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Trabalhadores dos Correios do Brasil em greve

 

Deflagração da greve em Goiás


Os trabalhadores dos Correios em Goiás decidiram na noite desta terça-feira, 18, em Assembleia pela deflagração da greve a partir da zero hora do dia 19.

No total, trabalhadores dos Correios de 23 regiões entraram em greve ontem a noite, após decisão em assembleia da categoria nos Estados, se somando a Minas Gerais e Pará, que já estão em greve há uma semana. Um impasse nas negociações da campanha salarial 2012 levaram mais de 84% dos trabalhadores dos Correios a iniciarem uma greve nacional por tempo indeterminado.

Dos 35 sindicatos da categoria, todos os que realizaram assembleias ontem decretaram greve. Os outros sindicatos estão com assembleias marcadas para os próximos dias 20, 24 e 25 de setembro, podendo antecipar essas datas e deflagrarem greve junto aos demais sindicatos do país.

A categoria reivindica um aumento de 43,7% e R$ 200 linear, ticket de R$ 35, a contratação imediata de 30 mil trabalhadores, o fim das terceirizações, além de outros pontos para garantia de melhores condições de trabalho.

Entre as regiões em greve estão Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Piauí, Vale do Paraíba, Roraima, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Alagoas, Paraná, Amazonas, Sergipe, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, São José do Rio Preto, Espírito Santo, Bauru e Campinas.

Até o dia 25 de setembro, as regiões de Acre, Maranhão, Bahia, Juiz de Fora, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Ribeirão Preto, Santa Maria, Santos e Uberaba também poderão deflagrar greve.

 
Fonte/Autoria: Sintcom
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Trabalhadores dos Correios estão em greve

 
Daniela Martins

Trabalhadores decidem pela manutenção da greve


O primeiro dia de greve dos trabalhadores dos Correios em Goiás foi marcado por uma certeza: a de que a categoria está disposta a lutar e não vai permitir que a ECT retire benefícios do plano de saúde, o Correios Saúde. “O eixo central desta campanha é a assistência médica”, ressaltou um dos trabalhadores presentes à Assembleia, realizada na tarde desta quarta-feira, 19.

O fato é que a Empresa, além de oferecer propostas rebaixadas, ainda pretende alterar a cláusula 11 do acordo coletivo, que trata do plano, sem deixar claro quais são as mudanças que almeja implantar. “O que está em jogo é nosso plano de saúde”, alertou Uéber Barboza, que completou: “Direito não se retira, direito se amplia”.

A Assembleia de hoje decidiu pela continuação da greve, que teve início pela manhã, após ser deflagrada pela Assembleia realizada na noite de ontem, dia 18. Agora é hora de ampliar a mobilização, os trabalhadores que já estão participando da greve devem conscientizar os colegas nas suas unidades, chamá-los para a luta. “Vamos convocar quem ainda não está na greve”, anunciou um dos participantes da Assembleia.

Adesão
Estima-se que mais de 25% da categoria no Estado já tenha aderido ao movimento, que deve ser ampliado ao longo da semana. Pelo interior, a participação é intensa. Em Rio Verde, por exemplo, 19 dos 44 carteiros estão em greve; em Quirinópolis, oito dos dez carteiros também paralisaram suas atividades. “Os companheiros do interior entenderam a necessidade de fazer a luta”, avaliou o secretário-geral do Sintect-GO, Elizeu Pereira da Silva

No panorama nacional, 23 dos 35 sindicatos estão em greve e outros sete farão suas Assembleias de deflagração do movimento paredista hoje.

Amanhã, a mobilização dos trabalhadores em Goiás continua em frente à Agência Central dos Correios, na Praça Cívica.

TST
Nesta quarta-feira também ocorreu uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho entre a ECT e a Fentect. Não houve acordo, e a vice-presidente do Tribunal, ministra Cristina Peduzzi, designou a ministra Kátia Arruda como relatora do dissídio coletivo dos Correios, que deve ir a julgamento na próxima semana.

