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Banco dos EUA diz que busca acordo com Postalis sobre investimentos prejudiciais

O presidente para América Latina e CEO no Brasil do banco BNY Mellon, Eduardo Adriano Koelle, disse nesta quinta-feira (18), em depoimento à CPI dos Fundos de Pensão, que o fundo de pensão dos Correios Postalis recusou em janeiro uma tentativa de acordo para reaver os recursos perdidos com investimentos prejudiciais. O banco norte-americano aguarda uma contraproposta.

Em 2015, o BNY teve R$ 250 milhões retidos pela Justiça para garantir perdas do Postalis. O fundo de pensão pretendia aplicar recursos em títulos da dívida externa brasileira, mas, em 2011, esses papéis foram trocados por bônus argentinos e venezuelanos. O negócio causou prejuízo de R$ 190 milhões.

Segundo Koelle, o BNY nega qualquer envolvimento, alegando que as decisões de investimento cabem ao gestor, o Postalis, e não ao banco, que administrava os recursos. “O BNY era apenas o fiduciário desses investimentos. Não posso fazer julgamento sobre a estratégia de investimentos.”

Negligência
Em dezembro, a CPI dos Fundos de Pensão ouviu, em reunião reservada, dois ex-dirigentes do BNY Mellon. Eles apresentaram aos parlamentares uma carta, na qual relatam negligência do banco nos investimentos do Postalis.

Contradições
O relator da CPI, deputado Sergio Souza (PMDB-PR), apontou contradições entre Koelle e outras testemunhas ouvidas. Ele lembrou ainda que nos Estados Unidos o banco ressarciu prejuízos aos fundos de pensão, em um acordo de US$ 700 milhões, e pediu solução semelhante para o Postalis.

Vice-presidente da CPI, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) também defendeu a devolução de recursos ao Postalis. “Está claro como dia que houve fraude. Queremos que o mesmo procedimento adotado nos Estados Unidos ocorra aqui.”

Responsabilidade solidária
Para o presidente da CPI, Efraim Filho (DEM-PB), o BNY Mellon tem responsabilidade solidária. “Em vários negócios, o banco é gestor e não só administrador fiduciário.” Efraim Filho enfatizou, ainda, que houve omissão do banco em identificar fraudes.

“O ex-presidente do banco Zeca Oliveira esteve aqui e nos entregou documento público afirmando ter ocorrido erro operacional na operação que causou prejuízo ao Postalis, que poderia ter sido evitado se houvesse sido adotado critérios mais rigorosos de controle”, afirmou.

Outro lado
Em nota publicada após o depoimento, o Postalis nega que tenha havido proposta do banco ao fundo no mês de janeiro. Veja a íntegra:

"Sobre o depoimento do Sr. Eduardo Adriano Koele, presidente para América Latina e CEO no Brasil do Banco BNY MELLON, à CPI dos fundos de pensão esta manhã, o Postalis nega ter recebido qualquer proposta de acordo por parte do Mellon.
Todas as iniciativas para um possível acordo partiram do Postalis, tendo sido várias tentativas em 2014 e a última em agosto de 2015, quando diretores do Postalis e do BNY Mellon se reuniram em São Paulo. Na ocasião, os representantes do Postalis apresentaram, como base para um possível acordo, um levantamento do que o Instituto apurou como prejuízos acumulados em decorrência da falta de controle do BNY Mellon na administração dos recursos do Postalis até aquela época.
Diferentemente do que afirmou o Sr. Koele à CPI, após essa data, o Postalis nunca mais foi procurado pelo BNY Mellon.
O Postalis, como sempre esteve, continua aberto a negociação."

 

Reprodução:  Câmara dos Deputados

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PF vê rombo de R$ 5 bi em fundo de pensão dos Correios

A Polícia Federal descobriu um rombo de R$ 5 bilhões no Postalis, o Instituto de Seguridade dos Correios. O valor é resultado da análise de investimentos feitos pelo instituto nos últimos quatro anos.

O relatório, que aponta mau uso das contribuições dos servidores dos Correios, foi entregue em 15 de dezembro à Justiça Federal no Rio.

O documento lista os negócios e responsabiliza 28 pessoas, entre diretores e ex-diretores do Postalis, além de empresários e executivos do mercado financeiro.

A PF aponta indícios de gestão temerária, crimes contra o sistema financeiro e organização criminosa.

