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  • Debater a situação da mulher trabalhadora nunca foi tão urgente

    Debater a situação da mulher na família, nas empresas e, sobretudo, dentro dos Correios é urgente. Vivemos numa sociedade patriarcal, machista, em que a mulher sofre violência das mais diversas formas.

    No cenário político-econômico atual, a situação feminina se agravou. A reforma trabalhista trouxe prejuízos para todos, mas atingiu com mais força as trabalhadoras. O mesmo acontecerá se a reforma da Previdência for aprovada.

    Toda a categoria deve incentivar a unidade das companheiras, com conscientização e debate em torno de temas relacionados à participação feminina nos Correios, no meio sindical e na política.

    Nesse sentido, a FENTECT realiza, de 29 a 31 de maio, o XXI Encontro Nacional de Mulheres, em Brasília, por entender que é importante a manutenção de fóruns específicos das mulheres para fortalecer a luta delas e de todos nós.

    O SINTECT-GO estará presente nesse Encontro com as delegadas escolhidas em Assembleias, que serão realizadas nesta semana. Mulheres, participem! Homens, incentivem a participação das companheiras.

     

    Leia o Boletim completo aqui

    24 Abril 2018 em SINTECT-GO
  • Evento internacional destaca a importância da organização dos trabalhadores em todo o mundo

    Na última semana, durante o primeiro dia de debate da 5ª Conferência da UNI América L&P (logística e postal), realizada em Nova Orleans (EUA), dia 18, os participantes trataram das seguintes pautas: o balanço dos últimos dois anos; o Banco Postal, a organização das multinacionais de Correios e o impacto do comércio eletrônico, o ecommerce. O secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, apresentou a experiência do Brasil com o banco postal e falou sobre a realidade da categoria.

    Rivaldo enfatizou que, com a política adotada pela direção dos Correios no Brasil, a lógica de captação de recursos no país não tem gerado muitos lucros à estatal e os problemas apenas aumentam. Explicou, inclusive, sobre os altos índices de violência contra os trabalhadores, o aumento da sobrecarga de trabalho e até mesmo o risco do fim desses serviços, já que o Banco do Brasil sinalizou que não há interesse em manter as atividades.

    Enquanto isso, no Canadá, os sindicatos travam uma batalha no Congresso, para que uma lei seja aprovada e o banco postal finalmente implantado no país. Nos Estados Unidos, a luta é pela participação dos Correios nas eleições. Eles querem que cada cidadão norte americano receba um modelo de cédula para votar da própria residência e enviar a decisão pelos Correios, conquistando, dessa maneira, mais recursos para a empresa americana.

    Organização e sindicalização da UNI Postal

    Para a representação da UNI, com essas questões, é importante a organização dos trabalhadores mesmo das concorrentes multinacionais. Segundo a entidade, mais de um milhão de trabalhadores das américas podem se organizar junto aos sindicatos filiados à UNI. No Brasil e na Argentina, por exemplo, a categoria que trabalha para as alemãs DHL e a Dynamic Parcel Distribution (DPD) são representados pela Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (International Transport Workers’ Federation – ITF).

    Globalização x Privatização

    No ponto sobre ecommerce e o avanço global, os representantes da conferência ressaltaram o impacto desse segmento. Destaca-se que as concorrentes estão investindo para obter a fatia do comércio eletrônico em todo o mundo, como a DHL e a recente GeoPost têm feito no Brasil.

    Essa visão mercadológica tem invadido a estatal brasileira, conforme denúncia da FENTECT, na ocasião, com o avanço das alterações da ECT; nas parcerias com empresas privadas, como a de aviação civil, a Azul, e com a extinção do cargo de Operador de Triagem e Transbordo (OTT), assim, colocando em risco o emprego de mais de 17 mil trabalhadores concursados. Além disso, querem implementar de vez a CorreiosPar, pela qual todo setor operacional dos Correios será terceirizado.

    Para a federação, a participação nesses debates mundiais transfere conhecimentos e compartilha experiências. Com isso, a discussão da conferência internacional precisa ser realizada também com toda a categoria no Brasil, para que a FENTECT e os sindicatos entendam a realidade em todo o mundo, sejam empáticos à causa e mantenham a defesa dos trabalhadores contra a privatização, a extinção de cargos e pela universalização dos Correios.

    23 Abril 2018 em Lutas da Categoria
  • Descaso com a categoria que está à mercê da violência e do sucateamento da estatal

    Não é de hoje que vários vídeos estão circulando pela internet com imagens de carteiros sofrendo agressões nas ruas, vítimas da violência e da bandidagem. Os trabalhadores precisam lidar diariamente com o risco de assaltos, sequestros, roubos e até mesmo tiros, como aconteceu recentemente em Brasília. Insatisfeitos em apenas levar a carga, os bandidos agridem o trabalhador, que acaba desamparado e ainda precisa encarar a ECT para ter os direitos resguardados. A FENTECT repudia a insegurança colocada aos empregados dos Correios no Brasil e indaga a empresa até quando vai se preocupar mais com os patrocínios do que com a própria categoria de trabalhadores.

    Para piorar a situação, um carteiro foi agredido, dia 16, por um morador, em Porto Velho (RO), enquanto cumpria com as obrigações da atividade. Ao tentar entregar carta em determinada região, o trabalhador foi ofendido e agredido a chutes e pontapés, ainda sob ameaça de levar um tiro do cidadão enfurecido. A violência, que começou e terminou sem sentido, foi interrompida pela população próxima e policiais militares.

    Esse e outros tantos casos país afora demonstram, além da falta de segurança pública nas cidades, a ausência de investimentos por parte da gestão da estatal, para que as encomendas cheguem com segurança nas casas dos cidadãos e para os trabalhadores que realizam as entregas.

    O sucateamento dos Correios, sem transporte adequado; com a sobrecarga de trabalho nos ombros dos carteiros, que estão cumprindo funções, em média, por até três trabalhadores, já que não há concursos e mais contratações; com a falta de estruturas também no próprio ambiente de trabalho e, para piorar, com acesso dificultado à assistência médica, demonstram o descaso com a categoria em pontos cruciais para o devido funcionamento da empresa que é de todos.

    Além do problema da segurança, tudo isso é possível notar com as informações sobre unidades que estão sendo destruídas por incêndios, sem explicações, ou condições insalubres, também resultado de diversas denúncias dos trabalhadores e sindicatos, ignoradas pela empresa.

    A FENTECT, junto aos 31 sindicatos filiados, continuará na defesa da categoria. As entidades representativas não vão se calar diante de todo desrespeito ao trabalhador e as retiradas de direitos que estão sendo promovidas, com interesse único e exclusivo de manchar a imagem dos Correios, para vender a ideia à sociedade de um caminho sem volta rumo à privatização.

    Privatizar não é a solução, mas, sim, investir e valorizar, para que o serviço retorne ao patamar de qualidade, de uma das empresas mais elogiadas do Brasil. A única capaz de chegar aos mais de cinco mil municípios do país e manter o sigilo, o acesso e a integridade das informações.

    20 Abril 2018 em Lutas da Categoria
  • Recursos no TST e STF ainda podem reverter as cobranças no plano de saúde

    A decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que alterou o sistema de custeio do plano de saúde, foi publicada no dia 3 de abril. A partir da publicação, a decisão começa a valer, bem como os critérios de cobrança. No entanto, a assessoria jurídica da FENTECT, após a publicação do Acórdão do tribunal, apresentou os devidos embargos de declaração.

    Atenção!
    Enquanto isso, a federação ressalta que é importante não abrir mão do plano de saúde, neste momento, apesar das dificuldades financeiras, e não assinar qualquer tipo de documento que autorize migração de plano. É necessário esgotar os recursos e as ações para a devida manutenção do benefício médico.

    A FENTECT reafirma o compromisso com os trabalhadores dos Correios, no esforço para que a situação de injustiça seja revertida. Ainda há dois recursos cabíveis. Um deles a ser apreciado pelo próprio TST e outro a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), contra as alterações que estão sendo impostas no plano de saúde, sem que a ECT ou TST tratem de correções salariais dignas para a categoria, que tem um dos salários mais defasados entre as instituições federais do País.

    Destaca-se que algumas afirmações constantes na decisão, pelas quais o TST se baseou para admitir o dissídio coletivo, estão sendo questionadas. Há alguns aspectos que demandam esclarecimentos, entre eles o cabimento do dissídio coletivo de revisão e também sobre a própria estrutura do plano de saúde.

    Ainda, a existência de direito adquirido também foi abordada na defesa apresentada pela FENTECT e não foi debatida pelo tribunal. Caso sejam acolhidos os questionamentos e o dissídio coletivo for julgado extinto, o sistema de cobrança antigo será restabelecido.

    Considerando que as alterações fixadas pelo TST dizem respeito apenas ao custeio, os demais aspectos relacionados ao plano, principalmente a rede de cobertura, deverão ser preservados pelo empregador.

    Entendendo as alterações previstas no custeio do plano
    As mensalidades e custos de coparticipação deverão observar os parâmetros estabelecidos na decisão do TST, ou seja:

    a) Mensalidade:

    • O cálculo deverá observar a faixa de remuneração do empregado, que é obtida pela remuneração bruta, ou seja, aquela que está no contracheque antes da incidência dos descontos legais:



    • Assim, para o trabalhador que ganha R$ 1.500,00, o valor da mensalidade será de R$ 37,50 (ou seja, R$ 1.500,00 x 2,50%).
    • Para quem ganha R$ 2.500,00, a mensalidade será de R$ 62,50 (ou seja, R$ 2.500,00 x 2,50%).

    Quanto aos dependentes, o cálculo da mensalidade obedece ao seguinte critério:

    • Pegando os exemplos acima, o trabalhador que ganha R$ 1.500,00 pagará de mensalidade para o cônjuge o valor de R$ 22,50, ou seja, 60% do valor de sua mensalidade de titular (R$ 37,50 x 60% = 22,50).
    • Para cada filho, a mensalidade será de R$ 13,12, ou seja, 35% do valor de sua mensalidade de titular (R$ 37,50 x 35% = R$ 13,12).
    • Assim, um trabalhador que ganhe R$ 1.500,00 e tenha esposa e um filho, pagará de mensalidade total o valor de R$ 73,12, ou seja: R$ 37,50 (mensalidade do titular) + R$ 22,50 (mensalidade do cônjuge) + R$ 13,12 (mensalidade do filho).

    Valor limite para a cobrança da mensalidade do titular, de acordo com a idade

    • A mensalidade do titular, portanto, não poderá ultrapassar os valores acima, que são o LIMITE MÁXIMO de cobrança. 
    • Se o valor da mensalidade for inferior ao limite acima, é o valor menor que será devido.

    b) Coparticipação
    • Não é devida em caso de internação
    • É devida em caso de exame e consulta no percentual de 30%
    • Há um teto de cobrança estabelecido na cláusula:

    I - Para os(as) empregados(as) ativos 2 (duas) vezes o valor da remuneração do(da) empregado(a).

    II - Para os(as) aposentados(as) desligados(as) até 3 (três) vezes o valor da soma do benefício recebido do INSS e suplementação concedida pelo POSTALIS.

    Para fins de desconto dos valores relativos à coparticipação, o limite de desconto mensal deverá ser observado pela empresa, limitando o desconto mensal até 5% da remuneração líquida do titular, fora a margem consignável, em sucessivas parcelas até a sua liquidação.

    Confira a relação de PERGUNTAS E RESPOSTAS disponibilizada pela Postal Saúde.

    Leia também o Boletim nº 6 - Plano de Saúde completo.

    18 Abril 2018 em Saúde do Trabalhador
  • INSS é condenado em ações acidentárias à pagar trabalhadores dos Correios

    Dois trabalhadores dos Correios compareceram ao SINTECT-GO nesta quarta-feira, 11, para receber indenização do Instituto Nacional Do Seguro Social (INSS) resultante de Ação Acidentária de Concessão do Benefício de Auxílio-Acidente.

    Um deles foi José Fernandes Medeiros, que foi admitido nos Correios em fevereiro de 1986, como carteiro. O trabalhador foi vítima de três acidentes de trabalho, um em janeiro de 1997, outro em fevereiro de 2000 e o último em março de 2005, quando ele foi reabilitado para o cargo de OTT e passou a receber o benefício auxílio-doença do INSS.

    Contudo, ele ficou incapacitado de trabalhar devido às sequelas, e teve seu auxílio-doença negado em novembro de 2005, pois para o Instituto o trabalhador estava apto para desempenhar as funções do cargo que ocupava. Ele procurou o SINTECT-GO que, por meio do departamento jurídico, ingressou com uma ação acidentária. A Justiça então condenou o INSS a pagar o beneficio ao trabalhador, bem como a parcelas retroativas a data em que teve seu benefício cessado.

    11 Abril 2018 em Assuntos Jurídicos
  • Atenção: Campanha de vacinação contra H1N1 é antecipada

    A campanha de vacinação contra a gripe H1N1 em Goiás terá inicio na próxima sexta-feira, 13. A imunização no estado começa 10 dias antes da campanha nacional, prevista para 23 de abril, diante do aumento do número de mortes pelo vírus. Até o momento, 63 casos da doença foram confirmados e oito pessoas já morreram.

    Nesse primeiro momento, somente os trabalhadores da saúde, idosos e pacientes com doenças crônicas poderão se vacinar.

    Confira calendário de vacinação
    13 a 20/04 - idosos, trabalhadores da saúde, doentes crônicos

    23 a 27/04 - grávidas, mulheres que tiveram bebê (até 45 dias) e crianças

    30/04 - 11/05 - professores

    12/05 - dia "D"

    Indígenas: podem vacinar durante toda a campanha

    Gripe H1N1

    A gripe é uma infecção do sistema respiratório, cuja principal complicação são as pneumonias. A doença inicia-se com febre alta, em geral acima de 38ºC, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse seca. É uma doença muito comum em todo o mundo e que pode ocorrer várias vezes ao longo da vida.

    Sintomas

    A febre é a manifestação mais importante e dura em torno de três dias. Sintomas respiratórios, como a tosse, dores musculares, de garganta e de cabeça, calafrio, fraqueza, espirros e coriza tornam-se mais evidentes com o avanço da doença e mantêm-se em geral por três a quatro dias após o desaparecimento da febre. Podem aparecer ainda sintomas como: pele quente e úmida, olhos avermelhados e lacrimejantes. As crianças podem apresentar aumento de linfonodos cervicais (gânglios no pescoço), diarreia e vômitos.

     

    Com informações da SES/GO e G1

    11 Abril 2018 em Saúde do Trabalhador
  • Delegados para o XIII CONTECT serão eleitos durante assembleias

    O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Estado de Goiás convoca todos os seus filiados a comparecerem às Assembleias Regionais e à Assembleia Geral Ordinária da categoria, no dia 13 de abril, para eleição de delegados e delegadas para o XIII Congresso Nacional dos Trabalhadores da ECT (CONTECT). As Assembleias Regionais acontecerão em Caldas Novas, Catalão, Cidade de Goiás, Porangatu e Rio Verde  (em frente à AC de cada unidade), com 1ª Chamada às 17h e 2ª Chamada às 17h30. Já a Assembleia Geral acontecerá em Goiânia, a partir das 18h30 em frente à Agência Central, situada na Praça Cívica, Setor Central.

    Cada sindicato deverá eleger seus representantes em assembleia, na proporção de um delegado para cada 400 trabalhadores na base, assegurado no mínimo cinco delegados para cada sindicato filiado, com cota de no mínimo 30% de mulheres. Somente poderão ter direito a voto e serem votados os ecetistas sindicalizados. Em Goiás, serão eleitos sete delegados, sendo dois escolhidos na capital e os demais delegados nas cidades citadas no quadro abaixo.

     

    Leia o Boletim completo aqui

    11 Abril 2018 em SINTECT-GO
  • Curso de formação é realizado para orientar os novos delegados sindicais

    O SINTECT-GO realizou neste sábado, 07 de abril, na sede da CUT-GO, o curso de Formação Sindical para os delegados sindicais eleitos para a gestão 2018/2019. O objetivo do curso é orientar e capacitar os trabalhadores para que eles possam atuar em suas unidades, acionando o sindicato quando a empresa descumprir o ACT; auxiliando nas mobilizações, organizando os trabalhadores em seu local de trabalho; representando o sindicato em sua unidade; entre outros.

    Na primeira parte do Curso, os dirigentes sindicais presentes deram boas vindas aos delegados e falaram sobre a importância do curso para eles. A professora Ana Lúcia Silva, da UFG, fez uma breve análise da situação política do país, explicando que o grande problema do Brasil é a desigualdade social.

    No segundo momento do evento, a advogada do departamento jurídico do SINTECT-GO, Gizeli Costa, fez uma breve analise da formação das leis, que teve inicio na Grécia Antiga. Ela também explicou como funciona o poder judiciário no país e porque as ações demoram a serem julgadas. Ao final, a advogada falou dos quatro pilares da Reforma Trabalhista e como eles afetam os trabalhadores dos Correios.

    10 Abril 2018 em SINTECT-GO
  • Previc prorroga intervenção no Postalis por seis meses

    Portaria, publicada no Diário Oficial, não explicou motivos da renovação


    BRASÍLIA — A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) prorrogou, nesta segunda-feira, a intervenção no fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis, por mais seis meses. No mês passado, O GLOBO antecipou que a renovação havia sido solicitada

    Na portaria, publicada no Diário Oficial da União (DOU), a Previc não explica os motivos da ampliação da intervenção no Postalis. Diz apenas que ele é o órgão responsável pela constituição e funcionamento das entidades fechadas de previdência complementar. Fala ainda que compete ao órgão deliberar, mediante proposição da diretoria de Fiscalização e Monitoramento, sobre os regimes especiais de intervenção.

    No dia 22 de março, O GLOBO revelou que o interventor nomeado pela Previc para administrar o fundo de pensão dos carteiros, Walter de Carvalho Parente, já havia pedido a renovação da intervenção no Postalis. E que ele também tinha mandado suspender uma ação bilionária que poderia resolver a maior parte dos problemas da instituição.

    Parente ordenou aos advogados do fundo nos Estados Unidos que não seguissem adiante com um processo determinado pela diretoria que foi destituída no ano passado, depois da intervenção.


    Reprodução: O GLOBO

    04 Abril 2018 em Postalis/PostalPrev
  • Trabalhador é aposentado pelo INSS após adquirir doença respiratória nos Correios


    Roberto Alves Domingues compareceu ao SINTECT-GO na tarde desta terça-feira, 20 de março, para receber sua indenização decorrente de Ação Acidentária contra o Instituto Nacional Do Seguro Social (INSS). A ação foi proposta pelo SINTECT-GO em razão do trabalhador ter adquirido alergia respiratória gravíssima que resultou na perda da capacidade de executar suas funções de Operador de Triagem e Transbordo (OTT).

    O trabalhador acabou sendo demitido pela ECT após adquirir doença respiratória em 2001. Contudo, foi reintegrado após ação movida pelo SINTECT-GO. No entanto, a Empresa não conseguiu lotar o trabalhador uma unidade que se adaptasse as suas limitações, nem mesmo nas áreas administrativas, de forma que o encaminhou ao INSS.

    O Instituto, por sua vez, deu alta indevida ao trabalhador, afirmando que ele tinha condições de trabalhar. Nesta época não existia a cláusula 33 no Acordo Coletivo (que atualmente garante que o trabalhador não fique sem receber quando o INSS o libera para trabalhar, mesmo a ECT não liberando), e o trabalhador ficou sem salários e benefícios durante vários meses.

    Assim, o departamento jurídico do SINTECT-GO entrou com uma nova ação, desta feita contra o INSS, e a 12ª Vara Cível de Goiânia decidiu pela obrigação do INSS em pagar o beneficio ao trabalhador decorrente de sua incapacidade laboral, em caráter liminar.

    No curso do processo, após perícia judicial, constatou-se a incapacidade total e definitiva de Roberto para o trabalho na ECT, pelo que foi determinada a aposentadoria por invalidez acidentária. Transitado em julgado a decisão, iniciou-se o processo de execução do crédito decorrente dos benefícios vencidos, que foram incluídos em precatório para pagamento no inicio do ano de 2018, valores que o trabalhador recebeu nesta última terça-feira, 20 de março.

    Roberto possui, ainda em curso, uma terceira ação, esta de indenização em desfavor da ECT, em razão da aposentadoria por invalidez acidentária.

    Ação indenizatória contra INSS

    Também nesta terça-feira, 20, estiveram presentes no SINTECT-GO os filhos de José Rodrigues Amorim para receberem indenização de ação acidentária do trabalhador, que faleceu há quatro anos.  A Justiça Comum condenou o INSS a pagar auxílio-acidente ao trabalhador em razão de sua reabilitação, decorrente de doença ocupacional adquirida na ECT. Estando incluso o precatório para pagamento dos benefícios vencidos, infelizmente, sobreveio o óbito do trabalhador, sendo os créditos, portanto, repassados aos seus quatro filhos.

    Assim como Roberto Alves Domingues e José Rodrigues Amorim, vários trabalhadores possuem demandas em desfavor do INSS e da ECT em razão de doença adquirida no trabalho. Considerando a quantidade de adoecimentos, especialmente de natureza osteomuscular, que atinge os trabalhadores na ECT em razão do carregamento manual de peso em condições ergonômicas desfavoráveis, o INSS já reconheceu o NEPT-Nexo Técnico Epidemiológico para o CNAE – Cadastro Nacional de Atividade Econômica, da ECT.

    23 Março 2018 em Assuntos Jurídicos
  • SINTECT-GO toda terça na Rádio Trabalhador

    Com o objetivo de esclarecer o trabalhador dos Correios e a população sobre privatização, falta de efetivo, demora na entrega, Postal Saúde, entre outros, o SINTECT-GO tem espaço garantido toda terça-feira no Programa Antena Ligada, da Rádio Trabalhador.

    Você pode ouvir a Rádio Trabalhador pelo site, através do aplicativo e pelo Facebook.

    Rádio Trabalhador

    A Rádio Trabalhador tem como objetivo falar dos assuntos de interesse público relacionados à política, economia, cultura, cidadania, Direitos Humanos e Sindicalismo do ponto de vista da Classe Trabalhadora. Temos que dar voz ao cidadão comum, ao micro-empreendedor individual, ao artesão, ao agricultor familiar, aos movimentos sociais e divulgar a cultura que não tem espaço na mídia paga.

     

    Perdeu o programa? Você pode assistir às partes mais importantes no YouTube do SINTECT-GO aqui.

    20 Março 2018 em SINTECT-GO
  • Termo de Não Aceite: ECT não tem processado termo adequadamente na ficha cadastral dos trabalhadores

    Apesar de ter sido condenada a retornar ao PCCS 1995 todos os trabalhadores, inclusive os reabilitados, efetivo deslocado ou em processo de reabilitação, que tenham assinado o Termo de Não Aceite em relação ao PCCS 2008, a ECT não vem cumprindo adequadamente essa determinação judicial.

    Desse modo, o SINTECT-GO solicita a todos os trabalhadores da DR/GO que assinaram o Termo de Não Aceite, que verifiquem suas fichas cadastrais na Intranet (Currículo) e constatem se houve ou não o cumprimento da vontade do trabalhador. Na ficha dos trabalhadores em que o termo foi processado há a seguinte informação: “ATENDENTE COMERCIAL - NÃO ACEITE PCCS”, caso ele seja atendente comercial, por exemplo.

