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09 Jun

Movimentos vão às ruas contra retirada de direitos

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, formadas por mais de 60 entidades, entre elas, CUT, CTB, Intersindical, MST, MTST, CMP e movimentos de mulheres, jovens e negros, realizam nesta sexta-feira 10 o Dia Nacional de Mobilização em defesa dos direitos sociais e trabalhistas e contra o governo do presidente interino Michel Temer.

Os atos estão marcados para acontecer em todos os estados, segundo a CUT, além do Distrito Federal e diversos municípios do interior. Em São Paulo, a mobilização será na Avenida Paulista, a partir das 17h.

"As medidas que vêm sendo anunciadas pela equipe de Temer mostram que eles querem tirar direitos sociais e trabalhistas, como a CLT, a carteira assinada, as férias e o 13º salário," disse o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, em defesa das mobilizações.

"Sempre alertei os trabalhadores que o golpe era contra nossos direitos e conquistas. E as medidas que a equipe de Temer vêm debatendo via imprensa comprovam isso. Querem fazer a reforma da previdência e a trabalhista. Reforma é sempre para tirar direitos e agradar os patrões", acrescentou.

Segundo o dirigente da CUT, o Dia Nacional de Mobilização é uma das ações programadas pela CUT e pelos movimentos sociais para a construção da greve geral em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Os petroleiros e os bancários, duas das maiores categorias filiadas a CUT, farão greve de 24 horas. Segundo o coordenador geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), José Maria Rangel, a paralisação será uma das ações para a retomada das mobilizações da categoria contra a entrega do pré-sal e a privatização da Petrobras.

Os bancários cruzam os braços contra a proposta de aposentadoria aos 65 anos e outras propostas trabalhistas, como terceirização, flexibilização da CLT e possibilidade de privatizações de bancos públicos.

"O projeto que está sendo colocado prevê uma série de retirada de direitos, o que para os trabalhadores é inadmissível. Por isso vamos cruzar os braços: não aceitamos nenhum direito a menos", afirma a presidenta do sindicato da categoria em São Paulo, Juvandia Moreira.

Em Goiânia, as 9h os manifestantes se reunirão em frente à Superintendência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), localizado na Avenida Goiás. As 16h, a concentração será em frente ao Tribunal de Justiça de Goiás, onde o ponto alto será a denúncia da criminalização dos movimentos sociais, haja vista a prisão de militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Após esse ato, os manifestantes seguirão em passeata até a Praça Universitária, onde acontecerá um evento cultural.

Reprodução: Brasil 247

Última modificação em Quinta, 09 Junho 2016 17:37
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