 
Fonte/Autoria: Daniela Martins • Assessora de Comunicação Sintect-GO
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Hoje, às 18h30, tem Assembleia de deflagração da greve

 
Os trabalhadores dos Correios devem paralisar suas atividades a partir da zero hora desta quarta-feira, 19 de setembro. A decisão será tomada em assembleia geral da categoria, que será realizada pelo Sintect-GO, nesta terça-feira, 18, em frente à Agência Central dos Correios, na Praça Cívica, a partir das 18h30. Haverá também assembleias regionais pelo interior do Estado.

A mobilização dos ecetistas em Goiás faz parte de uma paralisação nacional da categoria, que reivindica reajuste de 10% mais a reposição de perdas salariais, além de melhores condições de trabalho e a transferência do horário de entrega de correspondências domiciliares para o turno matutino.

Até o momento a ECT apresentou duas propostas, a primeira previa um reajuste de 3% e a segunda de 5,2%, o que nem de longe repõe as perdas salariais dos ecetistas, que já beiram os 34% (período de 1994 a 2012).

Em 2011, a greve dos trabalhadores dos Correios durou 28 dias, tendo a adesão de mais de 50% do pessoal da área operacional da ECT em Goiás. O movimento grevista terminou com julgamento do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
 
Fonte/Autoria: Daniela Martins • Assessora de Comunicação Sintect-GO
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Bancos e Correios devem parar nesta semana

 
Duas categorias importantes devem entrar em greve nesta semana. Numa assembleia agendada para hoje, às 19h, os bancários provavelmente vão reiterar a paralisação já definida na semana passada. No entanto, ainda é possível que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresente, no decorrer desta segunda-feira, uma contraproposta. Neste caso, a categoria avaliará a oferta. Amanhã, será a vez dos funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos decidirem se também cruzarão os braços. Se sim, não trabalham a partir da zero hora de quarta-feira.
 
Já os bancários param amanhã por tempo indeterminado, caso nenhuma proposta nova seja apresentada hoje. Se assim acontecer, a assembleia desta segunda-feira terá a incumbência de planejar o movimento. “Não tendo novidade, a greve fica mantida. Aí, vamos organizá-la. Pegaremos todos os ativistas, militantes, diretores da entidade e organizamos uma grande comissão de esclarecimento”, explica o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, Marcos Lenharo.
 
Na última quarta-feira, em assembleia realizada em Bauru, de forma unânime, bancários rejeitaram o reajuste de 6% proposto pela Fenaban. Na ocasião, aprovaram a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira. Reivindicam 23% de reajuste, o que corresponde à reposição da inflação registrada nos últimos 12 meses (5,25%) mais a recuperação das perdas salariais comuns a todos os bancos (17,75%) desde o lançamento do Plano Real, em 1994.
 
 
Correios
 
Já os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos rechaçaram na semana passada, mais uma vez, a proposta da empresa de aumento salarial de 5,2%. Também rejeitaram uma primeira oferta de reajuste, que não ultrapassava a casa dos 3%.
 
O Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Bauru e Região (Sindecteb) defende aumento de 5,2% a título de reposição da inflação dos últimos 12 meses e mais 5% de aumento real no salário dos funcionários, número que ainda não recupera as perdas acumuladas desde a década de 90.
 
Por conta da situação, amanhã a categoria se reúne em assembleia, quando a greve será deliberada. Neste caso, a paralisação começa a zero hora de quarta-feira, também por tempo indeterminado. No Pará e em Minas Gerais, a categoria já parou.
 
Para organizar a paralisação em Bauru, ontem, diretores e delegados do Sindecteb estiveram reunidos, informa o presidente da entidade, José Aparecido Gimenes Gândara.  “Recuperar a inflação deveria ter sido a oferta inicial, o que ainda é muito baixo. Os trabalhadores dos Correios são responsáveis por gerar a própria renda, não dependemos da União na nossa folha salarial. Buscamos o reajuste que condiz com a nossa realidade”, pontua.
 