    Na hipótese da ECT não ter processado o Termo de Não Aceite, o trabalhador deverá encaminhar comprovante do descumprimento (cópia da ficha cadastral) para o departamento jurídico do SINTECT-GO, através do email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , até o dia 04 de abril, para que o Sindicato tome as providências necessárias junto à ACP 2160-62.2011.5.18.0009.

    16 Março 2018 em PCCS
  • Decisão: trabalhadores terão que arcar com o plano de saúde

    O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu, na tarde de ontem, 12, que os trabalhadores dos Correios deverão pagar mensalidade para manter os planos de saúde. A principal mudança é a cobrança de mensalidade dos empregados e seus dependentes (cônjuges e filhos), conforme faixas etária e salarial. Até então, os trabalhadores pagavam apenas um percentual por consulta ou exame, de acordo com uma tabela remuneratória do plano.

    A vigência das alterações no plano começa a valer a partir da publicação da decisão do tribunal até o dia 1 de agosto de 2019. Entre as tabelas apresentadas e as alterações do TST, ficou estabelecido que o custo total do plano será distribuído em 30% para os empregados arcarem e 70% para a ECT. Os pais dos funcionários serão mantidos no plano, porém, com mensalidades e coparticipação, por um ano. Pai e mãe em tratamento vão continuar no plano até a alta médica.

    Para o secretário geral do SINTECT-GO, Elizeu Pereira, o plano de saúde ficará inviável para os trabalhadores, que irão se socorrer nos planos privados ou no SUS. Com a decisão do TST, além de pagar um percentual quando utilizam o plano, os trabalhadores também terão que pagar todos os meses, usando ou não o plano,  de acordo com sua idade e faixa salarial, além de uma porcentagem por dependente. “Tem trabalhador aí que, de mensalidade, pagará em torno de R$600 a R$750. Em relação aos pais, eles no plano por uma conquista dos trabalhadores na década de 80, após uma grande greve da categoria”, esclareceu Elizeu durante Programa Antena Ligada da Rádio Trabalhador, desta terça-feira, 13.

     "Com o salário achatado da categoria, que vem abrindo mão de aumento salarial em função de manter o plano de saúde, ficará inviável para a maioria dos trabalhadores, principalmente, os da área operacional, que são os carteiros, operadores de triagem e transbordo (OTTs) e os atendentes”, explicou o secretário adjunto Sergio Luiz Dutra, durante entrevista à Rádio Trabalhador.

    13 Março 2018 em Saúde do Trabalhador
  • Ecetistas em Goiás aderem greve nacional

     

    Os ecetistas de Goiás estão em greve desde às 00h desta segunda feira, 12. A deflagração ocorreu durante assembleias realizadas em várias cidades do Estado, inclusive em Goiânia, na última sexta-feira, 09 de março. A greve faz parte da mobilização nacional da categoria, que é contra a terceirização na área de tratamento; a privatização da estatal; suspensão das férias dos trabalhadores, como ocorreu em 2017; extinção do diferencial de mercado; descumprimento da cláusula 28 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que trata da assistência médica da categoria, e contra a redução do salário da área administrativa. Além disso, entre as demandas dos ecetistas estão a contratação de novos funcionários via concurso público, a segurança nos Correios e o fim dos planos de demissão.

    Um dos principais ataques da ECT é voltado ao plano de saúde da categoria, que recebe, em média, R$ 1600,00 (o pior salário entre empresas públicas e estatais) e, agora, no que depender da direção dos Correios, ainda terá que arcar com mensalidades no plano e a retirada de dependentes. Além disso, o benefício poderá ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$ 900,00. O julgamento do plano de saúde está marcado para está tarde, 12, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

    Por Nenhum Direito a menos!

    12 Março 2018 em SINTECT-GO
  • Ação das Diárias: ECT tenta dificultar o pagamento aos trabalhadores

    A ECT tenta fugir da obrigação de pagar os trabalhadores beneficiados na Ação Civil Pública das Diárias. A Empresa alega, pasmem, não possuir banco de dados do CPF dos trabalhadores, ficando a Vara de Execução do TRT Goiás impossibilitada de expedir os RPVs e precatórios.

    Entenda o caso:

    Os Correios integravam ao salário as diárias excedentes a 50% sobre a remuneração de seus empregados para pagamento dos reflexos apenas no FGTS. Desse modo, o SINTECT-GO, por meio do departamento jurídico, propôs uma Ação Civil Pública solicitando o cálculo dos reflexos em todas as demais parcelas salariais, que compõe a remuneração dos trabalhadores.

    Após tramitar em todas as instâncias da Justiça do Trabalho, o processo retornou ao 1º Grau para execução, tendo as partes discutido quanto aos beneficiários e o valor a eles devido. Uma vez estabelecido o rol de credores e o respectivo credito, o próximo passo seria a expedição de RPV (forma de pagamento para créditos abaixo de 60 salários mínimos) e precatório (forma de pagamento para valores superiores a R$57.240,00). Para tanto, a empregadora deveria fornecer ao judiciário os dados dos credores, como CPF, PIS/PASEP, CTPS.

    Contudo, a ECT, em visível tentativa de retardar o recebimento dos créditos, que ultrapassam R$4 milhões, informou ao juiz da Vara de Execução de Goiânia não possuir banco de dados dos CPF de seus empregados.

    Obviamente que o magistrado não acatou o argumento frágil da empregadora, de modo que o juiz do trabalho Kleber de Souza Waki intimou a ECT a apresentar o CPF, o PIS/PASEP e o nº da Carteira de Trabalho de todos os beneficiários da ação, afirmando que  “Tal alegação não procede, pois é inconcebível a empregadora não possuir os dados cadastrais de seus empregados”.

    Os trabalhadores esperam que a ECT, desta vez, não fuja de sua responsabilidade, cumprindo a determinação do magistrado de modo a permitir a expedição dos RPVs e precatórios, ao invés de protelar o cumprimento da obrigação.

     

    Veja na íntegra a decisão

    07 Março 2018 em Assuntos Jurídicos
  • Trabalhadores em Goiás aprovam indicativo de greve para o dia 12


    Diante da proposta do TST e da ECT apresentada para o plano de saúde da categoria ecetista, os trabalhadores e trabalhadoras em Goiás aprovaram indicativo de greve nacional, por tempo indeterminado, a partir das 00h do dia 12 março. A deliberação sobre o indicativo de greve ocorreu durante assembleias realizadas na última sexta-feira, 02, em Goiânia e em várias cidades do interior.

    No último dia 22 de fevereiro, o TST propôs, em audiência de conciliação, o custeio de 75% do plano por parte da Empresa e 25% pelos trabalhadores; e retirar pai e mãe imediatamente, deixando apenas aqueles que estão em tratamento até a alta médica. Também foi proposta a criação de um plano alternativo para os pais e mães que serão excluídos do plano atual, com valores de mercado. Essa mesma proposta havia sido apresentada pelo ministro Emmanoel Pereira, em outubro do ano passado.

     

     

    05 Março 2018 em SINTECT-GO
  • Correios suspende férias e flexibiliza direitos dos trabalhadores

    No veículo de “desinformação” da ECT, o Primeira Hora dessa terça-feira (27), a empresa falou em suspensões, reduções e flexibilizações, além de já sugerir novas medidas de redução de custos, sem informar adequadamente o que se trata. O argumento da empresa continua sendo o mesmo, sobre a sustentabilidade, levando ao erro o Poder Judiciário e a sociedade, pela situação dos Correios. A FENTECT repudia a linha política e de mercado que a gestão dos Correios está seguindo.

    Novamente vão suspender as férias, o direito ao descanso do trabalhador, que dá o suor o ano inteiro pela estatal, trabalhando, muitas vezes, por três, por falta de concursos e mais empregados na empresa. Foi uma luta garantir o retorno das férias no último ano e, novamente, a empresa lança essa medida.

    O projeto teletrabalho e a redução de jornada e salário nada mais são do que a aplicação da reforma trabalhista para os empregados de cargos administrativos. Infelizmente, o Brasil não pôde barrar a aprovação dessa contrarreforma e, agora, os patrões começam a iludir a classe trabalhadora, ao invés de realizar investimentos, a modernização da empresa e valorizar o quadro de funcionários.

    A ECT vai pela via da redução de direitos e das condições dignas de trabalho, com a ilusão de suspensões de contrato, por até três anos, sem custos para a empresa e sem garantir a segurança do retorno às atividades.

    Ainda, mais uma vez, a ECT vai mudar um capítulo do Manual de Pessoal sem o debate com os trabalhadores, a fim de evitar gastos. Entretanto, enquanto os gerentes não poderão ser substituídos por pessoas que não possuam o mesmo “nível”, a estatal é comandada por agentes políticos e sem qualificação comprovada para tal.

    Falta transparência na gestão dos Correios e uma conversa coerente com a classe trabalhadora. A FENTECT alerta os trabalhadores que é preciso tomar cuidado ao aceitar qualquer proposta da empresa ou ao menos acreditar nas informações do Primeira Hora, sem antes solicitar apoio e esclarecimento junto aos representantes da categoria. Este momento na estatal é delicado e a luta contra os ataques não pode cessar até que os Correios retomem a confiabilidade entre os cidadãos brasileiros e os próprios empregados.

     

    Reprodução: FENTECT

    02 Março 2018 em ECT
  • Acidente de trabalho: OTT motorizado recebe indenização dos Correios após acidente em caminhão-baú

    Mais uma ação do SINTECT-GO garante indenização por dano moral a trabalhador. Carlos Arnaldo de Melo era Operador de Triagem e Transbordo (OTT) motorizado e acabou se acidentando em 2005 ao carregar caixetas e malotes em caminhão-baú de rolamento, que era específico para transportar containers.

     

    Carlos Arnaldo entrou nos Correios em setembro de 1988 como auxiliar de serviços postais, sendo reclassificado posteriormente como Operador de Triagem e Transbordo (OTT). Em 1991 ele assumiu a função de motorizado, passando a realizar o carregamento e descarregamento de caminhões da empresa. Na função transportava grandes cargas para o aeroposto e para outro centros de distribuição e coleta, utilizando caminhões-baú tipo rolamento, especifico para o seu transporte de containers.

     

    Em agosto de 2005 ele foi obrigado a levar caixetas e malotes no caminhão-baú de rolamento para rodoviária e acabou prendendo o pé em um dos roletes do caminhão, que não era próprio para esse tipo de carga, e acabou  torcendo o joelho devido ao peso do objeto que segurava. Na ocasião, ele foi socorrido pelos Correios, foi feita a CAT e toda documentação foi preenchida pelo engenheiro de segurança da empresa.

     

    O acidente acabou rompendo com o ligamento do joelho, fazendo com que o trabalhador passe por cirurgia 14 dias após o acidente. Após a cirurgia foi constada a ocorrência de lesão Condral em Côndilo Femoral Medial. Carlos ficou afastado pelo INSS em licença por acidente de trabalho até fevereiro de 2006, retornou em março ao trabalho e, mais uma vez, foi encaminhado para o INSS para continuação do tratamento terapêutico.

     

    Em junho de 2008 o trabalhador foi reabilitado para o cargo de OTT, mas acabou ficando de licença novamente entre agosto e novembro do mesmo ano. Carlos Arnaldo passou a sofrer de artrose no joelho direito, cisto sinovial, tendinite e outras enfermidades.

     

    Algum tempo depois ele procurou o Sindicato, que por meio do departamento jurídico, ingressou com uma ação no TRT solicitando indenização por dano moral, uma vez que o trabalhador sofreu lesão durante o trabalho.

     

    Segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 18ª Região comprovou a perda da capacidade laborativa de Carlos Arnaldo e determinou que os Correios pagassem indenizações por danos materiais e por dano moral.

     

    Carlos Arnaldo de Melo elogiou a atuação do SINTECT-GO. “Foi uma surpresa [receber a notícia que sua indenização havia saído]! Eu não estava acompanhando o processo pois confiava no trabalho do sindicato”, afirmou.

     

    01 Março 2018 em Assuntos Jurídicos
  • Trabalhadora é indenizada após adquirir lesões e ser aposentada por invalidez

    A aposentada Laide Pereira Faustino Ribeiro recebeu indenização por dano moral da ECT após sofrer lesões na coluna cervical decorrente de trabalho e se aposentar por invalidez no ano de 2011.

    Laide Pereira entrou nos Correios em 1977 na função de Auxiliar de Serviços Postais, mas logo foi reenquadrada na função de Atendente Comercial. Durante muito tempo a ecetista trabalhou sozinha na agência de Cristianópolis/GO, acumulando várias atividades. Em julho de 1995 ela tirou licença devido a uma tendinite. A unidade foi transformada em agência de Banco Postal em 2002, fazendo com que as atividades de Laide Pereira dobrassem, e, consequentemente, suas lesões agravassem. Ainda sim, a trabalhadora exerceu suas atividades até 2008, quando passou a recorrer ao auxilio doença do INSS. Em janeiro de 2011 ela foi aposentada por invalidez.

    Segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 18ª Região, as lesões da trabalhadora resultaram da “da intensa solicitação durante os movimentos repetitivos e contínuos, além do excesso de peso e inadequação do mobiliário”. Assim, os Correios foram condenados a pagar indenização por dano moral a trabalhadora.

    01 Março 2018 em Assuntos Jurídicos
  • Nota Resposta ao comentário do jornalista Ricardo Boechat após noticia sobre os Correios na Rádio Band News FM do dia 28 de fevereiro de 2018

    O SINTECT-GO vem por meio desse repudiar o comentário do jornalista Ricardo Boechat após noticia sobre os Correios na Rádio Band News FM do dia 28 de fevereiro de 2018.

    Durante sua falta, Boechat cita o adicional de periculosidade para os funcionários dos Correios, como se todos tivessem direito a este adicional.  Na esfera Correios há dois adicionais, o Adicional de atividade de distribuição e/ou coleta externa (AADC) e o adicional de periculosidade. O primeiro é destinado apenas aos carteiros, por exercerem suas atividades em ambiente externo, já o segundo é  previsto no § 4º do art. 193 da CLT, e contempla apenas os carteiros que desempenha a função em motocicletas e os Operadores de Triagem e Transbordo (OTT’s), mediante a ação judicial, que trabalham com empilhadeira.

    Em relação à fala que se os Correios quebrarem população que irá pagar com impostos, o SINTECT-GO ressalta que é um equívoco, já que o governo,  ao invés de colocar dinheiro na ECT, retira. Nós últimos anos foi retirado 6 bilhões dos cofres dos Correios por parte do Governo Federal, dinheiro que deveria ser investido na modernização e contratação de funcionários para atender melhor a população brasileira.

    Ressaltamos que o monopólio dos Correios só existe em correspondências, e que os funcionários dos Correios têm sim condições de atender bem a população, o que falta é condições de trabalho. Todos os trabalhos de logística realizados pelos Correios, como entrega de provas do Enem e de urnas nas eleições, são realizados satisfatoriamente.

    Contudo, da forma que os gestores e políticos brasileiros vêm tratando a ECT, e colocando a população contra os trabalhadores, o país poderá perder uma importante Empresa.

     

    Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e suas Concessionárias, Permissionárias, Franqueadas, Coligadas e Subsidiárias no Estado de Goiás (SINTECT-GO)

    28 Fevereiro 2018 em SINTECT-GO
  • É greve porque a coisa é grave! Mais ataques no plano de saúde

    O SINTECT-GO convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras para participarem da Assembleia Geral e das Assembleias Regionais para avaliarem a proposta feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o plano de saúde da categoria. Na ocasião, os trabalhadores poderão decidir pelo indicativo de greve nacional, por tempo indeterminado, a partir das 00h do dia 12 de março. As assembleias serão realizadas no dia 02 de março, conforme quadro abaixo.

    Leia Boletim completo aqui.

    27 Fevereiro 2018 em SINTECT-GO
  • Mais um trabalhador recebe indenização por dano moral após sofrer assaltos em agência de BP

    O atendente comercial, L.C.C. compareceu ao SINTECT-GO nesta quinta-feira, 22, para receber o cheque referente ação de indenização por danos morais contra a ECT, após sofrer três assaltos à mão armada em agência do Banco Postal entre 2011 e 2012.

    L.C.C. trabalhava na Agência do Parque Amazônia quando os crimes ocorreram. Na época a unidade não tinha porta giratória com detector de metais, nem segurança ou vigilância, sendo assim, qualquer pessoa entrava facilmente na agência. Após os assaltos, o trabalhador passou a apresentar angústia, alto nível de ansiedade, nervosismo, entre outros. Ele então passou por tratamento médico e depois procurou o SINTECT-GO para saber o que poderia ser feito.

    O Sindicato, por meio do departamento jurídico, requereu indenização por danos morais. Na ação, a juíza relatora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) afirmou que quando a ECT passou a atuar como correspondente bancária, “mais especificamente como Banco Postal e, a despeito da maior movimentação de numerário em espécie que essa atividade acarretou, não providenciou a segurança devida, tanto para a proteção dos seus clientes como dos funcionários”. Por isso, os Correios passaram a ser alvo de meliantes, principalmente por não possuir os aparatos adequados para desestimular os assaltos. Assim, o TRT decidiu pela indenização por dano moral ao trabalhador.

    Para L.C.C., a atuação do SINTECT-GO, tanto administrativa quanto juridicamente, foi ótima. “A gente nunca deve questionar a capacidade jurídica do sindicato. Temos que tirar o chapéu para a atuação de todo o sindicato, administrativa e juridicamente, em relação à questão de segurança. Isso  [ação de segurança] foi conseguido com muita luta, nós sabemos disso”, afirmou.

    Vigilância armada

    Com a ação de segurança em Banco Postal, o número de assaltos em Banco Postal diminuiu, entretanto, passaram a ocorrer crimes em que os trabalhadores são feitos reféns antes mesmo de entrarem na agência, principalmente nas cidades do interior.

    Agora, a Empresa tem ameaçado tirar a vigilância armada das agências de Banco Postal, o que traria novamente um cenário de assaltos constantes. Situação que o Sindicato não irá jamais concordar, pois significa mais um retrocesso neste caso gravíssimo, pois expõe os trabalhadores a risco de morte.

    23 Fevereiro 2018 em Assuntos Jurídicos
  • TST dá o prazo de 10 dias para que a categoria responda sobre a proposta do plano de saúde

     

    A partir da próxima segunda-feira (26), a categoria tem o prazo de 10 dias para decidir se aprova ou não a proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST), anunciada, hoje (22), na audiência de conciliação pelo plano de saúde dos trabalhadores dos Correios. Porém, não avançamos na tentativa de consenso. O tribunal manteve o que foi proposto pelo ministro Emmanoel Pereira, em 2017: a empresa arca com 75% do plano, os trabalhadores com 25% e serão retirados pais e mães do plano de saúde. Além disso, o ministro relator Aloysio Silva propôs que haja regras de transição, com base na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), até que todos os pais estejam fora do benefício, e um plano alternativo, com valores de mercado para esses.

    A resposta das assembleias vai garantir o futuro que a categoria quer para a saúde dos seus dependentes e dos próprios trabalhadores. Até o dia 6 de março, a FENTECT deverá informar o TST da decisão. A ação será julgada, então, no dia 12 de março.

    O presidente dos Correios, Guilherme Campos, mais uma vez, tentou iludir com o discurso de que o plano de saúde piora ainda mais a situação da empresa, representando 10% das despesas. No entanto, conforme relembrou o secretário-geral da federação, José Rivaldo da Silva, essa sempre foi a média apresentada nos Correios. “O custo percentual não aumentou. Há 10 anos atrás os Correios gastavam o mesmo com o plano de saúde”, contou. Rivaldo ainda relembrou que esse sempre foi o ponto chave das negociações coletivas. “Sempre houve processo de negociação em torno do plano e, muitas vezes, esquecem todo o histórico dos trabalhadores. Ao longo da nossa vida laboral, nós ajudamos a construir um benefício que é o nosso maior bem”, reforçou.

    A respeito da gestão do plano de saúde, o ministro sugeriu que haja um membro da diretoria executiva indicado pelos trabalhadores e que a vigência da cláusula, se aprovada, perdure por dois anos, passando a valer após a assinatura do acordo. Nesse caso, os representantes dos trabalhadores também deixaram claro a falta de imparcialidade nas decisões sobre o benefício, tendo em vista que a empresa é sempre responsável pela palavra final. Na contramão, o presidente Guilherme Campos tratou as indicações políticas na estatal como parte do processo histórico, desde a criação dos Correios no Brasil, e acrescentou que, “acabar com as indicações políticas na empresa é privatizar”. O que, segundo ele, não é nenhum problema.

    Todas essas mudanças no plano de saúde tem como objetivo que os trabalhadores paguem as contas dos erros dessa gestão da empresa, que insiste em um déficit contraditório. Porém, os dados reais da situação, tanto dos Correios quanto da Postal Saúde, continuam inviáveis para a categoria. Já durante o trabalho da Comissão Paritária de Saúde, instituída em outubro de 2016, foram apresentadas propostas de melhorias para o plano, mas a estatal não deu encaminhamento a nenhuma delas, preferindo recorrer ao TST e colocar em prática a retirada de direitos.

    A categoria entende que a conciliação no TST é fundamental para encontrar uma saída que seja boa não somente para a estatal, mas principalmente para as mais de 390 mil vidas assistidas pelo plano de saúde. “Nosso papel é negociar e não julgar. Se há espaço para construir uma negociação, então, nós estamos dispostos a negociar”, garantiu o secretário-geral da FENTECT. Mas, conforme afirmou o próprio ministro relator, é preciso “desarmar para construir”, o que a ECT não parece disposta. Também foi o ministro Aloysio que alertou que “é muito difícil existir um plano de saúde sem prestação de contas”.

    Portanto, agora, cabe à categoria analisar as condições atuais e pensar as futuras, e chegar a uma resposta para a empresa e o TST. A FENTECT conta com a mobilização de todos os sindicatos e dos trabalhadores para que haja uma decisão acertada sobre o futuro da saúde de cada empregado e dependente do plano de saúde da categoria ecetista.

     Ata da Audiência de Conciliação TST 22/02/2018

    Assista aqui a audiência

    Reprodução: FENTECT

    23 Fevereiro 2018 em Saúde do Trabalhador
  • Plano de saúde: Criação de plano alternativo para pais e mães é proposto durante audiência de conciliação

    Está ocorrendo, neste momento, no Tribunal Superior do Trabalho (TST) a audiência de conciliação do plano de saúde da categoria entre ECT e representantes dos trabalhadores dos Correios. A todo momento o presidente da ECT, Guilherme Campos, afirma não ter condições de custear pais e mães no plano e que o alto valor gasto com o plano vai quebrar a Empresa.

    O ministro propôs que os trabalhadores ocupem o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal, bem como a presidência do Conselho Fiscal. Em relação ao custeio do plano de saúde, o ministro propôs que a ECT custeasse 75% do plano de saúde dos Correios e os trabalhadores 25%. Em relação aos dependentes pai e mãe, os que estão em tratamento médico continuarão no plano sem sofrer alterações, e que fosse criado um plano alternativo para os pais e mães que não estão em tratamento/atendimento, onde a Empresa custearia 50% e o trabalhador 50%. Entretanto, Guilherme Campos disse não ter margem para custear isso.

