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Nota de pesar e repúdio pelo assassinato de Vânia Mara de Mello

Gerente da agência de Foz do Jordão é assassinada pelo ex-companheiro

É com tristeza e indignação que o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (SINTCOM-PR) lamenta o falecimento da colega ecetista Vania Mara de Mello. Ela foi assassinada na tarde de ontem (20), dentro da agência dos Correios de Foz do Jordão, município de cinco mil habitantes, que fica a 100 km de Guarapuava, região centro-sul do Paraná. O crime chocou a todos no município e, principalmente, aos colegas ecetistas.

Vânia levou um tiro na cabeça do ex-companheiro que invadiu a agência, enquanto ela trabalhava. O homem, após assassiná-la, trancou-se no banheiro da agência e também tentou se matar, no entanto, foi socorrido e levado com vida para o hospital de Candoi, onde faleceu no mesmo dia.

Vânia, 38 anos, ingressou nos Correios em 2001, como carteira, trabalhou em Guarapuava e era gerente em Foz do Jordão. Era tida como uma pessoa muito querida pela comunidade. De acordo com informações coletadas com o delegado que está cuidando do caso, os celulares dela e do assassino foram apreendidos e enviados para a perícia, mas ao que tudo indica, já havia mensagens de inconformismo do ex-companheiro, pelo término do relacionamento. No entanto, o delegado ainda estava levantando se Vania tinha algum boletim de ocorrência registrado ou pedido de medidas protetivas, mas até a tarde dessa quarta-feira, nenhum registro havia sido localizado.

Os diretos sindicais, Neusa Oliveira e Ezequiel Dutra, foram à Guarapuava para prestar condolências e auxílio aos familiares, inclusive em relação ao direito de ressarcimento do auxílio funeral (seja pela Postal Prev ou Postalis), já que a empresa não se dispôs a ajudar a família arcando com os custos, mesmo diante da tragédia ter acontecido dentro da agência enquanto a trabalhadora exercia suas funções.

O SINTCOM-PR registra seu pesar pela morte de Vânia, que enluta a todos os familiares, amigos e também a toda a sociedade que jamais aceitará esse assassinato brutal de uma jovem cuja vida foi ceifada por crime de ódio. Desejamos que a família encontre nas boas lembranças o remédio para apaziguar a dor e que Deus conforte a todos os corações feridos com essa tragédia.

VÂNIA, PRESENTE!

Feminicídio é o reflexo do machismo nosso de cada dia

A vida da jovem Vânia não foi um acidente trágico, foi um crime de ódio, consequência de uma sociedade machista. O feminicídio é a expressão fatal das diversas violências que podem atingir as mulheres em sociedades marcadas pela desigualdade de poder entre os gêneros masculino e feminino e por construções históricas, culturais, econômicas, políticas e sociais discriminatórias.

De acordo com o Mapa da Violência 2015, em 2013 foram registrados 13 homicídios femininos por dia, quase cinco mil no ano. A desigualdade de gênero é marcada pela o acesso desigual à oportunidades, assim como pela tolerância da sociedade de que a mulher é inferior, que pode ser subjugada e maltratada. Historicamente, no Brasil, a mulher sempre foi tratada como uma coisa que o homem podia usar, gozar e dispor.

É importante lembrar que, ao incluir no Código Penal o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, o feminicídio foi adicionado ao rol dos crimes hediondos (Lei nº 8.072/1990), tal qual o estupro, genocídio e latrocínio, entre outros. A pena prevista para o homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos.

NÃO SE CALE, DENUNCIE!

Um dos grandes problemas na violência contra a mulher é a discriminação social e o medo. O SINTCOM-PR coloca seu departamento jurídico à disposição para que toda trabalhadora ecetista que se sentir ameaçada, não só fisicamente, mas que esteja num relacionamento abusivo, com violência psicológica, seja ela cometida por companheiros, familiares ou ainda por colegas de trabalho e gestores, que procure o sindicato para receber auxílio jurídico e todo apoio que merece. VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ!

