça de levar um tiro do cidadão enfurecido. A violência, que começou e terminou sem sentido, foi interrompida pela população próxima e policiais militares.

Esse e outros tantos casos país afora demonstram, além da falta de segurança pública nas cidades, a ausência de investimentos por parte da gestão da estatal, para que as encomendas cheguem com segurança nas casas dos cidadãos e para os trabalhadores que realizam as entregas.

O sucateamento dos Correios, sem transporte adequado; com a sobrecarga de trabalho nos ombros dos carteiros, que estão cumprindo funções, em média, por até três trabalhadores, já que não há concursos e mais contratações; com a falta de estruturas também no próprio ambiente de trabalho e, para piorar, com acesso dificultado à assistência médica, demonstram o descaso com a categoria em pontos cruciais para o devido funcionamento da empresa que é de todos.

Além do problema da segurança, tudo isso é possível notar com as informações sobre unidades que estão sendo destruídas por incêndios, sem explicações, ou condições insalubres, também resultado de diversas denúncias dos trabalhadores e sindicatos, ignoradas pela empresa.

A FENTECT, junto aos 31 sindicatos filiados, continuará na defesa da categoria. As entidades representativas não vão se calar diante de todo desrespeito ao trabalhador e as retiradas de direitos que estão sendo promovidas, com interesse único e exclusivo de manchar a imagem dos Correios, para vender a ideia à sociedade de um caminho sem volta rumo à privatização.

Privatizar não é a solução, mas, sim, investir e valorizar, para que o serviço retorne ao patamar de qualidade, de uma das empresas mais elogiadas do Brasil. A única capaz de chegar aos mais de cinco mil municípios do país e manter o sigilo, o acesso e a integridade das informações.

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Delegados para o XIII CONTECT serão eleitos durante assembleias

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Estado de Goiás convoca todos os seus filiados a comparecerem às Assembleias Regionais e à Assembleia Geral Ordinária da categoria, no dia 13 de abril, para eleição de delegados e delegadas para o XIII Congresso Nacional dos Trabalhadores da ECT (CONTECT). As Assembleias Regionais acontecerão em Caldas Novas, Catalão, Cidade de Goiás, Porangatu e Rio Verde  (em frente à AC de cada unidade), com 1ª Chamada às 17h e 2ª Chamada às 17h30. Já a Assembleia Geral acontecerá em Goiânia, a partir das 18h30 em frente à Agência Central, situada na Praça Cívica, Setor Central.

Cada sindicato deverá eleger seus representantes em assembleia, na proporção de um delegado para cada 400 trabalhadores na base, assegurado no mínimo cinco delegados para cada sindicato filiado, com cota de no mínimo 30% de mulheres. Somente poderão ter direito a voto e serem votados os ecetistas sindicalizados. Em Goiás, serão eleitos sete delegados, sendo dois escolhidos na capital e os demais delegados nas cidades citadas no quadro abaixo.

 

Leia o Boletim completo aqui

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No XXI CONSIN, representantes analisam 2017 e debatem organização contra ataques da ECT e do governo

A categoria de trabalhadores dos Correios passou por um ano de lutas intensas. Desde o mês de janeiro, os ecetistas travaram batalhas contra retiradas de direitos que culminaram em uma campanha salarial apertada, na reedição do Acordo Coletivo de Trabalho e em um dissídio do plano de saúde. Para analisar todos esses processos e traçar as próximas estratégias ainda para o fim deste ano e para 2018, representantes dos sindicatos filiados se reuniram, hoje (13), em Brasília, no XXI Conselho de Representantes Sindicais (Consin).

O planejamento do conselho foi iniciado já no mês de outubro, ao final do XX Consin, e teve continuidade nessa terça-feira (12), na reunião da colegiada. Os diretores das entidades, unidos, pensaram e deliberaram os temas mais importantes a serem destacados no evento desta quarta-feira, pensando a organização no debate.

“Este momento é oportuno não somente para analisar o ano, mas para planejar as ações futuras. Devemos entrar o clima natalino, neste mês de dezembro, mas sempre mantendo o espírito de luta pelos nossos direitos”, afirmou o secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, ao abrir o XXI Consin.