Conforme o JC divulgou, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou na última sexta-feira pedido liminar dos Correios para suspender a greve nos Estados de Minas Gerais e do Pará iniciada na terça-feira. A vice-presidente do tribunal, Cristina Peduzzi, disse em sua decisão faltar informações para julgar o pedido.
 
Já a empresa enviou nota em que cita a ausência de uma contraproposta por parte dos representantes da categoria. Segundo a assessoria de comunicação da Diretoria Regional São Paulo-Interior dos Correios, se somente os itens econômicos reivindicados pelas entidades de classe fossem atendidos, haveria um acréscimo de até R$ 25 bilhões na folha de pagamento da ECT, que tem previsão de receita de R$ 15 bilhões para 2012.
 
Informa ainda que o índice proposto aos 120 mil empregados garante o poder de compra, uma vez que cobre a inflação do período. Nos últimos nove anos a maioria dos trabalhadores dos Correios teve até 138% de reajuste salarial, sendo 35% de aumento real, acrescenta a assessoria de imprensa. Ontem, ela foi novamente procurada, assim como a Fenaban, mas por ser domingo, a reportagem não encontrou quem pudesse comentar as paralisações.
 
Polícia Federal
 
A Polícia Federal também continua em greve. Conforme o JC veiculou, por conta da paralisação foram suspensas todas as investigações que estavam em andamento na delegacia de Bauru e, desde sexta-feira, também foram interrompidas as atividades de análise de inteligência de grandes operações deflagradas pela unidade, que abrange 43 municípios. Entre elas estão a Operação Terra Branca (de combate ao tráfico de drogas) e a Odontoma, que apura desvio de recursos públicos, superfaturamento e cobranças indevidas de serviços do departamento de bucomaxilo do Hospital de Base.
 
Continuam sendo realizadas apenas as prisões em flagrante e, parcialmente, os serviços de emissão de passaportes, com prioridade para as solicitações de emergência. Apenas 30% do efetivo continua trabalhando, sendo que o ritmo de emissão de passaportes foi reduzido para este percentual.
 
Fonte/Autoria: JCNet
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Correios: Ministra não reconhece greve, ainda, e mantém audiência na 4ª feira

 
A vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho ministra Maria Cristina Peduzzi, negou, na tarde desta sexta-feira, o pedido de liminar no dissídio coletivo ajuizado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), protocolado na última terça-feira. Com a decisão, a ministra mantém a audiência de conciliação e instrução marcada para o dia 19 de setembro, às 10h30, na sede do TST.

A ministra considerou "prematuro" acolher a liminar, "uma vez que não foi demonstrado pelo suscitante [Correios] o estado geral de greve". Segundo ela, apesar de a empresa ter anexado comunicados dando conta da existência de movimento grevista nos estados de Minas Gerais e Pará, "circula nos meios de comunicação a informação de que, até o presente momento, grande parte da categoria optou por ainda não deflagrar greve".

A ministra também questionou a falta de informações sobre a situação da greve nesses estados, quanto à taxa de adesão e eventuais prejuízos graves e concretos nas atividades da empresa. E, por fim, registrou seu desejo de que Correios e trabalhadores "não poupem esforços na busca da autocomposição do conflito, atuando com urbanidade e respeito - mediante concessões recíprocas".

O pedido

A ECT pretendia a concessão de liminar para a revisão dos termos do Dissídio Coletivo 2011 e a suspensão da greve "deflagrada", até o julgamento final do dissídio, autorizado o desconto dos dias parados. Alternativamente, solicitava a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores em cada uma de suas unidades operacionais. Também requeria o retorno imediato dos trabalhadores a seus postos de trabalho, a contar do julgamento do dissídio coletivo, sob pena de multa diária a ser fixada pelo Tribunal.
 