    No mês de abril de 2017, a ECT pediu ao TST que mediasse às negociações com a categoria relativas ao custeio do plano de saúde antes do ajuizamento do dissídio. Contudo, em novembro, a Empresa solicitou o encerramento da mediação. Logo em seguida, os sindicatos e federações representantes dos trabalhadores ajuizaram o dissídio, para que o TST decidisse a questão.

    Desse modo, o novo ministro relator, Aloysio Corrêa da Veiga, decidiu realizar mais uma audiência para discutir a questão entre as partes, antes de levar o processo à Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.

     

    Até o término dessa nota, 16h54, a audiência de conciliação não havia sido finalizada.

    Assista audiência de conciliação ao vivo aqui


    22 Fevereiro 2018 em Saúde do Trabalhador
  • Ecetistas em Goiás decretam estado de greve

    Os trabalhadores dos Correios em Goiás decretaram estado de greve durante assembleias realizadas nesta terça-feira, 20. Assim, os trabalhadores podem entrar de greve a qualquer momento contra a cobrança de mensalidade e judicialização do plano de saúde da categoria, por melhores condições de trabalho, contra a extinção do cargo de OTT e contra a Reforma da Previdência.

    Plano de Saúde

    Assim que o ACT 2017/2018 foi assinado, a ECT ingressou com uma mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para, a todo custo, implementar alterações no plano de saúde da categoria, mesmo sendo acordado que a cláusula 28 permaneceria do jeito que estava.

    Após a próxima audiência de conciliação do plano, que está marcada para está quinta-feira, 22, os trabalhadores poderão declarar greve a qualquer momento.

    21 Fevereiro 2018 em SINTECT-GO
  • Nota de pesar e repúdio pelo assassinato de Vânia Mara de Mello

    Gerente da agência de Foz do Jordão é assassinada pelo ex-companheiro

    É com tristeza e indignação que o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (SINTCOM-PR) lamenta o falecimento da colega ecetista Vania Mara de Mello. Ela foi assassinada na tarde de ontem (20), dentro da agência dos Correios de Foz do Jordão, município de cinco mil habitantes, que fica a 100 km de Guarapuava, região centro-sul do Paraná. O crime chocou a todos no município e, principalmente, aos colegas ecetistas.

    Vânia levou um tiro na cabeça do ex-companheiro que invadiu a agência, enquanto ela trabalhava. O homem, após assassiná-la, trancou-se no banheiro da agência e também tentou se matar, no entanto, foi socorrido e levado com vida para o hospital de Candoi, onde faleceu no mesmo dia.

    Vânia, 38 anos, ingressou nos Correios em 2001, como carteira, trabalhou em Guarapuava e era gerente em Foz do Jordão. Era tida como uma pessoa muito querida pela comunidade. De acordo com informações coletadas com o delegado que está cuidando do caso, os celulares dela e do assassino foram apreendidos e enviados para a perícia, mas ao que tudo indica, já havia mensagens de inconformismo do ex-companheiro, pelo término do relacionamento. No entanto, o delegado ainda estava levantando se Vania tinha algum boletim de ocorrência registrado ou pedido de medidas protetivas, mas até a tarde dessa quarta-feira, nenhum registro havia sido localizado.

    Os diretos sindicais, Neusa Oliveira e Ezequiel Dutra, foram à Guarapuava para prestar condolências e auxílio aos familiares, inclusive em relação ao direito de ressarcimento do auxílio funeral (seja pela Postal Prev ou Postalis), já que a empresa não se dispôs a ajudar a família arcando com os custos, mesmo diante da tragédia ter acontecido dentro da agência enquanto a trabalhadora exercia suas funções.

    O SINTCOM-PR registra seu pesar pela morte de Vânia, que enluta a todos os familiares, amigos e também a toda a sociedade que jamais aceitará esse assassinato brutal de uma jovem cuja vida foi ceifada por crime de ódio. Desejamos que a família encontre nas boas lembranças o remédio para apaziguar a dor e que Deus conforte a todos os corações feridos com essa tragédia.

    VÂNIA, PRESENTE!

    Feminicídio é o reflexo do machismo nosso de cada dia

    A vida da jovem Vânia não foi um acidente trágico, foi um crime de ódio, consequência de uma sociedade machista. O feminicídio é a expressão fatal das diversas violências que podem atingir as mulheres em sociedades marcadas pela desigualdade de poder entre os gêneros masculino e feminino e por construções históricas, culturais, econômicas, políticas e sociais discriminatórias.

    De acordo com o Mapa da Violência 2015, em 2013 foram registrados 13 homicídios femininos por dia, quase cinco mil no ano. A desigualdade de gênero é marcada pela o acesso desigual à oportunidades, assim como pela tolerância da sociedade de que a mulher é inferior, que pode ser subjugada e maltratada. Historicamente, no Brasil, a mulher sempre foi tratada como uma coisa que o homem podia usar, gozar e dispor.

    É importante lembrar que, ao incluir no Código Penal o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, o feminicídio foi adicionado ao rol dos crimes hediondos (Lei nº 8.072/1990), tal qual o estupro, genocídio e latrocínio, entre outros. A pena prevista para o homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos.

    NÃO SE CALE, DENUNCIE!

    Um dos grandes problemas na violência contra a mulher é a discriminação social e o medo. O SINTCOM-PR coloca seu departamento jurídico à disposição para que toda trabalhadora ecetista que se sentir ameaçada, não só fisicamente, mas que esteja num relacionamento abusivo, com violência psicológica, seja ela cometida por companheiros, familiares ou ainda por colegas de trabalho e gestores, que procure o sindicato para receber auxílio jurídico e todo apoio que merece. VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ!

     

    Reprodução: SITCOM-PR

    21 Fevereiro 2018 em Mulher
  • Enquanto direitos dos trabalhadores são ameaçados, os três Poderes mantêm regalias

    O plano de saúde dos trabalhadores dos Correios, mesmo representando apenas 8% a 9% da receita bruta da estatal, está em jogo com o discurso da ECT de culpa pela falência da administração da empresa. Dia 22 de fevereiro, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) vai reunir as partes, às 10 horas, para uma nova tentativa de conciliação. Já o julgamento que estava marcado para o dia 19 deste mês foi cancelado graças à atividade intensa da defesa da FENTECT em provar que o processo ainda não tem parecer suficiente para ser julgado. Assim, a categoria ganha tempo, mas deve se unir para lutar contra as mensalidades ou mesmo a retirada dos dependentes do benefício.

    A ameaça da ECT é também ameaça de um governo que insiste em dar golpes na sociedade brasileira. Michel Temer entrou na presidência com o propósito de arrancar direitos dos cidadãos e colocar sobre o bolso dos trabalhadores do país a culpa por diversas fraudes, frutos da corrupção e da política de privilégios que corre solta pela “casa do povo”.

    O presidente golpista alterou as regras no sistema de saúde dos servidores públicos federais e, dessa maneira, pode deixar milhares de empregados do Brasil desempregados da saúde. A desculpa é a mesma da ECT, também sem argumentos bem fundamentados, de cortar gastos às custas da categoria que banca o país. Para ter acesso à assistência à saúde, o trabalhador terá de arcar com 50% do plano de saúde.

    Ataque aos trabalhadores
    A modalidade será apenas de reembolso, com a proibição de negociações coletivas sobre o plano de saúde e a contribuição do trabalhador deverá seguir a regra do Ministério do Planejamento pela paridade no plano, em até quatro anos, para servidores na ativa. Os aposentados ficarão sem plano de saúde, já que, segundo as novas regras, o benefício valerá apenas durante a vigência do contrato de trabalho, e aos novos contratados não será oferecido plano de saúde.

    Ou seja, de acordo com a reforma trabalhista, o trabalhador ganha conforme a produção, sem a prerrogativa de contratação; segundo a reforma da previdência, trabalha até 65 anos de idade, com 25 anos de contribuição, e, ainda assim, não poderá adoecer, ou não terá como ser atendido, sem condições de arcar com plano de saúde.

    Para os ecetistas, o alerta é dobrado. Os trabalhadores dos Correios têm os menores salários entre empresas públicas e estatais - cerca de 80% recebem menos de R$ 2 mil - e, se prevalecer a decisão da direção da empresa, para continuar com saúde para carregar a estatal nas costas, o empregado terá de pagar por cada dependente que for incluído como beneficiário, porém, já como parte das regras do governo federal, também com a exclusão dos pais como dependentes.

    Já para os parlamentares, em abril de 2017, a mídia veiculou a notícia sobre a elevação da maioridade dos dependentes dos deputados federais para 33 anos, como limite de idade no Programa de Assistência à Saúde da Câmara dos Deputados (Pró-Saúde). Ainda, sem precisar comprovar estudo em andamento.

    Para eles, (parlamentares) tudo - Enquanto a classe trabalhadora se desdobra nos cálculos para entender a matemática dos políticos, que parece somente subtrair para o lado mais fraco, no Congresso Nacional, várias são as regalias aos deputados e senadores. Grande leva de dinheiro que gira também no Executivo e no Judiciário.

    Além disso, a lista de benefícios é extensa para os parlamentares, com atendimento médico ilimitado, passagens aéreas, carros alugados, combustível, auxílios para diversas modalidades, como o famoso “moradia”, e até contas de telefone. Para a assistência à saúde, os deputados podem solicitar reembolso de despesas médicas e hospitalares em qualquer local do país, com cirurgias, exames e tratamentos (onde o parlamentar preferir), tudo pago pela Câmara.

    A FENTECT alerta os trabalhadores para que não se enganem. As reformas não são um mal necessário e o trabalhador não precisa pagar pelos erros do governo federal. É hora de todas as categorias se juntarem para a mesma luta: contra a retirada de direitos nas empresas públicas e estatais do país. Ou os ecetistas fazem uma grande mobilização agora, ou correm o risco de perder os benefícios históricos, conquistados em negociações intensas e vitórias importantes. É necessário cessar essa onda de enganos e golpes, para que a classe trabalhadora possa, enfim, trabalhar, aposentar e viver com dignidade.

    O QUE PREVÊ A RESOLUÇÃO DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO
    >> Servidores e empresas contribuem com 50% cada um para os planos de saúde
    >> Estatal não pagará mais parte da despesa de servidor aposentado com plano
    >> Planos de autogestão (geridos pela própria estatal) só para empresas com mais de 20 mil beneficiários
    >> Estatais com menos de 20 mil adotam sistema de reembolso ou contratação de serviço empresarial
    >> Editais de contratação de servidores para as estatais não deverão prever mais a oferta de assistência saúde

    Reprodução: FENTECT

    19 Fevereiro 2018 em Saúde do Trabalhador
  • Plano de saúde pode ser bode expiatório do governo para mascarar denúncias

    Indicações políticas mandam e desmandam na estatal, que tem sido alvo de denúncias de corrupção e mandado a conta para os próprios empregados pagarem

    A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT), junto aos seus 31 sindicatos filiados, tem constantemente rebatido a crise que os Correios apresentam à mídia. Pelos estudos constatados pela consultoria dos trabalhadores, o déficit alardeado pela direção da empresa tem como base os lançamentos contábeis relacionados aos planos de demissão incentivada, pós-emprego e depreciações. Além disso, o governo federal retirou valores altos do caixa da ECT, sem devolução, prejudicando a modernização do serviço postal.

    É preocupante a falta de transparência, como no caso do plano de saúde da categoria, que está em processo de julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e, ainda hoje, as representações dos trabalhadores não tiveram acesso aos números reais da operadora.

    Apesar das denúncias na mídia de corrupção dentro da estatal, que envolve o próprio ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, e o presidente dos Correios, Guilherme Campos, a ECT insiste em afirmar que a grande dificuldade da empresa está no plano de saúde dos empregados e que a solução é cobrar dos ecetistas, que são os que recebem menos entre as estatais. O que antes era uma compensação pelo baixo salário, agora, é mais um motivo para sucatear os Correios.

    Para as representações dos trabalhadores, os gastos com a reestruturação da empresa - a segunda em menos de um ano -, sem licitação, já chegam a quase R$ 80 milhões e demonstram a contradição das alegações da direção da empresa sobre a situação deficitária.  Em contrapartida, os gestores dos Correios seguem divulgando o déficit e iludindo a sociedade.

    Corre em sigilo, também, no Tribunal de Contas da União (TCU) o processo sobre um contrato milionário planejado pelo presidente Guilherme Campos, indicado político à presidência da empresa pelo ministro das Comunicações (e amigo há anos), que prevê a substituição dos empregados por serviços do meio eletrônico, com a empresa de tecnologia Nexxera, de Santa Catarina. No entanto, mais uma “parceria” sem licitação, no valor de R$ 80 milhões.

    Conforme as denúncias, o próprio TCU admite que “a parceria não foi demandada pela área operacional, o que é de praxe, nem pela área de TI (...) Nasceu do nada na área financeira”. Além disso, esse valor milionário seria pago pelos Correios à Nexxera em 12 meses - 5% do faturamento total dos Correios, em 2016, em apenas um contrato.

    O aumento das despesas com indenizações pagas pela estatal provam a falta de investimento e modernização, com ações da direção inviabilizam os serviços dos Correios e os colocam em descrédito. Agora, na tentativa de correr contra o tempo, nos últimos meses, apresentou novos serviços, como o de telefonia, mas sempre em detrimento dos próprios trabalhadores, que convivem em condições precárias nas unidades, com a falta de instrumentos, veículos e até mesmo uniformes adequados para trabalhar.

    A FENTECT e todos os representantes dos trabalhadores defendem a lisura da gestão dos Correios. Nas audiências públicas no Congresso Nacional, para debater a realidade da estatal, durante o ano de 2017, ficou claro para a categoria e inclusive para os parlamentares que as indicações políticas ferem o desenvolvimento da empresa e a abertura de capital tem como objetivo apenas fugir do papel social dos Correios e colocar a empresa no hall da privatização, uma política que parece o foco do atual governo federal.

    A empresa de Correios, patrimônio do Brasil há mais de três séculos, está sofrendo com problemas na má gestão, com apadrinhamentos políticos e altos cargos para pessoas desqualificadas para a função. A estatal tem papel fundamental para os cidadãos brasileiros, especialmente aqueles que moram nos locais mais longínquos.

    Na busca pela devida transparência com os números da empresa, as representações continuarão na luta e para que não haja cortes nos direitos dos trabalhadores, que ganham pouco e têm nos benefícios uma saída para a sobrevivência.

    Os Correios não precisam ser privatizados, mas sim ações de valorização, fidelização de serviços com o governo federal, concursos públicos, mais investimentos em modernização e no atendimento crucial e direto à sociedade, e na dignidade dos empregados, que levam a empresa adiante e, mesmo com todos os ataques, se esforçam para que os Correios estejam sempre entre as empresas mais conceituadas do Brasil.

    Reprodução: Fentect

    19 Fevereiro 2018 em Saúde do Trabalhador
  • TRT condena ECT a incluir trabalhadores e seus dependentes em seu plano de saúde e pagar indenização por dano moral

    O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região confirmou a liminar que determinava que a ECT promovesse inclusão imediata dos trabalhadores novatos e seus dependentes no plano de saúde da categoria. Além disso, o TRT condenou a ECT a pagar indenização por danos morais no valor de R$50 mil reais ao CEREST de Goiânia.

    Em agosto do ano passado, o Desembargador Federal do Trabalho, Mario Sergio Bottazzo, confirmou liminar em Mandado de Segurança da ECT, determinando eu ela incluísse os trabalhadores novatos e seus dependentes no plano de saúde. A decisão foi tomada após o desembargador ter verificado que a Empresa estava descumprindo o ACT,  seu manual de pessoal e o edital do concurso, além de confrontar o princípio da isonomia, já que todos os trabalhadores veteranos e vários novatos já tinham plano de saúde.

    Recentemente, o Juiz de 1º Grau proferiu sentença de mérito condenando a ECT a promover imediata inclusão de seus empregados ativos e inativos em Goiás e seus dependentes à assistência médica hospitalar e odontológica no plano de saúde, sob pena de multa diária de R$20 por beneficiário titular ou dependente não incluído no plano. Essa multa deverá ser revertida ao empregado prejudicado.

    Além disso, o magistrado também condenou a Empresa a proceder à avaliação da saúde dos trabalhadores por meio de exames periódicos de forma integral, conforme Manual da ECT. Essa decisão foi tomada pois a ECT passou a realizar apenas os exames clínicos (realizados durante a consulta com o médico) ao invés de fazer os exames preventivos integralmente.

    A ECT violou direitos indisponíveis dos trabalhadores ao deixá-los sem plano de saúde. Assim entendendo, o Juiz condenou a Empresa a pagar indenização por danos morais no valor de R$50 mil reais ao CEREST de Goiânia, que é uma instituição ligada ao SUS.

    Desse modo, caso algum trabalhador e/ou seus dependentes ainda não esteja incluído no plano,  é necessário que ele solicite a inclusão formal perante a ECT, tendo em mãos a sentença (baixe aqui). Se mesmo assim a questão não for resolvida, o trabalhador deverá procurar o SINTECT-GO, na pessoa do diretor Sindical do Jurídico Ueber Barbosa (62 9947-6788).

    O SINTECT-GO irá continuar lutando para assegurar que a sentença seja confirmada no TRT e no TST e seja cumprida integralmente, garantindo à todos os trabalhadores de Goiás o direito ao plano de saúde.

     

    Sentença

    Decisão dos Embargos

    16 Fevereiro 2018 em Saúde do Trabalhador
  • TST convoca FENTECT para tentativa de conciliação do plano de saúde em fevereiro

     A FENTECT foi oficialmente convocada pelo ministro Aloysio Silva, nesta sexta-feira (9), para audiência de conciliação do plano de saúde, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), dia 22 de fevereiro. Conforme nota divulgada pela assessoria jurídica da federação, o julgamento do benefício havia sido marcado para o dia 19 deste mês devido a um equívoco no tribunal, que decidiu, então, adiar o processo. Com isso, o ministro optou pela reabertura e uma nova tentativa de conciliação.

    A federação segue com os encaminhamentos do XXII CONSIN, realizado esta semana, no dia 7, e sugere a todos os trabalhadores que permaneçam atentos aos próximos desfechos da ação do plano de saúde e demais lutas da categoria. É imprescindível que os trabalhadores participem das mobilizações e, assim, juntos, vamos mostrar a força dos ecetistas.

       

    Reprodução: FENTECT

     

    09 Fevereiro 2018 em Saúde do Trabalhador
  • Eleições Delegados Sindicais 2018/2019

    Com o intuito de fortalecer e ampliar a luta, o SINTECT-GO abre as inscrições para a eleição dos Delegados Sindicais 2018/2019 e conclama todos os trabalhadores(as) que estejam interessados em participar efetivamente das lutas da categoria, nos debates, nos encontros, nos congressos e nas greves a se inscreverem até o dia 28 de fevereiro.

    Os delegados sindicais representam sua unidade de trabalho, por isso, é imprescindível que o trabalhador(a) esteja disposto(a) a colaborar com a luta e a organização da categoria. As eleições serão realizadas no dia 09 de março de 2018 nas unidades da DR/GO.

     

    Quem pode se inscrever e como?

    Podem se inscrever no processo seletivo, os trabalhadores(as) filiados ao SINTECT/GO interessados em representar sua unidade de trabalho. Para isso, é necessário preencher a ficha de inscrição que se encontra abaixo e entregá-la pessoalmente no SINTECT-GO, ou enviá-la por e-mail, ou via fax. A inscrição também pode ser feita diretamente no site do Sindicato (www.sintectgo.org.br/). A lista completa dos candidatos será divulgada no site após o encerramento das inscrições.

    E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

    Fax: (62) 3280 4415

    Endereço do SINTECT-GO: Rua Anhangá Quadra 32-A, Lote 25, Vila Brasília, Aparecida de Goiânia – Goiás, CEP: 74.911-380

     

    Saiba mais no Boletim de Fevereiro do SINTECT-GO aqui.

    09 Fevereiro 2018 em SINTECT-GO
  • Edital – Delegados Sindicais 2017/2018

    Com o intuito de fortalecer e ampliar a luta, o SINTECT-GO inicia as inscrições para a eleição dos Delegados Sindicais 2018/2019 no dia 09 de fevereiro e conclama todos os trabalhadores(as) que estejam interessados em participar efetivamente das lutas da categoria, nos debates, nos encontros, nos congressos e nas greves a se inscreverem até o dia 28 de fevereiro. Confira o edital:

    05 Fevereiro 2018 em SINTECT-GO
  • Mais de 20 trabalhadores são feitos reféns durante assalto a agência de Mineiros/GO

    Vinte e três trabalhadores dos Correios foram feitos reféns na manhã desta sexta –feira, 02, na agência de Mineiros, no sul goiano.  Foi levada uma quantia significativa em dinheiro e o carro do SINTECT-GO, que foi encontrado pela polícia poucos minutos depois dos assaltantes irem embora.

    O secretário geral do SINTECT-GO, Elizeu Pereira, chegou à agência às 08h05 para uma reunião, e foi surpreendido por dois assaltantes mantendo os trabalhadores reféns sob a ameaça de armas.  À medida que os outros trabalhadores iam chegando à agência, eles eram obrigados a sentar no chão. Por volta das 08h10, o tesoureiro chegou e foi obrigado, pelos assaltantes, a programar a abertura do cofre.

    Segundo relato do Elizeu, durante todo o tempo um dos assaltantes se manteve extremamente calmo, ofereceu água e café para os reféns e dizia o tempo todo que não queria o celular dos trabalhadores, e “queria só o que o governo corrupto estava tirando deles”. Ele chegou a informar aos trabalhadores que havia mais quatro comparsas lá fora e que eles já haviam feito mais de 20 assaltos, e que conheciam os sistemas de várias agências dos Correios e dos bancos.

    Após retirar o dinheiro do cofre, os assaltantes pediram a chave do Sindicato, (que estava parado em frente à agência) e fugiram, deixando os trabalhadores trancados na sala do cofre. Assim que os criminosos saíram, o vigilante ligou para a polícia, que chegou em três minutos. Todas as características do carro e dos assaltantes foram passadas para a polícia, que logo encontrou o carro abandonado junto com a chave.

    Logo após o fim do assalto, o chefe da agência ligou para o REAT, que foi na agência fazer a perícia. A Policia Federal também foi chamada.

    Durante o episódio, os trabalhadores ficaram bastante nervosos.

    02 Fevereiro 2018 em Banco Postal
  • Extinção do cargo de OTT: situação é preocupante, afirma secretário geral do SINTECT-GO

    Na segunda feira, dia 29 de janeiro, o secretário geral do SINTECT-GO, Elizeu Pereira, falou sobre a extinção do cargo de Operador de Triagem e Transbordo (OTT) à Rádio Trabalhador e informou que o Sindicato juntamente com a Fentect estuda ações para barrar essa ação unilateral da Empresa.

    Segundo Elizeu, essa é uma tentativa da Empresa em substituir os trabalhadores por mão de obra barata e resolver o problema de déficit de pessoal nas áreas de atendimento e distribuição. “ O déficit de pessoal na ECT é grande, e agora o governo tenta resolver esse problema extinguindo o cargo de Operador de Triagem, levando esses trabalhadores para as áreas de distribuição e atendimento, afim de suprir as demandas dessas áreas”, explicou. De acordo com ele, essa situação é preocupante, pois os trabalhadores concursados serão substituídos por mão de obra barata e inicialmente desqualificada.  “Ao invés de estruturar a empresa, assistimos o desmonte da empresa que é patrimônio público de mais de 350 anos”, esclareceu.