O Postalis é considerado o terceiro maior fundo de pensão do país, atrás só do Petros, da Petrobras, e do Previ, do Banco do Brasil.

Os negócios suspeitos aconteceram, de acordo com a PF, na administração de Alexej Predtechensky, conhecido como Russo, e na atual gestão de Antônio Carlos Conquista.

Predtechensky foi indicado pelo PMDB e Conquista, pelo PT. Apesar das suspeitas, não se comprovou até o momento se dinheiro do Postalis foi parar nas mãos de políticos dos dois partidos.

A partir de depoimentos e análises de documentos, a PF concluiu que os dois gestores tinham conhecimento sobre a aplicação "temerária" dos recursos do Postalis.

CONFLITO DE INTERESSES

Russo e Conquista firmaram, segundo a PF, contratos com instituições de consultoria de risco que davam o aval para a aplicação do dinheiro dos contribuintes.

Entre os grupos contratados para gerir as aplicações do Postalis e indicar o que seria o melhor investimento estão o banco BNY Mellon e a Risk Office, apontada como a maior gestora de riscos da América Latina.

Os investigadores identificaram "conflito de interesses", já que os executivos dos gestores de aplicação do fundo atuavam tanto no Postalis como em alguns planos adquiridos.

Investigadores analisam por que tanto o banco BNY Mellon como a Risk Office, assim como os gestores do Postalis, "não questionam a baixa rentabilidade dos fundos aplicados ou adotam medidas para o saque do dinheiro aplicados", diz o relatório.

A investigação da PF no Rio teve início em dezembro de 2013, a partir de denúncias de irregularidades na emissão de debêntures do Grupo Galileo, em 2011, mantenedor da Universidade Gama Filho, da ordem de R$ 100 milhões.

"Os dirigentes deixam de aplicar recursos dos planos sem observar segurança, rentabilidade e transparência. Houve uma falta de controle dos gestores", afirmou a PF.

OUTRO LADO

O Postalis disse, via assessoria, que o presidente Antônio Carlos Conquista prestou esclarecimentos à Polícia Federal sobre os investimentos do fundo de pensão dos funcionários dos Correios.

O Postalis afirmou que Conquista prestou esclarecimentos "a respeito do Fundo Brasil Sovereign II- Fidex, cujos aportes ocorreram entre 2005 e 2008, antes da sua nomeação à presidência, que ocorreu em 2012".

Ainda segundo sua assessoria, o Postalis já obteve algumas vitórias judiciais contra o banco BNY Mellon. A nota afirma ainda ter obtido uma carta fiança no valor de R$ 250 milhões. O fundo de pensão afirmou que a Risk Office não presta mais serviços ao Postalis.

O ex-presidente do fundo Alexej Predtechensky não atendeu a reportagem.

O banco BNY Mellon explicou que a companhia vem "cooperando plenamente com as autoridades brasileiras para esclarecer os fatos relacionados ao Postalis".

À PF, Marcos Jacobsen, presidente da Risk Office, disse que a empresa realiza "relatórios informativos, não participando de reuniões no comitê de investimento do Postalis, nem como analista".

 

PF deflagra operação que investiga o Postalis (Vídeo)

Reprodução: Folha de São Paulo

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Diretoria do Postalis facilita fraudes, diz Correios

Com prejuízos de R$ 2,6 bilhões só nos dois últimos anos, o Postalis fez aportes sem analisar riscos e não apresentou documentos que justificam os investimentos


Uma auditoria recém-concluída pelos Correios aponta que a gestão do presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista, indicado pelo PT, contraria regras de mercado, omite documentos e facilita fraudes no fundo de pensão da estatal. Segundo os auditores, a bagunça administrativa no Postalis provocou, apenas nos últimos dois anos, prejuízo de R$ 2,6 bilhões nas contas do fundo.

A auditoria, de março deste ano, é mais uma tentativa de se explicar o desastre no Postalis. Os governos Lula e Dilma entregaram o comando do fundo a apaniguados do PT e do PMDB. Esse consórcio fez miséria com o dinheiro da aposentadoria dos carteiros. Há provas de crimes em investigações no Brasil e até nos Estados Unidos, como revelou ÉPOCA. Diretores do Postalis tinham até conta secreta em paraíso fiscal.