Fonte/Autoria: Jornal do Brasil
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Vice-presidente do TST nega pedido de suspensão da greve dos Correios

 




A vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Cristina Peduzzi, negou, na tarde de hoje, o pedido de liminar que pretendia suspender a greve deflagrada pelos trabalhadores dos Correios nos estados de Minas Gerais e do Pará. "Considero prematuro apreciar o pedido liminar, uma vez que não foi demonstrado pelo suscitante (sindicato) o estado geral da greve", destacou a ministra.

Segundo Cristina Peduzzi, não existem nos autos informações sobre a situação da greve, como taxa de adesão e prejuízos graves e concretos às atividades da empresa. "A simples notícia genérica de deflagração parcial e limitada de greve não autoriza, ao menos no momento, a apreciação da liminar." Ela facultou às partes a juntada de documentos que esclareçam sobre a situação atual do movimento paredista.

A ministra alertou, no despacho, que o pedido de liminar pode voltar a ser apreciado, a qualquer tempo, por tratar de situação constantemente mutável. Ela manteve a audiência de conciliação e instrução marcada para a próxima quarta-feira (19), às 10h30, e concedeu prazo de três dias para que a Federação, querendo, manifeste-se sobre o pedido de liminar.

Dissídio coletivo de greve

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ajuizou nesta quinta-feira (13) dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho. Na ação, a empresa relata que as tentativas de negociação com a Federação Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) foram infrutíferas, e pediu que fosse declarada a ilegalidade da greve deflagrada no último dia 11, e determinado reajuste de 5,2% para a categoria.

A empresa afirma que se esgotaram as possibilidades das partes chegarem a um consenso. Assim, diante da frustração da negociação prévia, pela "incomensurável distância" entre as pretensões dos trabalhadores e a oferta da empresa, sustenta a ECT, não resta alternativa a não ser o ajuizamento da ação perante o poder judiciário, a fim de buscar dirimir o dissídio coletivo já instaurado.

A ECT também alega considerar abusivo o movimento grevista, uma vez que a empresa presta serviços essenciais, e que sua eventual interrupção, ainda que de forma parcial, causa sérios embaraços à população beneficiária dos serviços postais, na medida em que é prestadora de serviço público obrigatório e de titularidade exclusiva do Estado. Além disso, a empresa afirma que não foi informada da paralisação com 72 horas de antecedência, conforme exige o artigo 13 da Lei de Greve (Lei 7.783/89).

Com esses argumentos, A ECT pediu a concessão de liminar para determinar a suspensão do movimento paredista iniciado no último dia 11, até o julgamento final do dissídio, ou que a Fentect seja obrigada a manter em atividade contingente mínimo de 80% em cada uma das unidades operacionais da empresa.

No mérito, pediu que o TST julgue abusiva a greve, autorizando os descontos dos dias parados, determine o retorno imediato dos trabalhadores aos seus postos de trabalho, e determine a aplicação do índice de 5,2% sobre salários e benefícios da categoria.
 
Fonte/Autoria: Tribunal Superior do Trabalho
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BA: Trabalhadores não entram em greve, mas fazem nova assembleia dia 17

 
Os trabalhadores dos Correios na Bahia decidiram em assembleia na noite desta quarta-feira (12) não deflagrar greve por tempo indeterminado. A categoria tem nova reunião na segunda-feira (17), com indicativo de greve para o dia 18.

Segundo a assessoria do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos no Estado da Bahia (Sincotelba), os trabalhadores da Bahia resolveram aguardar os demais estados para entrar em greve, evitando assim enfraquecer o movimento. A assembleia hoje aconteceu na Praça da Inglaterra, no Comércio,

Os trabalhadores rejeitaram a proposta da empresa de 3% de reajuste salarial. Os servidores reivindicam reajuste de 43,7% (sendo 33,7% referentes a perdas e 10% de reajuste inflacionário), além do fim do Sistema de Avaliação de Produtividade (SAP) e mais contratações.

Na sexta-feira, durante visita do ex-presidente Lula a Salvador, os trabalhadores dos Correios pretendem fazer um manifesto na Praça Castro Alves.
 