Em pauta
No período da manhã, cada representante pode dar os informes das respectivas regiões e o ponto de vista da conjuntura nacional e internacional. Entre os focos principais, as contrarreformas do governo golpista de Michel Temer. As reformas, prejudiciais a todos os brasileiros, na visão dos trabalhadores, surgem da expansão do capitalismo em todo o mundo, que carrega no bojo as privatizações e a entrega de empresas públicas e estatais à iniciativa privada.

Outro ponto levantado foi a respeito das eleições em 2018. Para os sindicalistas, é necessário estudar o momento e fazer um enfrentamento como luta de classes a todas essas mudanças políticas no País. A falta da renovação nesse campo prejudica substancialmente a classe trabalhadora. Ainda, no evento, reconheceram pontos positivos e negativos da atuação sindical e chegaram ao entendimento de que é preciso remodelar a organização dos sindicatos, a fim de resgatar a credibilidade junto às massas.

Saúde do trabalhador
Convidado da tarde, o assessor jurídico da FENTECT, advogado Alexandre Lindoso, falou sobre os prazos para o dissídio do plano de saúde da categoria, que podem ficar para o mês de fevereiro de 2018, já que o TST entrará em recesso já no próximo dia 19. “Temos tempo para fazer uma peça robusta, que dê uma resposta à altura ao dissídio. Precisamos tentar marcar uma reunião com o ministro responsável pelo caso até o dia 19”, alertou.

Sobre a “novidade” da possível intervenção da ANS no plano de saúde, Lindoso afirmou ser um elemento inédito e preocupante, principalmente por partir de uma agência reguladora, mas ações serão encaminhadas para preservar o benefício da categoria, recentemente garantido no Acordo Coletivo. Enquanto isso, as representações e os trabalhadores precisam ficar atentos às próximas informações e mobilizados.

No entanto, sobre futuras greves, o assessor jurídico da federação alertou que, enquanto não houver uma ameaça contundente, é preciso muito cuidado. O cenário demanda observação da categoria”, disse.

O XXI CONSIN reforça ainda mais a necessidade da união de todos. Demonstra o quanto as lutas, as greves do primeiro e do segundo semestre, e as conquistas perpassam pelas ações em conjunto da categoria. “Tudo aquilo que obtivemos como êxito tentaram retirar em um ano de governo golpista. É importante trazer a unidade naquilo que nos converge, porque o que nos diverge pode ser discutido em cada base. Devemos batalhar contra o enfraquecimento das mobilizações e conseguir levar os trabalhadores para as ruas”, ressaltou o secretário geral.

Ao final do evento, algumas deliberações e propostas sobre esses e demais assuntos foram apresentadas pelos representantes e serão compartilhadas pela FENTECT e os sindicatos filiados.

Reprodução: FENTECT

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Resolução sobre perseguições políticas é redigida durante o CONSIN

Uma Resolução sobres as Perseguições Políticas nos Correios foi redigida durante o XX CONSIN, que aconteceu nos dias 26 e 27 de outubro em Brasília. O documento, que foi escrito diante dos vários casos de perseguições e demissões injustificados relatados durante o Conselho, busca unificar e buscar a solidariedade de classe em todos os espaços dos movimentos sociais. Confira.

 

RESOLUÇÃO SOBRE AS PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS NOS CORREIOS

Apresentação

Apresentamos esta proposta de campanha nacional e de alcance internacional contra as perseguições políticas nos Correios e nas demais categorias.
Não bastassem todos os ataques do governo Temer que visam privatizar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), com toda uma ofensiva de um verdadeiro desmonte, agora os militantes e ativistas sindicais da categoria, estão deparando com uma forte escalada de perseguições, culminando em punições e demissões. Tudo isso, com objetivo de silenciar e eliminar os que lutam em defesa dos direitos da categoria. Os trabalhadores e trabalhadoras Ecetistas enfrentam péssimas condições laborais. Mas quando se mobilizam por seus direitos, se tornam alvos favoritos de todas as formas de perseguição política. 
Há uma flagrante ofensiva de processos administrativos disciplinares que atinge diferentes seguimentos dentro da ECT, indicando que este procedimento de gestão perversa está sendo cada vez mais usado como ferramenta para intimidar e demitir trabalhadores e trabalhadoras. Curiosamente, as punições atingem sempre ativistas, sindicalistas, membros da CIPA e outros que tem voz ativa para questionar e atuar. Mas, não calarão aqueles e aquelas que ousam lutar.
Apresentamos estas propostas de resolução, para além de denunciar com veemência as perseguições, punições e demissões nos Correios, unificar e buscar a solidariedade de classe em todos os fóruns, encontros e espaços dos movimentos sociais em nível nacional e internacional. Da mesma forma, é fundamental usarmos todos os instrumentos possíveis para reverter esta inaceitável situação, inclusive a adoção de medidas jurídicas e políticas.