Com os péssimos resultados que se acumularam nos últimos anos, o Postalis se tornou um exemplo do mal que o aparelhamento político pode produzir num fundo de pensão. A bagunça – seja por má-fé, seja por incompetência – é tamanha que os auditores dos Correios não conseguiram sequer acesso a todos as informações que pediram.  Para se ter uma noção: não foram apresentados documentos sobre investimentos de R$ 1,8 bilhão. São avaliações de risco, contratos e atas que simplesmente não foram entregues _ ou sumiram. O resultado deste tipo de situação são os sucessivos prejuízos e um convite a fraudes.
 “Os erros identificados não são fraudes, mas facilitam a sua ocorrência. Não significa que elas não ocorreram, mas que fragilidades de controle apontam para a possibilidade de sua existência, o que recomenda apurações mais aprofundadas acerca das causas”, diz a auditoria.

A auditoria aponta ainda que quase R$ 2 bilhões em investimentos não tiveram garantia suficientes e, em alguns casos, nem mereceram análise de risco. “Há investimentos cujas garantias não são suficientes para cobrir todas as suas perdas e, no que diz respeito especialmente a investimentos realizados em Fundos de Participação, além de serem ilíquidos, não possuem garantias”, diz a auditoria. “Constataram- se investimentos que não foram precedidos de todas as avaliações de riscos exigidas e, ainda, que a Análise de Investimentos elaborada pelo Postalis utilizou documentos endereçados a terceiros”.

O documento dos Correios é claro: a direção do Postalis contraria as regras do Conselho Monetário Nacional e as próprias normas internas da instituição. “A falta de documentos necessários à tomada de decisão denota inobservância aos preceitos normativos e legais e fragiliza os mecanismos controle porventura existentes, contrariando as Diretrizes Gerais para Análise de Investimentos, expressas no Manual de Investimentos do Postalis”.

A auditoria aponta ainda como a diretoria, em suas reuniões, pouco fez para evitar prejuízos. Entre janeiro e agosto do ano passado, por exemplo, as atas e relatórios registraram riscos nos investimentos. Mas nada, pelo menos oficialmente, foi registrado. “Não houve registro, nessas mesmas atas, de providências indicadas por qualquer dos mencionados órgãos para mitigação dos riscos mencionados”, anotou a auditoria.

As descobertas dos Correios colocam em xeque a gestão de Antonio Carlos Conquista. Presidente da instituição desde 2012, ele assumiu o fundo de pensão com diversos investimentos problemáticos. Desde então, a situação só se agravou. Os Correios destacam medidas tomadas pela Postalis que fogem do padrão de mercado – sempre para trazer mais déficits.  O instituto, por exemplo, pagava taxas de emissão de debêntures que não são cobradas pelo mercado, além de cobranças acima da média nas taxas administrativas.

Há ainda o aporte de R$ 263 milhões em fundos que já estavam em déficit – mesmo assim o Postalis prosseguiu investindo. “Conclui-se, portanto, quanto a isso, que, apesar de o Fundo Serengeti não ter cumprido suas metas de performance nos últimos três anos, houve o aporte de novos recursos, quando era de se esperar que, de acordo com as regras pertinentes, valores sob a gestão dele fossem resgatados”, diz o documento.

Outros apontamentos da auditoria beiram o amadorismo. Os Correios destacam, por exemplo, que tabelas sobre os mesmos investimentos apresentam diferenças de R$ 132 milhões.
Apesar dos sucessivos alerta dos Correios, o Postalis é lento em atender aos pedidos dos auditores. Em dezembro de 2014, a auditoria destacou que estavam pendentes de solução 440 pontos que já haviam sido cobradas explicações. Conquista é ligado ao atual presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, subordinado à ala sindicalista do PT e próximo do tesoureiro João Vaccari, preso na Lava Jato. O dirigente do Postalis era chefe de gabinete quando Pinheiro chefiava o fundo de pensão da Petrobras.

Em nota, os Correios afirmaram que os documentos que não foram apresentados pelos Postalis não causaram danos aos pensionistas ou à fiscalização. A estatal afirma que o relatório ainda não foi finalizado e que o Postalis poderá apresentar a documentação. “No que se refere ao fornecimento de documentação eventualmente solicitada pela auditoria, tal fato não causa nenhum dano aos pensionistas, ao trabalho da auditoria ou ao cumprimento da função do patrocinador”.