Fonte/Autoria: Correio 24h
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Trabalhadores rejeitam proposta dos Correios e mantêm estado de greve

 
Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) rejeitaram, em assembleias realizadas na noite desta segunda-feira (10), a proposta de reajuste salarial de 5,2%, mas adiaram para a próxima semana a decisão sobre o início de uma greve da categoria por tempo indeterminado. Apenas os sindicatos do Pará e de Minas Gerais decretaram a greve por tempo indeterminado. Já o sindicato do Mato Grosso, também havia decretado greve, mas seus trabalhadores recuaram da decisão.

VEJA COMO FOI A ASSEMBLEIA EM GOIÁS

Um balanço parcial aponta que a maioria dos sindicatos agendou a realização de novas assembleias no próximo dia 18 para deliberar sobre uma possível paralisação a partir do dia 19.

"A maioria dos sindicatos está de fato jogando as assembleias de deflagração de greve para a próxima semana, na expectativa de que a direção dos Correios melhore a sua proposta", disse James Magalhães de Azevedo, secretário de Imprensa da Fentect, em entrevista à Agência Brasil. "Estamos costurando a realização, nos próximos dias, de um encontro nacional com todos os sindicatos para definir um calendário único de mobilização."

Dos 35 sindicatos da categoria, 16 fizeram assembleias hoje. Sete reúnem os trabalhadores nesta terça-feira (11). Maior empresa empregadora no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os Correios têm cerca de 115 mil funcionários.

"As assembleias foram tensas, boa parte da categoria desejava uma greve imediata", disse o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Luiz Antonio de Souza. "Mas precisamos agir com responsabilidade, a greve precisa ser efetivamente nacional, e não apenas localizada."

Os trabalhadores reivindicam 43,7% de reajuste (que equivale as perdas salariais do plano real + aumento real de salário + inflação), R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942. Na última quarta-feira (5), os Correios elevaram de 3% para 5,2% a sua proposta de reajuste salarial.

O Comando de Negociação da Fentect vem questionando a direção dos Correios quais seriam as alterações pretendidas no plano de saúde da categoria, mas a explicação não é específica,apenas genérica. Os sindicatos e os trabalhadores não aceitam nenhuma mudança,principalmente porque esta tentativa de ataque é antiga e já foi refutado por todos. Agora, o ataque é indireto, o que torna um cheque em branco para ser usado contra os trabalhadores pela Direção dos Correios e o Governo Federal. "O benefício do plano de saúde foi conquistado com muita luta e os trabalhadores dos Correios não aceitarão qualquer mudança", afirmou o dirigente da Fentect.
 
Fonte/Autoria: UOL, com alterações
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Assembleia rejeita proposta da ECT e adia greve para dia 19

 

Assembleia aprova indicativo de greve para dia 19


As Assembleias Gerais realizadas pelo Sintect-GO em Goiânia e pelo interior de Goiás decidiram pelo adiamento da greve dos trabalhadores dos Correios no Estado. A decisão segue uma postura tomada pela maioria dos sindicatos ecetistas de todo Brasil que pretende, desta forma, fortalecer a luta em nível nacional.

Nova Assembleia foi convocada para dia 18 de setembro, quando a categoria irá deliberar sobre a paralisação das atividades a partir da zero hora da quarta-feira, dia 19 de setembro.

Outras deliberações tomadas na Assembleia de ontem, realizada em frente à Agência Central dos Correios, na Praça Cívica:

  • Rejeição à proposta de 5,2% da ECT;
  • Rejeição à alteração da cláusula 11, que trata da assistência médica dos Correios;
  • Manutenção do estado de greve;
  • Alteração do indicativo de greve para a zero hora do dia 19 de setembro;
  • Realização de um Consin nos dias 13 e 14 de setembro, em Brasília.
Assim como o Sintect-GO, outros 20 sindicatos ecetistas decidiram pelo adiamento da greve. Nesta terça-feira, 11, novos estados devem realizar suas assembleias e a expectativa é que estes também protelem a decisão sobre a greve para o dia 18.

