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Justiça decreta prisão preventiva de responsável por gerir recursos do Postalis

Ex-presidente da BNY Mellon é apontado como responsável por operações que geraram prejuízos no fundo de pensão dos Correios. BNY diz que está 'cooperando integralmente' com autoridades.

Justiça Federal do Distrito Federal autorizou a prisão preventiva do ex-presidente do BNY Mellon José Carlos Lopes Xavier de Oliveira. Ele é apontado por investigadores da Polícia Federal (PF) como um dos principais responsáveis pela operação que gerou desvios no Postalis, fundo de pensão dos Correios, e prejuízo aos funcionários da estatal. A BNY Mellon é uma companhia de investimentos.

Ainda não há informações sobre o cumprimento do mandado de prisão. Investigadores afirmaram que Oliveira pode estar fora do país. Até a última atualização dessa reportagem, o G1 buscava contato com a defesa de Oliveira.

A assessoria de imprensa da BNY Mellon disse que a empresa está "cooperando integralmente com as autoridades".

O BNY Mellon administrava os investimentos do Postalis e foi contratado pelo fundo justamente para proteger suas aplicações. A suspeita é que Oliveira autorizava e viabilizava operações consideradas criminosas para beneficiar empresas como a de seu ex-sócio, Arthur Mario Pinheiro Machado. Os investigadores não descartam que Machado possa ter repassado propina ao ex-presidente do BNY Mellon.

As investigações apontam que o Postalis aplicou em empresas geridas pelo próprio BNY Mellon, em valores superestimados ao mesmo tempo que controlava os investimentos.

Fraude no Postalis

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (1º) operação para esclarecer suposta atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de recursos previdenciários do Postalis (Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos), fundo de pensão dos funcionários dos Correios.

Segundo a Polícia Federal, a má gestão dos recursos e os desvios investigados geraram déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões.

Milton Lyra, apontado como operador político de senadores do PMDB, é alvo de busca, além de ex-gestores do Postalis. Ex-líder do governo Dilma Rousseff no Senado, o senador cassado Delcídio do Amaral afirmou aos investigadores, em sua delação premiada, que Milton Lyra era o operador de diversos políticos do PMDB e que tinha influência no Postalis. Milton Lyra afirma que "não é e nunca foi intermediário do repasse de qualquer quantia a congressistas".

A PF programou ações para durarem 48 horas, a partir da deflagração da operação, em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Alagoas. A previsão é de cumprimento de 100 mandados judiciais de busca e apreensão, por 62 equipes policiais. Não houve prisões.

Entre os alvos das medidas judiciais há empresários em suposta articulação com gestores do fundo de pensão, além de dirigentes de instituição financeira internacional. Também serão alvos dos policiais federais empresas com títulos em bolsas de valores e instituições de avaliação de risco.

A Operação Pausare é resultado de um conjunto de auditorias de órgãos de controle. As fiscalizações, enviadas ao Ministério Público Federal, identificaram má gestão, irregularidades e impropriedades na aplicação dos recursos do Postalis. A PF investiga agora as repercussões criminais da atuação desse grupo de pessoas no desvio de recursos do fundo.

Segundo a PF, o nome da operação faz referência ao verbo latino pauso, que significa fazer uma pausa, descansar, usado para batizar a operação no sentido de aposentadoria.

 

Reprodução: G1

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Operação visa prevenir acidentes de trabalho no estado

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás realizou na tarde desta terça-feira (28.4), um Workshop com centrais sindicais, federações e sindicatos para convida-los a participarem da “Operação Canguru: todos pela proteção dos trabalhadores”, uma atividade de vistoria conjunta durante 30 dias para prevenir acidentes de trabalho no estado.

Segundo dados do Anuário Estatístico da Previdência Social, em 2013 ocorreram 717.911 acidentes, sendo 2.814 óbitos e 16.121 incapacidades permanentes no país. Goiás ocupou 9ª posição no ranking das federações em número de acidentes de trabalho, com 17.158, com 101 óbitos e 205 incapacidades permanentes.

“Na operação, os auditores que atuam na área de legislação passarão a fiscalizar também saúde e segurança no trabalho, ou seja, 100% dos auditores fiscais do trabalho estarão com foco nas questões de segurança na ambiência laboral.” Afirmou o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Goiás, Arquivaldo Bites, matéria publicada no site da Superintendência.  

 

 Autoria: Laryssa Machado com informações da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás

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