O Postalis, por sua vez, disse que apresentou os documentos que estavam disponíveis. “O Postalis sempre respondeu a todas as auditorias e apresentou todos os documentos disponíveis para cada um dos processos decisórios de aquisição de ativos, de acordo com as exigências da época de suas aprovações”, afirmou em nota. O Postalis dise ainda que a entidade melhorou seus controles internos. “A atual Diretoria implementou  um novo modelo de governança, que apresenta melhorias nos  processos decisórios sobre os investimentos,  com avaliações mais detalhadas  e  principalmente com a implantação da Gerência de Riscos, e de manuais  de Risco e de Investimentos bastante rigorosos e restritivos”.

Reprodução: Revista Época

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Empregados pediram mudanças no fundo de pensão dos Correios

O presidente da Associação dos Profissionais dos Correios, Luiz Alberto Barreto, disse hoje (20) que chegou a pedir, no ano passado, intervenção em decisões do fundo Postalis, para evitar alguns investimentos que poderiam prejudicar os associados. O fundo é responsável pela arrecadação e investimento do dinheiro depositado pelos empregados dos Correios para complementação da aposentadoria.

Em depoimento na comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga indícios de gestão fraudulenta, com possíveis prejuízos para os fundos de pensão, entre 2003 e 2015, Barreto afirmou que os investimentos questionados são os responsáveis pelo atual déficit de R$ 5,6 bilhões.

Segundo ele, a falta de liquidez das aplicações financeiras levou a diretoria a aumentar em 25,98% a contribuição dos participantes, mas a Justiça suspendeu o pagamento de adicionais que deveriam ter sido descontados dos salários e das pensões no último mês de abril.

“Por que o Postalis concentrou tanto seus investimentos no BNY Mellon?”, perguntou Luiz Alberto Barreto. Segundo ele, o valor investido na empresa responsável pela supervisão da gestão terceirizada do Postalis corresponde à maior parte do déficit financeiro do fundo. Para ele, em vez de optar por investir em títulos da dívida pública brasileira, o Postalis poderia adquirir títulos do Tesouro Nacional.

Evitando citar nomes dos possíveis responsáveis pelo déficit do fundo de pensão dos Correios, ele disse que, se não houve erro nas decisões sobre investimentos a serem feitos, ocorreu, pelo menos, omissão da diretoria. Ele sugeriu que os parlamentares investiguem fundos como o Evocatti, Riviera, Socopa e Planner.

O Planner foi responsável pela administração do fundo de investimentos da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), criado em 2004. Mais de R$ 26 milhões foram repassados ao Planner pelos fundos Petrus (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal) e Previ (Banco do Brasil).

 

Por Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil

Edição: Beto Coura

Fonte: Agência Brasil

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Justiça bloqueia R$ 196 mi por fraude em compra de terreno pelo Postalis

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Em ação do Ministério Público Federal em São Paulo, a Justiça Federal decretou a indisponibilidade dos bens, num total de R$ 196,9 milhões, de 16 pessoas e duas empresas envolvidas na compra supostamente fraudulenta de um terreno em Cajamar (Grande São Paulo) pelo fundo de pensão dos funcionários dos Correios (Postalis), em 2012. O montante equivale à quantia desembolsada pelo instituto para a aquisição do imóvel.

O bloqueio foi decretado pela juíza federal Silvia Figueiredo Marques. "Aparentemente, o investimento foi indevido e temerário. E, até o momento, não houve rendimento repassado ao Postalis", assinalou a juíza. "Ocorreu, em tese, ato de improbidade administrativa, previsto no artigo 10 da Lei 8429/92 por parte das pessoas envolvidas no negócio."

O Ministério Público Federal já entrou com recurso para que o bloqueio seja ampliado até a soma de R$ 584,7 milhões, atingindo também outras cinco pessoas e duas empresas envolvidas no negócio apontado como irregular. Para a Procuradoria da República, o montante indisponível deve garantir, em caso de condenação, não só o ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos, mas também o pagamento da multa equivalente a duas vezes o valor do dano.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 16, pela Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal. Também foi divulgada a íntegra da ação civil pública de improbidade administrativa, da liminar da Justiça Federal e do agravo de instrumento. O número do processo é 0011479-76.2015.4.03.6100. Para consultar a tramitação, acesse: http://www.jfsp.jus.br/foruns-federais/

O terreno em Cajamar foi adquirido pelo fundo de pensão para a construção do Complexo Operacional Rodoanel, um centro de operações logísticas, suprimentos e transporte de cargas que seria alugado aos Correios por R$ 1,75 milhão por mês. A compra do imóvel, porém, não poderia ter sido autorizada pelos representantes do Postalis, pois tal aplicação de recursos não estava prevista na política de investimentos do plano de benefícios.