Perseguição histórica
O método de perseguição aos que lutam nos Correios é histórico, alcançou alta dimensão com milhares de demissões durante as lutas e greves na fase final do regime ditatorial militar, na década de 80, mas perdura até aos dias de hoje. Os métodos de violações aos direitos humanos são herdados desde aquela época, quando alguns prédios dos Correios sediavam o Serviço Nacional de Informações (SNI) com a justificativa de "supervisionar e coordenar as atividades de informações".
De lá para cá, até hoje, no auge da democracia burguesa os métodos da ECT adquiriram outros contornos que vão desde o assédio moral organizacional, às tentativas de cooptação, criminalização e até a demissão por justa causa dos militantes do movimento sindical.

Assédio Moral Organizacional
Atualmente, a conduta perversa privilegiada da direção da ECT tem sido a prática de assédio moral organizacional, com a adoção de abertura indiscriminada de processos administrativos disciplinares, para acobertar seu abuso de poder no trato das relações ambientais de trabalho e seus consequentes conflitos políticos e sindicais.
Em novembro de 2015, a Controladoria Geral da União (CGU) editou o Manual de Direito Disciplinar para Empresas Estatais. Com o objetivo de delimitar a abrangência deste trabalho, foi estudado o 
Manual de Conduta Disciplinar da ECT (MANCOD), dentre outros normativos internos de algumas Empresas Estatais, de forma que se procurou discorrer sobre os temas ali abordados, uma vez que a existência de regramentos internos sobre o assunto indicava a importância do tema “disciplinar”.
Dois meses depois, sob orientação da Vice-presidência de Gestão de Pessoas (VIGEP), o MANCOD foi atualizado para se adequar ao arcabouço de ataques do governo federal sobre o conjunto dos lutadores das empresas públicas.
Ainda em 2015, para embasar sua abusiva conduta, a assessoria jurídica da ECT publica na Revista de Estudo de Direito Postal dos Correios - Volume 1, o extenso artigo 
A MOTIVAÇÃO NO ATO DE DESPEDIDA DOS EMPREGADOS DOS CORREIOS, com o objetivo de alavancar o debate sobre a validade constitucional da Orientação Jurisprudencial 247.

Campanha Nacional Contra a Perseguição Política nos Correios
É neste contexto que apresentamos esta proposta de resolução para uma Campanha Nacional Contra a Perseguição Política nos Correios, para a qual destacamos taticamente as seguintes atividades iniciais:
a) O Comitê Nacional de Luta Contra a Privatização também ficará responsável por organizar uma campanha contra as Perseguições e Demissões;
b) Realizar um Cadastramento Nacional de cada caso de perseguição, para a formação de um Dossiê Nacional;
c) Formação de um abaixo-assinado físico, buscando apoiadores, denunciado e exigindo o fim de todas as perseguições políticas nos correios;
d) Requerer as cópias de todas CAT, se houver, de cada trabalhador (a) perseguido (a) e orientá-los a pedir seus prontuários médicos, quando necessário;
e) Requerer outros documentos e informações necessárias, em base à Lei Geral de Acesso às Informações Públicas;
f) Realização de Audiências Públicas nas seções regionais da Ordem dos Advogados do Brasil, nas Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Câmara de Deputados e Congresso Nacional, propondo a formação de frentes Parlamentares;
g) Confecção de um Adesivo e um jornal com distribuição nacional, especiais e exclusivos para o tema das perseguições políticas;
h) Criação de um canal de vídeos especiais e exclusivos para o tema das perseguições políticas;
i) Criação de uma página na rede social Facebook, especial e exclusiva para o tema das perseguições políticas;
j) Confecção de uma camiseta especial e exclusiva para o tema das perseguições políticas;
k) Realização de Atos Públicos em frente ao prédio sede dos Correios e das demais empresas;
l) Realização de uma Plenária Nacional unificada com perseguidos políticos de as categorias, para unificar ações de lutas;
m) Buscar intercâmbio de ações de solidariedade com as organizações classistas internacionais, especialmente com a REDE INTERNACIONAL SINDICAL DE SOLIDARIEDADE E LUTAS (http://www.laboursolidarity.org), a LABOURSTART (www.labourstart.org) e outras entidades internacionais.