 

Reprodução: SITCOM-PR

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V Encontro Regional de Mulheres do SINTECT-GO será realizado neste fim de semana

Acontece neste sábado, dia 04 de junho, o V Encontro Regional de Mulheres do SINTECT-GO, no Clube Ferreira Pacheco, em Goiânia, a partir das 8h00. Com o tema: “Somos do lar, somos da rua, somos da luta!”, o evento visa organizar as ecetistas, debater sobre as principais dificuldades enfrentadas no dia a dia, pensar em soluções conjuntas para ampliar a valorização e a participação das mulheres dentro do Correios, construir uma pauta específica que contemple as reivindicações das trabalhadoras e defender os direitos conquistados nos últimos anos.

Durante o V Encontro Regional de Mulheres do SINTECT-GO serão eleitas as delegadas que participarão do Encontro Nacional de Mulheres, que ocorrerá nos dias 05 e 06 de julho.

Participem!

 

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Prefeitura realiza 5ª Conferência Municipal de Políticas para Mulheres

 

                                                      

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM), realiza nos dias 18 e 19 de setembro a 5ª Conferência Municipal de Políticas para Mulheres, no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás - UFG, no Setor Universitário. Com o tema “Mais direitos, participação e poder para as mulheres”, o principal objetivo da Conferencia é fortalecer as políticas públicas para mulheres no município, bem como contribuir para a elaboração das políticas estadual e nacional.

Durante a 5ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres serão eleitas delegadas para a conferência estadual, que por sua vez, elegerá delegadas para a 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que será realizada em março de 2016 pela Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República. Na ocasião, será debatido a ampla participação das mulheres nas instâncias de poder, para que estas sejam protagonistas nas decisões políticas do país.

Inscreva-se!

Confira programação aqui.

 

Autoria: Laryssa Machado - Assessoria de Comunicação SINTECT-GO

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“Feminicídio, um crime hediondo” é o tema do próximo Café com Feminismo, realizado pela SMPM

Caríssimas e caríssimos, 

Convidamos a todos para participar do Café com Feminismo, com o tema Feminicídio, um crime hediondo, que será realizado em 28 de maio de 2015, às 16 horas, no Auditório Sueli Fraissat, na Secretária Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM). 

As palestrantes deste tema serão  Lourdes Bandeira,  Professora de Sociologia da Universidade de Brasília (UNB) e ex-Secretária Executiva da Secretaria de  Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR),  e Lúcia Rincon, Professora  de História PUC-GO e Conselheira do Conselho Nacional de  Direitos da  Mulher (CNDM).

O Café com Feminismo é um encontro mensal de formação política para mulheres goianienses de todos os segmentos sociais, culturais, profissionais e políticos. Essa formação é realizada pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de Goiânia desde agosto de 2013.

Em cada Café, convidamos duas personalidades (com preferência que sejam mulheres) que ministram palestras sobre um tema específico de interesse das mulheres, com um olhar voltado para a situação das mulheres na sociedade, suas lutas, conquistas e reivindicações. Realizamos essa formação política com o objetivo de conscientizar a sociedade de que Feminismo não é um movimento de disputa de espaço com os homens, e sim uma luta por igualdade e equidade de direitos entre mulheres e homens, pela cidadania e democracia plena.

Contamos com sua presença!

 

Atenciosamente,

Teresa Sousa

Secretária Municipal de Políticas para as Mulheres

Reprodução: SMPM

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Assédio moral, saúde da trabalhadora e previdência são destaques no Encontro de Mulheres


Terminou ontem em Luziânia (GO) o VXII Encontro Nacional de Mulheres Trabalhadoras dos Correios. O evento, que começou na segunda-feira (14), foi palco de diversos debates relacionados às mulheres ecetistas, entre eles a falta de condições de trabalho, longas jornadas, previdência social e assédio moral.

