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ECT entra com dissídio e confirma discurso da Fentect

 




A ECT protocolou na tarde desta quinta feira (13) o pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), confirmando o que a Fentect sempre afirmou durante as negociações do Acordo Coletivo: que os Correios nunca tiveram intenção de negociar e nem de discutir as reivindicações dos trabalhadores.

Desde o início de julho, a ECT vem tentando convencer os trabalhadores, com “atas de reuniões” antes mesmo de ter acesso à pauta de reivindicações, que estava "tentando negociar" com a categoria.

Os gestores da ECT sabiam muito bem que para começar a negociar, a pauta teria que ser sistematizada e aprovada em assembleias e que, com o novo Comando da Fentect sendo composto por 1(um) integrante de cada sindicato, eleito também em assembleia, demandaria tempo. Se aproveitando disso, começou um plano de desmobilização nas bases, utilizando a Justiça para impedir que a categoria lute pelos seus direitos.

Percebendo isso, no início de agosto, a Fentect pediu a intermediação do Ministério Público do Trabalho, no sentido de continuar as negociações. E nesse mesmo dia, mais uma vez, a ECT divulgou em seu blog uma inverdade de que a "Fentect estaria dando um passo para a judicialização das negociações coletivas". Ora, então o que dizer desta atitude de hoje da ECT? A própria deu não só um passo, mas uma caminhada inteira contra os trabalhadores.

Mais contradições se percebem na ação dos Correios: divulgaram nota, no começo da semana, dizendo que apesar da greve nos Estados de Minas e Pará, a situação estava "normalizada". E na nota de hoje à imprensa, a empresa justifica a entrada no dissídio para garantir a "normalidade do atendimento a população", o que é um contrasenso.

Ainda argumentou, em seu pedido no TST, que pede a garantia de no mínimo 80% do contingente em atividade, quando ela mesma afirmou em nota anterior que "98% estava trabalhando normalmente".

É preciso dizer que o Comando de Negociação continua reunido em Brasília, em conjunto com a Assessoria Jurídica da Fentect, e que os trabalhadores do país inteiro continuam mobilizados e dispostos a lutar por melhores condições de trabalho para atender melhor a sociedade.

Veja abaixo o documento protocolado pela ECT no TST:

Dissídio coletivo de greve revisional e jurídico

 
Fonte/Autoria: Fentect
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ECT protocola dissídio coletivo no TST

 
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) protocolou hoje (13) pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. A empresa se antecipou às assembleias dos funcionários convocadas para decidir sobre a realização de greve. As assembleias estão marcadas para a próxima semana, a maioria delas para terça-feira (18).

De acordo com nota divulgada pelos Correios, o objetivo de acionar o TST é "garantir a normalidade do atendimento à população brasileira". No documento, a ECT requer, entre outras medidas, a intermediação do tribunal "em vista da greve e do esgotamento das negociações" e a renovação do acórdão do tribunal relativo à paralisação de 2011, que teria validade por quatro anos.

Na última semana, a maioria das assembleias dos trabalhadores dos Correios decidiu por adiar a paralisação, na expectativa de que a empresa melhorasse a sua proposta de 5,2% de reajuste salarial.

A greve foi iniciada nos estados de Minas Gerais e do Pará com baixos índices de adesão, segundo os Correios. "Desde o dia 3 de julho a empresa tenta, por meio do diálogo, negociar com as entidades sindicais", diz trecho de nota divulgada pela ECT.

Procurada pela Agência Brasil, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) reagiu com surpresa à informação acerca do dissídio coletivo. "Lamentamos essa decisão da empresa, que vira as costas para os trabalhadores e demonstra não querer mais negociar", disse James Magalhães de Azevedo, secretário de Imprensa da Fentect. "A judicialização da greve mudará toda a nossa estratégia, vamos ouvir agora a nossa assessoria jurídica."

A assessoria de imprensa do TST não soube informar se o processo foi encaminhado para algum ministro do órgão. "A empresa não negocia e usa o Judiciário contra os trabalhadores", disse o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná, Luiz Antonio de Souza, em entrevista à Agência Brasil. "Acionar o TST não evitará a greve. Pelo contrário, empurrará os trabalhadores para dar início a uma paralisação."

O comando de negociação da Fentect reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, reivindicam 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942.

LEMBREM-SE: Dia 18, às 18h, tem Assembleia do Sintect-GO, em frente ao Prédio Central dos Correios, na Praça Cívica.  Em pauta: indicativo de greve para a zero hora do dia 19!
 
Fonte/Autoria: Agência Brasil
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