    Ainda segundo o secretário geral do SINTECT-GO, a FENTECT está chamando o CONSIN para discutir os meios para barrar essa ação da ECT.

    Assista entrevista na íntegra aqui:

    02 Fevereiro 2018 em SINTECT-GO
  • Justiça decreta prisão preventiva de responsável por gerir recursos do Postalis

    Ex-presidente da BNY Mellon é apontado como responsável por operações que geraram prejuízos no fundo de pensão dos Correios. BNY diz que está 'cooperando integralmente' com autoridades.

    Justiça Federal do Distrito Federal autorizou a prisão preventiva do ex-presidente do BNY Mellon José Carlos Lopes Xavier de Oliveira. Ele é apontado por investigadores da Polícia Federal (PF) como um dos principais responsáveis pela operação que gerou desvios no Postalis, fundo de pensão dos Correios, e prejuízo aos funcionários da estatal. A BNY Mellon é uma companhia de investimentos.

    Ainda não há informações sobre o cumprimento do mandado de prisão. Investigadores afirmaram que Oliveira pode estar fora do país. Até a última atualização dessa reportagem, o G1 buscava contato com a defesa de Oliveira.

    A assessoria de imprensa da BNY Mellon disse que a empresa está "cooperando integralmente com as autoridades".

    O BNY Mellon administrava os investimentos do Postalis e foi contratado pelo fundo justamente para proteger suas aplicações. A suspeita é que Oliveira autorizava e viabilizava operações consideradas criminosas para beneficiar empresas como a de seu ex-sócio, Arthur Mario Pinheiro Machado. Os investigadores não descartam que Machado possa ter repassado propina ao ex-presidente do BNY Mellon.

    As investigações apontam que o Postalis aplicou em empresas geridas pelo próprio BNY Mellon, em valores superestimados ao mesmo tempo que controlava os investimentos.

    Fraude no Postalis

    A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (1º) operação para esclarecer suposta atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de recursos previdenciários do Postalis (Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos), fundo de pensão dos funcionários dos Correios.

    Segundo a Polícia Federal, a má gestão dos recursos e os desvios investigados geraram déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões.

    Milton Lyra, apontado como operador político de senadores do PMDB, é alvo de busca, além de ex-gestores do Postalis. Ex-líder do governo Dilma Rousseff no Senado, o senador cassado Delcídio do Amaral afirmou aos investigadores, em sua delação premiada, que Milton Lyra era o operador de diversos políticos do PMDB e que tinha influência no Postalis. Milton Lyra afirma que "não é e nunca foi intermediário do repasse de qualquer quantia a congressistas".

    A PF programou ações para durarem 48 horas, a partir da deflagração da operação, em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Alagoas. A previsão é de cumprimento de 100 mandados judiciais de busca e apreensão, por 62 equipes policiais. Não houve prisões.

    Entre os alvos das medidas judiciais há empresários em suposta articulação com gestores do fundo de pensão, além de dirigentes de instituição financeira internacional. Também serão alvos dos policiais federais empresas com títulos em bolsas de valores e instituições de avaliação de risco.

    A Operação Pausare é resultado de um conjunto de auditorias de órgãos de controle. As fiscalizações, enviadas ao Ministério Público Federal, identificaram má gestão, irregularidades e impropriedades na aplicação dos recursos do Postalis. A PF investiga agora as repercussões criminais da atuação desse grupo de pessoas no desvio de recursos do fundo.

    Segundo a PF, o nome da operação faz referência ao verbo latino pauso, que significa fazer uma pausa, descansar, usado para batizar a operação no sentido de aposentadoria.

     

    Reprodução: G1

    02 Fevereiro 2018 em Postalis/PostalPrev
  • Posicionamento da FENTECT é confirmado por dados da CGU, que apontam má gestão da ECT

    Em reunião com o presidente dos Correios, Guilherme Campos, nessa terça-feira (30), mais uma vez, a FENTECT teve que lidar com as ameaças. Desta vez, o déficit do balanço de 2017, de acordo com a ECT, vai ficar em R$ 800 milhões, e os empregados correm o risco de ficar sem salários a partir do mês de abril. Sem esquecer que, além disso, temos pela frente o embate do plano de saúde, com julgamento previsto para o mês que vem, fevereiro.

    Quanto à extinção do cargo de OTT, segundo o presidente, se trata de um processo “natural” de terceirização nos Correios e esses trabalhadores serão realocados onde estiver funcionando a unidade extinta. Ele também enfatizou na reunião que o novo modelo a ser priorizado pela empresa será o da disputa do mercado de encomendas e alegou a queda do monopólio postal. No entanto, terceirizar a empresa de Correios do Brasil pode levar à degradação da estatal, com a terceirização dos demais cargos, e mesmo à privatização.

    Má-gestão 
    Conforme a Controladoria Geral da União (CGU), desde a análise das contas do exercício 2013, há uma falha na adoção de medidas do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva dos Correios. Naquele ano, foram solicitadas medidas efetivas, de acordo com o Estatuto e o Regimento da estatal, para reverter os resultados negativos. Entretanto, isso não aconteceu, o que prova, segundo o órgão, o insucesso das diversas gestões, inclusive trocas de presidências e vice-presidências nos Correios.

    Além disso, o Relatório CGU 201700928 diagnosticou dados infelizes na estatal, como responsáveis pela ineficiência nos últimos anos, como: elevação dos valores pagos em indenizações e dos custos com insumos, redução da atividade econômica, defasagem tarifária, custos do benefício pós-emprego e a transferência de recursos dos Correios à União.

    A Auditoria Interna da ECT (AUDIT-ECT) também elencou no Relatório de Auditoria 2017004-AUDIT-ECT as principais responsabilidades da alta direção e constatou fragilidades que precisam ser eliminadas, para obter uma metodologia mais eficaz e eficiente por parte dos gestores dos Correios.

    Vamos à luta!
    Logo, não estamos sozinhos. O questionamento da federação e demais representantes da categoria sobre o suposto déficit da empresa tem cada vez mais embasamento. Por isso, a necessidade da abertura dos livros contábeis dos Correios.

    O próprio relatório da CGU aponta que a empresa propôs, em 2017, medidas para alterações irregulares e fora da competência da direção da ECT, como no caso do plano de saúde dos funcionários. É mais uma falsa argumentação para cobrar que os empregados arquem com a Postal Saúde, mesmo com os baixos salários e sem perspectivas de melhorias para o ano.

    Nota-se uma política de desmobilização na empresa. Os descontos em salários e benefícios são uma tentativa de amedrontar a classe. Mas a FENTECT e os sindicatos filiados não vão aceitar nenhuma retirada de direitos ou redução de benefícios, mas lutar pela manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria e pelo patrimônio do Brasil, os Correios.

     Arquivos para baixar

    Reprodução: FENTECT

    01 Fevereiro 2018 em ECT
  • Falta de efetivo no interior e extinção do cargo de OTT são destaques do Programa "Antena Ligada"

    O secretário geral do SINTECT-GO, Elizeu Pereira, esteve na manhã desta terça-feira, dia 30, no Programa Atena Ligada da Rádio Trabalhador falando sobre a extinção do cargo de OTT e dos problemas que a falta de efetivo, principalmente nas agências do interior, tem gerado para os próprios trabalhadores e para a população. De acordo com Elizeu, a intenção da ECT é substituir os OTTs por terceirizados. O programa foi animado pelo carteiro José Olimpio, do CDD Guanabara, que tocou alguns “modão”. Assista trecho do Programa abaixo:

    O SINTECT-GO tem espaço no Programa Antena Ligada todas às terças feiras às 10h.

    Assista ao programa completo na página da Rádio Trabalhador aqui.

     

    30 Janeiro 2018 em SINTECT-GO
  • Diretores do SINTECT-GO denunciam o sucateamento dos Correios

    Imagem: CUT/GO

    Os diretores do SINTECT-GO, Alexandre Duarte e Ueber Barboza, estiveram na terça-feira, dia 23, no Programa Antena Ligada da Rádio Trabalhador e  denunciaram o sucateamento deliberado dos Correios para forçar a privatização. Na ocasião eles explicaram porque as encomendas estão atrasadas desde o Natal (veja o vídeo abaixo).

    A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) é uma das mais antigas do País, mas vive hoje, sob o governo de Michel Temer (PMDB), seus piores momentos. A direção da estatal alega um déficit acumulado de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos e com base nisso impõe uma dura agenda de reestrutução que passa pela demissão de milhares de funcionários e o fechamento de mais de 250 agências próprias em todo o Brasil.

    *Com informações da CUT-GO

    26 Janeiro 2018 em SINTECT-GO
  • Festa é realizada para comemorar os 20 anos da sede do Sindicato

    No último sábado, dia 13 de janeiro, os trabalhadores filiados ao SINTECT-GO, juntamente com seus familiares, comemoraram os 20 anos da sede do Sindicato, localizada na Vila Brasília, Aparecida de Goiânia, em uma grande festa, realizada no Clube Ferreira Pacheco.

    Durante a festa, os diretores sindicais agradeceram a presença de todos e lembraram que o dia era de comemoração, principalmente diante dos desafios enfrentados durante o ano anterior. O presidente da CUT, Mauro Rubem, a presidente do PT/GO, Kátia Maria, e os representantes da Deputada Estadual Adriana Accorsi i e do Vereador Alysson Lima compareceram na comemoração.

    Os ecetistas José Olimpio Pires, do CDD Guanabara, e Josivaldo Albuquerque da Silva, CDD Liberdade,  cantaram durante a apresentação dos “Talentos da Categoria”, uma iniciativa do Sindicato para destacar os trabalhadores que cantam, tocam, escrevem, entre outros. E o carteiro Elky Luiz animou a festa a noite toda.

    Todas as fotos da Festa de 20 anos da sede do SINTECT-GO estão aqui no site na página do Sindicato no Facebook.

     

    17 Janeiro 2018 em SINTECT-GO
  • "Espinha dorsal do processo contra Lula ruiu"

    Diretor do Sintect-GO e bispo da Igreja Católica Anglicana analisam conjuntura atual em programa da Rádio Trabalhador

     

    O programa Antena Ligada, da Rádio Trabalhador - www.radiotrabalhador.com.br - entrevistou na manhã desta terça-feira (16), o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e suas Concessionárias, Permissionárias,  Franqueadas,  Coligadas  e  Subsidiárias  no Estado de Goiás (Sintect-GO), Ueber Barboza; e Dom Orvandil, professor universitário, bispo da Igreja Católica Anglicana e titular do blog Cartas Proféticas.

    Ao jornalista Roberto Nunes, os entrevistados fizeram uma ampla análise de conjuntura, onde a principal preocupação foi o julgamento do ex-presidente Lula, marcado para o próximo dia 24. Para Dom Orvandil, a espinha dorsal do processo contra ele ruiu diante da decisão da juíza Luciana Corrêa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal. "Ela se contrapõe à investigação da Lava Jato sobre o triplex do Guarujá", observa o bispo.

    O processo atende uma empresa que solicita o pagamento de dívidas em desfavor da OAS Empreendimentos. A juíza acatou e determinou ao Banco Central o bloqueio nas contas da empresa, encontrando apenas R$ 10 mil reais. A credora fez busca nos cartórios e achou num mesmo CNPJ quatro imóveis no Guarujá em nome da OAS. Um deles é o apartamento atribuído a Lula. Em Brasília, a juíza entende que cabe penhora do triplex por se tratar de dívidas contraídas pela OAS — que seria, de fato e de direito, proprietária do imóvel.

    Ueber acredita que o ex-presidente está sendo vítima de uma perseguição, que é resultado do acirramento da luta de classes. "Pois Lula representa uma esperança para os trabalhadores, não só do Brasil, mas de toda a América Latina". O sindicalista lamentou a pronta adesão de parte da juventude ao discurso fácil da direita fascista, ao que Dom Orvandil emendou: "Os maiores disseminadores da ideologia fascista no País é a Rede Globo e as igrejas, aquelas que difundem o discurso: 'se eu não concordo, não pode existir'.

    Escrito por: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

    Reprodução: CUT Goiás

    17 Janeiro 2018 em SINTECT-GO
  • Confraternizar e celebrar a luta

    Mais um ano de desafios se aproxima e para começar com o pé direito, animados e revigorados para as lutas, o SINTECT-GO convida todos os seus filiados e filiadas a participarem de sua Confraternização e Aniversário de 20 anos da Sede, que será realizada no dia 13 de janeiro de 2018, no Clube Ferreira Pacheco, a partir das 19h.

    Para participar da Confraternização do Sindicato, o trabalhador(a) precisa ser filiado e preencher a ficha de inscrição abaixo e enviá-la ao SINTECT-GO até o dia 10 de janeiro de 2018, por:

    • email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ;
    • fax ou via telefone com as secretárias (62) 3280-4415;
    • ou entregá-la diretamente na sede do Sindicato, localizada na Rua anhangá , Quadra 32-A Lote 25 Vila Brasília, Aparecida de Goiânia – Goiás. 

    Os trabalhadores filiados poderão levar os cônjuges e filhos dependentes. O ecetista que saiba cantar ou tocar algum instrumento musical poderá preparar uma apresentação para a festa do Sindicato. Para isso, basta preencher a ficha “Talentos da Categoria” abaixo. O Sindicato ressalta que não será um concurso, apenas um momento para compartilhar e apresentar os talentos para os presentes.

    Um pouco de história: os sujeitos sociais

    A ideia de se criar um sindicato dos trabalhadores dos Correios em Goiás começou a surgir na década de 1980, que representou um marco para a democracia brasileira. Com o fim do governo militar, os trabalhadores aspiravam liberdade e os movimentos sociais organizados saiam da clandestinidade, buscando lutar pelos seus ideias.

    Então, em março de 1985 nascia a Associação Beneficente dos Servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da Diretoria Regional de Goiás, dando os primeiros passos para a criação do sindicato. Lembrando que as associações dos Trabalhadores dos Correios já continham um caráter sindical, pois nessa época era negado aos empregados públicos o direito de constituírem sindicatos, que só foi possível após a Constituinte de 1988.

    No dia 27 de janeiro de 1989, durante uma Assembleia Geral Extraordinária, os(as) trabalhadores(as)  votaram pela fundação do Sindicado dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da Diretoria Regional de Goiás, o Sincotel. Na oportunidade, os ecetistas aprovaram o Estatuto da entidade e ainda elegeram sua Diretoria Provisória.

    Porém, durante a implantação dos sindicatos em todo o país, os trabalhadores sofreram novamente com a opressão, muitos foram perseguidos e demitidos da ECT. Anos depois, eles foram anistiados pela Lei de Anistia Paulo Rocha. Parabéns a essas guerreiras e guerreiros que acreditaram, se doaram, resistiram e tornaram possível o sonho de construir o SINTECT-GO, apesar das perseguições.

    A classe trabalhadora conta sua própria história!

    20 anos de sede própria

    Durante 11 anos, o Sindicato funcionou em uma sala na Rua 2, no centro de Goiânia, até que, em 1998, a categoria realizou mais um sonho antigo: a construção da sede própria na Rua Anhangá, Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia. E com a conclusão das obras, o Sindicato passou a se chamar SINTECT-GO/TO, pois representava os trabalhadores de Goiás e do Tocantins, estado recém-criado.

    Também em 1998,  ocorreram mudanças relevantes no Estatuto do sindicato. A duração do mandato da diretoria passou de quatro para três anos e o sistema de gestão passou do presidencialista para a atual formação: Diretoria Colegiada.

    Em julho de 2000, durante o II Congresso dos Trabalhadores dos Correios (Cortect), realizado em Goiânia, que contou com participação dos trabalhadores de Goiás e do Tocantins, a categoria definiu novas mudanças no Estatuto. Foram aprovadas três importantes ações: a implantação da subsede do sindicato em Palmas (TO), o fortalecimento dos Delegados Sindicais e a criação do Conselho Deliberativo, democratizando ainda mais a entidade.

    Também neste ano, a sede do Sindicato foi ampliada e ganhou novas instalações. Foram criadas uma sala de treinamento, com vídeo e televisão, e uma área de lazer com churrasqueira, mesas e cadeiras. Além disso, até o ano 2000 o Sindicato não possuía veículos, o que dificultava ainda mais as visitas às unidades.

    No ano de 2007, durante  Cortect, o Tocantins foi desmembrando do SINTECT-GO, passando a ter seu próprio sindicato.

    Em 2015, a fim de ampliar o atendimento aos mais de três mil trabalhadores filiados em todo o estado, o SINTECT-GO adquiriu um imóvel de 365 metros quadrados, localizado ao lado de sua sede na Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia. Neste novo espaço, o Sindicato prevê a construção de um auditório, espaço para a realização de cursos e de festas, ampliação de alojamentos. Atualmente, o Sindicato também conta com uma frota de carros próprios, facilitando a visita em todas às unidades da DR/GO, inclusive no interior.

    Por isso, agora é hora de comemorar e animarmos para os novos desafios que virão. Compareça à nossa festa para confraternizar conosco.

     

    Inscreva-se aqui:

    *Salve essa imagem, imprima, preencha e a envie ao sindicato.

    05 Janeiro 2018 em SINTECT-GO
  • Diretor e delegado sindical se reúnem em Anápolis para evitar fechamento da AC Jaiara

    O diretor sindical Tiago Henrique e o Delegado Sindical Eduardo Pereira, estiveram reunidos, em Anápolis, com o vereador Antônio Gomide (PT)  e com o Superintendente Regional Osmar Caldeira na manhã desta quarta-feira, dia 27 de dezembro, buscando uma solução para o não fechamento da AC Jaiara, previsto para ocorrer no próximo dia 02.

    Na ocasião, o superintendente firmou um acordo que suspenderá o fechamento da Agência Jaiara por tempo indeterminado. Além disso, o vereador Antônio Gomide prometeu providenciar um outro imóvel na região da Vila Jaiara, já que o motivo alegado para o fechamento é falta de documentação do imóvel atual.

     

    27 Dezembro 2017 em Lutas da Categoria
  • ANS ameaça intervir no Postal Saúde

    A direção da ECT e o governo estão preparando mais um ataque ao plano de saúde dos trabalhadores dos Correios. Dessa vez, a Agência Nacional de Saúde (ANS) ameaçou intervir no plano de saúde da categoria, podendo inclusive liquidar o plano, alegando que a empresa não tem receita para pagar o fundo garantidor do plano, avaliado em 160 milhões.

    A informação veio à tona após a categoria tomar conhecimento de um ofício enviado pela Postal Saúde ao presidente da ECT, Guilherme Campos, informando sobre as solicitações da ANS.  No documento, a Postal Saúde pede o apoio dos Correios para encaminhar o assunto às áreas competentes e informa que a ANS solicitou documentos da Postal Saúde, além do aporte financeiro de 320 milhões de reais.

    Esse novo ataque ocorre ao mesmo tempo em que a investigação de uma fraude em um contrato milionário  entre a ECT e uma empresa de tecnologia, de R$850 milhões de reais, foi denunciada pela revista Carta Capital (Edição 982, 09/12/2017), que também levanta a possibilidade da fraude estar ligada à arrecadação de recursos para a campanha eleitoral de Guilherme Campos.

    Por isso, mais do que nunca, é hora dos trabalhadores se mobilizarem para barrar mais este ataque ao plano de saúde da categoria.

    21 Dezembro 2017 em Saúde do Trabalhador
  • Deputados se posicionam diante de matéria que denuncia contrato milionário entre os Correios e empresa de tecnologia

    A deputada Maria do Rosário e deputado Leonardo Monteiro enviaram, no último dia 13, um oficio à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, expressando preocupação da Frente Parlamentar em Defesa dos Correios diante da denúncia publicada na reportagem "A 'zona de negócios ilícitos' do PSD do ministro Kassab" (revista Carta Capital, 09/12/207, edição 982). De acordo com a matéria, uma empresa de serviços postais eletrônicos estava sendo contratada pelos Correios sem licitação, além do contrato estar envolvido em uma série de suspeitas.

    A matéria da Carta Capital denúncia um contrato de 12 meses estabelecido entre os Correios e uma empresa de tecnologia, a Nexxera, sem licitação, no valor de R$850 milhões de reais, para substituir a entrega de correspondências em papel pelo serviço postal eletrônico. É quase 5% do faturamento da estatal em 2016, para gastar num único contrato. E umas oito vezes a receita anual da firma catarinense em 2015 e 2016”, (grifo da reportagem). Este contrato  inclusive está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

    No oficio, os deputados solicitaram que o Ministério Público Federal acompanhe as investigações, principalmente considerando a grave crise financeira que os Correios enfrentam. Eles ainda destacaram que a ECT é a única estatal presente em todos os municípios brasileiros, com 12 mil agências, emprega 117 mil trabalhadores e trabalhadoras e é uma das mais respeitadas.

    Em contato com a Assessoria de Comunicação da Deputada Maria do Rosário, o SINTECT-GO foi informado que  a Frente Parlamentar em Defesa dos Correios já recebeu a resposta do ofício e está aguardando o posicionamento do MPF sobre o caso. 

    Confira a reportagem  "A 'zona de negócios ilícitos' do PSD do ministro Kassab" completa aqui

    Leia o Ofício Nº57/2017 dos deputados Leonardo Monteiro e Maria do Rosário aqui

    18 Dezembro 2017 em SINTECT-GO
  • Triplica prejuízo dos Correios com pagamento de indenizações, aponta relatório da CGU

    Em 2011, Correios gastaram R$ 60 milhões com o pagamento de indenizações a clientes por atrasos, extravios, avarias e roubos de correspondências. Valor aumentou para R$ 201,7 milhões em 2016.

     

    O prejuízo dos Correios com o pagamento de indenizações a clientes – por atrasos, extravios, avarias e roubos de correspondências e encomendas – triplicou entre 2011 e 2016, informa relatório produzido pela Controladoria-Geral da União (CGU).

    Em 2011, os Correios, cuja privatização é estudada pelo governo, gastaram R$ 60 milhões com indenizações e, em 2016, R$ 201,75 milhões, diz o relatório. Esses valores se referem 954 mil indenizações em 2011 e a 10,06 milhões de indenizações em 2016 (nove vezes mais).

    Parte das informações do relatório, consideradas estratégicas pelos Correios, foram colocadas em sigilo pela CGU, a pedido da empresa, depois de o documento ter se tornado público neste mês. Nesse intervalo de tempo, o G1 teve acesso às informações sigilosas do relatório.

     

     

    A CGU qualificou a alta no pagamento de indenizações como "vertiginosa" e apontou o problema como um dos "fatores que impactam a atual situação econômica financeira" da empresa.

    Em nota, a assessoria da estatal disse que os gastos são "extremamente impactantes para a empresa".

    "Para diminuir os eventos que geram indenizações por motivo de extravio, os Correios têm adotado diversas medidas internas. Entretanto, no que se refere aos roubos, essa é uma questão que foge ao controle da empresa, uma vez que trata-se de um problema de segurança pública", informou a estatal.

    Sobre o pedido para que os dados fossem colocados em sigilo, a assessoria da empresa disse que as informações são "relativas à atuação no âmbito comercial e concorrencial dos Correios", o que permite por lei que a informação seja de acesso restrito.