Segundo a Procuradoria, o negócio foi extremamente desvantajoso para o fundo de pensão, pois traria rendimento de apenas 8% ao ano, enquanto, na ocasião, mais de 20 títulos públicos ofereciam taxas de retorno maior.

Segundo avaliação contratada pelo Postalis, os custos com o terreno e a construção chegariam a R$ 166 milhões. O instituto, porém, pagou R$ 30 milhões a mais, segundo a ação, considerando a rentabilidade que teria com o aluguel.

Ignorou, no entanto, que seriam diversos meses de obra, com desembolso de milhões de reais sem qualquer retorno financeiro, diz a ação do Ministério Público Federal. Decorridos cerca de três anos, o fundo de pensão ainda não havia obtido lucro algum, já que os Correios se recusavam a iniciar o pagamento dos aluguéis diante do atraso na conclusão das obras.

"Investir mais de R$ 200 milhões, considerando as correções pelo índice nacional da construção civil (INCC) previstas em contrato para não ter retorno por mais de um ano e meio e, após isso, ter retorno inferior a quase todos os títulos públicos é algo inadmissível como aplicação", afirma o procurador da República Roberto Antonio Dassié Diana, autor do procedimento.

Para o MPF, as 21 pessoas envolvidas, entre elas 13 representantes do Postalis, praticaram atos de improbidade administrativa que causaram prejuízos ao patrimônio público dos Correios e dos funcionários da estatal. A ação diz que os envolvidos permitiram que 'as empresas participantes enriquecessem ilicitamente e violaram princípios da administração pública, tais quais a impessoalidade, a moralidade administrativa e a eficiência'.

Além do ressarcimento dos danos aos cofres públicos e do pagamento de multa, o MPF solicita que os réus tenham os direitos políticos suspensos por oito anos, sejam proibidos de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos e, no caso dos gestores do Postalis, percam a função pública. A ação também requer que, ao fim do processo, o negócio jurídico de venda e compra do terreno em Cajamar seja declarado nulo e que os valores sejam devolvidos com juros e correção monetária.

Procurado por e-mail, o Postalis não respondeu ao contato da reportagem até o fechamento da matéria.

 

Reprodução: Diário de Pernambuco

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Representante da direção do Postalis diz que rombo de R$ 5,6 bi é 'indefensável'

Brasília, 09 - A chefe de gabinete da direção do Postalis, Maria de Auxiliadora Alves, admitiu nesta terça-feira, que o rombo de R$ 5,6 bilhões no fundo de pensão dos Correios é "indefensável". Segundo ela, a atual direção do fundo, que empossada há três anos, percebeu a existência de uma carteira de investimentos "difícil, ilíquida e bastante heterodoxa".

"Somos solidários aos cerca de 140 mil trabalhadores que fazem parte deste sistema, estamos tentando recuperar os investimentos", afirmou Maria Auxiliadora, durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado.

No encontro, Maria Auxiliadora representou o presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista, que não compareceu à sessão por causa de um agendamento médico em São Paulo. Houve protestos na plateia, composta por sindicalistas.

No início do mês passado, o Estado revelou que uma investigação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) havia chegado à conclusão de que os diretores e conselheiros do Postalis foram responsáveis por parte do rombo de R$ 5,6 bilhões no plano de benefício definido dos participantes do fundo.

O presidente da Associação dos Profissionais dos Correios, Luiz Alberto Menezes, defendeu que o Senado instale o mais rapidamente possível a CPI dos Fundos de Pensão para investigar o caso. O requerimento de criação da comissão de inquérito já foi apresentado, só faltando apenas que os líderes partidários indiquem os senadores que vão participar do colegiado.

Para Menezes, um plano de previdência saudável não tem que trabalhar com investimentos de risco, de forma que permita o pagamento da aposentadoria dos seus representantes.