 

*Com informações da FENTECT

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FENTECT orienta pela rejeição do novo termo de compensação da ECT enviado aos sindicatos

A FENTECT teve conhecimento que está sendo encaminhado pela ECT aos sindicatos um novo termo de acordo sobre a compensação dos dias da greve durante a Campanha Salarial 2017/18 (em anexo). A federação afirma que não é apresentada nenhuma vantagem ao trabalhador nesse documento.

Portanto, a FENTECT repudia qualquer alteração nas regras de compensação que foram definidas na proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST), na ocasião do fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho 2017-18. Ressalta-se que a proposta deve conter alterações apenas em casos de benefícios e não prejuízos, conforme está proposto no termo de acordo.

A cada sindicato cabe a ação de fiscalizar os encaminhamentos da ECT. A empresa cita no termo, inclusive, a possibilidade de negociar diretamente com cada trabalhador. Sem sucesso na assinatura do documento pela FENTECT sobre a compensação, a direção da estatal resolveu encaminhar aos sindicatos. A federação orienta que é necessário as entidades esclarecerem o caso junto aos trabalhadores, para que a categoria não assine o referido termo de compensação dos dias.

Qualquer alteração para a compensação dos dias de greve deve ser tratada diretamente pela  FENTECT e aprovada somente com o aval dos sindicatos.

COMO SERÃO COMPENSADAS AS HORAS DA GREVE

✔ Os empregados podem compensar até 64 horas, o que equivale a 8 dias efetivamente não trabalhados, no limite de 6 horas por semana;

✔ Empregados com jornada de segunda-feira à sexta-feira compensarão 6 horas aos sábados. Empregados com jornada de segunda-feira a sábado compensarão 4 horas, entre segunda-feira e sexta-feira, e 2 horas aos sábados;

✔ A compensação deverá ocorrer na própria unidade de lotação do empregado;

✔ O período de compensação será de 13/10/2017 à 30/12/2017. A convocação deverá ser feita por meio de formulário específico, no qual será dada a opção do empregado:

(  ) concordar com a compensação nos dias/horas descritos

(  ) discordar da compensação nos dias/horas descritos

(  ) optar por não compensar, preferindo o desconto

✔ Convocações para compensação aos sábados deverão ser feitas com 48 horas de antecedência;

✔ Ao término do período de compensação, os empregados que não atenderem às convocações terão as horas descontadas como Ausência Lei de Greve na folha de pagamento de janeiro/2018.

Atenção - A Empresa não poderá descontar o saldo restante das horas não convocadas.

Fique atento na hora de compensar as horas da greve! Guarde uma cópia de todas as convocações. O empregado que em determinado dia/hora estiver compensando horas de greve e, por falta de serviço na unidade, for liberado mais cedo pela chefia imediata, antes de completar o total das horas convocadas, deve exigir que fique registrado como compensado o total de horas convocadas para o dia. Ainda, se necessário, com o abono do horário de saída no cartão de ponto, uma vez que o encerramento antecipado do expediente se deu por vontade da empresa e não do empregado.

ORIENTAMOS OS TRABALHADORES A NÃO ASSINAREM NENHUM TIPO DE ACORDO INDIVIDUAL QUE ALTERE A FORMA DE COMPENSAÇÃO ACORDADA ENTRE A FENTECT E A ECT.

Reprodução: FENTECT

 

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