    De acordo com os Correios, a exposição das informações poderia prejudicar a competitividade dos Correios e gerar riscos ou ameaças à empresa.

    A Controladoria-Geral da União informou, em nota, que pedidos para que informações sejam colocadas em sigilo são rotineiros e que as informações foram tornadas restritas provisoriamente, enquanto avalia se devem ou não permanecer em segredo.

    Gastos com pessoal

    Outro ponto da administração dos Correios considerado preocupante pela CGU foi o aumento da despesa com pessoal.

    De acordo com o relatório, o número de funcionários dos Correios subiu apenas 0,43% entre 2011 e 2016, mas o custo total com os empregados cresceu 62,61% no mesmo período.

    Já os gastos com os chamados benefícios pós-emprego, que incluem a previdência complementar e o plano de saúde dos empregados, mais que triplicaram no mesmo período, crescendo de R$ 118,6 milhões em 2011 para R$ 410,36 milhões em 2016.

    Sobre os gastos com pessoal, a estatal informou por meio da assessoria estar realizando um Programa de Demissão Incentivada (PDI) que já diminuiu o quadro de pessoal em mais de 6 mil pessoas, e que os gastos com o plano de saúde dos funcionários estão sendo debatidos no Tribunal Superior do Trabalho, após fracassarem as negociações com o sindicato da categoria.

    Transferências para a União

    A CGU também destacou o fato de os Correios terem repassado para a União entre 2011 e 2013 mais recursos do que o mínimo exigido por lei, o que reduziu a capacidade de investimento da empresa.

    De acordo com a CGU, as transferências chegaram a R$ 2,96 bilhões. Na resposta encaminhada aos auditores, os Correios argumentaram que essas transferências fizeram com que o prejuízo da empresa entre 2014 e 2016 fosse 35% maior do que o que teria ocorrido se o dinheiro tivesse ficado nos Correios.

    O órgão de fiscalização alertou para a necessidade de mudanças na gestão da empresa. "Se medidas efetivas não forem tomadas, no curto prazo, para ampliação da receita e redução dos custos, principalmente em relação aos benefícios pós-emprego, constata-se que a empresa irá se tornar gradativamente dependente de recursos transferidos pela União para o seu custeio, transformando-se, portanto, em uma empresa dependente", diz o documento.

    A empresa disse que o repasse de dividendos para o Tesouro Nacional entre 2011 e 2013 foi determinado pela União, e que pediu ao governo um aporte do dinheiro recolhido à época.

    De acordo com a assessoria dos Correios, a intenção é alterar o estatuto para impedir que isso seja feito novamente.

    Reprodução: G1

    15 Dezembro 2017 em ECT
  • No XXI CONSIN, representantes analisam 2017 e debatem organização contra ataques da ECT e do governo

    A categoria de trabalhadores dos Correios passou por um ano de lutas intensas. Desde o mês de janeiro, os ecetistas travaram batalhas contra retiradas de direitos que culminaram em uma campanha salarial apertada, na reedição do Acordo Coletivo de Trabalho e em um dissídio do plano de saúde. Para analisar todos esses processos e traçar as próximas estratégias ainda para o fim deste ano e para 2018, representantes dos sindicatos filiados se reuniram, hoje (13), em Brasília, no XXI Conselho de Representantes Sindicais (Consin).

    O planejamento do conselho foi iniciado já no mês de outubro, ao final do XX Consin, e teve continuidade nessa terça-feira (12), na reunião da colegiada. Os diretores das entidades, unidos, pensaram e deliberaram os temas mais importantes a serem destacados no evento desta quarta-feira, pensando a organização no debate.

    “Este momento é oportuno não somente para analisar o ano, mas para planejar as ações futuras. Devemos entrar o clima natalino, neste mês de dezembro, mas sempre mantendo o espírito de luta pelos nossos direitos”, afirmou o secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, ao abrir o XXI Consin.

    Em pauta
    No período da manhã, cada representante pode dar os informes das respectivas regiões e o ponto de vista da conjuntura nacional e internacional. Entre os focos principais, as contrarreformas do governo golpista de Michel Temer. As reformas, prejudiciais a todos os brasileiros, na visão dos trabalhadores, surgem da expansão do capitalismo em todo o mundo, que carrega no bojo as privatizações e a entrega de empresas públicas e estatais à iniciativa privada.

    Outro ponto levantado foi a respeito das eleições em 2018. Para os sindicalistas, é necessário estudar o momento e fazer um enfrentamento como luta de classes a todas essas mudanças políticas no País. A falta da renovação nesse campo prejudica substancialmente a classe trabalhadora. Ainda, no evento, reconheceram pontos positivos e negativos da atuação sindical e chegaram ao entendimento de que é preciso remodelar a organização dos sindicatos, a fim de resgatar a credibilidade junto às massas.

    Saúde do trabalhador
    Convidado da tarde, o assessor jurídico da FENTECT, advogado Alexandre Lindoso, falou sobre os prazos para o dissídio do plano de saúde da categoria, que podem ficar para o mês de fevereiro de 2018, já que o TST entrará em recesso já no próximo dia 19. “Temos tempo para fazer uma peça robusta, que dê uma resposta à altura ao dissídio. Precisamos tentar marcar uma reunião com o ministro responsável pelo caso até o dia 19”, alertou.

    Sobre a “novidade” da possível intervenção da ANS no plano de saúde, Lindoso afirmou ser um elemento inédito e preocupante, principalmente por partir de uma agência reguladora, mas ações serão encaminhadas para preservar o benefício da categoria, recentemente garantido no Acordo Coletivo. Enquanto isso, as representações e os trabalhadores precisam ficar atentos às próximas informações e mobilizados.

    No entanto, sobre futuras greves, o assessor jurídico da federação alertou que, enquanto não houver uma ameaça contundente, é preciso muito cuidado. O cenário demanda observação da categoria”, disse.

    O XXI CONSIN reforça ainda mais a necessidade da união de todos. Demonstra o quanto as lutas, as greves do primeiro e do segundo semestre, e as conquistas perpassam pelas ações em conjunto da categoria. “Tudo aquilo que obtivemos como êxito tentaram retirar em um ano de governo golpista. É importante trazer a unidade naquilo que nos converge, porque o que nos diverge pode ser discutido em cada base. Devemos batalhar contra o enfraquecimento das mobilizações e conseguir levar os trabalhadores para as ruas”, ressaltou o secretário geral.

    Ao final do evento, algumas deliberações e propostas sobre esses e demais assuntos foram apresentadas pelos representantes e serão compartilhadas pela FENTECT e os sindicatos filiados.

    Reprodução: FENTECT

    14 Dezembro 2017 em Lutas da Categoria
  • Luta da categoria: Vale Peru é creditado na conta dos ecetistas

    Companheiras e companheiros, nesta quarta-feira, dia 13 de dezembro, foi creditado no cartão ticket  o vale extra (vale peru). Vale que a empresa queria tirar na campanha salarial, porém,  a categoria resistente foi a luta, fez greve , teve dias descontados e horas para serem compensadas, mas garantiu esse direito!

    Muitos e muitas não participaram da luta e arrumaram as mais diversas desculpas para se absterem de lutar pelos seus direitos. Portanto, quando forem fazer suas compras  lembre-se que para ter esse direito garantido, foi necessário muita luta e resistência, numa campanha salarial dura, numa greve cheia de ameaças aos que se dispuseram a lutar.

    Agradeço a cada guerreira e guerreiro que esteve na batalha pra garantir os direitos de todos e todas, e aproveito para convidar os que se abstiveram para que nas próximas lutas estejam juntos fortalecendo o movimento em prol do trabalhador(a).

    Direitos se ampliam, não se retiram!

    POR NENHUM DIREITO A MENOS NENHUM PASSO ATRÁS!

    VIVA A CLASSE TRABALHADORA!

    Autoria: Ueber Barboza

    13 Dezembro 2017 em Lutas da Categoria
  • Dirigentes do SINTECT-GO participam do Programa Antena Ligada

    Os diretores sindicais, Elizeu Pereira e Alexandre Duarte participaram do Programa Antena Ligada da Rádio Trabalhador nesta terça-feira, dia 12 de dezembro de 2017. Na ocasião, eles falaram da situação atual dos Correios e  dos novos desafios para os trabalhadores diante da Reforma Trabalhista e da privatização.

    Assista aqui:

     

    O SINTECT-GO participará do Programa Antena Ligada todas as terças-feiras às 10h. Para ouvir a programação da Rádio Trabalhador, baixo aplicativo da rádio aqui.

    13 Dezembro 2017 em Lutas da Categoria
  • Resistência e Luta em Tempos de “Crise”

    Editorial

    Depois que o país sofreu um golpe parlamentar, Temer iniciou seu desgoverno, foi se implementando uma política destrutiva ao Estado Brasileiro, passando necessariamente pelo desmonte da estrutura pública que temos, transformando o país em um verdadeiro “balcão de negócio”. E para que tal plano se tornasse viável, aprovou-se de inicio o congelamento dos investimentos no orçamento de itens fundamentais para o desenvolvimento do Brasil, como a educação, saúde, segurança, entre outros.

    Com o discurso de tornar o país melhor e mais lucrativo para os detentores do capital financeiro, Temer, com o papinho de “modernizar” as relações trabalhistas, aprovou no Congresso o seu desmonte, que na prática reduz os custos que o empresariado tem com a contratação de mão de obra, retirando direitos históricos e ampliando os mecanismos de fragilização da organização dos sindicatos.

    Com os arranjos políticos tipicamente brasileiros funcionando a todo vapor, de negociação e destruição de ministérios, Temer reloteou todo o chamado “segundo e Terceiro escalão”. Nossa Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos caiu no colo do PSD, do coronel Gilberto Kassab, que indicou como presidente dos Correios o senhor Guilherme Campos. Este senhor desde que assumiu a Presidência dos Correios tem prestado um completo desserviço a nossa Empresa. São cerca de 40 entrevistas concedidas à imprensa, e em nenhuma delas ele consegue fazer um único elogio à Instituição ou a qualquer um dos mais de 112 mil homens e mulheres que nela trabalham. Além disso, Guilherme Campos buscou todos os meios possíveis e imagináveis para nós impor as novas regras da Reforma Trabalhista, mesmo antes dela entrar em vigor, e usou o TST para tentar alterar nossa data base. Volta e meia, em suas entrevistas, cogita a privatização total ou parcial da Empresa, além de deixar claro que sem retirar direitos, a Empresa não se sustenta. Mas isso não é novo, afinal quem não se lembra do então presidente senhor Giovanni Queiroz, em fevereiro de 2016, alardeando que a ECT só tinha dinheiro para pagar os salários até setembro daquele ano.

    Tais atitudes exigiram de nós Ecetistas muita luta e muita resistência ao longo de 2017. A falácia da crise, amplamente disseminada pelo presidente que é adepto daquela doutrina do “espalhe ao extremo uma mentira e ela virará verdade”, esteve presente o ano inteiro e foi necessário muita unidade e muita resistência para combatê-la. Até porque atrás dessa falácia de crise, reside o desejo do Governo de retirar nossos direitos conquistados há anos, como o Plano de Saúde, Tickets nas férias e durante as licenças médias por até 90 dias etc.

    As três greves abraçadas pela categoria ao longo de 2017, principalmente a iniciada em setembro, inviabilizaram a retirada de direitos da categoria, ao menos por enquanto. Ao mesmo tempo, está na pauta de Temer e seus aliados (PSD, PSDB, PTB, PP, PPS, entre outros) o fim das nossas aposentadorias através da “Reforma da Previdência”, além da criação de mensalidade no Plano de Saúde da categoria, e assim precarizar ainda mais a Empresa, para que ela possa ser privatizada. Tais ataques evidenciam a necessidade de nós mantermos mobilizados e prontos para o enfrentamento, pois 2018 promete ser mais um ano que exigirá muita resistência e muita luta.

    Regionalmente, tivemos um período complicado, uma gestão de um senhor que gastou muito mais tempo e energia combatendo o Sindicato do que realizando seu papel. Situação que ficou ainda mais clara no dia de sua queda, pois a categoria em peso comemorou soltando foguetes na Praça Cívica durante Assembleia.

    Que em 2018 estejamos com o mesmo espírito de luta, mobilização e unidade, dispostos a enfrentar qualquer ataque que venha contra nossos direitos. Por isso, MUITA LUTA E MUITO MAIS RESISTÊNCIA SERÁ EXIGIDA DE TODOS NÓS, para que possamos manter e ampliar nossos direitos e ao mesmo tempo solidificarmos ainda mais os Correios como uma Empresa pública, confiável e que preste um serviço de excelência para a sociedade brasileira.FELIZ 2018

    Elizeu Pereira, Secretário Geral

    Leia o Ecetista na Luta de dezembro aqui

     

    13 Dezembro 2017 em SINTECT-GO
  • Ação da Empilhadeira: OTT já está recebendo o adicional de periculosidade

    Imagem Ilustrativa

    Operador de Triagem e Transbordo (OTT) com função de operador de empilhadeira de Goiás teve o adicional de periculosidade de 30% incorporado ao seu contracheque. As ações para o pagamento do adicional foram propostas individualmente pelo SINTECT-GO em 2016, e vários trabalhadores já tiveram o adicional de periculosidade deferidos pelo Tribunal do Trabalho, sendo que alguns deles já estão na fase de execução para apagamento dos adicionais dos últimos cinco anos e para implementação no contra-cheque.

    O ecetista chegou a ter a sua ação negada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) 18ª Região, que aceitou o recurso da ECT alegando que o trabalhador ficava exposto ao gás GLP por pouco tempo. Contudo o SINTECT-GO recorreu e a ação foi parar no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que concluiu, analisando a perícia, que o OTT permanece exposto  a cerca de 200 quilos de gás GLP, ao entrar no deposito para fazer a troca do cilindro. Para o ministro relator do TST, Hugo Carlos Scheuermann, mesmo que a atividade de abastecimento de empilhadeiras com o gás GLP seja realizada dentro de minutos, o empregado é exposto ao risco contínuo de explosões e por isso deve receber o adicional de periculosidade.

    O TST deferiu  o pagamento do adicional de periculosidade no percentual de 30% sobre o salário-base, parcelas vencidas e vincendas e com reflexos. O adicional, de R$700, representa um grande ganho remuneratório ao filiado, pois também reflete nas férias e no 13º salário.

    22 Novembro 2017 em Assuntos Jurídicos
  • Correios pede encerramento da mediação no TST e ingressa com ação judicial

    O processo do plano de saúde da categoria ecetista já passou por diversos embates até chegar à mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), este ano. O intuito, então, era encontrar uma solução para o tema, na qual as partes não saíssem prejudicadas, principalmente os trabalhadores, que além de terem que se virar com baixos salários, sofrem constantes ameaças de retiradas de direitos e da responsabilidade pelos custos da má gestão da empresa.

    Embora a Cláusula 28 do ACT 2016-17 tenha sido mantida no novo acordo, a ECT resolveu encerrar o processo de mediação no tribunal e abrir a judicialização do plano de saúde. Porém, a FENTECT não vai recuar e dará continuidade à defesa dos interesses dos trabalhadores.

    A todo o tempo, a federação se colocou à disposição para realmente mediar o plano. Entretanto, os pontos duvidosos na última proposta do tribunal não foram esclarecidos e não houve transparência com relação aos números da Postal Saúde. O déficit dos Correios continua sendo refutado pela categoria, enquanto a direção da ECT tenta colocar a conta sob a responsabilidade dos próprios empregados, fazendo-os pagar além do que é possível para ter o direito básico à saúde.

    Os trabalhadores não podem ser submetidos a qualquer alteração no plano de saúde, sem a devida a negociação, e sem comprovação do que tem sido alegado. Destaca-se que o plano de saúde é um dos benefícios mais importantes dos trabalhadores, que, assim como os demais, sempre funcionou como uma compensação, já que a estatal tem as piores faixas salariais entre outras empresas públicas.

    A assessoria jurídica da FENTECT já está tomando providências em relação à judicialização do plano de saúde dos trabalhadores dos Correios no TST. As mobilizações, portanto, devem continuar, bem como o calendário lançado no último Conselho de Representantes, o Consin. É muito importante que cada trabalhador participe do chamado dos sindicatos e dê quórum à luta da categoria por um bem valioso, que pode assegurar milhares de vidas nos Correios.

     

     

    21 Novembro 2017 em Assuntos Jurídicos
  • Plano de saúde: Correios quer encerrar unilateralmente mediação no TST e judicializar o conflito

    A FENTECT recebeu, com surpresa, a informação do pedido da ECT pelo fim da mediação do plano de saúde da categoria no Tribunal Superior do Trabalho (TST)

    Entendendo o caso:

    Para esclarecer os trabalhadores é importante lembrar que no Acordo Coletivo de trabalho 2014/2015, mediado no TST, foi acrescentada, na cláusula 28, a criação de uma Comissão Paritária de Saúde, para tratar das melhorias do plano de saúde. Porém, o único interesse dos Correios em relação à cláusula foi compartilhar os custos do plano com os empregados, alegando que a empresa não teria mais condições de pagar e que os gastos precisavam ser repartidos com os usuários. Após a conclusão dos trabalhos, em janeiro deste ano, pela comissão paritária, composta pela empresa e as federações, foram propostas e deliberadas várias ações a fim de manter o plano e conciliar a saúde financeira da ECT. No entanto, essas medidas não foram implementadas pela empresa, que apostou ingressar com uma mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para, a todo custo, implementar as alterações no plano de assistência médica.

    Desde o início do processo de mediação a federação se colocou à disposição para negociar, entretanto, a ECT e a operadora omitiram dados que seriam cruciais para a análise das entidades representativas e para as deliberações das assembleias. Prova de que a federação está disposta a manter as negociações está no pedido de esclarecimentos de pontos da proposta do TST que ficaram duvidosos para categoria. A reunião com a equipe técnica do TST para esclarecimentos sobre a proposta somente ocorreu no último dia dado como prazo máximo para resposta das entidades sobre aprovação ou não do texto do tribunal. Durante a reunião com a equipe técnica do TST, essas dúvidas não foram totalmente esclarecidas, então, a assessoria jurídica da FENTECT entrou com uma manifestação solicitando a prorrogação do prazo de análise da proposta.

    Como justificativa para o encerramento da mediação a ECT alegou a procrastinação das entidades representativas dos trabalhadores. A direção da empresa insiste no déficit para argumentar a insuficiência na manutenção do plano, mesmo com notícias constantes na mídia sobre cabides de emprego na Postal Saúde e a má gestão da operadora. Logo, fica a indagação sobre o real motivo da falta de verba para cuidar da saúde dos próprios empregados.

    Agora, essa novidade. De um lado, os trabalhadores querendo mediar, de outro, a ECT promovendo alardes, falando em falta de dinheiro e mantendo a falta de transparência com a categoria. A federação não vai negociar qualquer documento sem que sejam devidamente explicadas para os trabalhadores as reais intenções. Bem como refuta qualquer alteração estratégica no plano para fugir das responsabilidades previstas no Acordo Coletivo de Trabalho. Vale destacar que a ECT romper com o processo negocial, agora, e partir para a judicialização do plano de saúde configura violação aos artigos 616 da CLT e 114, § 2º, da Constituição.

    Por isso, a assessoria jurídica da FENTECT vai continuar atenta às próximas ações e buscando as soluções devidas para esse impasse e para que os trabalhadores não sejam os grandes prejudicados. Vale destacar que, independente do pedido para o fim da mediação, a empresa precisa ser transparente e deve à categoria a apresentação dos dados reais da Postal Saúde.

    Para o fechamento desta matéria, a federação obteve a informação de que a operadora Postal Saúde tenta aprovar, a qualquer momento, no Conselho Deliberativo um novo plano de saúde. É importante que todos acompanhem e cobrem os conselheiros para que não aprovem medidas que venham onerar ainda mais os empregados com pagamentos mais altos no plano de saúde.

     

    Reprodução: FENTECT

    14 Novembro 2017 em Saúde do Trabalhador
  • Reforma trabalhista entra em vigência neste sábado

    A reforma trabalhista (PLC 38), que altera a lei trabalhista em vigência e traz novas definições sobre contrato temporário, férias, jornada de trabalho, entre outros pontos que só ataca o trabalhador, entra em vigor neste sábado, dia 11 de novembro.  Confira o que muda com a Reforma Trabalhista:

     

    06 Novembro 2017 em Assuntos Jurídicos
  • Federação se reúne com equipe técnica do TST para obter esclarecimento sobre a proposta do plano de saúde

    Hoje (31), foi realizada reunião com a equipe técnica do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que formulou a proposta para o plano de saúde, com a FENTECT e a assessoria jurídica, no intuito de esclarecer alguns pontos que ainda geram dúvidas no texto do ministro Emmanoel Pereira. O TST apresentou no dia 13 de outubro alterações na questão da saúde, inclusive, com pagamentos de mensalidades por faixa salarial e por faixa etária, além da exclusão de dependentes, como pai e mãe.

    A FENTECT havia solicitado o encontro dessa manhã, pois somente com a transparência e o detalhamento da proposta seria viável encaminhá-la às assembleias dos 31 sindicatos filiados para votação. A análise da categoria precisa ser minuciosa, porém, ainda existem dificuldades no caminho, já que os números não são apresentados na totalidade aos trabalhadores. As informações repassadas hoje não possuem caráter oficial.

    Um novo pedido de esclarecimento será feito pela assessoria jurídica da federação ao tribunal. A FENTECT também vai se colocar à disposição para dar continuidade ao processo de mediação, inclusive com a construção de um calendário para que, de fato, o plano seja mediado.

    Ainda nesta terça-feira, na parte da tarde, os advogados da federação se reuniram com os diretores para avaliar o desfecho da reunião da manhã. Apesar de cumprir o prazo estabelecido pelo TST para uma resposta sobre a proposta, apresentando os questionamentos pertinentes, o jurídico da FENTECT já solicitou uma reavaliação pelo ministro do prazo para avaliação da proposta.

    Reprodução: FENTECT

    01 Novembro 2017 em Saúde do Trabalhador
  • Resolução sobre perseguições políticas é redigida durante o CONSIN

    Uma Resolução sobres as Perseguições Políticas nos Correios foi redigida durante o XX CONSIN, que aconteceu nos dias 26 e 27 de outubro em Brasília. O documento, que foi escrito diante dos vários casos de perseguições e demissões injustificados relatados durante o Conselho, busca unificar e buscar a solidariedade de classe em todos os espaços dos movimentos sociais. Confira.

     

    RESOLUÇÃO SOBRE AS PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS NOS CORREIOS

    Apresentação

    Apresentamos esta proposta de campanha nacional e de alcance internacional contra as perseguições políticas nos Correios e nas demais categorias.
    Não bastassem todos os ataques do governo Temer que visam privatizar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), com toda uma ofensiva de um verdadeiro desmonte, agora os militantes e ativistas sindicais da categoria, estão deparando com uma forte escalada de perseguições, culminando em punições e demissões. Tudo isso, com objetivo de silenciar e eliminar os que lutam em defesa dos direitos da categoria. Os trabalhadores e trabalhadoras Ecetistas enfrentam péssimas condições laborais. Mas quando se mobilizam por seus direitos, se tornam alvos favoritos de todas as formas de perseguição política. 
    Há uma flagrante ofensiva de processos administrativos disciplinares que atinge diferentes seguimentos dentro da ECT, indicando que este procedimento de gestão perversa está sendo cada vez mais usado como ferramenta para intimidar e demitir trabalhadores e trabalhadoras. Curiosamente, as punições atingem sempre ativistas, sindicalistas, membros da CIPA e outros que tem voz ativa para questionar e atuar. Mas, não calarão aqueles e aquelas que ousam lutar.
    Apresentamos estas propostas de resolução, para além de denunciar com veemência as perseguições, punições e demissões nos Correios, unificar e buscar a solidariedade de classe em todos os fóruns, encontros e espaços dos movimentos sociais em nível nacional e internacional. Da mesma forma, é fundamental usarmos todos os instrumentos possíveis para reverter esta inaceitável situação, inclusive a adoção de medidas jurídicas e políticas.