Embora sem terem apresentado provas, sindicalistas criticaram o que chamam de aparelhamento político nas indicações para o fundo de pensão. Chegaram a citar nomes de senadores, como o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA), como responsáveis por indicações para o Postalis. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse que os presentes não podem citar as pessoas "por ouvi dizer". "Vocês precisam ter algo que precisam ser correto. Terão a oportunidade de fazê-lo por ocasião da CPI", avaliou o tucano, um dos responsáveis pelo pedido da audiência pública.

Reprodução: Agência Estado, via Estado de Minas

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Má gestão em fundo de pensão dos Correios será analisada. Rombo será coberto em 2016

Responsável pela aposentadoria dos funcionários da ECT, o Postalis tem rombo de R$ 5,7 bi. Empresa queria descontos extras dos empregados para ajudar a cobrir o deficit. Proposta em discussão deixa isso para o ano que vem e foca nas causas do buraco

Os empregados dos Correios negociam com a estatal uma nova saída para cobrir o rombo de R$ 5,7 bilhões no Postalis, o fundo de pensão dos trabalhadores da empresa. Nesta quarta-feira (20), os dirigentes da empresa começaram a analisar um acordo que, se aceito, permitirá que os descontos nos rendimentos de empregados e beneficiários do plano BD Saldado, responsável pela maior parte do deficit do fundo, começarão a ocorrer apenas em 2016 e não mais a partir deste mês, como havia sido anunciado pela estatal no início do ano.

A intenção da Adcap (Associação dos Profissionais dos Correios) é que assim tenha mais tempo para discutir melhor as causas e as responsabilidades pelo deficit que supera o patrimônio do fundo de pensão, estimado hoje em R$ 5 bilhões.

O déficit bilionário do Postalis já se tornou uma novela que persegue os empregados dos Correios desde 2011. O rombo deriva basicamente do desequilíbrio financeiro no plano BD saldado que tem hoje cerca de 75 mil participantes ativos e aposentados, embora, há dez anos, já não aceite o ingresso de novos funcionários.

A principal característica desse plano é ter definido, previamente, o valor do benefício que será pago aos participantes quando estes se aposentarem, independentemente do valor das contribuições feitas ao longo da vida.“Não nos negamos a pagar, como associados. Por razões técnicas, é possível que um fundo de previdência tenha algum prejuízo, mas não é justo assumirmos tudo”, afirmou Inês Capelli, vice-presidente da Adcap.

Os servidores que entraram na empresa a partir de 2005 e optaram por ter uma previdência complementar foram direcionados para o plano PostalPrev, cujo benefício futuro a ser pago dependerá diretamente das contribuições feitas. Segundo os Correios, esse segundo plano está equilibrado e tem hoje cerca de 115 mil participantes ativos.

Maus investimentos

Além do descompasso financeiro que a definição prévia de aposentarias e pensões independente das contribuições realizadas pode causar nas contas de um plano de benefício previdenciário, o Postalis sofre com o resultado de péssimos investimentos feitos com os recursos disponíveis. O desequilíbrio financeiro do Postalis ganhou, neste ano, contornos dramáticos quando os Correios anunciaram que aumentariam a contribuição extraordinária feita pelos trabalhadores, a partir de abril, para cobrir o rombo decorrente dos prejuízos com más aplicações financeiras.

A carteira de investimentos do Postalis, que afetou diretamente o resultado do plano BD saldado, é recheada de apostas econômicas erradas, como ações das empresas de Eike Batista e do Banco Santos – que quebrou em 2004.  Houve, ainda, aplicações consideradas pelos funcionários no mínimo suspeitas de interferência política, como as feitas no Fundo Soberano da Venezuela e no Fundo Soberano da Argentina.

A partir deste mês de maio, a diretoria dos Correios queria diminuir a sua cota para cobertura do prejuízo total e elevar o percentual dos participantes do plano BD Saldado para equiparar as contribuições. Seriam, então, descontado nos salários o equivalente a 25,98% do valor dos benefícios futuros e 34% das aposentadorias daqueles que já não estão mais na ativa. O motivo alegado pela empresa é que era preciso dividir melhor a cobertura do rombo.