A ordem agora é mobilizar a categoria, e buscar a unidade dos trabalhadores.
 
Fonte/Autoria: Daniela Martins • Assessora de Comunicação Sintect-GO
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Servidores dos Correios tratam sobre nova greve da categoria

 
Os cerca de 115 mil trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) decidem nos próximos dias sobre a possibilidade de entrarem em greve. Dos 35 sindicatos da categoria, 16 fazem assembleias na noite desta segunda-feira. Outros sete, amanhã.

Embora o calendário de mobilização da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) aponte para o início de uma paralisação nacional por tempo indeterminado a partir desta terça-feira, a avaliação da própria entidade é que a maioria das assembleias adie a decisão para dia 18.

"A Fentect orientou para a greve a partir de amanhã, mas cada sindicato tem sua autonomia", disse James Magalhães de Azevedo, secretário de imprensa da Fentect. "A certeza é que todas as assembleias irão recusar a proposta da empresa, mesmo aquelas que eventualmente não aprovem a entrada em greve amanhã".

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Luiz Antonio de Souza, afirmou que, em um balanço preliminar feito na tarde de hoje, a entidade avalia que pelo menos 19 sindicatos devem adiar a decisão sobre a entrada em greve para novas assembleias no próximo dia 18, com o início da paralisação para o dia seguinte. "Pela nossa leitura, há certeza apenas de que Minas Gerais e Rio Grande do Sul aprovarão greve hoje à noite".

Entre os Estados que não devem aprovar a greve esta semana estão São Paulo e Rio de Janeiro, que, juntos, detêm cerca de 40% dos funcionários dos Correios. "Pesa, claro que pesa (o fato de RJ e SP não apoiarem a greve), mas na contagem são apenas dois sindicatos', minimiza Azevedo. 'A greve tem que ser unificada, se não todo mundo sai perdendo', avalia Souza. Para a categoria fechar acordo coletivo, é exigida a aprovação de, ao menos, dois terços dos 35 sindicatos.

O comando de negociação da Fentect reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, reivindicam 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942.

Na última quarta-feira, os Correios elevaram de 3% para 5,2% a sua proposta de reajuste salarial . O mesmo percentual seria aplicado a benefícios como vale-alimentação e auxílio-creche. Pela proposta, o salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo passaria de R$ 942 para R$ 991.

Em nota, os Correios afirmam que irão efetuar o desconto salarial dos trabalhadores que aderirem à greve. "Devemos ser responsáveis. O Brasil confia em nós. A proposta da empresa é melhor do que qualquer outra que venha a ocorrer no Tribunal Superior do Trabalho e uma paralisação será prejudicial a todos", diz a nota. "Haverá perdas para a ECT, transtornos para a população e prejuízo para o trabalhador, que terá os dias parados descontados do pagamento", diz o texto.

A empresa ressalta ainda ter um "plano de contingência" com medidas para garantir a prestação de serviços à população em caso de greve. Entre essas medidas, conforme a direção dos Correios, estariam a contratação de trabalhadores temporários, a realocação de empregados das áreas administrativas e a realização de horas extras e de mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos finais de semana. "Os Correios continuam abertos ao diálogo e acreditam que tenham oferecido proposta adequada para fechamento do acordo coletivo", conclui a nota.

No ano passado, a categoria permaneceu em greve durante 28 dias. Houve desconto salarial de sete dias parados; os demais 21 dias foram compensados aos sábados e domingos. "Todo ano a empresa faz essa ameaça. Nossa luta é para que não haja (o desconto)", diz Azevedo. "Temos o pior salário entre as empresas estatais".

Os sindicalistas ouvidos reclamam que a empresa, ao propor uma "adequação" do plano de saúde às normas da Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), estaria tentando retirar benefícios, como o direito de incluir pais e mães no plano. "Esta é uma grande conquista obtida pela nossa categoria no passado, da qual não abrimos mão", diz o dirigente da Fentect.
 
 
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