    Perseguição histórica
    O método de perseguição aos que lutam nos Correios é histórico, alcançou alta dimensão com milhares de demissões durante as lutas e greves na fase final do regime ditatorial militar, na década de 80, mas perdura até aos dias de hoje. Os métodos de violações aos direitos humanos são herdados desde aquela época, quando alguns prédios dos Correios sediavam o Serviço Nacional de Informações (SNI) com a justificativa de "supervisionar e coordenar as atividades de informações".
    De lá para cá, até hoje, no auge da democracia burguesa os métodos da ECT adquiriram outros contornos que vão desde o assédio moral organizacional, às tentativas de cooptação, criminalização e até a demissão por justa causa dos militantes do movimento sindical.

    Assédio Moral Organizacional
    Atualmente, a conduta perversa privilegiada da direção da ECT tem sido a prática de assédio moral organizacional, com a adoção de abertura indiscriminada de processos administrativos disciplinares, para acobertar seu abuso de poder no trato das relações ambientais de trabalho e seus consequentes conflitos políticos e sindicais.
    Em novembro de 2015, a Controladoria Geral da União (CGU) editou o Manual de Direito Disciplinar para Empresas Estatais. Com o objetivo de delimitar a abrangência deste trabalho, foi estudado o 
    Manual de Conduta Disciplinar da ECT (MANCOD), dentre outros normativos internos de algumas Empresas Estatais, de forma que se procurou discorrer sobre os temas ali abordados, uma vez que a existência de regramentos internos sobre o assunto indicava a importância do tema “disciplinar”.
    Dois meses depois, sob orientação da Vice-presidência de Gestão de Pessoas (VIGEP), o MANCOD foi atualizado para se adequar ao arcabouço de ataques do governo federal sobre o conjunto dos lutadores das empresas públicas.
    Ainda em 2015, para embasar sua abusiva conduta, a assessoria jurídica da ECT publica na Revista de Estudo de Direito Postal dos Correios - Volume 1, o extenso artigo 
    A MOTIVAÇÃO NO ATO DE DESPEDIDA DOS EMPREGADOS DOS CORREIOS, com o objetivo de alavancar o debate sobre a validade constitucional da Orientação Jurisprudencial 247.

    Campanha Nacional Contra a Perseguição Política nos Correios
    É neste contexto que apresentamos esta proposta de resolução para uma Campanha Nacional Contra a Perseguição Política nos Correios, para a qual destacamos taticamente as seguintes atividades iniciais:
    a) O Comitê Nacional de Luta Contra a Privatização também ficará responsável por organizar uma campanha contra as Perseguições e Demissões;
    b) Realizar um Cadastramento Nacional de cada caso de perseguição, para a formação de um Dossiê Nacional;
    c) Formação de um abaixo-assinado físico, buscando apoiadores, denunciado e exigindo o fim de todas as perseguições políticas nos correios;
    d) Requerer as cópias de todas CAT, se houver, de cada trabalhador (a) perseguido (a) e orientá-los a pedir seus prontuários médicos, quando necessário;
    e) Requerer outros documentos e informações necessárias, em base à Lei Geral de Acesso às Informações Públicas;
    f) Realização de Audiências Públicas nas seções regionais da Ordem dos Advogados do Brasil, nas Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Câmara de Deputados e Congresso Nacional, propondo a formação de frentes Parlamentares;
    g) Confecção de um Adesivo e um jornal com distribuição nacional, especiais e exclusivos para o tema das perseguições políticas;
    h) Criação de um canal de vídeos especiais e exclusivos para o tema das perseguições políticas;
    i) Criação de uma página na rede social Facebook, especial e exclusiva para o tema das perseguições políticas;
    j) Confecção de uma camiseta especial e exclusiva para o tema das perseguições políticas;
    k) Realização de Atos Públicos em frente ao prédio sede dos Correios e das demais empresas;
    l) Realização de uma Plenária Nacional unificada com perseguidos políticos de as categorias, para unificar ações de lutas;
    m) Buscar intercâmbio de ações de solidariedade com as organizações classistas internacionais, especialmente com a REDE INTERNACIONAL SINDICAL DE SOLIDARIEDADE E LUTAS (http://www.laboursolidarity.org), a LABOURSTART (www.labourstart.org) e outras entidades internacionais.

     

    *Com informações da FENTECT

    30 Outubro 2017 em Lutas da Categoria
  • CONSIN: Plano de saúde é discutido durante primeiro dia do Conselho

    Foto: Heitor Lopes | Reprodução: FENTECT

    Os diretores sindicais Alexandre Duarte, Elizeu Pereira e Ueber Barboza estão em Brasília participando do XX Conselho de Sindicatos (CONSIN), que teve inicio nesta quinta-feira, dia 26 de outubro, em Brasília. O Encontro, que reúne os representantes dos sindicatos filiados a FENTECT, visa discutir e decidir sobre a campanha salarial e os rumos que o plano de saúde da categoria vem tomando.

    No primeiro dia do CONSIN, os representantes sindicais de vários estados denunciaram ações da ECT contra os trabalhadores, como a retenção indevida dos salários relativos ao período de greve, perseguição por causa de postagens em rede sociais e falta de segurança nas agências.

    Após as denúncias, o tema da discussão foi o ataque ao plano de saúde da categoria. A ECT ameaça cobrar mensalidades para a manutenção do plano, aumentar a cooparticipação dos trabalhadores e excluir dependentes, como pai e/ou mãe. O advogado da FENTECT, Alexandre Lindoso, e o advogado do SINTECT/POR, Ricardo Sobral, explicaram sobre a estratégia que será utilizada para defender o plano de saúde. O primeiro passo foi o agendamento de uma reunião com a equipe técnica da conciliação no dia 31 de outubro, às 10 horas, no TST, para que os números apresentados na proposta do Tribunal sejam esclarecidos.

    Privatização

    Para os trabalhadores presentes no XX CONSIN, este ataque ao plano de saúde é mais uma forma de enxugar a Empresa e assim privatizá-la. Por isso, foi sugerida a criação de uma comissão para organizar a campanha contra a privatização, além de buscar  parcerias com profissionais que possam apoiar na análise de textos e dados apresentados pela Empresa e pelo judiciário. 

     “Ninguém vai abrir mão do plano de saúde! Vamos nos mobilizar!”

    *Com informações da FENTECT

    27 Outubro 2017 em Lutas da Categoria
  • FENTECT orienta pela rejeição do novo termo de compensação da ECT enviado aos sindicatos

    A FENTECT teve conhecimento que está sendo encaminhado pela ECT aos sindicatos um novo termo de acordo sobre a compensação dos dias da greve durante a Campanha Salarial 2017/18 (em anexo). A federação afirma que não é apresentada nenhuma vantagem ao trabalhador nesse documento.

    Portanto, a FENTECT repudia qualquer alteração nas regras de compensação que foram definidas na proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST), na ocasião do fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho 2017-18. Ressalta-se que a proposta deve conter alterações apenas em casos de benefícios e não prejuízos, conforme está proposto no termo de acordo.

    A cada sindicato cabe a ação de fiscalizar os encaminhamentos da ECT. A empresa cita no termo, inclusive, a possibilidade de negociar diretamente com cada trabalhador. Sem sucesso na assinatura do documento pela FENTECT sobre a compensação, a direção da estatal resolveu encaminhar aos sindicatos. A federação orienta que é necessário as entidades esclarecerem o caso junto aos trabalhadores, para que a categoria não assine o referido termo de compensação dos dias.

    Qualquer alteração para a compensação dos dias de greve deve ser tratada diretamente pela  FENTECT e aprovada somente com o aval dos sindicatos.

    COMO SERÃO COMPENSADAS AS HORAS DA GREVE

    ✔ Os empregados podem compensar até 64 horas, o que equivale a 8 dias efetivamente não trabalhados, no limite de 6 horas por semana;

    ✔ Empregados com jornada de segunda-feira à sexta-feira compensarão 6 horas aos sábados. Empregados com jornada de segunda-feira a sábado compensarão 4 horas, entre segunda-feira e sexta-feira, e 2 horas aos sábados;

    ✔ A compensação deverá ocorrer na própria unidade de lotação do empregado;

    ✔ O período de compensação será de 13/10/2017 à 30/12/2017. A convocação deverá ser feita por meio de formulário específico, no qual será dada a opção do empregado:

    (  ) concordar com a compensação nos dias/horas descritos

    (  ) discordar da compensação nos dias/horas descritos

    (  ) optar por não compensar, preferindo o desconto

    ✔ Convocações para compensação aos sábados deverão ser feitas com 48 horas de antecedência;

    ✔ Ao término do período de compensação, os empregados que não atenderem às convocações terão as horas descontadas como Ausência Lei de Greve na folha de pagamento de janeiro/2018.

    Atenção - A Empresa não poderá descontar o saldo restante das horas não convocadas.

    Fique atento na hora de compensar as horas da greve! Guarde uma cópia de todas as convocações. O empregado que em determinado dia/hora estiver compensando horas de greve e, por falta de serviço na unidade, for liberado mais cedo pela chefia imediata, antes de completar o total das horas convocadas, deve exigir que fique registrado como compensado o total de horas convocadas para o dia. Ainda, se necessário, com o abono do horário de saída no cartão de ponto, uma vez que o encerramento antecipado do expediente se deu por vontade da empresa e não do empregado.

    ORIENTAMOS OS TRABALHADORES A NÃO ASSINAREM NENHUM TIPO DE ACORDO INDIVIDUAL QUE ALTERE A FORMA DE COMPENSAÇÃO ACORDADA ENTRE A FENTECT E A ECT.

    Reprodução: FENTECT

     

    25 Outubro 2017 em Lutas da Categoria
  • Representantes avaliam despacho do TST sobre o plano de saúde

    Mal acabou a campanha salarial da categoria, com a assinatura do ACT 2017/18 no dia 10 de outubro, e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) já se antecipou e encaminhou uma nova proposta para o plano de saúde dos ecetistas. Prematuramente, conforme sugestão no texto, novamente a responsabilidade recai sobre os ombros do trabalhador dos Correios (veja documento anexado). 

    Vale destacar que qualquer tipo de mensalidade no plano de saúde tem sido veementemente refutado pelos trabalhadores, que já sobrevivem com os salários mais baixos entre as empresas públicas e estatais, à base de benefícios. Uma espécie de moeda de troca que a ECT implantou para não valorizar devidamente a situação financeira dos próprios empregados.

    Colegiada e CONSIN
    As partes interessadas na mediação do plano foram notificadas nesta segunda-feira. Com isso, a FENTECT já providenciou as datas para a próxima colegiada com a diretoria da federação e o XX Conselho de Representantes (CONSIN). Nos dias 24 e 25 de outubro, a representação da FENTECT vai se reunir em Brasília e nos dias 26 e 27 de outubro, será realizado o conselho de sindicatos, com um representante de cada entidade filiada à federação.

    Como pauta do evento, os participantes vão poder fazer a avaliação sobre a Campanha Salarial 2017/18 e sobre o despacho do TST, do dia 13 de outubro, sobre o plano de saúde dos trabalhadores dos Correios.

    A FENTECT, bem como a categoria, em geral, refuta ainda o déficit alegado pela ECT à mídia e ao tribunal. Diversas vezes, os representantes da empresa responsabilizaram o plano de saúde da categoria por esse rombo, o que tem sido rebatido, inclusive, pelo DIEESE.

    Portanto, para a representação dos trabalhadores é preciso o mínimo de dignidade e a manutenção das garantias de luta da categoria, para que, dessa maneira, os seus colaboradores possam ter saúde e qualidade de vida, para atender a sociedade com eficiência e confiança. 

    Reprodução: FENTECT

    17 Outubro 2017 em Lutas da Categoria
  • TST apresenta nova proposta para o Acordo Coletivo da categoria

    O Comando Nacional de Mobilização e Negociação da FENTECT esteve presente na audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, nesta quarta-feira, dia 04, onde o ministro Emmanoel Pereira apresentou uma nova proposta para o Acordo Coletivo da categoria.

    Em relação às cláusulas econômicas, o ministro propôs reajuste INPC 2.07% nos salários e benefícios, retroativo ao mês de agosto deste ano. Em relação às demais cláusulas sociais, foi proposto que elas continuem exatamente como se encontram, excluindo as cláusulas de Gratificação de Incentivo à Produtividade (GIP) e Gratificação do Acordo Coletivo 2015/2016. Já a o plano de saúde continuaria sob mediação do TST.

    Em relação aos dias de greve, o ministro propôs a compensação 64 horas, sendo 6 horas aos sábados para quem trabalha de segunda-feira à sexta-feira. Para aqueles que trabalham aos sábados, 4 horas de segunda-feira à sexta-feira e 2 horas aos sábados.

    O Comando de Negociação está reunido hoje, dia 05, para discutir alguns pontos da proposta, que tem 48h para ser avaliada. Nesta sexta-feira, os sindicatos deverão realizar assembleias para avaliar a proposta e a orientação do Comando.

    Confira Ata da Audiência de Mediação aqui

    *Com informações da FENTECT

    05 Outubro 2017 em Campanha Salarial
  • Ecetistas participam de ato nacional em defesa de estatais em Brasília

    Os trabalhadores dos Correios em greve de todo o país estão nesta terça, dia 03, em Brasília participando do Ato Nacional em Defesa das Empresas Públicas.  A concentração teve início na porta do edifício sede dos Correios, onde estão sendo realizadas diversas atividades, com passeatas, carros de som e distribuição de carta aberta à população.

     

    03 Outubro 2017 em Lutas da Categoria
  • Greve dos Correios vai para Dissídio

    O Tribunal Superior do Trabalho determinou a realização de audiência de conciliação entre a ECT e as bases sindicais em greve. A audiência foi marcada para esta quarta-feira, dia 04 de outubro, às 16h no Edifício Sede do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília.

    O vice-presidente do TST, ministro Emmanoel Pereira, chegou a declarar, no dia 28 de setembro, que a greve da categoria era abusiva, pois, segundo ele, a paralisação havia sido iniciada enquanto o processo de negociação coletiva ainda estava em andamento. A FENTECT, por meio de sua assessoria jurídica, recorreu d a decisão do ministro e solicitou reconsideração por parte do mesmo, que acabou determinando a audiência de conciliação.

    A greve dos trabalhadores está em seu 14º dia e conta com a adesão de trabalhadores de todos os 26 estados mais o Distrito Federal.

    Confira aqui o despacho

    03 Outubro 2017 em Campanha Salarial
  • Carteiro recebe indenização após ser reintegrado aos Correios

    O carteiro Vinicius Capuzzo esteve no SINTECT-GO no dia 27 de setembro para receber das mãos do secretário de finanças, Eziraldo Vieira, o cheque de sua indenização por danos morais, após ser reintegrado aos Correios pela Justiça do Trabalho.

    Vinicius Capuzzo entrou na ECT após ser aprovado no concurso de 2011, mas acabou sendo reprovado ainda no período de experiência sob alegação da Empresa de que ele não cumpriu os requisitos mínimos. Contudo, ficou comprovado nos autos que a própria ECT não sabia definir na FANE (documento onde era feita a avaliação) quais as metas deviam ser cumpridas.

    A ECT exigiu uma sobrecarga muito alta do trabalhador, que era novato, e não passou as instruções corretas a ele, que muitas vezes tinha que fazer dobra e sair para a distribuição pela manhã e pela tarde, não tendo tempo de ser instruído.

    Portanto, a justiça do trabalho anulou a recisão contratual de Vinicius Capuzzo e determinou a readmissão dele, bem como o pagamento de indenização por danos morais.

    Plano de Saúde

    O carteiro, a esposa e mais três filhos foram incluídos no plano de saúde após SINTECT-GO conquistar liminar que determinava que a ECT incluísse trabalhadores novatos e seus dependentes no plano de saúde. “Esta foi para mim a maior vitória”, declarou Vinicius Capuzzo.

    29 Setembro 2017 em Assuntos Jurídicos
  • Greve: trabalhadores saem em passeata pedindo o apoio da população

    Na manhã desta quinta-feira, dia 28, os trabalhadores dos Correios em Goiânia realizaram uma passeata pela Praça Cívica, Avenida Araguaia, Avenida Anhanguera e Avenida Tocantins explicando os reais motivos da greve e pedindo o apoio da população. Durante toda a semana, os ecetistas em greve realizaram atos em frente às unidades. Em Goiás, trabalhadores de 40 municípios já aderiram à greve, que fica mais forte a cada dia.

    O SINTECT-GO realizou uma assembleia, no mesmo dia, para os trabalhadores deliberarem sobre a greve, e a votação pela continuidade do movimento foi unânime.

    No dia 03 de outubro será realizado um grande ato dos trabalhadores dos Correios em defesa das empresas públicas em Brasília. Os trabalhadores de Goiás interessados em ir devem entrar em contato com o SINTECT-GO, que está organizando caravanas para este dia.

     

    A passeata dos trabalhadores dos Correios foi destaque na mídia, veja aqui

    Confira mais fotos aqui

    29 Setembro 2017 em Campanha Salarial
  • Passeata em apoio à greve!

     

    Nesta quinta-feira, dia 28, os trabalhadores dos Correios em greve farão uma passeata pela Praça Cívica e arredores para pedir o apoio da população à greve da categoria. A concentração será na Agência Central, localizada na Praça Cívica, em Goiânia, a partir das 10h.

    Os trabalhadores dos Correios estão em greve nacional devido à retirada de vários direitos por parte da direção da Empresa, além do fato dela não querer negociar com a categoria. Os ecetistas também são contra o fechamento de agências pelo país, contra a privatização e contra a cobrança de mensalidade no plano de saúde da categoria. 

    27 Setembro 2017 em Campanha Salarial
  • Doando o suor pelos Correios e sangue pela sociedade

    Os trabalhadores dos Correios em Goiás estão fazendo diversas ações durante a greve da categoria. Nesta quarta – feira, 27 de setembro, os trabalhadores em greve doaram sangue para incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Em Goiânia, os grevistas se doaram sangue no Hemocentro, localizado na Avenida Anhanguera, 5195 - Setor Coimbra, a partir das 8h30.

    Em Goiás, trabalhadores das cidades de Abadia de Goias, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista, Bom Jesus de Goiás, Caçu, Caldas Novas, Campinorte, Catalão, Goianésia, Goiânia, Hidrolândia, Indiara, Inhumas, Jaraguá, Jataí, Maurilândia, Mineiros, Niquelândia, Palmeiras de Goiás, Paranaiguara, Piracanjuba, Porangatu, Quirinópolis, Rio Verde, Santa Helena, São Luiz do Norte, São Simão, Senador Canedo, Trindade, Uruaçu e Vianópolis já aderiram à greve, que teve inicio no último dia 19.

    A categoria reivindica a manutenção dos direitos já conquistados anteriormente e são contra o fechamento de agências pelo país, contra a privatização e contra a cobrança de mensalidade no plano de saúde da categoria. Os trabalhadores também reivindicam reposição de 8% para todos os trabalhadores da ECT + R$ 300,00 linear, Ticket de R$ 45,00, vale cesta no valor de R$ 440,00, aumento de 10% nos demais benefícios e a manutenção de várias conquistas já garantidas anteriormente. 

     

    Trabalhadores de Jataí também participaram da ação

     

    27 Setembro 2017 em Campanha Salarial
  • Campanha Salarial: Trabalhadores dos Correios estão em greve

    Trabalhadores dos Correios em Goiás deflagraram greve na noite desta terça-feira, dia 19 de setembro, durante Assembleia Geral, realizada em Goiânia, e Assembleias Regionais realizadas no interior. Em Goiânia a votação pela greve foi unanime.

    As bases sindicais de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Brasília (DF), Campinas (SP), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora (MG), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Ribeirão Preto (SP), Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Maria (RS), Santos (SP), São José do Rio Preto (SP), Sergipe, Santa Catarina, Uberaba (MG) e Vale do Paraíba (SP) já aderiram à greve que faz parte da Campanha Salarial da Categoria. Até o momento a ECT só vem enrolando os trabalhadores e retirando direitos já conquistados

    Na tarde da terça-feira, o Comando de Negociação  se reuniu com a Empresa, que na ocasião propôs retirar cláusulas referentes à Saúde do Trabalhador, como:

    - Fim da cláusula 33, que garante o pagamento das remunerações ao empregado inapto para o retorno ao trabalho, enquanto ele aguarda julgamento de recurso no INSS;
    - Mediação no TST da cláusula 28 (plano de saúde);
    - Redução dos dias de ausência remunerada para levar dependentes ao médico e redução da idade dos dependentes (de 18 para 6 anos);
    - Alteração de atendimento psicológico por atendimento psicossocial para vítimas de assaltos;
    - Fim da ginástica laboral,
    - Redução do número de cipeiros , evitando que mais trabalhadores tenham a estabilidade provisória.

    20 Setembro 2017 em Campanha Salarial
  • Vamos enfrentar os ataques com uma forte mobilização. AGORA É GREVE!

    Com uma forte mobilização, os trabalhadores e as trabalhadoras de Goiás devem lotar a Assembleia Geral e as Assembleias Regionais, no dia 19 de setembro, para deliberarem sobre a greve geral a partir das 22h do mesmo dia. A Assembleia Geral será realizada com primeira chamada às 18h30 (com quorum de 50% + 1)  e segunda chamada às 19h (com qualquer número), em frente à Agência Central, situada na Praça Cívica, em Goiânia. Já as Assembleias Regionais serão realizadas com 1ª chamada às 17h00 (com quorum de 50% + 1) e 2ª chamada às 17h30 (com qualquer número), nos locais indicados abaixo. O indicativo de greve foi aprovado nas ultimas assembleias, realizadas no dia 13 de setembro.

    A campanha salarial deste ano foi marcada pela embromação por parte da Empresa. A primeira reunião do Comando Nacional de Negociação com a ECT, prevista para iniciar no dia 08 de agosto, só aconteceu no último dia 12 de setembro, após ser adiada várias vezes pela Empresa.

    Nas reuniões dos dias 12 e 13 de setembro, ao invés de apresentar uma proposta para a categoria avaliar, a ECT tentou prolongar as negociações. Entretanto, os representantes da categoria no Comando Nacional decidiram respeitar o calendário tirado no 34º CONREP, e reafirmado no XIX CONSIN, negociando até o dia 18 deste mês, com assembleias no dia seguinte (19), e deflagração a partir das 22 horas.