Um dos pontos de grande destaque no evento foi sobre o assédio moral. No segundo dia, a médica do trabalho e doutora em psicologia social, Margarida Barreto, apresentou o tema “Violência no Trabalho”, e explicou que o assédio moral ocorre devido à pressão generalizada para a produção. “Às vezes, a própria organização da empresa contém uma pressão generalizada para a produção, que gera angústia e ansiedade. É terrível dar o melhor de si e ouvir o tempo todo reclamações e comparações”.

Margarida Barreto falou sobre a importância de não se ficar em silencio, pois isso acaba dando forças para quem humilha e promove o sentimento de medo entre os colegas de profissão. “A empresa é corresponsável nesses casos. É dever do empregador manter um ambiente saudável, na prática. Nos Correios, por exemplo, casos de lesões por esforço repetitivo, acidentes e, fundamentalmente, a terceira patologia que mais aparece na instituição, transtornos mentais, são os mais contabilizados. É necessária, sim, uma política severa para combater e banir o assédio moral no ambiente de trabalho”, afirmou.

Ainda no segundo dia, a psicóloga especialista em saúde do trabalhador Maria de Fátima Duarte apresentou o tema “Políticas e Práticas de Saúde do Trabalhador para as Mulheres dos Correios”. Em sua palestra, a psicóloga explicou que as longas jornadas de trabalho pode afetar a saúde do trabalhador, causando estresse, traumas, acidentes, doenças psicológicas e, até mesmo, alterações nas esferas sexual e reprodutiva.

No último dia (17), Cláudia Muinhos Ricaldoni, Presidente da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (ANAPAR), falou sobre os fundos de pensão e ressaltou a importância das mulheres estarem atentas a eles.  Para ela, os brasileiros não ligam muita para a previdência, pois acreditam que serão jovens para sempre. “Acreditamos que vamos ser jovens para sempre, mas sabemos que devemos poupar e pensar nos nossos filhos. Acho complicado confiar cegamente nos administradores, quando há muito dinheiro envolvido. Não parece razoável”, destacou.

Dando continuidade no assunto, o diretor da Fentect, Rogério Ubine, apresentou um pouco da história do Postalis, fundo que visa oferecer e administrar planos para complementação de aposentadoria e cobertura para eventos de risco. Ele ainda explicou o que tem sendo feito pela Federação em relação ao Fundo.

O Encontro de Mulheres é um evento que possibilita o debate e a construção da unidade entre a categoria, além de ser uma oportunidade das mulheres compartilharem suas experiências e dúvidas relacionadas ao seu trabalho.

*Com informações da FENTECT

 
Fonte/Autoria: Laryssa Machado
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Trabalhadoras ecetistas participam de Encontro em Luziânia


O XVII Encontro Nacional das Mulheres da Fentect teve início ontem (14) em Luziânia/GO. Com o tema “Dignidade, Respeito e Igualdade Já”, o evento pretende debater questões relacionadas a elas, além de deliberar sobre pontos que deverão ser incluídos na Pauta Nacional de Reivindicações.

No encontro, Goiás está sendo representado pelas companheiras Samantha Z. Gonçalves, Herika Cristina Silva, Célia Regina da Silva e Joseneide R. de Moraes.

 
Fonte/Autoria: Laryssa Machado
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Mulheres discutem a realidade das trabalhadoras





Em um universo de mais de 118 mil trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), cerca de 30,4 mil são mulheres. Ou seja, aproximadamente 25% do quadro de pessoal é composto pelo sexo feminino, segundo dados de 2010 do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Para representar os trabalhadores, 35 sindicatos se distribuem em todo o território nacional. Apenas quatro deles, no entanto, são presididos por mulheres. A disparidade não é observada apenas na liderança. Falta o auxílio necessário para que as trabalhadoras tenham condição de prestar o melhor serviço à comunidade.

Por conta disso, funcionárias de todo o país se reuniram no Encontro Nacional de Trabalhadoras de Correios, nos dias 11 e 12 de junho em Fortaleza (CE). Já é a 15ª edição do evento e as conquistas são muitas nos anos que se seguem.

