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Assembleia rejeita proposta da ECT e adia greve para dia 19

 

Assembleia aprova indicativo de greve para dia 19


As Assembleias Gerais realizadas pelo Sintect-GO em Goiânia e pelo interior de Goiás decidiram pelo adiamento da greve dos trabalhadores dos Correios no Estado. A decisão segue uma postura tomada pela maioria dos sindicatos ecetistas de todo Brasil que pretende, desta forma, fortalecer a luta em nível nacional.

Nova Assembleia foi convocada para dia 18 de setembro, quando a categoria irá deliberar sobre a paralisação das atividades a partir da zero hora da quarta-feira, dia 19 de setembro.

Outras deliberações tomadas na Assembleia de ontem, realizada em frente à Agência Central dos Correios, na Praça Cívica:

  • Rejeição à proposta de 5,2% da ECT;
  • Rejeição à alteração da cláusula 11, que trata da assistência médica dos Correios;
  • Manutenção do estado de greve;
  • Alteração do indicativo de greve para a zero hora do dia 19 de setembro;
  • Realização de um Consin nos dias 13 e 14 de setembro, em Brasília.
Assim como o Sintect-GO, outros 20 sindicatos ecetistas decidiram pelo adiamento da greve. Nesta terça-feira, 11, novos estados devem realizar suas assembleias e a expectativa é que estes também protelem a decisão sobre a greve para o dia 18.

A ordem agora é mobilizar a categoria, e buscar a unidade dos trabalhadores.
 
Fonte/Autoria: Daniela Martins • Assessora de Comunicação Sintect-GO
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Servidores dos Correios tratam sobre nova greve da categoria

 
Os cerca de 115 mil trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) decidem nos próximos dias sobre a possibilidade de entrarem em greve. Dos 35 sindicatos da categoria, 16 fazem assembleias na noite desta segunda-feira. Outros sete, amanhã.

Embora o calendário de mobilização da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) aponte para o início de uma paralisação nacional por tempo indeterminado a partir desta terça-feira, a avaliação da própria entidade é que a maioria das assembleias adie a decisão para dia 18.

"A Fentect orientou para a greve a partir de amanhã, mas cada sindicato tem sua autonomia", disse James Magalhães de Azevedo, secretário de imprensa da Fentect. "A certeza é que todas as assembleias irão recusar a proposta da empresa, mesmo aquelas que eventualmente não aprovem a entrada em greve amanhã".

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Luiz Antonio de Souza, afirmou que, em um balanço preliminar feito na tarde de hoje, a entidade avalia que pelo menos 19 sindicatos devem adiar a decisão sobre a entrada em greve para novas assembleias no próximo dia 18, com o início da paralisação para o dia seguinte. "Pela nossa leitura, há certeza apenas de que Minas Gerais e Rio Grande do Sul aprovarão greve hoje à noite".

Entre os Estados que não devem aprovar a greve esta semana estão São Paulo e Rio de Janeiro, que, juntos, detêm cerca de 40% dos funcionários dos Correios. "Pesa, claro que pesa (o fato de RJ e SP não apoiarem a greve), mas na contagem são apenas dois sindicatos', minimiza Azevedo. 'A greve tem que ser unificada, se não todo mundo sai perdendo', avalia Souza. Para a categoria fechar acordo coletivo, é exigida a aprovação de, ao menos, dois terços dos 35 sindicatos.

O comando de negociação da Fentect reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, reivindicam 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942.

Na última quarta-feira, os Correios elevaram de 3% para 5,2% a sua proposta de reajuste salarial . O mesmo percentual seria aplicado a benefícios como vale-alimentação e auxílio-creche. Pela proposta, o salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo passaria de R$ 942 para R$ 991.

Em nota, os Correios afirmam que irão efetuar o desconto salarial dos trabalhadores que aderirem à greve. "Devemos ser responsáveis. O Brasil confia em nós. A proposta da empresa é melhor do que qualquer outra que venha a ocorrer no Tribunal Superior do Trabalho e uma paralisação será prejudicial a todos", diz a nota. "Haverá perdas para a ECT, transtornos para a população e prejuízo para o trabalhador, que terá os dias parados descontados do pagamento", diz o texto.

A empresa ressalta ainda ter um "plano de contingência" com medidas para garantir a prestação de serviços à população em caso de greve. Entre essas medidas, conforme a direção dos Correios, estariam a contratação de trabalhadores temporários, a realocação de empregados das áreas administrativas e a realização de horas extras e de mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos finais de semana. "Os Correios continuam abertos ao diálogo e acreditam que tenham oferecido proposta adequada para fechamento do acordo coletivo", conclui a nota.

No ano passado, a categoria permaneceu em greve durante 28 dias. Houve desconto salarial de sete dias parados; os demais 21 dias foram compensados aos sábados e domingos. "Todo ano a empresa faz essa ameaça. Nossa luta é para que não haja (o desconto)", diz Azevedo. "Temos o pior salário entre as empresas estatais".

Os sindicalistas ouvidos reclamam que a empresa, ao propor uma "adequação" do plano de saúde às normas da Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), estaria tentando retirar benefícios, como o direito de incluir pais e mães no plano. "Esta é uma grande conquista obtida pela nossa categoria no passado, da qual não abrimos mão", diz o dirigente da Fentect.
 
 
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Assembleias desta segunda vão deliberar sobre a deflagração da greve

 
Daniela Martins

Assembleia aprovou indicativo de greve, dia 4
Logo mais, às 18h, o Sintect-GO realiza Assembleias em Goiânia e nas principais cidades do interior para avaliar a Campanha Salarial e deliberar sobre deflagração da greve a partir da zero hora desta terça-feira, dia 11 de setembro, em todo Estado de Goiás. Na Capital, a Assembleia será realizada em frente à Agência Central dos Correios, na Praça Cívica.

Na última quarta-feira, 5 de setembro, as assembleias de Goiânia e do interior realizadas pelo Sintect aprovaram o indicativo de greve. Agora é hora de continuar a mobilização e a luta por melhores condições de trabalho e salários mais justos.

 
Fonte/Autoria: Daniela Martins • Assessora de Comunicação Sintect-GO
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