    Mais uma vez Guilherme Campos tentou correr das negociações, insistindo na proposta do TST de prorrogar o atual acordo coletivo para dezembro, condicionado a não deflagração de greve ( de espécie alguma), sob ameaças de retirada de todos os direitos conquistados nos acordos coletivos anteriores. Ou seja, uma verdadeira mordaça aos trabalhadores e trabalhadoras, interferindo diretamente na organização sindical, no direito de greve  e de negociação coletiva da categoria. Por isso, os representantes dos trabalhadores não se intimidaram e reafirmam a necessidade de serem mantidas as negociações.

    Como se não bastasse à falta de negociações, a Empresa tenta a todo custo atacar a categoria. No dia 12 de setembro ela soltou em seu “Primeira Hora” que a categoria estava sem ACT, e que garantir as cláusulas do ACT vigente se configuraria em ato de improbidade administrativa. Porém, se a categoria aceitasse a proposta, bem como o compromisso de não fazer greve enquanto durasse as negociações, o atual ACT seria mantido até que outro fosse fechado. Ou seja, a Empresa se contradiz para tentar enganar os trabalhadores e dividir a categoria.

    A assessoria jurídica da FENTECT publicou nota esclarecendo a respeito do “artigo 114, §2º da Constituição que determina que sejam observadas as disposições legais mínimas de proteção ao trabalho, bem como as convencionadas anteriormente. Sendo assim, caso a negociação se encaminhe para a judicialização, caberá ao TST manter as cláusulas preexistentes, assim entendidas aquelas previstas no acordo coletivo vigente na data base anterior ao julgamento do dissídio coletivo”. Isto é, não faz nenhum sentido as ameaças da ECT em dizer que os trabalhadores ficarão sem os benefícios dos acordos coletivos anteriores.

    Já na reunião do dia 14 de setembro a Empresa apresentou um verdadeiro pacote de maldades através de uma proposta que só visa à retirada de direitos dos trabalhadores. A ECT propôs retirar as seguintes cláusulas:

    • Cláusula 69 – sobre concurso público.
    • Cláusula 72 -  que trata da responsabilidade da Empresa em relação à multa de trânsito;
    • Cláusula 77 – sobre responsabilidade civil em acidentes de trânsito. Ao ser retirada, a ECT passa a responsabilizar o trabalhador com os custos de acidentes em horário de trabalho;
    • Cláusula 78 – Trata da indenização por morte ou invalidez permanente;
    • Cláusula 79 - Acompanhamento do cumprimento do ACT.

    Além disso, a Empresa também propôs instituir o banco de horas s e jornada intermitente e excluir cláusulas que tratam da participação do aposentado nas ações desenvolvidas pela Empresa; programa Casa Própria, acesso às dependências por parte dos Sindicatos; entrega matutina; entre outros.

    A partir destas propostas, se percebe que a Empresa que empurrar goela abaixo dos trabalhadores condições previstas na Reforma Trabalhista, que ainda nem está em vigência.

    Se realmente a Empresa estivesse mesmo preocupada com a situação dos trabalhadores ela sentaria e negociaria com a categoria desde o primeiro momento, buscando encontrar uma solução conjunta,  e não ficaria ameaçando os ecetistas a todo o momento, impondo as condições de aceitar ou aceitar. Uma tentativa clara da Empresa em  atender os anseios do governo golpista.

    Nesse sentido, o SINTECT-GO orienta a todos os trabalhadores e trabalhadoras a se manterem mobilizados e preparados para o enfrentamento que se aproxima! Só a categoria unida vai barrar os ataques da Empresa e do governo aos direitos conquistados desde a década de 80. Mantenham-se vigilantes, pois são os direitos da categoria que estão colocados na mesa para serem retirados! Querem rasgar o acordo coletivo para atender a agenda neoliberal do governo golpista Michel Temer, assim como fizeram com a CLT.

    Todos à greve no dia 19 de setembro a partir das 22hs! 

    Confira o Boletim aqui.

    18 Setembro 2017 em Campanha Salarial
  • Plano de saúde: SINTECT-GO conquista liminar para que ECT inclua trabalhadores e seus dependentes em seu plano de saúde

    O Desembargador Federal do Trabalho, Mario Sergio Bottazzo, deferiu liminar no dia 24 de agosto determinando que a ECT inclua os trabalhadores novatos e seus dependentes no plano de saúde.

    O juiz de primeiro grau havia negado a liminar, por entender que os documentos apresentados para mostrar a negativa de inclusão dos trabalhadores novatos no plano mostrava apenas o lado do Sindicato, e que poderia haver outros motivos para essa negativa por parte da ECT.

    O SINTECT-GO então propôs um mandado de segurança no Tribunal contra a decisão do juiz Henrique Barreto Menezes, da 10ª Vara do Trabalho de Goiânia. Após ouvir a ECT, o desembargador Mario Sergio Bottazzo verificou que a Empresa estava descumprindo o acordo coletivo, o seu manual de pessoal e o edital do concurso, além de confrontar o principio da isonomia, já que todos os trabalhadores veteranos e vários novatos têm o plano de saúde e os trabalhadores novatos, contratados recentemente, não. Assim, ele deferiu a liminar determinando que a ECT "promova imediato acesso aos seus empregados ativos em Goiás e seus dependentes à assistência médica, hospitalar e odontológica por meio do seu plano de saúde", no prazo de 05 (cinco)dias, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais) por beneficiário titular ou dependente não incluído injustificadamente, a ser revertida ao empregado prejudicado".

    Confira decisão na integra aqui: https://goo.gl/8dyjpd

    Matéria: 25/08/2017

    Autoria: Laryssa Machado

    25 Agosto 2017 em Saúde do Trabalhador
  • TRT defere tutela provisória para que trabalhador retorne ao turno da madrugada

    O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região deferiu pedido de tutela provisória, determinando que a DR/GO retorne um trabalhador reabilitado para o turno III. O trabalhador, que também é delegado sindical, trabalhava há vários anos no turno III, mas a DR, aparentemente sem motivos reais transferiu o trabalhador para o turno I, fazendo com que ele perdesse o adicional noturno, deixasse de atuar como delegado sindical e ficasse sem ter alguém para cuidar de sua filha, que possuí doença grave.

    Entenda o caso:

    Jerri Borges de Oliveira trabalhava há vários anos no turno III, o turno da madrugada, e desde 2003 exerce a atividade de OTT após ter sido reabilitado por não poder carregar peso excessivo. O ecetista precisa trabalhar a noite, pois sua filha de 10 meses possui uma doença grave e precisa do revezamento dos pais quanto aos seus cuidados.

    Contudo, recentemente o trabalhador  foi transferido para o turno I, da manhã, causando um verdadeiro transtorno em sua casa. Além de perder o adicional noturno,  que era útil nos gastos com o tratamento da criança, o trabalhador se viu enfrentando outra situação: quem ficaria com sua filha durante o dia, uma vez que a esposa não tem possibilidade de mudar o  horário de trabalho. Além disto, como fora eleito delegado sindical do turno da madrugada, deixaria o exercício do cargo eletivo, já que no turno da manhã há outros delegados eleitos.

    A ECT alegou que transferiu o trabalhador porque precisava de pessoas no turno I em razão das baixas do PDI e que a medida visava ainda proteger o ecetista por ser reabilitado, afastando-o do trabalho do turno da madrugada. Entretanto, mesmo dizendo isto, a Empresa transferiu quatro trabalhadores do turno I onde alegara precisar de pessoal e manteve outros reabilitados no turno III, demonstrando serem infundados os motivos de saúde alegados para a transferência do trabalhador.

    Esta não é a primeira situação de perseguição e assédio enfrentada pelos trabalhadores e sindicalistas na atual gestão regional, que desde que assumiu, em janeiro de 2017, vem demonstrando ser inábil nas relações corporativas.

     Diante desta situação, o trabalhador procurou o Sindicato que propôs a demanda no TRT. Agora a ECT tem que retornar o trabalhador ao turno da noite, sob pena de multa diária no valor de R$1000,00. Na demanda ainda serão avaliados o mérito, bem como o pedido de indenização por danos morais e materiais.

    A questão também ensejou abertura de processo administrativo pela equipe multidisciplinar que apura casos de assédio na DR/GO e foi comunicada ao Ministério Público do Trabalho. 

    01 Agosto 2017 em Assuntos Jurídicos
  • PCCS: Empresa reduz valor do realinhamento e Sindicato solicita atuação de perito judicial

    Após realizar descontos nos contracheques dos trabalhadores referentes às progressões salariais, agora a ECT está reduzindo o valor do realinhamento dos trabalhadores na Ação Civil Pública 681, que trata do PCCS 2008.

    Entenda o caso:

    A Ação Civil Pública 681 se encontra agora na fase de cálculos das parcelas vencidas e de realinhamento, cujo cálculo está sendo feito pelos Correios, após autorização do juiz. O SINTECT-GO recolheu documentos de todos os trabalhadores sem realizar uma avaliação prévia se ele seria beneficiário ou não. Posteriormente, a partir de critérios, os Correios informaram os ecetistas que seriam beneficiários.

     Ainda que fosse esperado que o cálculo feito pela ECT fosse menor, uma vez que ela utiliza critérios que o Sindicato entende não serem os corretos, a Empresa está reduzindo ainda mais o valor.

    Desse modo, o SINTECT-GO está aguardando ser chamado pelo juiz, seguindo o prazo dos processos, para só assim realizar uma avaliação aprofundada sobre o caso, questionando os parâmetros utilizados pela ECT, por qual motivo ela foi contrária a sentença, entre outros. Só assim o Sindicato poderá dar informações clara ao trabalhador, pois há pessoas que não estão na lista de beneficiários, pessoas que estão recebendo valores menores, outras valores maiores, entre outras questões.

    24 Julho 2017 em PCCS
  • Assembleia inicia mobilizações da Campanha deste ano

    Com o fim do 34º Conselho de Representantes da FENTECT (CONREP), ocorrido entre os dias 12 e 15 de julho de 2017, vamos agora para o próximo passo da Campanha Salarial 2017/2018, que é o referendo da Pauta e do Calendário de Lutas, e  eleição do membro do Comando Nacional de Negociação e Mobilização da FENTECT.  Desse modo, o SINTECT-GO, cumprindo o calendário aprovado no 34º CONREP, convoca a todos os trabalhadores e trabalhadoras de Goiás a participarem da Assembleia Geral Extraordinária no dia 25 de julho, em frente à Agência Central, na Praça Cívica em Goiânia, com primeira chamada às 18h30 e segunda chamada às 19h

    O Comando Nacional de Negociação e Mobilização é formado por seis diretores da FENTECT e mais um representante indicado ou eleito em cada base sindical.  Eles representam os trabalhadores e são responsáveis por defender e negociar com a direção dos Correios a pauta de reivindicações da categoria, ficando de plantão em Brasília durante todo o período que durar a Campanha Salarial. Em caso de aprovação das propostas nas Assembleias da categoria, são eles que assinam o acordo coletivo.

    Por isso é importante que todos os trabalhadores participem da Assembleia para referendar a pauta de reivindicações e o calendário de lutas, além de eleger o trabalhador que irá representa-lo no Comando de Negociação.

    “Meus Direitos e Emprego Ficam, Guilherme Campos Sai!”

    Confira os eixos de luta e o calendário da Campanha Salarial no Boletim de Julho aqui

    21 Julho 2017 em Campanha Salarial
  • “Meus Direitos e Emprego Ficam, Guilherme Campos Sai”

    O 34º CONREP foi encerrado no sábado, 15 de julho, com a definição dos eixos de luta, proposta de reajuste salarial e calendário de lutas para a campanha salarial da categoria deste ano. Com o tema “Meus Direitos e Emprego Ficam, Guilherme Campos Sai” os representantes dos trabalhadores destacaram a importância de unir forças contra a retirada de direitos por parte não só da direção dos Correios, mas também do governo.

    PROPOSTA DE REAJUSTE SALARIAL

    Reposição de 8% para todos os trabalhadores da ECT + R$ 300,00 linear

    Ticket R$ 45,00

    Vale cesta R$ 440,00

    Demais benefícios 10%

     

    PROPOSTAS DE EIXOS DA CAMPANHA SALARIAL E PLANO DE LUTAS

    Tema: “Meus Direitos e Emprego Ficam, Guilherme Campos Sai!”;

    Contra o fechamento das agências e unidades operacionais - contra o DDA e OAI;

    Nenhum direito a menos e aumento real nos salários;

    Fora Postal Saúde e retorno do modelo RH da empresa;

    Privatização é demissão: contra as privatizações e terceirizações. Concurso público já!

    Contra as reformas da previdência e trabalhista do governo agente imperialista;

    Contra o pagamento do rombo do Postalis;

    Fora Temer! Fora Kassab! Fora Campos!;

    Seguir a agenda oficial de Campos: Sindicatos farão atos nos estados onde ele estiver presente!;

    Contra a implantação de mensalidades no plano de saúde;

    Anistia ampla, geral e irrestrita;

    Pela unificação das campanhas salariais das categorias de data base 2º semestre,

    Abaixo o golpe de Estado.

     

    PROPOSTA DE CALENDÁRIO DE LUTAS

    17 a 20-07 - Sistematização da pauta nacional de negociação

    21-07 - Assembleias de aprovação da pauta

    25-07 - Tirada do representante do comando

    26-07 - Instalação do comando de negociação no DF

    27-07 - Entrega da pauta e ato público

    01 a 08-08 - Agitação nas bases

    8-08 - Início das negociações com a ECT

    9 a 11-08 - Encontro Nacional de Anistia

    15 a 19-08 - Assembleias de avaliação da campanha salarial

    18 a 19-08 - Atos públicos nos estados e Encontro Jurídico em Brasília

    21 a 30-08 - Atos de mobilização da FENTECT nas bases de oposição

    5-09 - Assembleia de decretação do estado de greve

    12-09 - Assembleia de mobilização e avaliação da campanha salarial

    13-09 - CONSIN

    15-09 - Data limite das negociações com a ECT

    19-09 - Assembleia de deflagração da greve nacional da categoria

     

    Com informações da FENTECT.

    17 Julho 2017 em Lutas da Categoria
  • Campanha salarial deste ano será mais acirrada

    O 34º Conselho de Representantes da FENTECT (CONREP) teve inicio na noite de quarta-feira, dia 12, em Brasília. É durante o Conselho, cujo tema é "Não à Privatização, Demissão, Perseguição e Cobrança no Plano de Saúde", que o calendário de lutas da Campanha Salarial 2017/2018 será construído.

    O regimento interno foi aprovado no segundo dia do evento, que também contou com a análise de conjuntura nacional e internacional, onde lideranças sindicais destacaram o avanço da direita em todo o mundo e o golpe contra a classe trabalhadora ocorrida no Brasil.

    Ainda segundo eles, este ano a campanha salarial dos ecetistas será mais acirrada, uma vez que é a primeira categoria a negociar após a aprovação da reforma trabalhista. Os trabalhadores precisarão bater de frente com a ECT que promete ainda mais cortes de direitos, além dos já realizados durante este ano, como o fim das férias, mensalidade no plano de saúde, cobranças indevidas por corrupções externas nos benefícios dos trabalhadores, implantação de sistemas que extinguem funções, entre outros.

    O CONREP vai até sábado, dia 15 de julho.

    *Com informações da FENTECT

    14 Julho 2017 em Lutas da Categoria
  • Competência para julgar pedido de remoção de empregado da ECT é da Justiça do Trabalho

    A competência para julgar ação de empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) objetivando sua remoção para outra unidade da instituição em razão da remoção do seu cônjuge, empregada do Banco do Brasil, é da Justiça do Trabalho, uma vez que a empresa se rege, em suas relações trabalhistas, pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Com base nesse entendimento, a 1ª Turma do TRF1 declinou da competência e julgou prejudicada a apelação da ECT.

    O Juízo Federal da 7ª Vara da Seção Judiciária de Goiás concedeu a remoção do impetrante, agente de Correios, de Goiânia/GO para Brasília/DF para acompanhar sua esposa, empregada do Branco do Brasil S/A que teria sido designada para exercer função na Diretoria de Tecnologia do Banco, em Brasília.

    Em seu apelo, a ECT alega que a remoção é mero ato da administração, não sendo cabível contra tal ato mandado de segurança. Aduz que o empregado não pode ser equiparado a servidor público, não se aplicando àquele a Lei nº 8.112/90, já que o regime jurídico do pessoal da ECT é o da CLT.

    Ao analisar o caso, o relator, juiz federal convocado Ailton Schramm de Rocha, afirmou, em seu voto, que o foro competente para discutir controvérsia decorrente de relação de trabalho é o da Justiça do Trabalho e destacou que é “extravagante admitir que possa o empregado celetista invocar dispositivo do Estatuto do Servidor Público, pois a esta norma não se submete, nem a ECT, sua empregadora”.

    Assinalou o magistrado que é evidente que há a regra constitucional de proteção à família, cuja união possa ser desfeita por ato administrativo praticado no interesse do serviço, o que encontra restauração adequada nos respectivos regimes jurídicos.

    Segundo o relator, a Emenda Constitucional nº 45/2004, que introduziu os incisos I e IVA ao art. 114 da Constituição Federal/88, ampliou a competência da Justiça do Trabalho para incluir sob a jurisdição desta as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos estados e dos municípios.

    O juiz convocado esclareceu que a Lei nº 12.016/2009 admite mandado de segurança contra ato de empresa pública, mesmo em matéria de gestão de pessoal, pois apenas os atos de gestão comercial encontram-se excluídos de impugnados pela via mandamental.

    Nesses termos, o Colegiado, acompanhando o voto do relator, declarou, de ofício, a incompetência da Justiça Federal e determinou a remessa dos autos à Justiça do Trabalho, à qual caberá avaliar a admissibilidade do mandando de segurança, ficando prejudicada a apelação da ECT.

    Processo nº: 0016.498-94.2014.401.3500/GO

    Reprodução: Âmbito Jurídico

    11 Julho 2017 em Assuntos Jurídicos
  • Ecetistas elegem delegados e observadores que os representarão no CONREP

    O SINTECT/GO realizou, no dia 23 de junho de 2017, Assembleias Regionais e Assembleia Geral Extraordinária para escolher seus representantes (confira nomes ao lado) no 34º Conselho de Representantes da FENTECT (CONREP). As Assembleias Regionais ocorreram em Morrinhos, Porangatu e Rio Verde, e a Assembleia Geral foi realizada em Goiânia.

    O CONREP será realizado entre os dias 12 e 15 de julho, em Brasília, no Hotel Nacional, localizado no SHS Quadra 01 - Bloco A - Asa Sul, Brasília/DF, próximo da Federação e do centro de Brasília.

    Delegados

    Wesley Furtado Martins

    Adailton Azevedo

    Francisco L. Martins

    Oliver G. dos Santos

    Rosimeire Teles Borges

    Suplentes

    Joanita Mendes de Lima

    Francisco M. de Oliveira

    Adriela F.de Oliveira

    Afonso Santos Silva

    Observador

    Domerciano C. A. Neto

    11 Julho 2017 em Questão Racial
  • Postalis: eleições tem nova data

     

    O processo eleitoral do Postalis tem nova data. Entre os dias 27 de julho e 7 de agosto, os trabalhadores poderão eleger os componentes do Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e, pela primeira vez, o Diretor de Benefícios do Fundo. O processo deste ano havia sido anulado no inicio de junho pelo Conselho Deliberativo.

    Além da possibilidade de renovação do Postalis, com os trabalhadores podendo compor os Conselhos, este ano as senhas também serão enviadas impressas e não apenas por mensagem de celular, graças às denúncias feitas pelos representantes dos Ecetistas.

    A lista definitiva dos candidatos será publicada no dia 19 de julho e o resultado oficial das eleições do Postalis será anunciado no dia 17 de agosto.

    Saiba mais no site do Postalis.

    *Com informações do Postalis e FENTECT

    07 Julho 2017 em Postalis/PostalPrev
  • Edital intima interessados em prestar informações em recurso sobre cumulação de adicionais da ECT

    O ministro Alexandre Agra Belmonte, do Tribunal Superior do Trabalho, abriu prazo de 15 dias para que pessoas, órgãos e entidades interessados prestem informações a fim de subsidiar decisão da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) sobre a possibilidade de cumulação do Adicional de Atividade de Distribuição e/ou Coleta Externa (AADC) com o adicional de periculosidade, previsto no artigo 193, parágrafo 4° , da CLT, aos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) que desempenham a função de carteiro motorizado.

    A matéria é tratada em processo afetado para apreciação da SDI-1 dentro da nova sistemática dos recursos de revista repetitivos. No mesmo prazo, os interessados deverão requerer sua admissão no feito como amici curiae.

    A questão jurídica a ser discutida é a seguinte:

    O "Adicional de Atividade de Distribuição e/ou Coleta Externa - AADC", instituído pela ECT, no Plano de Cargos e Salários de 2008, é cumulável com o Adicional de Periculosidade, previsto no §4° do art. 193 da CLT, para empregados que desempenham a função de carteiro motorizado (Função Motorizada "M" e "MV"), utilizando-se de motocicletas?"

    Veja aqui a íntegra do Edital de Intimação.

    Processos: IRR-1757-68.2015.5.06.0371

    Reprodução: TST

    03 Julho 2017 em Lutas da Categoria
  • Curso de Formação Sindical: ocorreu no sábado

    No último sábado, dia 24 de junho, o SINTECT-GO realizou o segundo módulo do Curso de Formação Sindical. O evento, que é exclusivo para os novos delegados sindicais eleitos, contou com a participação da advogada do departamento jurídico do SINTECT-GO, Gizeli Costa, que falou sobre a legislação, abordando principalmente a formação das leis, acidentes de trabalho, assédio moral e sexual, entre outros.

    Confira as fotos do Curso aqui.

    27 Junho 2017 em Lutas da Categoria
  • Segundo módulo do Curso de Formação Sindical ocorre neste sábado

    23 Junho 2017 em SINTECT-GO
  • SINTECT-GO solicita informações sobre a retirada das referencias salariais nos contracheques dos trabalhadores

    O SINTECT-GO informa que solicitou, por meio de ofício, explicações da ECT sobre os descontos que ocorreram nos contracheques do mês de junho de 2017 referentes às progressões salariais do PCCS/95 lançadas em fevereiro de 2014, decorrente da ACP 681-2010 da 5ª Vara Trabalho de Goiânia.

    O Sindicato verificou se havia alguma execução de ordem judicial ou autorização para os estornos programados administrativamente nos contracheques dos trabalhadores e nada foi encontrado, e por isso solicitou esclarecimentos por parte da Empresa sobre esse procedimento e que cessasse imediatamente os descontos. Como o caso está na justiça, essas questões devem ser solucionadas durante o processo e não unilateralmente como fez a Empresa.

    Desse modo, além de coletar contracheques de alguns trabalhadores, o SINTECT-GO está esperando  respostas da ECT para que assim possa tomar as providências cabíveis. 

    Leia o Comunicado e o Ofício na íntegra aqui.

    22 Junho 2017 em Assuntos Jurídicos
  • CONREP: Delegados e observador serão eleitos em assembleias no dia 23

    O SINTECT/GO realiza no dia 23 de junho de 2017, sexta-feira,  Assembleias Regionais e Assembleia Geral Extraordinária, para escolher seus representantes no 34º Conselho de Representantes da FENTECT (CONREP). As Assembleias Regionais acontecerão em Morrinhos, Porangatu e Rio Verde  (em frente à AC de cada unidade), com 1ª Chamada às 17h e 2ª Chamada às 17h30. Já a Assembleia Geral acontecerá em Goiânia, a partir das 18h30 em frente à Agência Central, situada na Praça Cívica, Setor Central.