A telefonista Maria Alves Ferreira de Morais, que trabalha há 37 anos nos Correios, esteve no 1º encontro de mulheres, que ocorreu em São Paulo no ano de 1997. Segundo ela, havia cerca de 40 mulheres. “É bom ver como a participação da mulher na empresa cresceu ao longo dos anos. Agora, na edição deste ano, vieram mais de 100 mulheres”, afirma. Maria, que participou de 14 encontros, defende ainda que a mobilização feminina não deve se resumir ao evento anual. “O mais importante é preparar as companheiras para as batalhas do dia a dia".

E as batalhas são muitas. Violência e assédio moral; tripla jornada de trabalho; preconceito; falta de reconhecimento... Sem falar nas lutas em relação aos direitos que possuem como mãe. A mobilização do momento é pelo direito à creche no local de trabalho e pelo auxílio na educação dos filhos. Mas também há bandeiras de cunho puramente profissional, como explica a presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios e Similares da Bahia, Simone Soares Lopes. “Queremos que os sindicatos respeitem a cota de 30% na diretoria colegiada. Mas a nossa meta mesmo é a paridade entre homens e mulheres”, explica.

Falta equidade salarial
Outra bandeira levantada pela classe feminina dos Correios é a equidade salarial. Dados do Dieese mostram que a remuneração média feminina é inferior à masculina. Enquanto a ecetista recebe R$ 2.224,47 ao mês, o trabalhador da empresa recebe R$ 2.514,79. “Essa diferença de R$ 290 é reflexo de uma desigualdade histórica de tratamento entre homens e mulheres. O movimento feminino deve usar esses dados para intervir na atual realidade e lutar por melhores condições no ambiente de trabalho”, defende Rose Cruz, da Federação de Servidores Municipais do Ceará. 
 
Fonte/Autoria: Fentect
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INSS cobra de agressores de mulheres benefícios para as vítimas

O INSS decidiu cobrar dos agressores de mulheres o dinheiro gasto com benefícios pagos às vítimas de violência doméstica. Uma mulher que pediu para não ser identificada sofreu agressões físicas e verbais e ouviu ameaças durante 13 anos. Até que conseguiu se separar do marido e o denunciou à polícia. Ele foi enquadrado na Lei Maria da Penha, que pune agressores de mulheres.

“É uma sensação horrível porque você anda com medo. Ele não tem amor próprio, então ele não vai querer poupar minha vida”, conta a vítima.

A partir de agora, os agressores de mulheres vítimas de violência doméstica poderão sofrer outra punição, além da ação penal. O INSS vai entrar com ações na Justiça para cobrar deles os gastos com o pagamento de benefícios às mulheres impossibilitadas de trabalhar por causa das agressões. 

É o que se chama de ação regressiva e será feita no caso de aposentadoria por invalidez, pensão por morte e auxílio-doença, quando a vítima precisa se ausentar do trabalho por mais de 15 dias.

A primeira ação vai ser contra o ex-marido de Maria da Penha, que inspirou a lei que leva o seu nome. Ele atirou nela e a deixou paraplégica. O INSS quer recuperar os gastos com a aposentadoria por invalidez da farmacêutica.

O INSS já entrou com ações regressivas contra empresas responsáveis por acidentes de trabalho. Conseguiu recuperar mais de R$ 1 milhão para compensar o pagamento de benefícios ao empregado ou pensão por morte a parentes da vítima.

Desde de 2011, também cobra prejuízos dos motoristas que provocaram acidentes de trânsito com vítimas. No caso das mulheres, o INSS vai cruzar sua base de dados com informações da polícia. Oito mil casos de violência doméstica já estão sendo analisados.

“O valor que vai ter que ser pago por cada um dos condenados nessa ação regressiva vai ficar a critério do juiz. Nós vamos, naturalmente, buscar o valor integral do benefício”, diz Mauro Hauschild, presidente do INSS.
 
Fonte/Autoria: Portal G1
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