Os Correios informaram, em nota, que esses percentuais de desconto equivaleriam a 3,88% dos rendimentos mensais de quem está trabalhando, e que a empresa também recolheria ao Postalis o mesmo percentual sobre a sua folha de salários, o que significaria R$ 14 milhões por mês, cerca de 1% do faturamento anual da estatal.

A associação dos funcionários Adcap foi à Justiça contra a contribuição extra e, inicialmente, conseguiu uma liminar para impedir a elevação da cobrança. A suspensão, no entanto, só durou dez dias, mas a briga na Justiça pelo menos abriu a possibilidade da nova negociação, que está em curso. “Um prejuízo de R$ 5,7 bilhões, maior que o patrimônio do fundo, é evidente que é consequência de má gestão”, diz Inês Capelli.

Reprodução: Fato Online

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CPI vai investigar desfalque em fundo de pensão dos Correios

A Comissão Parlamentar de Inquérito dos Fundos de Pensão vai investigar, entre outras acusações, o rombo de cerca de R$ 5,5 bilhões no fundo dos Correios, o Postalis. A CPI foi criada nessa quinta-feira (7) no Senado.

Os trabalhadores que participam desse fundo, que é uma aposentadoria complementar, vão ter que cobrir parte do prejuízo. Eles estão tendo, em média, 4% de desconto nos salários, podendo em alguns casos chegar a 25%, isso pelos próximos 15 anos.

Os Correios informam que o déficit foi provocado por uma empresa contratada que fazia investimentos de risco que deram prejuízo.

O presidente da Federação dos Trabalhadores dos Correios, José Rodrigues, espera que a CPI não se resuma a disputa política entre governo e oposição.

 A Comissão também vai investigar o fundo de pensão da Petrobras, o Petros, e o Previ, do Banco do Brasil. Uma das autoras da criação da CPI, senadora Ana Mélia, do PP, ressaltou a importância da investigação.

A CPI teve a assinatura de 27 senadores. Número mínimo para criação de uma Comissão. Agora, os partidos têm até a próxima semana para indicar os membros da CPI.

Reprodução: Radioagência Nacional (EBC)

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Diretores dos Correios e do Postalis irão ao Senado para justificar rombo bilionário em fundo de pensão

A Comissão de Fiscalização e Controle do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (5) requerimento para ouvir o diretor-presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, o superintendente da Previdência Complementar (Previc), Carlos Alberto de Paula, e Antonio Carlos Conquista, atual gestor do Postalis, fundo de pensão dos funcionários empresa que um dia foi orgulho nacional, mas que hoje conta com um rombo de R$ 5,6 bilhões, fruto da malandragem desmedida que emoldura a era petista no Planalto Central.

Autor do requerimento de convocação, o líder do Democratas na Casa, Ronaldo Caiado (GO), quer explicações sobre os motivos que levaram o fundo a reter até 25% do salário de funcionários e pensionistas para pagar o prejuízo.

A medida adotada pela direção do Postalis é abusiva, não sem antes ser criminosa, pois não se pode impor, por meio de chantagem disfarçada, um custo adicional àqueles que contribuem para o fundo com o objetivo de complementar a aposentadoria.

“Os gestores desse fundo devem responder por esse absurdo e não os funcionários que foram enganados por uma diretoria que usou o dinheiro deles para comprar títulos da Venezuela. Pelo visto, o esquema de corrupção do Mensalão, que começou nos Correios, continuou firme e forte na empresa”, justificou Caiado.

O requerimento original previa ainda a convocação do ministro Ricardo Berzoini (Comunicações), mas após acordo entre Caiado e membros da comissão a presença de Berzoini ficou acordada para um segundo momento, caso as explicações dos diretores não satisfaçam o colegiado.

 

Reprodução: Ucho.Info

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Senado debaterá prejuízos do Postalis

A Comissão de Meio Ambiente e Fiscalização do Senado aprovou requerimento do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) que pede a realização de audiência pública para discutir os prejuízos do Postalis, fundo de pensão dos servidores dos Correios. O déficit do fundo é estimado em mais de R$ 5,5 bilhões e tem revoltado os funcionários da estatal. Representantes dos Correios, do Postalis e da Previc, órgão que fiscaliza os fundos de pensão, serão chamados para a audiência. Nas últimas semanas, houve tentativas frustradas de se criar uma CPI para investigar os rombos dos fundos de pensão ligados a estatais. A data da audiência ainda não foi marcada.  

Reprodução: Época

 

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