    Este ano, o CONREP será realizado entre os dias 12 e 15 de julho, em Brasília, em local a ser definido pela direção da FENTECT. Todos os sindicatos do país têm até o dia 28 de junho para encaminhar à Federação, os nomes dos trabalhadores que os representarão no Conselho (delegados e observadores).

    Cada sindicato deverá eleger seus representantes em assembleia, na proporção de um delegado para cada 600 trabalhadores na base, sendo no mínimo 30% de mulheres. Somente poderão ter direito a voto e serem votados os ecetistas sindicalizados. Em Goiás, serão eleitos cinco representantes e um observador, sendo dois delegados e um observador  na capital e os demais delegados em Morrinhos, Porangatu e Rio Verde.

    Confira aqui o Boletim de Junho completo.

     

    21 Junho 2017 em Boletim SINTECT-GO
  • André Motta deixa presidência do Postalis

    Reprodução: Postalis

    O então presidente do Postalis, André Motta, deixou o cargo na última sexta-feira, dia 16 de junho. De acordo com o Fundo de Pensão dos trabalhadores dos Correios, ele já vinha negociando sua saída há três meses por motivos pessoais.

    Entretanto, a saída de André Motta se deu meses antes do Postalis divulgar os resultados consolidados de 2016, quando o valor do rombo deve ser atualizado.

    O novo presidente do Fundo deverá ser indicado pelos Correios nos próximos meses. Enquanto os Correios n, o Postalis está sendo presidido interinamente por Christian Schneider, diretor de investimento.

    Com informações do Postalis e Uol Economia

    21 Junho 2017 em Postalis/PostalPrev
  • Onda de assaltos à ecetistas é destaque no Jornal Anhanguera

    Nesta segunda-feira, 12 de junho, a onda de assaltos aos carteiros e roubos de encomendas foi tema de reportagem exibida pelo Jornal Anhanguera – 2ª edição. Confira matéria completa abaixo:

     

    13 Junho 2017 em SINTECT-GO
  • Demissão e redução de rede de atendimento é tema de audiência pública e senadora faz apelo para não privatizar os Correios

    Uma audiência pública para discutir a situação Correios, que planeja promover demissão de funcionários e reduzir sua rede de atendimento e de serviços nos estados e municípios, foi realizada nesta terça-feira, 06 de junho, no Senado. A audiência, que foi transmitida ao vivo (assista abaixo), contou com a fala do secretário geral da FENTECT, José Rivaldo, do presidente da ECT, Guilherme Campos, do senador Paulo Rocha, que propôs o debate, da presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, Senadora Fátima Bezerra, entre outros.

    Guilherme Campos começou falando da dificuldade em privatizar a ECT diante do cenário político atual. Segundo ele, cortes de despesas estão sendo promovidos para manter a saúde financeira da Empresa, e que a demissão motivada não está descartada. Além disso, o presidente da ECT voltou a insistir que o plano de saúde da categoria é o principal responsável pelo prejuízo dos Correios neste quadrimestre.

    O secretário José Rivaldo retrucou a fala do presidente da ECT, falando que a Empresa deveria motivar os trabalhadores e não ficar “assustando-os” todos os dias nos meios de comunicação. “Eu acordo e ouço: o Correios estão quebrados, os trabalhadores serão demitidos, qual a motivação que tenho para trabalhar, se todo o dia ouço que meu emprego está ameaçado?”, questionou. Além disso, ele falou do papel importante que os trabalhadores têm neste cenário, que a Empresa pode melhorar sim, e que se o Governo Federal repassasse o que foi retirado dos Correios já resolveriam os problemas atuais.

    A senadora Fátima Bezerra, presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), afirmou ser contrária a privatização da ECT, uma vez que ela é a única Empresa Federal presente em todos os municípios do país, patrimônio do povo vital para a economia do país e que tem grande função social. “Estou aqui para fazer um apelo: não mecha na Empresa Brasileira de Correios, não mecha no sentido de privatizar, queremos um Correios cada vez mais forte, cada vez mais cumprindo sua função social, e cada vez mais sendo respeitado pelo povo brasileiro”, finalizou.

    Segundo comentários na página da audiência pública e do próprio senador Paulo Rocha, muitos trabalhadores dos Correios foram barrados na portaria do Senado.

    Assista aqui a Audiência Pública

    Laryssa Machado

    06 Junho 2017 em ECT
  • SINTECT-GO participa de programa de rádio em Rianápolis

    Os diretores sindicais Tiago Henrique, Edimar Santos e João Ferreira, representando o SINTECT-GO, participaram, no dia 23 de maio, da programação da Rádio Clube, em Rianápolis, para falar sobre o problema de endereçamento da cidade. Além disso, também foi falado sobre a falta de operação do Banco Postal no município, devido ao roubo do cofre da unidade e que ainda não foi reposto pela Empresa.

    05 Junho 2017 em SINTECT-GO
  • Audiência Pública é realizada no Senado diante da ameaça de demissão de trabalhadores dos Correios

    Nesta terça-feira, dia 06, uma audiência pública será realizada na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo diante da possibilidade da ECT demitir funcionários e reduzir sua rede de atendimento e serviços em todo o país. A audiência pública, iniciativa do senador Paulo Rocha (PT-PA), terá início às 14h30 no Plenário 13 da Ala Alexandre Costa.

    Foram convidados para participar da audiência pública o presidente da ECT, Guilherme Campos Júnior, o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, entre outros representantes de Associações e Federações.

    Para o senador Paulo Rocha, a Empresa é uma das instituições com maior credibilidade no país, com missão social definida na Constituição e com uma capilaridade de grande relevância para a integração nacional e o desenvolvimento regional. Entretanto, o governo federal ainda quer privatizar a Empresa e quebrar o monopólio postal com o argumento de equilibrar as contas.

    Com informações da Agência Senado

    05 Junho 2017 em ECT
  • Crise da ECT é tema de debate na Câmara dos Deputados

    No último dia 30 de maio “A Situação de Crise na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos” ganhou destaque na Câmara dos Deputados. Na ocasião, representantes da categoria, técnicos, parlamentares e o geógrafo, especialista e mestre em Geografia Humana Igor Venceslau debateram o suposto déficit da ECT.

    Durante sua fala, José Rivaldo, secretário-geral da FENTECT, destacou a ausência do papel social na gestão dos Correios e que a presidência precisava visitar o “chão de fábrica” da Empresa para ter conhecimento de como melhorar as entregas e os serviços. Ele ainda solicitou apoio do congresso para debater leis e projetos que possam dialogar com o governo e convencê-lo a realizar o aporte em razão da retirada de R$ 6 bilhões dos cofres dos Correios pelo Governo Federal.

    Os parlamentares que compareceram à Comissão se posicionaram contrários à privatização da ECT. Além disso, eles defenderam a fidelização da logística dos órgãos federais, o que geraria de lucro, no mínimo, cerca de R$ 20 bilhões à estatal. Já o presidente da Empresa, Guilherme Campos, voltou a insistir que os Correios estão sofrendo devido aos resultados negativos e a queda do lucro oriundo do monopólio postal.

    O mestre Igor Venceslau falou do resultado de sua pesquisa “Correios, Logística e uso do Território: O serviço de Encomenda Expressa no Brasil” e afirmou que os Correios são sim uma empresa lucrativa e a crise é momentânea, não justificando a privatização da Empresa. “No Brasil, quando se fala em fechamento de agências, estamos falando em entregas de vacinas não serem realizadas, entrega de livros didáticos, concursos públicos. Trata-se da integração do país e não sobre dois ou três anos sem dar lucro”, explicou. Além disso, segundo ele, a ECT constitui um importante elemento de integração do território nacional, atendendo os lugares mais remotos do país, nos quais as empresas privadas poderão atuar, mas não terão interesse.

    Veja abaixo como foi a sessão

     Leia aqui a entrevista exclusiva de Igor Venceslau ao SINTECT-GO 

    Com informações da FENTECT.

    05 Junho 2017 em ECT
  • Reaja Agora - Vamos Ocupar Brasília - 24 de maio

    A crise política e econômica que vive o Brasil se agrava dia a dia e afeta diretamente a classe trabalhadora mais pobre (maioria da população) e a classe média, que sofrem com as medidas que o governo tem imposto.

    A aprovação da Terceirização sem limites em qualquer função profissional, juntamente com as Reformas Trabalhistas e da Previdência acabam com direitos consagrados e só beneficiarão os mais ricos. O ataque vem de todos os lados. Se aprovada, a reforma trabalhista acaba com a organização sindical no Brasil, pois enfraquece as negociações coletivas e piora as condições de trabalho.

    O Congresso Nacional é composto por 513 deputados (as) e por 81 senadores (as) eleitos (as) pelo povo, para representar o povo, mas não é isso que acontece. A população não foi consultada sobre as reformas e, se fosse, não as aprovaria, porque são medidas que prejudicam de forma cruel o conjunto da classe trabalhadora.

    Por tudo isso, nós, brasileiros e brasileiras, temos que reagir com urgência para impedir que os parlamentares deem continuidade a este desmonte!

    No dia 24 de maio vamos ocupar Brasília para barrar estas reformas.

    Se isso não for suficiente, teremos nova Greve Gera!

    Baixe e leia o material sobre o Ocupa Brasília, produzido pelas Centrais Unidas Contra a Retirada de Direitos.

    17 Maio 2017 em Lutas da Categoria
  • Retrato da precariedade na distribuição de Nazário

    Por um período de 15 dias, a população de Nazário, 73 km de Goiânia, teve que buscar suas correspondências na Agência de Correios, pois a mesma estava sem carteiro. A denúncia de uma cliente chegou ao SINTECT-GO no dia 10 de abril. Atualmente, a Agência de Nazário conta com um carteiro improvisado.

     

    12 Maio 2017 em SINTECT-GO
  • Consequências da Privatização dos Correios

    12 Maio 2017 em Lutas da Categoria
  • Privatização não resolverá déficit da Empresa, mas prejudicará o Brasil, afirma mestre em Geografia Humana pela USP

    Foto: Arquivo Pessoal

    Diante da conjuntura política do país, a privatização dos Correios não resolveria o suposto déficit da Empresa, essa é a opinião do mestre em Geografia Humana pela USP, Igor Venceslau, que concedeu entrevista exclusiva ao SINTECT-GO sobre a privatização da ECT. Segundo Igor a queda do lucro da ECT não é estrutural e sim conjuntural, ou seja, é influenciada pela crise na qual se encontra a economia mundial e, consequentemente, a economia brasileira.

    A diretoria da ECT tem  falado muito no déficit e que a Empresa não é mais tão lucrativa, contudo, de acordo com Igor Venceslau, a ECT teve 9% de lucro com as taxas na última década. “Se os Correios não fossem lucrativos, por que o mercado se interessaria na privatização dessa Empresa? Certamente, os Correios geram muito lucro, e o fato de estarem sofrendo com a atual crise não justifica um projeto apressado de privatização. Não é a primeira vez que a empresa registra queda nas taxas de lucro (flutuação comum a qualquer grande empresa) e o mais sensato é aguardar a recuperação da economia para em seguida pensar em qualquer ação”, explicou.

    A privatização da ECT, proposta pelo atual governo, resultará em vários prejuízos para o Brasil, principalmente social, econômico, territorial e geopolítica. “Em primeiro lugar, muitas pessoas seriam privadas do acesso ao serviço postal, tanto pelo fechamento de agências comunitárias e daquelas consideradas deficitárias quanto pela provável suspensão do serviço de entrega domiciliária em muitos dos 5570 municípios brasileiros, onde a entrega é realizada pela mesma agência de postagem (AC/UD).”, esclareceu. Segundo ele, foi o que aconteceu na Argentina após a privatização da empresa de correio do país.

    De acordo com o geógrafo, no âmbito social, a Empresa perderia a possibilidade de executar políticas públicas, como distribuição de livros didáticos, entrega de vacinas, coleta e distribuição de donativos em casos de catástrofes, patrocínio esportivo, entre outros, e assim a sociedade seria prejudicada.

    “No plano econômico, o resultado seria o aprofundamento da crise e aumento das dificuldades logísticas para setores que dependem da atuação da estatal. As empresas de e-commerce seriam sem dúvida as mais afetadas: atualmente, empresas de pequeno, médio e grande porte podem realizar vendas pela Internet para todos os municípios do país, contando com a entrega de encomendas dos Correios. Numa situação de privatização e consequente fechamento de agências, o mercado dessas empresas passa a ser automaticamente reduzido, pois elas deixariam de contar com o único operador logístico presente em todo o território brasileiro. A extinção de dois programas importantes também abalaria a economia, principalmente para pequenas e médias empresas e nas menores cidades: o Exporta Fácil e o Banco Postal”, explicou Igor Venceslau.

    A ECT é a única instituição presente em 100% do território nacional, constituindo um importante elemento de integração do território, que seria perdido com a privatização. Além disso, do ponto de vista geopolítico, a privatização causaria a diminuição da soberania nacional. “Grandes corporações multinacionais de correio - FedEx, UPS e DHL - são os agentes que possuem maior interesse na mudança do quadro normativo (monopólio estatal) e organizacional (empresa estatal) do correio brasileiro. O Estado abriria mão, assim, do controle sobre os fluxos de mensagens e encomendas dentro de suas fronteiras e as estratégias logísticas seriam montadas conforme interesses externos”, informou.

     

    Laryssa Machado

    Confira aqui a entrevista de Igor Venceslau para o Jornal da USP 

    09 Maio 2017 em Lutas da Categoria
  • Ecetistas em Goiás deliberam pelo fim do Movimento Grevista

    Na tarde de hoje, 08 de maio de 2017, os trabalhadores dos Correios em Goiás reunidos em Assembleia deliberaram pelo fim do Movimento Grevista iniciado no último dia 26 de Abril de 2017.

    A avaliação quase unanime da Assembleia foi de que o recuo percebido desde a última sexta feira, 05 de maio, em algumas bases sindicais e aumentado na manhã de hoje, quando outros Sindicatos realizaram suas Assembleias deliberando pelo fim do movimento, recuo este praticado pelas maiores bases sindicais tornara inviável a manutenção do Movimento Grevista e que, portanto, o melhor era por fim ao movimento e manter as mobilizações inclusive mantendo-se o Estado de Greve, pois os pontos principais da pauta quais sejam  a ameaça de demissões em massa, suspensão das férias, o fechamento Agencias, a ameaça de privatização e etc, não foram resolvidos.

     

    Saudações Sindicais,

    Elizeu Pereira, Secretário Geral

    08 Maio 2017 em Assuntos Jurídicos
  • Trabalhadores dos Correios em Goiás continuam em Greve

    Apesar de todos os ataques por parte da ECT, os ecetistas em Goiás continuam em greve. Desde a deflagração do movimento, no dia 26 de abril, o SINTECT-GO tem realizado ações de chamamento nas unidades (CEE e CTCE) e de conscientização da população, com realização de audiências públicas e distribuição de cartas abertas.

    No dia 27 de abril, foi realizada uma audiência publica na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás para falar sobre a “crise” nos Correios e o fechamento de agências. No dia 03 de maio, a Audiência Publica ocorreu na Câmara de Vereados de Goiânia.

    Agora, o momento é de ampliar a mobilização e fortalecer o movimento nacional até que a Empresa recue nos ataques que ela vem dando aos direitos da categoria.

    04 Maio 2017 em Lutas da Categoria
  • Audiência Pública debate fechamento de agências dos Correios em Goiás

    Para debater a “Crise” da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e o fechamento de agências dos Correios,  será realizada uma Audiência Pública no dia 03 de maio, às 14h, na Câmara Municipal de Goiânia, organizada pelo vereador Alysson Lima. A audiência ocorrerá no Auditório Carlos Eurico.

    No mês de março, os Correios anunciaram o fechamento de 250 agências no país, sendo oito em Goiás: Agência Parque Anhanguera, Agência Portal Shopping, Agência Portal Sul Shopping e Agência Filatélica Goiânia, em Goiânia; Agência Cidade Livre, em Aparecida de Goiânia;  Agência São João e Agência Santo Antônio do Rio Verde, em Catalão; e Agência Santos Dumont, em Itumbiara.

     

    03 Maio 2017 em Lutas da Categoria
  • TRT defere tutela de urgência para concessão de férias aos ecetistas de Goiás

    A Justiça do Trabalho em Goiás deferiu parcialmente a tutela de urgência, determinando que a ECT conceda férias aos empregados que foram marcadas desde outubro de 2016 a serem usufruídas dentro do período concessivo, sob pena de multa diária de R$1.000,00 por cada empregado que tiver suspensas as férias.

    A ação civil pública com pedido de tutela antecipatória de urgência foi proposta pelo SINTECT-GO para suspender a suspensão de férias adotada pela ECT

    O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região entendeu que, como previsto no manual de pessoal da Empresa, as férias dos trabalhadores já estão estabelecidas em comum acordo desde outubro de 2016, quando todas são lançadas no sistema Populis. Assim, a suspensão das férias dos empregados unilateral por pretexto de contensão de despesas não se justifica, pois elas já estavam marcadas. Além disso, os trabalhadores, confiantes no estabelecido, planejaram viagens, passeios, cirurgias e outros eventos com despesas.

    Confira aqui a Decisão na Íntegra.

    02 Maio 2017 em Assuntos Jurídicos
  • Greve Geral: Ecetistas vão às ruas contra as reformas do governo

    Ecetistas em greve foram às ruas nesta sexta-feira, dia 28, contra a reforma previdenciária e trabalhista propostas pelo governo de Michel Temer. Em Goiânia, a concentração começou às 8h em frente à Agência Central, localizada na Praça Cívica. As 10h30 os trabalhadores dos Correios em greve se uniram as outras categorias e juntos foram até a Praça do Bandeirante. A manifestação foi encerrada por volta das 12h30, com a cantora Maíra interpretando o Hino Nacional.

    Além das reivindicações da classe trabalhadora, os ecetistas também manifestaram contra o desmonte dos Correios, contra a suspensão das férias, contra as demissões, contra o fechamento das agencias, contra a falta de segurança, pelo retorno da entrega diária, pela abertura dos livros contábeis da Empresa, por auditorias da dívida pública.

    Segundo a CUT-GO, a mobilização contra as reformas de Temer levou 70 mil pessoas às ruas. 

    Confira todas as fotos aqui

    28 Abril 2017 em Lutas da Categoria
  • Sindicato realiza audiência pública para debater suposta crise nos Correios

    O SINTECT-GO realizou nesta quinta-feira, 27 de abril, uma Audiência Pública para falar sobre a suposta crise nos Correios e o fechamento de agências. A audiência foi realizada no auditório da Assembleia Legislativa de Goiás e contou com a participação dos ecetistas, da Diretoria Colegiada do SINTECT-GO, do presidente da CUT-GO Mauro Rubem, da Deputada Estadual Adriana Accorsi, do presidente da União dos Vereadores de Goiás (UVG) Ricardo Oliveira Carneiro, do Vereador Alan Cézar Rodrigues de Ipameri, do assessor do Deputado Rubens Otoni e do representante do PROCON-GO Everton Mascarenhas.

    O secretário geral do SINTECT-GO, Elizeu Pereira, falou da importância dos Correios para a sociedade brasileira, principalmente ao levar vacinas, livros e objetos das últimas eleições em todos os cantos do país. Ele também questionou o déficit, uma vez que nos últimos anos os Correios repassaram para o governo federal R$ 6 bilhões e, desse montante, R$ 3,9 bilhões foram acima do valor estabelecido legalmente, prejudicando as reservas financeiras e investimentos necessários para a modernização da empresa.  Os trabalhadores também falaram das precárias condições de trabalho de suas unidades e como a população os culpam pela demora da entrega das correspondências.

    Mauro Rubem e a deputada estadual Adriana Accorsi também falaram da importância da ECT no Brasil e que os trabalhadores devem se juntar contra os ataques que estão sofrendo. Além disso, eles falaram dos problemas que a população enfrentará com o fechamento das agências, principalmente no interior.

    Sobre o fechamento de agências, o presidente da UVG se comprometeu a fazer uma resolução, a pedido do Sindicato, junto com os vereadores associados à UVG para que ajudem a barrar a privatização da ECT e o fechamento de agências, principalmente nas cidades onde os Correios é a única instituição bancária.

    O vereador Alan Cézar falou da importância da agência dos Correios em Ipameri e disse que irá realizar audiências públicas na cidade junto com o Sindicato para discutir as questões levantadas pelos trabalhadores juntamente com a população.

    27 Abril 2017 em SINTECT-GO
  • Audiência publica debaterá desmonte nos Correios

     

    O SINTECT-GO realizará no dia 27 de abril, às 14h30, uma Audiência Pública para debater a “Crise” da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e o fechamento de agências dos Correios, principalmente no interior, visando à privatização deste patrimônio público. A audiência, que ocorrerá no Auditório da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, contará com a presença da diretoria colegiada do Sindicato e do Mauro Rubem.

    24 Abril 2017 em SINTECT-GO
  • Concurso 2011 - homologação dos candidatos aprovados no cargo de OTT

    Confira abaixo a retificação informe da ECT referente a homologação dos candidatos aprovados no cargo de Agente de Correios - Atividade Carteiro e Operador de Triagem no concurso de 2011.


    Retificação e listagem dos convocados aqui.

    24 Abril 2017 em Assuntos Jurídicos
  • Plano de Saúde: trabalhadores enviem suas cartas de recusa de inclusão

    O SINTECT-GO solicita aos trabalhadores filiados novatos, anistiados e os que tentaram incluir pai e mãe (desde que atendam aos critérios do MANPES) que enviem ao Sindicato, até o dia 26 de abril, as cartas de  recusa de inclusão no plano de saúde. As informações são necessárias para subsidiar a Federação a propor uma ação de cumprimento em razão da recusa da ECT em conceder o plano de saúde aos trabalhadores novatos, anistiados e que estão tentando incluir dependentes.

    As informações podem ser enviadas via:

    E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

    Fax: (62) 3280 4415

    Endereço do SINTECT-GO: Rua Anhangá Quadra 32-A, Lote 25, Vila Brasília, Aparecida de Goiânia – Goiás, CEP: 74.911-380

     

    Cooperação Jurídica

    Durante muitos anos, principalmente o SINTECT-GO,  tentou organizar um sistema de cooperação mútua entre os sindicatos, para que os advogados tivessem a oportunidade de trocar informações e, ao mesmo tempo, subsidiar a Federação ao propor ações de âmbito nacional.

    Dessa necessidade, foi realizado nos dia 06 e 07 de abril o Seminário Jurídico da FENTECT e na ocasião criou se um grupo de trabalho, que hoje conta com mais de 40 advogados. Como resultado foi definido um calendário para que os advogados da Federação, com o apoio dos advogados dos Sindicatos, trabalhem em várias  ações, já nessa primeira fase, como de segurança nas agências, suspensão das férias, desconto dos dias de greve e inclusão no plano de saúde.

    Essa cooperação possibilita ações de nível nacional, mas sem retirar a legitimidade de cada sindicato propor sua própria demanda. Assim, haverá mais oportunidades para solucionar os problemas jurídicos da categoria.

    20 Abril 2017 em Assuntos Jurídicos